Blog do Ronaldo

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Orçamento da prefeitura: faltaram R$ 42 mi

Os números de 2007 ainda não estão fechados. Entretanto, pelas informações preliminares é possível avaliar que a Prefeitura de Maringá não conseguiu realizar integral o orçamento do ano passado.

Ontem, na Câmara de Maringá, o secretário de Fazenda, Luiz Bovo, comemorou os resultados obtidos em 2007, principalmente o superávit de aproximadamente R$ 12 milhões. No entanto, pouca gente se deu conta de que o orçamento realizado ficou distante do que foi votado pelos vereadores no final de 2006.

Vejamos os números:
- Orçamento previsto (receitas e despesas): R$ 416.696.699,00
- Receita realizada: R$ 373.774.727,77

Ou seja, tivemos uma diferença entre o previsto e o realizado de R$ 42.921.971,23.

Obviamente, não há problema nessa diferença. Mas ela representa que houve um certo otimismo quando o orçamento do ano passado foi construído. Não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, escrevi sobre uma diferença expressiva também registrada em 2006. Na ocasião, membros da administração municipal reclamaram porque afirmei que o orçamento de 2007 também estava superestimado. Garantiram, inclusive, que não havia chances da previsão de 2007 não se realizar. Pelo menos, com base nos dados preliminares, acertei na análise enquanto a administração errou de novo.

Ah… caso você queira ver minha análise sobre o ano passado, basta acessar meu blog anterior (aqui), no dia 1 de março de 2007. No dia 5 do mesmo mês, há outro comentário sobre o contato feito pela assessoria de comunicação da prefeitura para rebater minha análise; um pouco antes, no dia 28 de fevereiro, tem um primeiro post sobre o orçamento realizado em 2006.

PS – O arquivo em pdf do orçamento previsto para 2007, votado na Câmara de Maringá, pode ser acessado aqui.

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Trânsito

Por que será que desde que o Miura deixou a direção do Trânsito de Maringá o número de mortes por acidentes não pára de crescer?

Simples: o poder público não tem ninguém devidamente qualificado para tratar do assunto.

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Perseguição

A manchete do jornal O Diário desta sexta-feira:

- Bravin diz que prisões são perseguição política

Nosso nobre parlamentar acredita que a prisão de seus irmãos é fruto de perseguição política, como a CBN já havia noticiado na quarta-feira.

O que temos a dizer sobre a análise do vereador Belino Bravin?

Talvez nosso silêncio seja o melhor comentário. Bom dia!

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Mistérios

Conversei há pouco com o historiador Reginaldo Dias. Tão logo liguei ele já brincou:

- Você sabe qual a diferença etmológica entre os nomes Reginaldo e Ronaldo?
Respondi:
- Claro que não.
Ele devolveu:
- Reginaldo quer dizer aquele que governa por opiniões; Ronaldo é aquele que governa com mistério.

Não sei se tenho tantos mistérios assim, mas posso garantir que não ando governando absolutamente nada.

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Poder

Entrevistei hoje pela manhã o sociólogo Rudá Ricci, presidente do Instituto Cultiva. Ricci é um cidadão admirável e tem trabalhado bastante na educação da sociedade para a cidadania.

No papo que tivemos para falar sobre o I Fórum de Educação Popular e Políticas Públicas a conversa acabou indo noutra direção: a partidarização da sociedade maringaense. Rudá disse que, embora conheça dezenas de cidades brasileiras e de outros países da América Latina, desconhece um outro município em que haja uma partidarização tão grande.

Ele ressaltou que isso atrapalha a cidade e impede que as pessoas trabalhem para o bem comum da sociedade. Ou seja, em função de tudo ser visto como um jogo de poder entre os partidos, questões importantes deixam de ser abordadas e até mesmo investimentos são jogados fora.

A entrevista completa está aqui. Vale a pena ouvir.

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Cadê o site?

Há dois dias não consigo acessar o site da prefeitura de Maringá. Será que é só comigo?

