Blog do Ronaldo

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Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Até 2008…

Caro leitor, desculpe o blogueiro aqui, mas não vai rolar mais nada novo neste blog até o fim do ano. Hoje, por exemplo, já estou em clima de folga… As energias que restam para este ano estão todas reservadas para terminar bem a segunda edição do jornal da CBN Maringá. Por sinal, o noticiário está bem interessante. Já falamos, por exemplo, sobre a promessa do presidente da Câmara de Maringá de divulgar as diárias dos vereadores no site do Legislativo a partir de 2008, sobre a possibilidade de redução do número de CC´s e ainda sobre a devolução de R$ 200 mil da “economia” feita pelos vereadores no orçamento deste ano. Também lembramos que câmaras menores estão devolvendo mais dinheiro que a nossa. A de Apucarana, por exemplo, devolveu hoje R$ 1,5 milhão. O Legislativo daquela cidade tem 11 vereadores, apenas 12 funcionários, um orçamento de R$ 3,7 milhões – dos quais R$ 1,5 milhão foram economizados. Bom exemplo, não? Já pensou se em Maringá conseguissem economizar 20% do orçamento total? Daria pra fazer duas belas escolas ou recuperar praticamente toda a malha asfáltica da cidade.

É isso. Um ótimo fim de ano pra você. Curta todos os momentos, vibre com o que resta do ano, faça planos, mas não esqueça de agradecer Aquele que ainda mantém o universo em ordem e nos dá o dom da vida.

Até 2008.

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A mídia e o crescimento

Tem momentos em que os aliados do presidente Lula têm direito de reclamar da imprensa. Veja, por exemplo, a análise da taxa de crescimento econômico do país neste ano. No UOL o destaque é este:

- Brasil cresce menos do que a média do continente

No blog de Josias de Souza, os argumentos continuam:

- Brasil é 7º em desempenho do PIB na América do Sul

As duas linhas finas da análise de Josias são ainda menos generosas com o governo:

*País superou apenas Suriname, Guiana, Bolívia e Equador
*Incluindo-se toda a América Latina e Caribe, Brasil é 17º

A análise feita pelo colunista da Folha ignora o contexto social e econômico brasileiro e dos demais países. Em fevereiro passado, conversei com o diretor econômico do Bradesco. Recordo que ele foi muito incisivo quando o questionei sobre o desempenho da economia nacional (no ano passado, o crescimento foi de 3,7% – neste ano, deve ficar em 5,2%. Octávio de Barros afirmou que o crescimento brasileiro é saudável, sustentável, consistente e, principalmente, responsável. Isto, porque o Brasil cresce com inflação baixa e reduzindo o seu déficit externo e interno, diminuindo inclusive a desigualdade social. Mas é aquela história: a gente só vê aquilo que quer ou consegue ver…

Bom dia!

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Duas notas

Irracional
Está todo mundo comentando a morte da ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto. Embora o fato tenha ocorrido do outro lado, choca a todos nós a crueldade do ser humano. É incompreensível a onda de violência experimentada por aquele país. É irracional.

Glória
Outro tema de hoje é a saída de Glória Maria do Fantástico. Também se fala na possibilidade da jornalista/celebridade trocar a Globo pela Record. Cá com meus botões, não vejo ganho em audiência para quem for contratá-la. Não acredito que alguém vai deixar de ver os seus programas favoritos porque a Glória Maria foi para a Record. Entretanto, a emissora teria outro tipo de ganho: status. Gostando ou não da jornalista/celebridade, ela é uma referência na televisão brasileira.

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Entrevista com Ricardo Barros

Na série de entrevistas realizada pela CBN Maringá, conversei hoje com o deputado Ricardo Barros. Discutimos diferentes assuntos, entre eles a expectativa da disputa eleitoral do próximo ano. O parlamentar descartou uma aliança política entre o PP e partidos como o PMDB, PT e PSB, que nacionalmente fazem parte da base do governo Lula.

Ricardo Barros entende que, em Maringá, esses partidos possuem uma rivalidade histórica. Por isso, é provável que todos eles lancem candidatos. Por outro lado, ainda na opinião do parlamentar, a disputa local, ainda que seja dura, não deverá afetar a aliança nacional e muito menos o trabalho dele na Câmara Federal como vice-líder da presidência.

O deputado também divulgou o volume de recursos empenhados neste ano para Maringá e região. Segundo Ricardo Barros, as emendas parlamentares dele resultaram em R$ 39 milhões. Esse dinheiro já estaria garantido para atender diferentes projetos. Em parceria com outros parlamentares, como Odílio Balbinotti, Osmar Dias, Alvaro Dias, enfim, com a bancada do Paraná, foram conquistados cerca de R$ 80 milhões – verba que poderá ser liberada já em 2008.

Ricardo Barros sustentou que quer fechar o ano com o anúncio de mais recursos para Maringá. Para isso ficará em Brasília até essa sexta-feira. Ele quer mais R$ 7,5 milhões para a Vila Olímpica e R$ 2,5 milhões para a recuperação dos centros esportivos instalados em alguns bairros do município.

Aproveitei a discussão para questioná-lo sobre a função social da Vila Olímpica. O deputado assegurou que a obra é importante pois tornará Maringá sede de grandes eventos esportivos. Ou seja, vai movimentar a economia local. Insisti no assunto, já que cidades muito maiores têm seus centros esportivos e reúnem condições de abrigar atletas em preparação para competições e também para sediarem esses eventos. Ou seja, a Vila Olímpica não poderá ser uma obra faraônica? Ficar ociosa? Ricardo Barros respondeu que vai depender da competência da cidade em atrair os eventos e negociar com as confederações esportivas para trazer os atletas para Maringá.

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Câmara pouco produtiva

A gente reclama da Câmara de Maringá, mas ela é apenas uma amostra do que é o parlamento brasileiro. Um balanço divulgado esta semana revela que a Câmara Federal produziu muito pouco este ano. De 143 propostas analisadas pelos deputados, 73 eram do governo federal. Ou seja, é o Executivo que faz o Legislativo produzir. Os parlamentares geralmente são pouco produtivos. Portanto, quando a gente reclama dos vereadores e até os chama de bananas, nós estamos vendo apenas em versão micro o que é de fato a máquina legislativa brasileira.

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Aeroporto de Maringá

Um leitor deixou um comentário num post de maio passado sobre a cobrança de taxa de estacionamento no aeroporto de Maringá. Embora não tenha discutido recentemente o assunto por aqui, a reflexão é sempre interessante. Afinal, trata-se de um espaço público que hoje é gerido pela iniciativa privada. Claro que há bons argumentos a favor da cobrança. Entretanto, quem não concorda com o pagamento também tem sempre algo a dizer. É o caso do leitor José Evandro:

Simplesmente é uma questão de direito Constitucional. Estão impedindo o acesso “livre” de um cidadão em um local púplico, sem que o mesmo pague por isso. Será que já não basta o pagamento da taxa de embarque, ou mesmo as taxas que as cias aéreas pagam para utilizar a pista, ou mesmo o IPVA que as aeronaves pagam todos os anos? Não considero ilegal a cobrança de um estacionamente, desde que a pessoa tenha opção de escolher entre um Privado e um Público, ou então por que a tarifa não é como da região central de maringá R$ 0,80?

Isso é simplesmente negar acesso livre a um local público. Só falta cobrar a passagem de pedestres pelo local.

E você, o que pensa sobre o assunto? Tem alguma opinião?

Bom dia!

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Menos…

Fim de ano é sempre a mesma coisa… As mesmas notícias e até os mesmos clichês. Eu, que estou acostumado com um ritmo de trabalho alucinante, 14 horas/dia, estranho esse jeito mais festivo e lento que as semanas do Natal e Ano Novo reservam. Na caixa de mensagens, alguns poucos emails aparecem. Até os spans estão de férias. O jeito é arrumar coisas pra fazer. Lá em casa já encontrei uma atividade nova: pintar o barraco. Comprei uma lata de tinta e fiz a pintura da sala. Ficou jóia. Faltam agora os quartos e o corredor. O problema é que resolveu chover e parede úmida não colabora com a qualidade do serviço.

