O Ministério do Trabalho divulgou os resultados finais da geração de emprego em 2007. Em números absolutos, Maringá foi a terceira cidade que mais abriu postos de trabalho no Paraná. Curitiba gerou 30.572 empregos; Londrina, 5.991; e Maringá, 5.907. Note, caro leitor, que por 84 vagas, Maringá ficou atrás de Londrina, uma cidade com quase o dobro de população.
Proporcionalmente, levando em consideração a população da cidade, Maringá teve a maior geração de empregos – na relação vagas abertas por habitante.
Os dados são extremamente positivos. A cidade aproveitou o bom momento da economia brasileira e conseguiu um desempenho histórico, com mais de 5,9 mil novas vagas no comércio, setor de serviços, indústria, construção civil entre outros setores.
O crescimento do nível de empregos em Maringá ficou, em percentuais, acima da média nacional. Em relação a 2006, o Brasil gerou cerca de 33% a mais de empregos. Em Maringá, o índice foi de 43%.
O que isto representa? Representa que temos uma cidade em desenvolvimento, que possui políticas públicas que não inibem a abertura de novas empresas e nem investimentos naquelas já existentes. O poder público tem o dever de não atrapalhar os investimentos e ainda de criar um clima de confiança, de segurança, oferecendo o apoio que os empreendedores necessitam. E isto tem sido feito.
Por outro lado, é preciso ter sabedoria para saber lidar com esses números. Maringá gerou 43% a mais de empregos que em 2006, mas não significa que estamos num oásis em relação ao restante do país. O Brasil, como disse, também registrou um índice surpreendente: 33%.
Uma política inadequada de divulgação dos números pode criar a idéia de que a cidade é diferenciada e tem empregos sobrando. Esta é uma verdade parcial. Sobram vagas em todo país, mas são vagas para pessoas qualificadas e nem sempre os salários são atrativos. Isto sugere que também é papel do poder público encontrar alternativas para qualificar aqueles que não reúnem as condições necessárias para fazer um curso profissionalizante.
Ressalto que é preciso ter responsabilidade na divulgação dos dados. Muita gente em Maringá vive em condições de pobreza absoluta. Basta observar os dados do Bolsa Família. Atualmente, mais de 7 mil famílias recebem o benefício do governo federal. Isto significa que temos mais de 7 mil famílias que possuem uma renda mensal inferior a um salário mínimo. Isto significa que essa gente não tem um emprego com carteira assinada.
Por isso volto a dizer, a geração de empregos em Maringá deve ser comemorada, principalmente porque tivemos a inserção no mercado de trabalho de muitas pessoas que viviam na informalidade ou estavam desempregados. Mas muitas outras vagas precisam ser abertas para dar conta da mão de obra que hoje está ociosa. A geração de 5,9 mil vagas também não significa um incremento significativo na renda do trabalhador. Para resgatar a dignidade financeira e econômica de milhares de famílias, é preciso ter uma evolução do nível de emprego e da renda muito mais significativa. Resumindo, ainda há muito por fazer…
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Ola
Excelente materia que escreveu.
Eu como estou interessado a me mudar para Maringa a algum tempo ja me interessei mais ainda depois de ter lido o post.
Td d bom
[ ]’s
Oi…
Gostaria de obter mais informações de Maringá. Estou indo morar aí fim do ano.
Obrigado!