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Mínimo estadual

O novo salário mínimo nacional entra em vigor neste sábado, dia primeiro. O salário sobe dos atuais R$ 380 para pouco mais de R$ 412. A boa notícia para os paraenses é que o mínimo estadual será bem maior que esses R$ 412. No Paraná, atualmente, o piso varia entre R$ 462,00 a R$ 475,20. A expectativa é que o piso regional ultrapasse os R$ 500.

Isto, porque a intenção do governo do Paraná, é que o aumento supere o índice concedido pelo governo federal (8,5%). A garantia foi dada pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Nelson Garcia.

A notícia é boa… Só não é legal para quem tem empregada doméstica. Talvez por isso (valor do salário) cresce a informalidade no setor.

PS – O governo do Estado define em meados de março qual o índice de reajuste do piso regional.

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Ei…

Desculpe-me, caro leitor. Mas está faltando tempo para escrever.

… Bom dia!

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Multas em Maringá

O especialista em trânsito Luís Riogi Miura deixou um comentário no post abaixo explicando o por que das multas em Maringá. Vejamos o que ele diz:

Vamos analisar essa questão sob o ponto de vista da quantidade. Se as 80.000 multas assombram, imagine se o Estado fosse eficiente no que concerne a fiscalização que é sua obrigação. Inalienável e intransferível competência. Essa quantidade significa que um agente e só um (seja do Estar, Agentes de Trânsito da Setran, da Policia Militar ou da fiscalização eletrônica), “aplica” a cada 7 minutos, em Maringá, uma multa. Façamos um exercício de raciocínio: Nessas mesmas condições, se tivéssemos 10 Agentes, que é muito pouco, autuando, multiplicaríamos por 10 os assombrosos 80.000, resultando em 800.000! E 10 agentes atuando em Maringá são totalmente insuficientes, não? Isso explica porque os políticos têm tanto medo dos Agentes? Faça, então o cálculo com 20 agentes!

Matéria prima para a pretensa e politicamente explorada “indústria da multa”, não falta, pelo contrário, é farta! Basta não ser cego para constatar na rua os abusos, as displicências, as imperícias, as inabilidades que geram a cada segundo, milhares de situações de risco e indisciplina que a legislação penaliza com as tão malfadadas multas. É certo que nem toda infração ocasiona um “acidente”, mas também é certo que todo “acidente” é precedido por uma ou mais infrações.

E aí pergunto, quem fica melhor na foto, Londrina ou Maringá? A estatística não retrata a realidade. Maringá segue as normas da ABNT, Denatran e as adotadas internacionalmente, Londrina, não.

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Alguns dados das diárias dos vereadores

A discussão que a CBN Maringá tem realizado sobre os gastos dos vereadores tem repercutido na Câmara. O vereador Humberto Henrique, por exemplo, tem feito um grande esforço para aprovar um projeto de lei que regulamenta o uso das diárias. A dificuldade maior do parlamentar está em convencer os colegas a fazer um uso racional dessas verbas e, principalmente, evitar uma correção nos valores.

Uma coisa é curiosa nessa questão: as diárias pagas pela Câmara de Maringá estão entre as maiores do Paraná. Vamos a alguns exemplos:

Maringá paga R$ 340 para um vereador em viagem para Curitiba; R$ 423, para Brasília.

O governo do Paraná paga R$ 160 para uma viagem a qualquer capital da federação e R$ 200 para Brasília. Ou seja, as diárias do Estado são menos da metade dos valores pagos pelo Legislativo de Maringá.

Mas nossos nobres vereadores não querem ver o que está diante dos olhos deles. A mamata das diárias é tão boa que insistem num reajuste dos valores. Tem vereador que recebeu, no ano passado, mais de R$ 10 mil em diárias. É mole? Só pra eles, é claro. Sabe o que isso representa? Quase R$ 1 mil/mês a mais nos rendimentos.

E sabe quais as explicações para uso de diárias?
Entre elas, a participação em entrega de cidadão honorário em Curitiba (de um camarada até desconhecido).

É sabido que tem parlamentar, inclusive, usando diárias para participar de congressos do partido dele.

O pior de tudo isso é que a transparência é zero, os argumentos para o uso das diárias são frágeis e os resultados para a cidade são nulos.