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Caso Márcia: nada de fotos

Já que falei no post anterior sobre a entrevista com o delegado Brandão, preciso acrescentar que o questionei sobre a divulgação das fotos do corpo da menina Márcia Constantino, morta no dia 20 de outubro. O fato que entristeceu a todos nós e que ainda rende comentários teve esse desdobramento bizarro: a divulgação das imagens.

O delegado disse que não ainda não conseguiu chegar ao responsável pela divulgação das fotos. Perguntei se seria alguém de dentro da delegacia. Ele assegurou que não há nenhuma chance de ser gente de lá. Ele também deu poucas esperanças de se encontrar o “criminoso”. Afirmou que a polícia não está conseguindo identificar o IP de quem enviou as fotos pela primeira vez.

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Furtos e prisões

Entrevistei hoje pela manhã o delegado Antonio Brandão Neto. Fizemos um balanço dos principais fatos ligados à polícia em 2007. Os dados são interessantes – se é que dá para falar em “interessante” coisas relacionadas à criminalidade.

Vejamos alguns dados:

Há uma pequena redução no número de veículos furtados. Em 2005, foram 766 e 349 recuperados; em 2006, 741 furtados e 350 recuperados; neste ano, até o momento, 704 furtados e 393 recuperados (um recorde). Claro que boa parte da recuperação não tem nada a ver com o trabalho da polícia. São os chamados furtos de uso; o camarada leva o carro, dá umas voltas e abandona em algum lugar. Tem ainda aqueles que furtam e depenam o veículo. Ou seja, apenas uma parte do carro é recuperada.

Ainda sobre os furtos de carros, 70% das ocorrências são registradas durante o dia. Isto quer dizer que é uma ilusão pensar que a bandidagem age mais na calada da noite. As estatísticas também mostram que quase sempre os furtos ocorrem no centro de Maringá. Os mais procurados são, em ordem de importância, o Gol, a motocicleta Honda Titan e o Uno.

Outro dado: neste ano 940 pessoas foram presas. Destas, 251 por furto, 101 por roubos, 27 por receptações e, o que mais chamou minha atenção, 116 por crimes contra a mulher. Ou seja, são homens que foram enquadrados na recente Lei Maria da Penha.

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Diário…

Ainda em ritmo de festas, o blog volta a ser atualizado. Não prometo contar nada de muito diferente, até por que não há nada novo acontecendo. Só as mazelas de sempre. E, convenhamos, fechar o ano falando de desgraça, reclamando de tudo que acontece não é a coisa mais agradável do mundo. Por isso, penso que é melhor compartilhar os bons momentos vividos em família.

Em casa, por exemplo, tivemos um bom Natal. Na verdade, talvez pelas restrições experimentadas em minha infância, esta nunca foi uma data feliz para mim. Ficava um tanto depressivo nesta época do ano. Mas, nos últimos anos, as coisas estão mudando. Acredito que isto tem muito a ver com meus filhos. A gente acaba se esforçando para tornar o Natal deles feliz e passa a ter sentimentos diferentes em relação a tudo que acontece. As crianças curtem a data de um jeito diferente… Vibram com cada pequena coisa, fazem planos, sonham com os presentes. É obvio que tudo isso passa pela possibilidade de realizar pelo menos parte desses sonhos. Em anos anteriores, quando “vendia o almoço para comprar o jantar”, o sentimento de frustração por não atendê-los era muito grande. Hoje, felizmente, a situação está um pouco mais tranqüila e pelo menos coisas pequenas podem ser feitas para satisfazê-los.

Neste Natal, por exemplo, meu filho, o Victor Hugo, idealizou coisas simples e a gente o acompanhou em cada detalhe. Ele fez pequenas lembranças para a família – árvores de Natal, Papai Noel, boneco de neve e outras lembrancinhas feitas com isopor. Escolheu o presentinho que queria ganhar e o deixou guardado para recebê-lo só na noite do dia 24… Ainda fez planos para a ceia de Natal. Como passaríamos a noite junto com meus pais, em Umuarama, contei a minha mãe o que garoto estava pensando sobre a “ceia”. Na noite de segunda-feira, vi os olhos do meu pequeno brilharem. Estava tudo muito além do que esperávamos. Nada especular. Tudo dentro daquilo que uma senhora assalariada pode proporcionar à família. Mas feito com um carinho de avó que tornou a noite de Natal inesquecível para meus filhos e para todos nós.

Enquanto vivíamos aquele momento, fiquei pensando nas pequenas coisas que fazem a diferença. Muitas vezes a gente se desgasta, passa raiva, fica irado e sofre pelas situações macro, deixando de experimentar as alegrias que a vida nos reserva. E na família a gente encontra o combustível para ter a motivação necessária para continuar vivendo. É nela que podemos nos apoiar quando estamos em dificuldades; é nela que devemos investir para que a própria sociedade seja melhor.

Um pouco atrasado… mas com sinceridade, bom dia!

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Felicidades!

Segunda-feira, 11h11… Só agora consigo postar. Ainda assim, é provável que “feche a conta” com esta única nota. A intenção é desejar a você um ótimo natal. A gente passa o ano todo reclamando, opinando, discutindo os mais diferentes assuntos e deixa de tratar do mais importante: nossa relação com a família, com amigos e principalmente com Deus. E o Natal é isto: relacionamento – com o próximo e com o Criador. De coração, espero que esse também seja o seu sentimento. Ainda que você não creia nEle, ao menos aproveite a data para pensar no real valor de nossa existência. Felicidades!

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Foi bom…

Por esta semana, chega de posts. O papo foi bom e a semana, idem. Abaixo, tem alguns textos longos – para quem realmente está a fim de ler e ainda tolera o camarada aqui.

Um ótimo fim de semana! A gente se fala na segunda…

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Barulho: cadê a força tarefa?

O repórter Everton Barbosa fez uma matéria sobre o problema do barulho em Maringá. Como é sabido, recentemente, tivemos a instalação de uma força tarefa para combater os excessos, para disciplinar aqueles que deliberadamente perturbam o sossego alheio.

Então, nessa madrugada, às 3h, ele, que é morador da Zona 7, ligou para a Polícia Militar para denunciar que muita gente estava acordada por causa do barulho. Do outro lado da linha, o policial disse que esse não era um serviço para a PM e que ele deveria ligar para a Secretaria de Meio Ambiente ou para a Polícia Ambiental (Força Verde). Diga aí, caro leitor, você acha que o Everton encontraria alguém na secretaria ou da Força Verde para atendê-lo às 3h?

Hoje, em contato com o capitão Pascoal reconheceu que a Polícia Militar não tem conseguido atender as reclamações de som alto em Maringá. Ou seja, em dias em que não há força tarefa conjunta, a população fica sem ter a quem recorrer.

Em comentário na CBN, lembrei que antes de ser anunciada a força tarefa, nós questionamos a eficácia das ações de combate ao barulho em Maringá.

Entretanto, a força tarefa veio, várias ações foram empreendidas durante o vestibular, muitos estudantes reclamaram, mas nós as apoiamos e diminuíram significativamente as festas e a população das proximidades da Universidade Estadual de Maringá ficou bastante satisfeita.

O vestibular acabou e nós aqui questionamos as autoridades sobre o que seria feito. Elas nos garantiram que a força tarefa continuaria e as ações de combate ao barulho fora de hora seriam mantidas.

Acontece que, passado aquele momento, já se nota um afrouxamento no combate ao barulho em excesso. Quem tem seu sossego perturbado, não tem a quem recorrer (o exemplo está aí, logo acima). A pergunta que nós fazemos aqui é: vai ficar tudo por isso mesmo?

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Mortes no trânsito: o que é preciso fazer

Comentei ontem por aqui sobre a quantidade de mortes por acidentes de trânsito em Maringá. Pedi ajuda ao experiente Luis Riogi Miura, especialista em trânsito, para nos ajudar a entender por que cresce significativamente o número de óbitos na cidade. Argumentei que não dá para aceitar as justificativas de que as mortes estão relacionadas com o aumento da frota de veículos. Também entendo que transferir a responsabilidade sempre para o povo (como tem sido com a dengue) é uma atitude de quem não sabe o que fazer.

