Archive for Dezembro 21st, 2007

Foi bom…

Por esta semana, chega de posts. O papo foi bom e a semana, idem. Abaixo, tem alguns textos longos - para quem realmente está a fim de ler e ainda tolera o camarada aqui.

Um ótimo fim de semana! A gente se fala na segunda…

Barulho: cadê a força tarefa?

O repórter Everton Barbosa fez uma matéria sobre o problema do barulho em Maringá. Como é sabido, recentemente, tivemos a instalação de uma força tarefa para combater os excessos, para disciplinar aqueles que deliberadamente perturbam o sossego alheio.

Então, nessa madrugada, às 3h, ele, que é morador da Zona 7, ligou para a Polícia Militar para denunciar que muita gente estava acordada por causa do barulho. Do outro lado da linha, o policial disse que esse não era um serviço para a PM e que ele deveria ligar para a Secretaria de Meio Ambiente ou para a Polícia Ambiental (Força Verde). Diga aí, caro leitor, você acha que o Everton encontraria alguém na secretaria ou da Força Verde para atendê-lo às 3h?

Hoje, em contato com o capitão Pascoal reconheceu que a Polícia Militar não tem conseguido atender as reclamações de som alto em Maringá. Ou seja, em dias em que não há força tarefa conjunta, a população fica sem ter a quem recorrer.

Em comentário na CBN, lembrei que antes de ser anunciada a força tarefa, nós questionamos a eficácia das ações de combate ao barulho em Maringá.

Entretanto, a força tarefa veio, várias ações foram empreendidas durante o vestibular, muitos estudantes reclamaram, mas nós as apoiamos e diminuíram significativamente as festas e a população das proximidades da Universidade Estadual de Maringá ficou bastante satisfeita.

O vestibular acabou e nós aqui questionamos as autoridades sobre o que seria feito. Elas nos garantiram que a força tarefa continuaria e as ações de combate ao barulho fora de hora seriam mantidas.

Acontece que, passado aquele momento, já se nota um afrouxamento no combate ao barulho em excesso. Quem tem seu sossego perturbado, não tem a quem recorrer (o exemplo está aí, logo acima). A pergunta que nós fazemos aqui é: vai ficar tudo por isso mesmo?

Mortes no trânsito: o que é preciso fazer

Comentei ontem por aqui sobre a quantidade de mortes por acidentes de trânsito em Maringá. Pedi ajuda ao experiente Luis Riogi Miura, especialista em trânsito, para nos ajudar a entender por que cresce significativamente o número de óbitos na cidade. Argumentei que não dá para aceitar as justificativas de que as mortes estão relacionadas com o aumento da frota de veículos. Também entendo que transferir a responsabilidade sempre para o povo (como tem sido com a dengue) é uma atitude de quem não sabe o que fazer.

Bem, o amigo Miura, mesmo estando em Brasília, gastou um tempinho pra falar sobre o problema. Caso você, caro leitor, esteja interessado em entender um pouco mais o que é preciso fazer para diminuir as mortes no trânsito, leia o texto a seguir. Se alguma autoridade estiver interessada realmente em encarar o problema e tentar resolvê-lo, sugiro que reflita nos argumentos a seguir:

Invariavelmente o aumento da frota e da população é citado como estando relacionado com os aumentos catastróficos de mortes em função de acidentes de trânsito. Certamente temos carência de pesquisas que apontem objetivamente as razões desse crescimento paralelo. Mas com certeza não é regra e nem tem consistência argumentar usando essa proporção para justificar o crescente número de mortes. Por desconhecimento e, se o tiver, por não ser “politicamente” conveniente, usam-se tais razões.

No caso de Maringá os números muito animadores de redução em 2005 podem dar alguma indicação para correção dos rumos tortos que no ano anterior ocasionou 40% de aumento no número de óbitos, comparados com ano anterior, 2003.

É sempre interessante analisar a evolução histórica dos números de óbitos. A melhor estatística, entre as de feridos e de danos materiais. Embora ainda muito pouco confiável. Por exemplo, Maringá apresenta-a rigorosamente dentro dos padrões ABNT, DENATRAN e norma internacional. O que não ocorre com a estatística do Estado. O DETRAN/PR divulga números subestimados em pelo menos um terço.

Mas voltando ao que objetivamente deveria ser feito para obterem-se melhores resultados. Partir-se-ia do pressuposto de que as mortes em função do trânsito é extremamente crítico. Se fosse um paciente médico, seria caso de UTI. E nessa unidade, os recursos melhores devem ser utilizados. Não é o caso, na realidade. Falta uma estrutura adequada para a unidade administrativa de trânsito. Faltam técnicos especializados em quantidade e qualidade. Agentes de trânsito, educadores e engenheiros e/ou arquitetos insuficientes levam a secretaria a atuar sempre na forma dos bombeiros, correndo para apagar incêndios. Raramente podem fazer um trabalho preventivo. Tratamento de pontos críticos, fiscalização preventiva, campanhas informativas, tornam-se quase sempre impraticável para atender o caos instalado, quando não, para atender interesses políticos.