PS – É preciso ressaltar que pelo menos um vereador de Maringá não gastou um real com diárias em 2007. Trata-se do vereador Humberto Henrique. Também é necessário dizer que o comportamento do petista não é extensivo ao seu colega de sigla. Mário Verri está entre os que mais gastou diárias no ano passado, inclusive por razões, digamos, bem pouco justificáveis.

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Multas em Maringá

O jornal O Diário trouxe hoje uma reportagem sobre o número de multas aplicadas em Maringá. Na semana passada, na quarta-feira, iniciamos na CBN um debate sobre o assunto. Levantamos, primeiro, a frota de veículos da cidade e depois, na quinta-feira, apresentamos a quantidade de multas. De fato é uma coisa assustadora. Só no ano passado foram mais de 80 mil ocorrências – cerca de 20 mil a mais que Londrina. Na ocasião, nós chamamos uma psicóloga especializada no tema para analisar a questão. Ela apresentou três razões para a quantidade de multas em Maringá: a) a grande frota de veículos (mais de 184 mil); b) a impaciência dos motoristas (a engenharia de trânsito na cidade tem falhado, a circulação está comprometida e as pessoas perdem muito tempo no trânsito causando irritação e estresse); c) a quantidade de motoristas jovens (quase adolescentes – imaturos e inexperientes, reflexo do perfil da sociedade maringaense: filhos de gente rica e universitários, inclusive de outras cidades).

Desde a saída do Miura, sem esperança de melhoras no trânsito maringaense… bom dia!

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Assaltos a ônibus

Polícia Militar quer apresentar assaltante de ônibus coletivos até o fim desta semana. Em entrevista à CBN Maringá, o capitão Ademar Pascoal afirmou que a PM tem investigado os assaltos e suspeita que os crimes têm sido cometidos por um ou dois menores. Ainda de acordo com o capitão Pascoal, os assaltos têm como motivação a necessidade de dinheiro para a compra de crack. Também na tentativa de coibir esse tipo de crime, a Polícia Militar promete realizar com freqüência blitze nos coletivos. Nessas situações, passageiros serão abordados com o objetivo de identificar a presença de armas ou drogas. Sobre as ocorrências envolvendo jovens que usam o transporte coletivo e pulam a roleta para não pagar a passagem, o capitão Pascoal disse que a PM tem pouca chance de resolver o problema.

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Animais protegidos…

Da Folha de Londrina:

A Associação Protetora dos Animais de Rua recebeu um terreno da Prefeitura de Maringá. O prefeito Silvio Barros assinou ontem a escritura de doação da área. A entidade será a responsável pela edificação e manutenção do imóvel e dará continuidade ao programa de atenção aos animais, implantado no município pela Prefeitura, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O objetivo da doação é abrigar animais de rua em condições sanitárias adequadas à legislação pertinente, como canis, gatis, baias e gaiolas.

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Londrina também tem direito de reclamar…

O Ministério Público denunciou o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina, Orlando Bonilha Soares Proença (PR). O parlamentar é acusado de ter exigido R$ 12 mil de um empresário em troca da aprovação de um projeto de lei. A denúncia foi protocolada nessa segunda-feira.

De acordo com a denúncia, o crime teria sido cometido em dezembro de 2003. Na época, o vereador Orlando Bonilha Soares Proença ocupava a presidência da Câmara de Londrina. Os R$ 12 mil exigidos pelo vereador seriam para que o Legislativo aprovasse um projeto de lei que alteraria o zoneamento de parte de uma rua da cidade. A vítima de Bonilha teria sido o dono de um lote de mais de 6 mil metros quadrados. Com a aprovação do projeto na câmara, a propriedade poderia ser vendida a um empresário, que pretendia instalar no local uma cervejaria.

A denúncia feita pelo Ministério Público nessa segunda-feira (25) não é a única que tramita contra o ex-presidente da Câmara de Londrina. Em janeiro deste ano o vereador foi apontado como chefe de um esquema envolvendo outros quatro parlamentares que usavam seus cargos públicos para exigir vantagens econômicas indevidas de interessados na aprovação de leis municipais.