Bem, o amigo Miura, mesmo estando em Brasília, gastou um tempinho pra falar sobre o problema. Caso você, caro leitor, esteja interessado em entender um pouco mais o que é preciso fazer para diminuir as mortes no trânsito, leia o texto a seguir. Se alguma autoridade estiver interessada realmente em encarar o problema e tentar resolvê-lo, sugiro que reflita nos argumentos a seguir:

Invariavelmente o aumento da frota e da população é citado como estando relacionado com os aumentos catastróficos de mortes em função de acidentes de trânsito. Certamente temos carência de pesquisas que apontem objetivamente as razões desse crescimento paralelo. Mas com certeza não é regra e nem tem consistência argumentar usando essa proporção para justificar o crescente número de mortes. Por desconhecimento e, se o tiver, por não ser “politicamente” conveniente, usam-se tais razões.

No caso de Maringá os números muito animadores de redução em 2005 podem dar alguma indicação para correção dos rumos tortos que no ano anterior ocasionou 40% de aumento no número de óbitos, comparados com ano anterior, 2003.

É sempre interessante analisar a evolução histórica dos números de óbitos. A melhor estatística, entre as de feridos e de danos materiais. Embora ainda muito pouco confiável. Por exemplo, Maringá apresenta-a rigorosamente dentro dos padrões ABNT, DENATRAN e norma internacional. O que não ocorre com a estatística do Estado. O DETRAN/PR divulga números subestimados em pelo menos um terço.

Mas voltando ao que objetivamente deveria ser feito para obterem-se melhores resultados. Partir-se-ia do pressuposto de que as mortes em função do trânsito é extremamente crítico. Se fosse um paciente médico, seria caso de UTI. E nessa unidade, os recursos melhores devem ser utilizados. Não é o caso, na realidade. Falta uma estrutura adequada para a unidade administrativa de trânsito. Faltam técnicos especializados em quantidade e qualidade. Agentes de trânsito, educadores e engenheiros e/ou arquitetos insuficientes levam a secretaria a atuar sempre na forma dos bombeiros, correndo para apagar incêndios. Raramente podem fazer um trabalho preventivo. Tratamento de pontos críticos, fiscalização preventiva, campanhas informativas, tornam-se quase sempre impraticável para atender o caos instalado, quando não, para atender interesses políticos.

Façamos um exercício mental. Em nossa casa, quando ameaçado sob diversas formas, o que fazemos? Primeiro, a cercamos de forma segura. Colocamos grades nas janelas, uns instalam alarme, cercas elétricas. Outros adotam cães. Outros ainda contratam vigias. Todas as medidas trazem alguns transtornos que são pessoalmente assumidos. Muito bem, uma cidade deveria ser encarada da mesma forma. Se o trânsito está ameaçando, medidas devem ser adotadas para protegê-la. Com certeza, eu não ficaria (na minha casa) pedindo, implorando para o povo não depredá-la, não assaltá-la, não violentar meus familiares. Os que não me agredirão, não o farão independentemente dos meus pedidos. Os que vão me agredir farão independentemente dos apelos que eu estiver fazendo. Talvez até diminua um pouco a ameaça em potencial, mas não significativamente.

O que Maringá está fazendo para protegê-la da violência do trânsito? O quadro de Agentes de Trânsito deveria estar com pelo menos 90 em 2008, mas continua limitado a 30, por lei municipal. Efetivamente, somente com 7 a 8 atuando nas ruas! E somente das 7h às 19h, de segunda a sábado!!!

É muita ingenuidade ou má fé, achar que só com maquiagem e painéis a violência reduzirá! Apelos emocionais só se traduzem em resultados objetivos se acompanhados de controles físicos efetivos.

Infelizmente, atitudes que reforçam os uivos dos reclamantes infratores e dos que julgam estar acima da lei, enfraquecem todo e qualquer projeto, por mais competente que seja.

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Santa Rita é quem substituirá a Capsema

A Associação Bom Samaritano venceu a licitação e, a partir de janeiro, é quem vai cuidar do plano de saúde dos funcionários da prefeitura de Maringá. A associação é a administradora do Hospital Santa Rita. O custo do plano, por servidor, será de R$ 25,00. Só a Bom Samaritano participou da licitação.

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“Ele não tinha conhecimento disso”, repete Kassab

A frase foi em resposta aos jornalistas que gostariam de saber a opinião do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre o “acordo” que funcionários da Subprefeitura de Santo Amaro tinham com a construtora Gafisa para retirar favelados próximos de empreendimento na avenida Nações Unidas, na zona Sul de São Paulo. Para o prefeito não havia como o subprefeito Geraldo Mantovani Filho saber do caso: “A Subprefeitura de Santo Amaro é maior do que a maioria das cidades”.

Kassab, político do DEM e companheiro do PSDB, tem razão no que diz. A maioria das vezes coisas como essas escapam do olhar do comandante maior. O problema é que quando Lula usava desta mesma justificativa ao ser cobrado pelos desvios de verba no Governo Federal, porque era do PT, tucanos e demos consideravam um absurdo a resposta.

Ou será que Santo Amaro é maior até mesmo do que o Brasil?

(Retirado do blog de Milton Jung)

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Compras da prefeitura…

Na série de entrevistas que estamos realizando na CBN Maringá, entrevistei ontem o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Carlos Tavares. Falamos sobre diferentes assuntos ligados ao comércio. Parte da conversa girou em torno do projeto de incentivo às micro e pequenas participarem das licitações públicas. Na segunda-feira, o prefeito Silvio Barros lançou uma licitação grande, com centenas de itens e um valor total de aproximadamente R$ 900 mil. A idéia é que um número expressivo de empresas concorram.

Da parte da ACIM, esta é a primeira licitação em que a associação vai disponibilizar um funcionário exclusivo para fazer uma espécie de telemarketing. Esse profissional ligará nas empresas a fim de incentivá-las a vender para a prefeitura. Em parceria com o Sebrae, um outro profissional vai auxiliá-las a montar os processos – cuidar daquela burocracia toda exigida daqueles que têm interesse em vender para o poder público.

A idéia é excelente. Vai resolver plenamente o problema, romper com o risco de superfaturamento, entre outras irregularidades? É provável que não. Entretanto, se a cada licitação dez empresas tentarem vender para a prefeitura, aumenta bastante a chance de os produtos serem comprados pelo município por um preço mais justo.

Outra medida interessante é a possibilidade da empresa vender um único item. Recentemente, quando a prefeitura lançava um edital, quem se candidatava deveria ter todos os itens relacionados. Agora não. Em uma única licitação com 100 itens, por exemplo, pode haver 100 ganhadores/vendedores.

Quanto a esses profissionais, principalmente o que fará o “telemarketing”, a medida tornou-se necessária para tornar conhecidas dos empresários as licitações da prefeitura. Pouca gente acompanha as compras do município. Segundo Tavares, dia desses o prefeito teria ligado pra ele querendo saber por que nenhuma empresa de Maringá estava participando de uma licitação para a aquisição de capacetes. Esta é a situação que a ACIM teria interesse de evitar…

Depois tem mais… bom dia!

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Acidentes de trânsito

Há pouco, a CBN apresentou uma reportagem sobre o número de acidentes com mortes em Maringá. As mortes, neste ano, já superam as registradas no ano passado. Em entrevista à CBN, o secretário de Transportes, Walter Guerlles, justificou que os óbitos estão relacionados com o aumento da frota de veículos.

Comentei o assunto. Disse que, de fato, tem muito carro em Maringá. Não tem espaço para tantos veículos na cidade. A média de carros por habitante é muito alta. É um veículo para cada dois moradores. Entretanto, penso que não dá para relacionar apenas a frota de veículos com o número de acidentes. A quantidade de carros nas ruas congestiona, reduz a velocidade… Enfim, complica a circulação de veículos.

