Sobre a polêmica abertura do comércio aos domingos, o advogado Alcides Siqueira Gomes dá a contribuição dele ao assunto escrevendo para a coluna Opinião do jornal O Diário. Entre outras coisas, o advogado, que é ex-presidente da ACIM, fala sobre a inserção de um aspecto religioso na discussão – o fato de o domingo ser supostamente o “Dia do Senhor”. Veja um trecho do que ele escreveu:
O mais interessante de tudo isso não é simplesmente a questão trabalhista, mas a insistência ao justificar a posição. O arcebispo remete a questão aos primórdios do cristianismo, afirmando que desde os tempos apostólicos, o domingo é definido como o “Dia do Senhor”, o que não é verdade, pois nenhuma declaração de Cristo encontrada nos Evangelhos contém a expressão “Dia do Senhor”. Qualquer estudante da história eclesiástica sabe muito bem que os judeus acrescentaram exigências além daquelas prescritas pela Bíblia Sagrada – o Velho Testamento na época, em torno de 600 contidas num livro denominado Talmud.
Foi contra esses exageros que levou Cristo a protestar: “o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Somente a partir do século 4º é que o domingo começou a se impor como Dia de Guarda, por Decreto de Constantino no ano 321 A.D. e anuência da Igreja Cristã (vide Barsa volume 12 – Sábado, e Dies Domini, de João Paulo II – Paulinas). (fonte: O Diário)
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