Segundo informações da Gazeta do Povo, além de Orlando Bonilha Soares Proença, foram denunciados Renato Silvestre Araújo, Flávio Anselmo Vedoato, Osvaldo Bergamim Sobrinho e Henrique Barros. Este último foi o responsável por entregar os demais parlamentares. Ele foi preso em flagrante com quase R$ 10 mil, confessou para a polícia os crimes e entregou os colegas.

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Parabéns

Hoje é terça-feira, 26 de fevereiro. O dia é especial pra mim. Minha esposa faz aniversário. Minha companheira nesses últimos 16 anos é uma pessoa excepcional. Não tenho dúvida alguma do papel dela na construção da minha carreira profissional. Também sei da importância que a Rute tem para a construção do caráter dos meus filhos… Por tudo isso, só posso estar feliz pela vida dela.

Com um sentimento de gratidão… bom dia!

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Homenagem?

O vereador Dorival Dias quer instituir o Dia do Comunicador Social. A proposta está sendo analisada pela Câmara de Maringá. Embora até entenda a boa vontade do parlamentar, sinceramente penso que nossos nobres vereadores poderiam dedicar o tempo deles na elaboração de projetos mais relevantes para a comunidade. Pelo menos para mim, a proposta de Dorival Dias não fará nenhuma diferença. Já tem datas demais para lembrar nossa profissão – a do vereador será apenas mais uma; e sem nenhuma relevância para os operários da Comunicação Social.

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Prioridade

O governo federal anunciou que vai destinar R$ 11,3 bilhões para os municípios mais pobres do país. A intenção é priorizar os programas do governo nos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a fim de reverter a triste realidade enfrentada por essas populações.

Na verdade, a proposta do governo é muito boa. O problema é que, infelizmente, os municípios mais pobres deste país geralmente são comandados por políticos de conduta moral duvidosa.

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Cansou…

Das três principais revistas em circulação pelo país, duas têm como destaque principal a renúncia de Fidel Castro.

Na Veja: – Já vai tarde;
Na Época: – Depois de Fidel.

Já a Isto É traz como uma das chamadas de capa: – Fidel Castro, a despedida do mito e o futuro da ilha.

Cheio desse assunto… bom dia!

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Desafios…

Participei ontem à noite do jantar de formatura do pessoal de Jornalismo da Faculdade Maringá. Tive o privilégio de ter sido escolhido como nome de turma. Mas, além da homenagem, senti-me muito feliz em ver meus ex-alunos com um sorriso no rosto e o sentimento de missão cumprida. Por outro lado, apesar da comemoração, alguns deles já discutiam as perspectivas de futuro profissional…

Esses sentimentos que se confundem também confundem a gente. Quando dou as primeiras aulas para os calouros, sempre falo do desafio de fazer a diferença durante o curso a fim de conseguir ter o melhor preparo e referência para o mercado de trabalho. É triste, mas a gente sempre sabe que muitos deles vão apenas ter o diploma. Reforça a tese de que, em qualquer lugar, é sempre preciso ser o melhor, investir todas as forças e energias naquilo que se faz e ainda ter a sorte de estar no lugar certo, no momento certo, ao lado das pessoas certas.

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A solução para a falta de médicos

Entrevistei hoje pela manhã o presidente da Associação de Médicos do Paraná, Jorge Eduardo Macedo. Falamos sobre a abertura de novas faculdades de medicina no país. A entidade defende que o Ministério da Educação deixe de autorizar a abertura de novos cursos. Isto, porque, segundo Macedo, nos últimos 10 anos foram abertas 100 novas faculdades – uma a cada 45 dias. Com isso, atualmente, 62% dos formados não fazem residência médica. Apesar disso, entram no mercado de trabalho.

Outra questão que abordei com o presidente da Associação de Médicos do Paraná foi a falta de interesse dos médicos em concursos públicos realizados pela prefeitura de Maringá. Macedo fez uma sugestão bastante interessante. Ele disse que o município poderia fazer uma parceria com a Universidade Estadual de Maringá (e até outras faculdades). A idéia seria o município oferecer residência médica para os formandos, já que, conforme estatística acima, muitos recém-formados encontram dificuldade para ganhar essa experiência profissional. Particularmente, gostei da idéia. Para o presidente da AMP, os residentes poderiam atuar nos postos de saúde, sob supervisão dos profissionais experientes, e a prefeitura colocaria um fim no déficit de médicos da rede municipal de saúde.