No entanto, explicar os acidentes apenas pelo aumento da frota e falta de educação dos motoristas é limitar a discussão. Existem mecanismos que podem ajudar no combate aos acidentes. É preciso investir em melhorias na engenharia de trânsito, ter fiscalização efetiva, cobrar dos motoristas aquilo que eles deveriam fazer de boa vontade…

PS – Miura, quer me ajudar a explicar o que é preciso fazer?

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Posts e comentários…

Nem sempre dou a atenção necessária para aqueles que comentam neste blog. Estou tentando corrigir isso. Nest post, selecionei os últimos comentários, recortei algumas idéias e fiz observações sobre o que meus leitores escreveram. A todos, obrigado!

Post – Relacionamentos

Luis Riogi Miura
Errar todos erram. Erram mais, entretanto, quem tiver em seu armazém pessoal e de relacionamentos, as melhores ou piores decisões. Por isso melhor será quem melhor está! Perfeito o seu posicionamento e postura! Pense sempre no que sua família se orgulhará ou sentirá constrangimento ou vergonha. E na sua família inclua os seus verdadeiros amigos.

O que dizer de suas palavras? Só sei dizer, muito obrigado!

Post – A farsa chamada César Maia
Marcus Vinicius Bastos Leandro

Também estou muito decepcionado com o prefeito César Maia. Ele realmente governa para os ricos e grandes empresários.

Marcus, não conheço César Maia. Contudo, pelo que acompanha à distância, penso que, além de demagogo, ele faz parte de um grupo de políticos que não deveria governar nossas cidades.

Jonny
…o César Maia não deveria ser elegido nem para lixeiro de prédio.

Idem, Jonny.

Post – Vou continuar tentando…
Junior Bataglini

É cômico, um grão de areia querendo se aparecer em uma praia. Liga não Ronaldo, a psicologia explica, é como uma criança que quer atenção…

É verdade, Júnior. Entretanto, carentes todos nós somos. A diferença é que não saímos por aí incomodando os outros…

Gelinton
“E o que mais importa é o caráter que possuímos.” Ronaldo, sujeitos como vc são poucos… taí um dos motivos que incomoda algumas pessoas. Ter pontos de vista e coragem para defendê-los revela a grandeza da pessoa. Não desanime não.

Obrigado, Gelinton. Penso que você é uma das pessoas que entende o que é um blog. Não foram poucas as vezes que discordou do que escrevi. No entanto, sempre soube separar as coisas. Valeu mesmo!

Issamu
É difícil acertar uma frase para que ela tenha o sentido que queremos dar. Às vezes reescrevo um trecho 5 vezes para ver se fica do jeito que queremos e mesmo assim, quando depois de algum tempo relemos, percebemos que não ficou muito bom. [...] É complicado… Por mais que tenhamos a intenção de agradar, sempre vai ter alguém que por vários motivos não gosta do que escrevemos.

Concordo, Issamu. Ainda assim, penso que as pessoas não precisam gostar do que somos ou fazemos. Mas respeitar as diferenças é dever de todos.

Post – Mala, mas com caráter
Observador

A culpa disso tudo é de certos blogueiros da cidade que adoram postar matérias dos “colegas” só pra se alegrar vendo anônimos batendo em quem eles não gostam. Sentem prazer isso.

Na verdade, a polêmica ainda é a melhor estratégia para fazer sucesso – inclusive na internet.

David
Ronaldo, sempre te escuto na CBN e leio o seu blog regularmente, estou longe de concordar ou discordar de tudo que vc escreve. As informações, procuro assimilar. Não existe informação isenta de opinião. Para mim, isto é um fato. Toda a sua história, sua vida e suas convicções influem de um modo ou outro na forma como se processa a informação, seja para um lado bom ou não. Já que comentei sobre história de vida, vc acha que o fato de o prefeito professar a fé de um modo parecido com vc influi de que forma?

David, o post Relacionamentos foi escrito para respondê-lo.

Grupo de Pesquisa
Toda e qualquer forma de expressão inflige na defesa de um interesse, quer seja do seu próprio interesse ou da nação. Determinada notícia só vai aparecer na rede se o dono da emissora de Tv, rádio ou jornal tiver interesse nela. A imparcialidade tanto preconizada pelos jornalistas, radialistas e demais figuras midiáticas é uma mera forma de observação de qual ângulo expomos a situação.

Perfeito. Você resumiu tudo aquilo que venho dizendo aqui há bastante tempo.

Wilson Rezende

Caráter é você ser jornalista e não estar vendido para o sistema seja quem for que esteja no poder…

Embora discorde de outras idéias que você apresenta, compartilho sua opinião sobre o caráter.

Marcelo Bulgarelli
É lógico que, como pessoas públicas, estamos sempre correndo riscos. O que mais me irrita também são os anônimos, mas quem lhe conhece sabe que caráter é algo pertinente a você e ao seu trabalho. Inimigos sempre estarão por aí, mas os amigos nem precisam estar por perto. A amizade e o carinho caminham juntos onde esses amigos estiverem.

Bulga, você é um dos caras mais sensacionais que conheço. Bom Natal!

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Relacionamentos…

Sou cristão, adventista. O leitor já sabe disso. Como o prefeito Silvio Barros freqüenta a mesma igreja que eu, um visitante deste blog questionou como esse tipo de relacionamento afeta minha abordagem jornalística da gestão municipal. Vou tentar explicar…

Na verdade, o fato de compartilharmos alguns princípios de fé não significa nenhuma aliança política. Ele é prefeito; eu sou jornalista. Ponto. Se o fato de conhecê-lo for algo prejudicial, todo o trabalho jornalístico – de qualquer profissional – está comprometido.

Deixa eu explicar… Por exemplo, conheço o prefeito Silvio Barros há onze anos. A vereadora Marly Martin, idem (que também é adventista e se coloca, inclusive, como oposição da administração). Wilson Quinteiro, há dez. O secretário Walter Guerlles, idem. O presidente da câmara John Alves, oito ou nove. O secretário estadual Enio Verri, sete. Edmar Arruda, idem. E poderia estender bastante esta lista de políticos. Ela também incluiria os presidentes da ACIM, reitores da UEM… Enfim, são pessoas que conheci trabalhando na imprensa – inclusive, o prefeito. Ou seja, hoje, conheço e sou conhecido por todas elas.

Pelas características interioranas de nossa cidade, quem trabalha num veículo de comunicação acaba se encontrando com essas autoridades com uma freqüência acima da média. Num grande centro, é diferente. Existem centenas de jornalistas e uma quantidade expressiva de jornais, tevês, rádios, sites… Isso ajuda a aumentar a distância entre o profissional, a empresa e as chamadas fontes, as pessoas com as quais falamos para obter as informações. Por exemplo, você tem idéia de quantos jornalistas o prefeito Kassab (de São Paulo) conhece pelo nome? E César Maia?

Outra situação para ilustrar: quando internado, o amigo Ângelo Rigon recebeu a visita de Silvio Barros e da mulher dele. Todos sabem da postura adotada pelo jornalista em relação à administração pública. Nem por isso o prefeito deixou de visitá-lo. Por que isso acontece? Porque o contexto em que vivemos é outro. Isto é fato. E nada tem a ver com a ética jornalística.

Então, na minha opinião, onde pode está o problema? Está na perda de alguns princípios… O que infelizmente acontece é que alguns pseudo profissionais da comunicação se aproveitam dessa proximidade e estabelecem um relacionamento viciado com as autoridades – passam a conceder favores e serem favorecidos por elas.

Concluindo, o fato de conhecer o prefeito não me torna freqüentador da casa ou do gabinete dele. Isto vale para todas as demais autoridades que conheço. Não participo de churrascos ou eventos de político algum ou de qualquer pessoa que ocupe uma função pública. Entendo que as relações podem e devem ser amistosas, mas não devem passar disso.

