A CBN Maringá deu ontem a notícia em primeira mão: a morte do empresário Almir Rodrigues da Cunha foi mesmo por febre amarela. O empresário não foi contaminado em Maringá, mas morreu em tratamento na cidade.
Desde que foi levantada a possibilidade de a morte ter sido causada por febre amarela, nós observamos uma corrida da população aos postos de saúde. As autoridades de saúde insistem que não há motivos para ficar preocupado. Representantes da Secretaria de Saúde do Paraná já chegaram a dizer que 98% dos moradores de Maringá estão imunizados contra a febre amarela.
Os dados dessa estatística são questionáveis. A gente pode começar questionando: o empresário maringaense morto por febre amarela fazia parte desses 2% da população não vacinada? Quantos outros fazem desses 2%?
Mas essa não é a única questão… Todo o noticiário sobre a febre amarela acaba mesmo causando uma corrida às unidades de saúde. As pessoas querem ser vacinadas. Não confiam sequer na vacina que tomaram há dois, cinco ou oito anos. Esse temor é natural. As pessoas são assim: agem influenciadas pelo meio. A racionalidade é substituída pela irracionalidade e desconfiança. É justo reclamar do comportamento coletivo? Não.
As autoridades de saúde precisam ser compreensivas e agirem de forma responsável. Se houver filas nos postos de saúde, o atendimento deve ser mantido e as vacinas têm de ser disponibilizadas. Enquanto isso, secretários de saúde, chefes das regionais, enfim, todos envolvidos com a saúde pública devem continuar fazendo o que cabe a eles: esclarecer a população. Entrevistas como estas concedidas à imprensa são fundamentais para tornar o assunto conhecido por todos nós… Também para pôr fim ao medo coletivo.
O que não pode haver numa situação como essa são informações contraditórias… Como disse, é preciso ser responsável, verdadeiro, esclarecedor. Só assim saberemos lidar com um assunto tão sério como o risco de contaminação por febre amarela.
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