Em tempo: Macedo garante que não faltam médicos. No Brasil, existe um médico para 500 pessoas. O preconizado pela Organização Mundial de Saúde é um para cada 1000.

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Contorno sul

Passei ontem à noite pelo contorno sul, em Maringá. A pista está horrível. Abandonada. Recordo que no primeiro ano da atual administração foram executadas obras de recuperação da via. Ficou muito bom. Entretanto, como era previsto, a beleza inicial foi sendo substituída pelos buracos e irregularidades. Há, inclusive, um trecho onde uma das pistas (que é dupla) está interditada. O município sempre reclama que a obra é cara. Concordo. O problema é que, ao deixar de recuperar o contorno sul, os motoristas, que pagam seus impostos, são prejudicados e desrespeitados. Sem contar que a imagem da cidade é prejudicada.

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Cadê o asfalto?

Os moradores do Tarumã II, em Maringá, estão pedindo mais atenção às autoridades. A reclamação por asfalto no Tarumã II é antiga. E o sofrimento dos moradores pelas condições do bairro, também. No Diário de hoje tem uma reportagem sobre a falta de asfalto na maioria das ruas, a existência de muitas valetas e o péssimo estado de conservação das vias. Os moradores também reclamam da desvalorização imobiliária.

Mas o problema do Tarumã II, pelo menos no curto prazo, não deve ser resolvido. O bairro é alvo de uma ação judicial por ter sido aberto numa área de preservação ambiental. Várias casas já foram derrubadas e famílias, indenizadas. Entretanto, ainda há questões para serem resolvidas. E a ação na Justiça impede que o município execute obras de melhorias estruturais. Enquanto isso, a população sofre sem a perspectiva de ganhar melhores condições de vida.

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Sem dinheiro para os flanelinhas…

Está na capa dos três jornais de Maringá, na CBN e nos principais veículos de comunicação da prefeitura: Prefeitura e entidades vão realizar campanha para desestimular a doação de dinheiro aos flanelinhas.

A proposta é, no mínimo, curiosa. Primeiro, a prefeitura e as entidades providenciaram o cadastro. Agora, o alerta é para que a população não dê dinheiro aos flanelinhas. Está certo.

O meu único questionamento é: o que os flanelinhas estão pensando de tudo isto? A prefeitura e as entidades nunca disseram que pretendiam manter os flanelinhas nas ruas, mas certamente ao cadastrá-los, identificá-los, dar a eles um colete, os guardadores podem ter alimentado a esperança de ficar numa boa nas ruas de Maringá.

Hoje, uma reportagem da Gazeta do Povo com os flanelinhas que receberam os coletes revelou que eles não sabem se vão deixar as ruas… Afinal, alguns chegam a ganhar R$ 800,00/mês.

Cá com meus botões, penso que os flanelinhas, ao ouvirem as autoridades argumentando que a população não deve dar dinheiro pra eles, devem estar se sentindo traídos… Embora, volto a dizer, a prefeitura e as entidades nunca tenham dito que pretendiam mantê-los na atividade.

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Faltam médicos…

O jornal O Diário de Maringá apresenta hoje uma reportagem especial sobre a falta de médicos em Maringá. Na verdade, trata-se de uma ausência de profissionais para atendimento pelo sistema público.

Em várias ocasiões a CBN já discutiu o tema e a reportagem de O Diário colabora com a reflexão sobre o problema.

O questionamento feito pelo título da reportagem é: falta salário ou mão-de-obra?

Dos ouvidos pela reportagem, a direção da Santa Casa aponta que a remuneração é baixa; já o secretário de Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi, entende que falta pessoal.

Embora não seja uma autoridade no assunto, creio que a falta de profissionais para atender pelo sistema público é resultado da combinação dos dois fatores: baixa remuneração e falta de pessoal.