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Vou continuar tentando…

O posts de ontem “Mala, mas com caráter” (o um e o dois) renderam… Recebi comentários aqui, emails e até telefonemas. Alguns entenderam que eu estava magoado, deprimido, inseguro… Normal. Nossa leitura é conduzida por uma série de elementos presentes no texto que nos fazem ter um tipo de compreensão do discurso – às vezes, diferente do esperado pelo emissor.

Bem, embora tenha tido um caráter de desabafo, meus posts não foram para lamentar, reclamar da vida. Não foi esta intenção. Apenas verbalizei algo que penso sobre a relação existente entre jornalistas e leitores – ou blogueiros e leitores. Sei que muitos não são amargos e nem navegam com o objetivo de “metralhar” todos que não falam/escrevem o que gostariam de ouvir ou ler. Pelo contrário, é cada vez maior o número de pessoas de bom gosto que acessa os blogs a fim de se informar ou até mesmo se divertir.

Como disse, não gosto de me sentir exposto. Isto faz parte do meu jeito de ser… Por isso, o blog é um aprendizado. Tenho tentado torná-lo um espaço mais pessoal, onde me apresento com minhas contradições, emoções. Quando digo que “sou reservado, pouco falante, alguém de poucos amigos”, estou exercitando minha intenção de verbalizar o que realmente sou. Na vida, até para sobreviver, fazemos uso de diferentes máscaras sociais. Este post e aquele representam minha tentativa de ser menos autor e mais sujeito. Não sei se está dando muito certo… Mas vou continuar tentando.

Bom dia!

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De Paula…

Está muito corrido por aqui… Falta tempo para escrever. Ainda assim, gostaria de reproduzir uma imagem do lançamento do livro “Maringânias”, do amigo Antonio Roberto de Paula. Na sexta-feira passada foi realizado um evento cultural para marcar a chegada do livro. Não pude participar. Mas vários amigos estiveram no local. Aí está uma das fotos…

sarau.jpg

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Blogs…

Já que estamos discutindo aqui a relação blogs, blogueiros, leitores, imprensa, jornalistas… penso que a reflexão do amigo Andye Iore, postada hoje pela manhã, ajuda a pensarmos mais sobre a questão. Reproduzo aqui um trecho do texto do jornalista:

Se fosse parar para levar em consideração o que pensam, não trabalharia. Os blogs mudaram muito desde 2003, continuarão mudando e essa fase anônima pode acabar ou piorar. Se escrevo menos ou mais, se abordo questões polêmicas ou bobagens, tanto faz. O blog não é imprensa oficial e ainda tem gente que cobra o “outro lado”, diz que comentário é post, fala mal da vida pessoal de outros e outras situações que deram uma imagem negativa aos blogs que mudaram sensivelmente a postura da imprensa na cidade. Afinal, se não fosse a movimentação blogueira, muitas manipulações não seriam divulgadas.

Sobre minhas abordagens da imprensa, sempre procurei melhorar as condições de trabalho do setor e nunca desejei mal a ninguém. Se escrevo sobre coisas que outros temem fazer se identificando é porque realmente o jornalismo de Maringá é ruim, mas não pelos profissionais (afinal, nunca citei nome de ninguém) e sim pelas condições de trabalho que geram problemas salariais, de carga horária, de estrutura, de acumulo de função, entre outras situações que só pioram pela falta de atuação do sindicato.

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Mala, mas com caráter – II

Comentando o post anterior, meu amigo Milton Ravagnani escreveu um texto que faço questão de reproduzi-lo. Vale a leitura pela qualidade e profundidade dos argumentos:

Meu caro Nezo:
Para começar esse comentário, vou brindá-lo com uma canelada. Quem expõe seu nome, seu rosto ou sua voz para o público, tem de estar preparado para a crítica. Nosso melhor peso-pesado no boxe, o Adilson Maguila, conseguiu, numa época que aquela atividade (tem gente que chama de esporte) foi dominada pelo irracional Mike Tyson, um espaço impensável na mídia mundial. Era forte e resistente, mas desmoronou frente a um gancho de Evander Hollyfield, que dois anos mais tarde botaria no chão o próprio Tyson – por duas vezes.

O fato de ter perdido apenas para o futuro campeão mundial da sua categoria não foi atenuante para o enorme esforço desse nordestino, convertido em esperança nacional. Ganhou a fama de “queixo de vidro”. A cena do seu pé esquerdo em tremor involuntário, depois do Knock down, foi motivo de riso de uma multidão de brasileiros derrotistas e previamente derrotados. Virou piada nacional.

Quem se expõe à mídia não pode ter queixo de vidro. É preciso, antes, preparar o couro para a sessão de espancamentos e flagelações que a opinião pública – você sabe bem como ela é formada, e para o leitor que não sabe, vale ler alguma coisa sobre a chamada “indústria cultural” e os nossos coleguinhas da escola de Frankfurt – impinge sem dó nem piedade. Sempre foi assim. Desde o teatro mambembe do obscurantismo, ao advento das mídias terciárias.

Mas agora vivemos um momento mais agudo dessa peculiaridade humana, de rosnar para quem se apresenta ao público. Não apenas por externar frustrações, mágoas e raivas, como você lembrou, citando Rosana Hermann, mas pela inveja pura e simples, de não estar no lugar daquele que critica.

Com o advento dos blogs e outras páginas eletrônicas, e a facilidade em atacar escondido no anonimato potencializa esse traço da maldade que habita em todos os corações.

Isso já é ruim no mundo todo, mas em Maringá ganha ares surreais. É que, pela história política recente, os blogs se tornaram refúgio de interesses, que sequer são ideológicos, mas monetários mesmo.

Depois da última eleição municipal, e o papel que um blog – o factorama – exerceu em sustentação de uma candidatura (a da situação na época) em contraponto ao grupo que finalizou vencendo nas urnas, inaugurou uma nova trincheira para o grupo destituído do poder.

Hoje há uma ocupação geral dessa ferramenta de comunicação por esse grupo, que dela se utiliza – legitimamente, diga-se – para manter a ordem unida dos seus aliados e tentar desgastar o grupo hoje no poder.

Essas artimanhas não têm eco nos veículos de comunicação tradicionais oficialmente instituídos na cidade, que, cada um à sua maneira, com defeitos e acertos, vai tentando fazer o jornalismo do possível.

Mas isso não satisfaz o interesse desse grupo que quer retornar ao poder. Daí, quem não está ao seu serviço, é tido como inimigo, pertencente “ao outro lado”. Gente que precisa ser combatida.

Não interessa se há vínculo ou não com o atual grupo no poder. Impõe-se o modelo de que não está com eles, está contra eles.

Por trás desse democratismo, desse criticismo, está apenas a defesa da volta ao poder e aos cargos constituídos em comissão. A boa e velha mamata. E tempo para isso, não lhes falta.

E atacar carreiras e destruir reputações não são obstáculos morais ou éticos para esse grupo. Até por que o anonimato os protege.

Por isso, meu querido, não adianta tentar defender conceitos ou justificar atitudes. Daí só virão ataques, independentemente do esforço pessoal de cada profissional para manter-se dentro da dignidade, da ética e da luta pelo trabalho bem feito. E, ter queixo de vidro, num cenário como esse, não ajuda.

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Mala, mas com caráter

Ontem, vi uma foto minha e do Gilson Aguiar no blog do Rigon. Pensei comigo: “amanhã é dia de ler comentários depreciadores”. Batata. É abrir os comentários do post e ver vários anônimos chamando-nos de chatos, malas, aliados dos Barros… E desta vez sobrou até para meu diretor, o Alexandre.

Já disse aqui várias vezes que sou fã da Rosana Hermann. Dia desses, ela fez uma análise sobre os blogs e da relação que existe entre leitores e estas páginas pessoais. Rosana fez algumas considerações muito interessantes. Entre elas, concluiu que geralmente quem comenta de forma anônima faz isso para externar suas frustrações, mágoas, raivas etc etc. Também lembrou que entre as pessoas que trabalham com comunicação e o público espectador existe uma relação de amor e ódio. Algumas pessoas apreciam; outras, depreciam.

