Acredito que não chega a ser dislexia, mas quase sempre penso uma coisa e falo outra. Pra quem fala para alguns milhares de ouvintes, a coisa é complicada. O problema fica ainda mais evidente porque, sabedor do problema, às vezes, escrevo o que vou falar e ainda assim troco palavras ou conceitos.
Explico melhor: dia desses, falava sobre o caos nos aeroportos do Brasil. Entretanto, quando finalizei o comentário, falei que os atrasos aconteciam nos aeroportos de… Maringá. No lugar do “Brasil”, saiu um “Maringá”. Tinha tudo rascunhado, mas falei errado e ainda teimei com o produtor que não tinha falado “aeroportos de Maringá”. Resgatamos o audio da censura e lá estava a prova.
Hoje, escapou de novo. Meu comentário era sobre a necessidade de campanhas de prevenção à aids na terceira idade. O que saiu? Campanha de prevenção à dengue. O texto estava lá, diante de meus olhos. Falei dengue, mesmo tendo escrito aids, lido aids e pensado em aids.
Bem, são coisas que acontecem e nem sei explicar. Pior é que acabo ficando um tanto apreensivo com o tamanho das bobagens que podem sair no ar… Será que tem cura ou o negócio é aposentar este camarada aqui?
Bom dia!
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O nome disso é falta de sono.
Vê se aproveita a ajuda do Gilson, que passa a apresentar o “segunda edição”, e dorme um pouco, rapaz.
Isso já aconteceu comigo, no tempo da TV. Descansa que passa.