Deixa eu explicar melhor… Atualmente, pelo próprio investimento feito para concluir uma faculdade de medicina, o profissional quer o retorno financeiro. Quem faz medicina entende que merece ser bem remunerado. Atender particular e por meio de convênios remunera melhor. Uma consulta, por convênio, custa cerca de R$ 40,00. Particular, R$ 100,00. Imagine o que isso representa no final do mês… Pelo SUS ou mesmo em contratação direta pelo município, o salário geralmente não passa de R$ 4 mil.

Então, o que acontece?

Aquele médico que não herda um nome da família, forma-se e aceita trabalhar pelo sistema público até ganhar experiência e tornar seu nome conhecido – é claro que, depois, ele pede as contas e monta a própria clínica. Como não há tantos profissionais com essas características disponíveis no mercado (não existem tantas faculdades de medicina), falta mão-de-obra para a crescente demanda do sistema público de saúde.

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Casos de dengue

Os casos de dengue assustam. Pelo menos no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, pelo 15 bairros experimentam um surto da doença. Em Maringá, a situação está parcialmente sob controle. Entretanto, a combinação climática preocupa bastante. Tem chovido quase todos os dias e, ao mesmo tempo, os dias têm sido quentes. É tudo que o mosquito precisa para se proliferar. É para colocar as “barbas de molho”.

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Tem carro demais por aqui…

Dá para acreditar? Proporcionalmente, Maringá tem mais carros que São Paulo. A capital paulista chegou aos 6 milhões de veículos – uma média de 2,4 habitantes por veículo. Em Maringá, no fim de janeiro, alcançamos uma frota de 186.655 veículos. Segundo o IBGE, a cidade tem uma população de 325.968 moradores. Ou seja, nossa média é um veículo para cada 1,74 habitantes. Assustador!

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Leis que não saem do papel

O Brasil carece de uma política série de combate à criminalidade. No Congresso Nacional, sempre que ocorre um crime de repercussão nacional (como a morte do menino João Hélio, no ano passado), deputados e senadores prometem mudar a legislação que trata do assunto. Por conta disso, atualmente, existem dois pacotes de medidas que podem mudar a cara das políticas públicas de segurança e combate ao crime. Ao todo, são 35 medidas. Entretanto, desde o ataque do PCC em São Paulo, apenas duas dessas propostas foram analisadas pelos parlamentares brasileiros. Lamentável…

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Coletiva dos flanelinhas

A polêmica dos flanelinhas em Maringá ganha hoje um novo capítulo. Às 14h, no Hotel Deville, será concedida uma entrevista coletiva sobre o projeto de “inclusão social para os flanelinhas”. O release da prefeitura informa que estarão presentes representantes das seguintes entidades:

- Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM);
- Conselho Comunitário de Segurança;
- Maringá Convention & Visitors Bureau;
- Minitério Público;
- Polícia Militar;
- Polícia Civil;
- Secretaria Municipal de Assistência Social.

Com medo dos flanelinhas… bom dia!

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Transparência zero

Estamos sem moral… A gente cobra aqui em Maringá que a presidência da Câmara divulgue os gastos com diárias dos vereadores e o governo do Paraná veta um projeto da Assembléia Legislativa que previa a publicação dos gastos de viagens dos secretários. Ou seja, o movimento pela não transparência parece manter-se forte e na “moda”. Ah… Requião justificou que o assunto não é de interesse público.

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Chávez: herdeiro de Fidel?

Hugo Chávez é mesmo piada… Ele quer ser herdeiro do mito Fidel Castro. Cá com meus botões, penso que Chávez quer mesmo é aprender o “caminho das pedras” para manter-se no poder na Venezuela.

Como disse há pouco José Dirceu, em entrevista à CBN, Chávez não reúne as características de Fidel para tornar-se herdeiro do ex-presidente cubano como ícone da resistência.

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Especulação imobiliária

O jornal O Diário publica nesta quarta-feira:

- Imóveis sobem até 50% com novos shoppings

A manchete reforça algo que muita gente já sabe: Maringá é a terra da especulação imobiliária. Aqui até instalação de poste na rua provoca valorização nos imóveis. É uma coisa meio louca. Por isso, a cidade é excludente. Quem não tem dinheiro e sonha com a casa própria precisa morar em Sarandi e Paiçandu; sem contar que o aluguel em Maringá também é muito caro.