Bem, isto tudo pouco importa. Tenho procurado aprender a lidar com esses comentários maldosos. Obviamente, não é divertido saber que várias pessoas não gostam de nós. Somos carentes de ser amados. Também não é agradável quando colocam nossa conduta sob suspeita. Mas, no meu caso, é o ônus da profissão. Ou aprendemos a ignorar as críticas – e até aprender com algumas delas – ou abandonamos a profissão.

Na verdade, uma das coisas que nunca gostei na minha profissão é a necessidade de se expor. Sou reservado, pouco falante, alguém de poucos amigos. Sempre me incomodei com essa coisa de ter que prestar contas do que sou ou deixo de ser. Faço meu trabalho com dedicação, cuido da minha vida e ponto. Se sou chato, mala, arrogante, presunçoso ou qualquer outra coisa, qual é o problema? Ninguém tem nada a ver com isso… No blog, se o leitor não gosta de mim ou do que eu escrevo é só não acessá-lo. No rádio, idem. Só quem não tem como se livrar de mim são meus familiares e alunos… Estes pagam os pecados por terem que me aturar.

Ser jornalista, radialista ou blogueiro, ou seja, alguém envolvido com comunicação, não me torna absolutamente nada diferente de quem não vive esta realidade. Esta é minha profissão. Sou um operário da notícia; funcionário de uma empresa, como qualquer outro que trabalha atrás do balcão de uma loja. As pessoas são o que são… Não importa onde estão ou o que fazem. Alguns são simpáticos, alegres, divertidos; outros são, muitas vezes, insuportáveis. Mas todos são seres humanos. E o que mais importa é o caráter que possuímos. É isto que pode nos classificar entre bons e ruins.

Ainda que chato… bom dia!

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Entrevista com o prefeito – II

Abaixo, reproduzi alguns tópicos da entrevista com o prefeito Silvio Barros. O papo foi bom. Mas poderia ser melhor. O limite de tempo é sempre um inimigo nos meios de comunicação. A gente quer esticar, mas tudo tem uma hora pra terminar. E daí ficam faltando uma série de coisas que precisariam ser discutidas.

Entretanto, fiquei satisfeito por ter a chance de discutir alguns aspectos. Por exemplo, o corte de árvores em Maringá. Reclamei, inclusive fora do ar, a necessidade de um plano bem claro de compensação para cada árvore cortada. O prefeito disse que já existe um cuidado quanto a esse assunto. Também assegurou que todas as reclamações sobre árvores cortadas estão sendo observadas, inclusive as denúncias publicadas nos blogs (gostei disso!).

Silvio Barros afirmou que tem pedido informações sobre cada árvore cortada. Disse que tem acompanhado todos os questionamentos, mas que não há ilegalidade nas ações. Falou que o grande desafio é exigir que em frente a cada empresa que tem uma árvore retirada, outra seja plantada. Mas informou que, para isso, é preciso ter tudo acertado no plano diretor da arborização. Isto, por causa da necessidade de espaço para que cresçam sem interferir nas árvores vizinhas. Segundo ele, não dá para simplesmente abrir um buraco na calçada sem ter a definição de onde plantá-la.

Os números também não me pareceram ruins. São 49 mil árvores plantadas – 13,3 mil na área urbana – diante de 8,8 mil removidas. Por conta disso, o prefeito propôs um desafio: quer saber que outra administração plantou mais árvores que a dele.

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Entrevista com o prefeito

A CBN iniciou nesta terça-feira uma série de entrevistas especiais. Hoje foi ouvido o prefeito Silvio Barros. No primeiro bloco, ele fez um balanço sobre as realizações de 2007. O prefeito destacou que este ano foi melhor que os dois anteriores. Isto, porque teria sido possível colher os resultados dos projetos elaborados no início da administração.

O prefeito Silvio Barros também falou sobre a epidemia de dengue. Ele explicou por que não foi possível evitar ou pelo menos impedir que a epidemia fosse tão grave.

No terceiro bloco o prefeito falou sobre a terceirização do Hospital Municipal. Silvio Barros disse que a administração pública discutiu a idéia de entregar a gestão do hospital para a iniciativa privada por causa da pouca eficiência daquela unidade de saúde. Entretanto, segundo o prefeito, a medida não mais será necessária, já que as principais dificuldades foram resolvidas. O prefeito também falou sobre os projetos para o Parque do Ingá.

No último bloco, Silvio Barros rebateu as críticas recebidas pelo corte de árvores em Maringá. Ele lembrou que a prefeitura plantou até o momento 49 mil árvores na cidade – sendo 13,3 mil na área urbana. O prefeito contou que foram retiradas na atual gestão 8,8 mil árvores.

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Governo admite tortura em prisões femininas

As prisões do país violam os direitos fundamentais dos homens e mulheres encarcerados. Não garantem a vida, a integridade física, psíquica e moral dos presos. As mulheres trancafiadas têm sido submetidas a maus tratos, tortura e tratamentos cruéis e degradantes. As detentas também sofrem violência sexual. Essas são as conclusões do relatório preliminar do grupo de trabalho interministerial criado pelo governo em maio para elaborar propostas para reformulação do sistema prisional feminino nacional.

Mais aqui.

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Série de entrevistas…

Na CBN Maringá, a gente começa nesta terça-feira um série de entrevistas especiais de fim de ano. O primeiro encontro é com o prefeito Silvio Barros. Vamos fazer um balanço da administração pública em 2007, falar sobre as expectativas para 2008 – ano eleitoral. Ainda intencionamos abrir espaço para o ouvinte ligar ou enviar perguntas por email. Vamos ver no que vai dar… Espero que o papo seja interessante e produtivo.

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Compensando…

Fiquei satisfeito ao saber que as árvores cortadas no domingo na rua Assunção, no jardim Tabaetê, em Maringá, serão compensadas. Ou seja, a Copel vai providenciar o replantio de dez árvores para compensar o corte feito em frente a um imóvel que está sendo construído naquele local.

Entretanto, penso que essas compensações nunca deveriam ser feitas após o corte das árvores. Na verdade, os órgãos ambientais deveriam autorizá-lo apenas quando o solicitante provasse já ter feito o plantio de espécies em outras áreas da cidade. Algo mais ou menos assim: plantou? Está viva e se desenvolvendo bem? Então, pode cortar. A compensação também deveria prever o plantio de umas dez árvores para cada uma que fosse cortada…

Bom dia!

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Árvores: alguém tem uma idéia aí?

Temos visto muitas árvores sendo cortadas em Maringá nos últimos tempos. A situação preocupa. Entretanto, mais que criticarmos a administração pública, é preciso fazer alguma coisa. Alguém tem que ter um plano para recuperação da arborização local. Esta é uma coisa que, recentemente, tem me incomodado bastante. Não dá para contar com os órgãos de defesa ambiental. Eles não são eficientes. A quem recorrer? Talvez seja o momento de adotarmos algumas árvores e plantarmos outras tantas…

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Requião nele…

Esta é do blog do Ancelmo Gois:

Roberto Requião, o governador do Paraná, o único sem gravata na comitiva de Lula, na Venezuela, tamanha sua amizade com o anfitrião Hugo Chávez, foi alvo de piada durante a visita. “Acho que vou deixar o Requião aqui uma semana para atormentar um pouco o Chávez”, brincou o presidente no discurso, provocando uma gargalhada geral.

Mudando de assunto para o mesmo assunto… Cá com meus botões, acho até interessante a informalidade do governador Requião, principalmente no que diz respeito aos trajes que usa. Entretanto, Requião tem sido um pouco abusado. Não apenas nessa comitiva. Na semana passada, por exemplo, vi imagens do governador com um paletó por sobre uma daquelas habituais camisas jeans vestidas por Requião. Ridículo. Pior é que ele era o único entre deputados e ministros. Ninguém merece.

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É dislexia?

Acredito que não chega a ser dislexia, mas quase sempre penso uma coisa e falo outra. Pra quem fala para alguns milhares de ouvintes, a coisa é complicada. O problema fica ainda mais evidente porque, sabedor do problema, às vezes, escrevo o que vou falar e ainda assim troco palavras ou conceitos.