Façamos um exercício mental. Em nossa casa, quando ameaçado sob diversas formas, o que fazemos? Primeiro, a cercamos de forma segura. Colocamos grades nas janelas, uns instalam alarme, cercas elétricas. Outros adotam cães. Outros ainda contratam vigias. Todas as medidas trazem alguns transtornos que são pessoalmente assumidos. Muito bem, uma cidade deveria ser encarada da mesma forma. Se o trânsito está ameaçando, medidas devem ser adotadas para protegê-la. Com certeza, eu não ficaria (na minha casa) pedindo, implorando para o povo não depredá-la, não assaltá-la, não violentar meus familiares. Os que não me agredirão, não o farão independentemente dos meus pedidos. Os que vão me agredir farão independentemente dos apelos que eu estiver fazendo. Talvez até diminua um pouco a ameaça em potencial, mas não significativamente.

O que Maringá está fazendo para protegê-la da violência do trânsito? O quadro de Agentes de Trânsito deveria estar com pelo menos 90 em 2008, mas continua limitado a 30, por lei municipal. Efetivamente, somente com 7 a 8 atuando nas ruas! E somente das 7h às 19h, de segunda a sábado!!!

É muita ingenuidade ou má fé, achar que só com maquiagem e painéis a violência reduzirá! Apelos emocionais só se traduzem em resultados objetivos se acompanhados de controles físicos efetivos.

Infelizmente, atitudes que reforçam os uivos dos reclamantes infratores e dos que julgam estar acima da lei, enfraquecem todo e qualquer projeto, por mais competente que seja.

Santa Rita é quem substituirá a Capsema

A Associação Bom Samaritano venceu a licitação e, a partir de janeiro, é quem vai cuidar do plano de saúde dos funcionários da prefeitura de Maringá. A associação é a administradora do Hospital Santa Rita. O custo do plano, por servidor, será de R$ 25,00. Só a Bom Samaritano participou da licitação.

“Ele não tinha conhecimento disso”, repete Kassab

A frase foi em resposta aos jornalistas que gostariam de saber a opinião do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre o “acordo” que funcionários da Subprefeitura de Santo Amaro tinham com a construtora Gafisa para retirar favelados próximos de empreendimento na avenida Nações Unidas, na zona Sul de São Paulo. Para o prefeito não havia como o subprefeito Geraldo Mantovani Filho saber do caso: “A Subprefeitura de Santo Amaro é maior do que a maioria das cidades”.

Kassab, político do DEM e companheiro do PSDB, tem razão no que diz. A maioria das vezes coisas como essas escapam do olhar do comandante maior. O problema é que quando Lula usava desta mesma justificativa ao ser cobrado pelos desvios de verba no Governo Federal, porque era do PT, tucanos e demos consideravam um absurdo a resposta.

Ou será que Santo Amaro é maior até mesmo do que o Brasil?

(Retirado do blog de Milton Jung)

Compras da prefeitura…

Na série de entrevistas que estamos realizando na CBN Maringá, entrevistei ontem o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá, Carlos Tavares. Falamos sobre diferentes assuntos ligados ao comércio. Parte da conversa girou em torno do projeto de incentivo às micro e pequenas participarem das licitações públicas. Na segunda-feira, o prefeito Silvio Barros lançou uma licitação grande, com centenas de itens e um valor total de aproximadamente R$ 900 mil. A idéia é que um número expressivo de empresas concorram.

Da parte da ACIM, esta é a primeira licitação em que a associação vai disponibilizar um funcionário exclusivo para fazer uma espécie de telemarketing. Esse profissional ligará nas empresas a fim de incentivá-las a vender para a prefeitura. Em parceria com o Sebrae, um outro profissional vai auxiliá-las a montar os processos - cuidar daquela burocracia toda exigida daqueles que têm interesse em vender para o poder público.

A idéia é excelente. Vai resolver plenamente o problema, romper com o risco de superfaturamento, entre outras irregularidades? É provável que não. Entretanto, se a cada licitação dez empresas tentarem vender para a prefeitura, aumenta bastante a chance de os produtos serem comprados pelo município por um preço mais justo.

Outra medida interessante é a possibilidade da empresa vender um único item. Recentemente, quando a prefeitura lançava um edital, quem se candidatava deveria ter todos os itens relacionados. Agora não. Em uma única licitação com 100 itens, por exemplo, pode haver 100 ganhadores/vendedores.

Quanto a esses profissionais, principalmente o que fará o “telemarketing”, a medida tornou-se necessária para tornar conhecidas dos empresários as licitações da prefeitura. Pouca gente acompanha as compras do município. Segundo Tavares, dia desses o prefeito teria ligado pra ele querendo saber por que nenhuma empresa de Maringá estava participando de uma licitação para a aquisição de capacetes. Esta é a situação que a ACIM teria interesse de evitar…

Depois tem mais… bom dia!