O risco de uma epidemia de febre amarela é real. Embora há mais de 60 anos o país não tenha registrado um único caso da doença, o índice de imunização é muito baixo. As crianças estão imunes, mas poucos adultos têm sido vacinados. Responsabilidade da própria população? Não. A responsabilidade da população é apenas parcial. Ninguém pode ser responsabilidade pela ausência de imunidade contra a febre amarela se não sabe que existe o risco de contaminação com a doença.
Como disse, há mais de 60 anos não havia o registro de um único caso de febre amarela. Isto levou a um certo relaxamento. Ainda que os postos de vacinação tenham a vacina que imuniza contra o vírus da febre amarela, quando foi a última vez que alguém viu uma campanha na televisão ou ouviu no rádio que precisava se vacinar para não contrair a doença?
Eu não vi. Você também não deve ter visto…
Ou seja, o sistema público de saúde tem feito sua parte ao longo dos últimos anos mantendo a oferta de vacinas, fazendo a vacinação das crianças, mas e as campanhas para lembrar os adultos sobre a necessidade da vacinação?
Precisamos aprender com nossos erros… A febre amarela voltou a ser uma realidade no Brasil. Entretanto, agora não é o momento de lamentar o que deixou de ser feito. O poder público precisa fazer sua parte, informar a população sobre os riscos e garantir a vacina nas unidades de saúde. Quanto ao povo, eu e você, devemos procurar o posto de saúde e pedir para ser imunizado.
Aqui em Maringá, a prefeitura deve orientar as escolas e demais instituições para que a lei municipal seja cumprida. Existe uma lei que torna obrigatória a apresentação do cartão de vacina e o calendário de vacinação deve estar em dia. Essa lei inclui as universidades, faculdades… Mas a lei nem sempre é respeitada. Sei disso porque sou professor universitário e nem sempre é exigido que os alunos adultos estejam com a vacina em dia.
E aqui está uma boa sugestão para os vereadores: que tal estender a obrigatoriedade para os casos de contratação nas empresas da cidade?
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