Explico melhor: dia desses, falava sobre o caos nos aeroportos do Brasil. Entretanto, quando finalizei o comentário, falei que os atrasos aconteciam nos aeroportos de… Maringá. No lugar do “Brasil”, saiu um “Maringá”. Tinha tudo rascunhado, mas falei errado e ainda teimei com o produtor que não tinha falado “aeroportos de Maringá”. Resgatamos o audio da censura e lá estava a prova.

Hoje, escapou de novo. Meu comentário era sobre a necessidade de campanhas de prevenção à aids na terceira idade. O que saiu? Campanha de prevenção à dengue. O texto estava lá, diante de meus olhos. Falei dengue, mesmo tendo escrito aids, lido aids e pensado em aids.

Bem, são coisas que acontecem e nem sei explicar. Pior é que acabo ficando um tanto apreensivo com o tamanho das bobagens que podem sair no ar… Será que tem cura ou o negócio é aposentar este camarada aqui?

Bom dia!

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Palavras…

Minha semana está terminando… Como imaginava, tive uma das semanas mais corridas do ano, mas a missão está quase cumprida. Algumas coisas ficarão para segunda-feira que vem. Experimentei momentos felizes; outros de apreensão, preocupação e até mesmo tristeza. Fiquei feliz por meus alunos que se formaram, por amigos – como o Marcos Landim e a Marcela Miranda (produtores da CBN) – que terminaram a faculdade; triste por aqueles que não conseguiram a nota necessária e terão que passar mais um ano estudando a mesma coisa; incomodado por ter presenciado ou sabido de comportamentos que considero desnecessários ou de mediocridade de caráter… Mas tudo isso faz parte da vida. Sobre alguns aspectos negativos que vivi ou observei, poderiam ser evitados se fossêmos mais sábios, tivéssemos bom senso. Por isso, fecho a conta por aqui deixando um texto que nos faz refletir sobre nossas palavras…

O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber. Prov. 16:21.

Palavras! Palavras! Palavras! “Pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras serás condenado”, disse um dia Jesus, dirigindo-Se a um grupo de religiosos que usavam o instrumento chamado palavra para destruir vidas. Hoje, vem Salomão e aconselha que “a doçura no falar aumenta o saber”.

Os fariseus a quem Jesus Se dirigira naquele dia talvez não estivessem irados no que falavam, mas certamente estavam completamente equivocados na maneira de dizer as coisas. E se é verdade que “da abundância do coração fala a boca”, então o problema dos fariseus não estava na boca, mas no coração.

Outro dia, fui ao médico. Ele me perguntou o que estava sentindo. Estava sentindo-me cansado fisicamente. O médico me mandou sentar e disse: “Abra a boca e mostre a língua.” Dentro de mim, pensei: “O que tem a ver o cansaço físico que estou sentindo com a minha língua?”

Na vida espiritual também é assim. A língua, o modo como usamos a palavra, revela o que existe no coração. Se você não tem uma experiência viva com Deus e Ele não colocou em ordem seu mundo interior, como pode a sua palavra ser doce e edificante?

No verso de hoje, o autor começa dizendo: “O sábio de coração…” Depois, menciona “a doçura no falar”. Confirma-se assim a relação direta entre o coração e as coisas que dizemos e como as expressamos.

Houve um homem no primeiro século que usava suas palavras e atitudes para atacar e perseguir cristãos. Um dia, a caminho de Damasco, encontrou-se com Jesus. A partir desse instante, sua boca transformou-se num instrumento para anunciar as boas-novas de salvação. Seu nome era Saulo de Tarso. Transformado, passou a chamar-se Paulo.

Todos nós podemos encontrar-nos com Jesus diariamente e sermos sábios. O coração do homem sábio é um manancial de bênçãos. As suas palavras são água fresca para aliviar o cansaço de gente que sofre por causa das pressões deste mundo injusto.

Gostaria você de ser um manancial de bênçãos? Poderia propor no seu coração usar, consciente e determinadamente, as suas palavras para curar feridas, aliviar dores e restaurar gente triste? Lembre-se de que “o sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber”. (fonte: CPB)

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Luta de classes

Muita gente defendeu o fim da CPMF acreditando que toda a sociedade brasileira seria beneficiada. Nada disso vai acontecer. Quem argumentou em favor do fim da contribuição reproduziu um discurso da elite, interessada em pagar menos impostos e lucrar mais. Pior: agora a Receita Federal procura mecanismos para fazer o cruzamento dos dados financeiros a fim de evitar um aumento na sonegação de tributos. E mais um detalhe: os programas sociais serão os mais afetados com a queda da receita.

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Vereador não é pamonha

Achei muito engraçada a fala do vereador Mário Hossokawa, na sessão de ontem à noite da Câmara de Maringá. Durante a discussão de um projeto de lei, Hossokawa disse que os vereadores não são burros, pamonhas e nem polenta. O parlamentar pediu respeito depois que a vereadora Marly Martin criticou a base aliada do prefeito. Ela teria sugerido que os aliados da administração não analisam os projetos enviados pelo Executivo e são submissos.

A fala foi motivada pela discussão de um projeto de lei que trata de uma parceria com a iniciativa privada para obras no espaço da antiga rodoviária de Maringá (cessão daquele espaço para a iniciativa privada). O líder do governo não gostou. Hossokawa defendeu os vereadores e disse que se, de um universo de 200, 300 candidatos, apenas 15 são escolhidos, estes escolhidos não são burros, pamonhas e nem polenta para não saberem analisar um projeto. Então tá…

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Balonismo em Maringá

Começa nesta sexta-feira, o décimo Campeonato Sul-Brasileiro de Balonismo. Maringá recebe 15 balonistas que disputam 30 diferentes provas até o próximo domingo. Segundo o organizador do evento, Adriano Perini, o primeiro vôo será realizado hoje às cinco horas da tarde. Amanhã, outras provas serão realizadas logo no início da manhã. À noite, as oito horas, a população está sendo convidada para participar do espetáculo denominado Night Glow. No ano passado, o show de balonismo reuniu cerca de 10 mil pessoas no estádio Willie Davids. Adriano Perini espera que, desta vez, seja possível quebrar este recorde. Ele ressaltou que o tempo está bom e, por isso, o campeonato deve ser um sucesso ainda maior.

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CPMF: não há vantagens

Hoje pela manhã, a comentarista de economia da CBN e Globo, Mirian Leitão, afirmou que não haverá vantagens significativas para a população com o fim da CPMF. Algo obvio, mas que muita gente não queria ver. Mirian reconheceu que os empresários não vão repassar a redução da tributação para os preços dos produtos. O motivo é simples: há uma demanda crescente no mercado, ou seja, a economia está aquecida. Então, os empresários vão incorporar a redução tributária nos lucros. Na prática, os preços continuarão os mesmos. O que houve foi uma privatização da CPMF. O dinheiro que ia para o governo e era socializado agora vai parar no bolso do empresariado.

Já o cidadão praticamente não ganha nada. A maioria da população paga menos de R$ 5,00 de CPMF/mês. Quem vai perceber o fim do imposto do cheque são aqueles que fazem grandes transações financeiras.

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Tucano já fala em recriar CPMF

Política é mesmo uma coisa irritante… Depois de se transformar no principal defensor do fim da CPMF, o tucano Arthur Virgílio Netto (AM) já fala em recriar a contribuição, agora sob nova sigla. O senador parece ter percebido o tamanho da encrenca que arrumou… Na verdade, como disse ontem por aqui, a oposição votou pelo fim da CPMF por capricho, para dizer que ainda está viva e que o governo precisa respeitá-la.

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CPMF: os derrotados

Perfeita a análise de Kennedy Alencar sobre o fim da CPMF. Na verdade, os maiores derrotados nesse jogo foram os tucanos… Estes, digamos assim, lascaram-se. Talvez por isso até o ex-presidente Fernando Henrique falou ontem à imprensa que é hora de acabar com as picuinhas e abrir um canal de diálogo com o governo.

Entre perdas e ganhos, bom dia!

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E os nobres senadores…

Já que estamos falando de jogo de cena, o que dizer dos nobres senadores oposicionistas que derrubaram a CPMF ontem à noite? Fizeram o que fizeram só por capricho; para mostrar que ainda são alguma coisa no cenário político brasileiro.

Na verdade, os oposicionistas pouco – ou nada – ganharam. Pelo contrário, prejudicaram os governos que representam (Serra, Aécio etc). Sempre que for cobrado por mais verbas pelos estados comandados por tucanos e democratas, o governo federal vai mandá-los pedir dinheiro para os senadores. Faz parte do jogo…

E tem mais um detalhe: ainda que o governo fosse prejudicado financeiramente, o presidente Lula tornou-se um hábil marqueteiro de si mesmo. Ele consegue inverter tudo e capitalizar em popularidade. Mesmo que o governo parasse, Lula iria transferir a culpa para a oposição, os eleitores acreditariam e o prejuízo político cairia sobre ela (a oposição)… Então, quem ganhou com essa história?

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Pedágio: jogo de cena – II

Sobre o jogo de cena de deputados e governo que fazem quando o assunto é pedágio, o amigo Miura escreveu:

E existe um outro aspecto. O do estimulo à utilização de um meio de transporte que está matando mais que tudo. Se a demagogia de apoiar os “pobres” é aparentemente uma boa estratégia para ganhar votos, o estimulo à matança, ainda não é atitude que perde votos. Assim as coisas, hipócritamente, vão sendo levadas. O mesmo poder que possibilita a disseminação do vírus da morte, hipócritamente, gasta milhões em campanhas, na maioria das vezes, inócuas. Não se traduzemn em redução do numero de mortes e nem educam. Mas é assim que o povo quer, assim será enquanto o voto custar tão barato!

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Pedágio: jogo de cena

O governo do Paraná sancionou ontem a lei que isenta os motociclistas de pagarem pedágio. Cá com meus botões, penso que é uma grande bobagem. Na verdade, um jogo de cena. Eu e você sabemos que as concessionárias vão recorrer e, ganhar. A Justiça vai manter tudo do jeito que está. Os contratos foram muito bem feitos e não será por lei estadual que o Estado vai conseguir conceder isenções ou reduzir as tarifas. A concessão das estradas foi feita de forma questionável. A besteira está feita. Agora é pagar a conta. Ou, se tiver humildade, abrir um canal de diálogo com as concessionárias a fim de encontrar mecanismos que tornem as tarifas menores e os serviços, melhores. Obviamente, quase uma utopia…

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Garibaldi…

O companheiro e colaborador Valdir Bonete, de Campo Mourão, enviou o texto abaixo:

Missão do Garibaldi
O novo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, tem a missão de recuperar a desgastada imagem da Casa. E se para isso for necessário fazer uma revolução, pelo menos nome de revolucionário ele tem.

Companhia feminina
Ainda comparando o Garibaldi do Senado com o Garibaldi italiano que entrou para a história da Revolução Farroupilha, a pergunta é a seguinte: o senador Garibaldi vai imitar seu xará que tinha uma fiel Anita, célebre pela coragem nas batalhas dos Farrapos, ou seu antecessor Renan, cujo “enrosco” amoroso também virou celebridade, só que nas revistas masculinas?

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Reclamando…

Tem tanta coisa errada que incomoda a gente que, ultimamente, estou sem forças pra ficar reclamando… Dizer o quê? Tenho a impressão que todos os nossos questionamentos são palavras ao vento. Somos qualquer coisa; só não somos suficientemente importantes para que nossa opinião seja respeitada.

Na verdade, participamos de um sistema onde, se queremos alguma coisa do nosso jeito, precisamos construir com nossas próprias mãos. Naquelas outras, em que o poder de decisão não cabe a nós, é melhor não se frustrar por ter nossas vontades contrariadas.

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Maringá é…

A avaliação é do jornalista Andye Iore

Maringá é mesmo a cidade das aparências e contradições

FANTASIA: Uma cidade segura, com campanha publicitária até em outros estados sobre isto
REALIDADE: criminalidade pintando e bordando, tráfico de drogas descontrolado, 45 homicídios em 2007 contra 30 de 2006

FANTASIA: Cidade saudável como um dos temas da atual administração
REALIDADE: cidade recordista de dengue este ano no Paraná e superlotação nos hospitais com pacientes em macas nos corredores

FANTASIA: Cidade Verde
REALIDADE: árvores cortadas para favorecer empresas, obra irregular em área de preservação, derrubada de árvore nativa centenária

FANTASIA: cidade administrada por um especialista em turismo
REALIDADE: força-tarefa da polícia e prefeitura fere vestibulandos que vem de outras cidades planejando estudar e gastar em Maringá; Parque do Ingá sendo sucateado

Só com fé… bom dia!

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Correndo…

Caro leitor, por hoje é isso… A gente vai correndo e vivendo… ou apenas sobrevivendo, sem experimentar…

Até.

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Justiça

Supremo proíbe SUS de fazer cirurgia de mudança de sexo

Decisão foi a pedido da União, que argumenta que não houve estudos para a inclusão da operação

Pelo menos de vez em quando alguém toma uma decisão racional e justa… Afinal, quem quer mudar de sexo que pague por isso.

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Diário…

Entre outras coisas, minha correria nesta semana também é motivada pelos exames e bancas de avaliação na faculdade. Já disse aqui da minha satisfação em lidar com os alunos, mas essas situações causam um certo estresse. Os estudantes que têm a obrigação de fazer o exame estão sob pressão – correm o risco de ficar em dependência nas disciplinas. Por isso, ficam bastante apreensivos. Não é um momento legal para eles; nem para os professores. Já aqueles que vão apresentar os chamados TCC´s (Trabalhos de Conclusão de Curso) também ficam ansiosos para saber se serão aprovados, se vão obter uma nota que reconheça o trabalho que realizaram…

Em meio a esses sentimentos todos que se confundem, é muito bom ser reconhecido. Ontem, experimentei um desses momentos. Os alunos que orientei, a Fabiana Ferreira e o Rafael Soares, apresentaram o projeto experimental que desenvolveram. Durante aproximadamente seis meses, eles visitaram várias comunidades e se reuniram com líderes da Pastoral da Criança. A intenção era desenvolver um programa de rádio, feito com a comunidade.

O resultado foi muito satisfatório. O programa ficou bom e a comunidade reconheceu o que os acadêmicos fizeram. Nunca vi tanta gente se mobilizar para assistir a apresentação de uma monografia. Até mesmo o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, compareceu.

Na banca de avaliação, ao meu lado estavam a doutora Luzia Deliberador e o padre Leomar Montagna, também professor e coordenador do curso de Filosofia da PUC Maringá.

Depois da apresentação dos alunos e das considerações elogiosas dos membros da banca, tivemos que quebrar o protocolo. Como era grande o público que prestigiou a Fabiana e o Rafael, deixamos a sala onde estávamos para concluir a avaliação (“fechar” a nota).

Quando retornamos, era grande a expectativa de todos. Meus orientandos estavam ansiosos. O professor Leomar pediu para eu criar suspense. Exagerei na dose. Fiz várias considerações sobre os quesitos que avaliamos. O Rafael suava. A Fabiana, idem. Para não prolongar o sofrimento, disse a nota – 10. O público aplaudiu muito. Os dois foram às lágrimas.

Enquanto recebiam abraços e beijos daqueles que prestigiaram a apresentação, senti orgulho dos meus alunos. Fiquei feliz por participar daquele momento. Poucas vezes encontrei alunos tão motivados, dispostos em pesquisar, em desenvolver um trabalho acadêmico inquestionável. Aprendi com eles. Também percebi que nem tudo está perdido: ainda existem pessoas dispostas ao aprendizado, que param para ouvir, que honram os compromissos firmados… Mais que isso: que se colocam como voluntários e que amam o próximo.

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Ainda é quarta…

A semana está tão corrida e estressante que não vejo a hora de chegar o fim de semana… Até o blog está meio abandonado. Mas, sobreviveremos.

Bom dia!

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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