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Flanelinhas… Campo Grande

Não é só Maringá que está tentando tratar da questão social que envolve os flanelinhas. A cidade de Campo Grande (MS) também tem lá seus métodos para pôr fim a atividade ilegal. A diferença é que, enquanto em Maringá a prefeitura cadastra os flanelinhas, identificaos com um colete e os mantêm nas ruas, em Campo Grande a polícia coloca todo mundo num camburão e leva pra delegacia. Qual é o seu método preferido?

Ainda indeciso… bom dia!

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Tudo aos ricos…

Do blog do Ancelmo Gois:

O senador Francisco Dornelles, relator para receitas do orçamento da União, ficou pasmo ao analisar as estimativas feitas pelo governo e descobrir que o Ministério da Fazenda cobra IOF apenas sobre as exportações e não sobre as importações. Ou seja, cobra do produto brasileiro vendido para o exterior, mas não o contrário.
- Achei um absurdo e estou fazendo um apelo para que não seja cobrado em nenhum dos dois casos. Mas não podemos fazer isso quando mais precisamos exportar – lamenta o senador.

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Gastos com diárias

Retomamos na CBN a discussão sobre os gastos dos vereadores de Maringá com diárias. No ano passado, os parlamentares tinham direito a R$ 140 mil em diárias. Como gastaram mais do que o previsto, fizeram uma suplementação no orçamento. Em dezembro, os gastos com diárias já somavam quase R$ 200 mil. Este ano os vereadores de Maringá esticaram ainda mais o orçamento; mesmo sendo este um ano de eleição, os parlamentares vão poder gastar até 240 mil reais em diárias.

E, se o leitor recorda, a CBN ainda espera resposta ao ofício protocolado junto à Câmara Municipal de Maringá pedindo informações sobre como foram gastas as diárias em 2007. Solicitamos detalhes a respeito de quem gastou, quanto gastou, onde gastou e para quê gastou.

No ano passado, o presidente da Câmara, John Alves disse que a partir de 2008 essas informações estariam de forma transparente divulgadas na internet. Mas, pelo menos por enquanto, os dados ainda não estão disponíveis no site do Legislativo maringaense.

Com o objetivo de aumentar a transparência nos gastos com diárias o vereador Humberto Henrique também protocolou um projeto prevendo uma regulamentação na divulgação dessas informações. O projeto tramita na Câmara, mas ainda não foi a votação.

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Flanelinhas – III

De Milton Ravagnani em sua coluna nesta terça-feira, 19 de fevereiro:

- Depois de dar coletes numerados para que os flanelinhas transmutem em oficial sua atividade ilegal, aguardem para breve as intimidações para cuidar de residências e dar proteção ao comércio, em troca de módica contribuição. Foi assim que a máfia financiou sua proliferação nas Américas. É o município de Maringá colaborando para regressarmos 90 anos na história.

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Mídia, política, revista Veja

O leitor Paulo Eduardo passou por aqui e, ao comentar o post “Mídia e política”, sugeriu que eu falasse o que penso a respeito das denúncias feitas pelo jornalista Luís Nassif. O experiente Nassif tem publicado uma série de comentários sobre a Veja.

Bem, não tenho uma opinião específica sobre as denúncias de Nassif. Nos últimos meses, acompanho muito pouco o blog do jornalista. Embora o admire, penso que Nassif perdeu um pouco o brilho de suas análises ao tornar-se defensor do governo Lula. Ainda que tenha razão em muito do que escreve, noutras ocasiões perde-se em divagações semelhantes àquelas que classificam toda a mídia como golpista.

Quanto à Veja, estudo a revista desde meus primeiros anos na faculdade de Jornalismo. Tenho várias pesquisas sobre a publicação. Numa das mais recentes, fiz algumas observações tendo como premissa a educação social promovida pela Veja. Trata-se de um estudo baseado num número limitado de reportagens e edições da revista. Apenas para posicionar-me diante da sugestão do leitor Paulo Eduardo, reproduzo aqui algumas considerações que fiz nesse artigo científico:

- O discurso da Veja é condicionado pelo universo onde ela está situada – a empresa, os interesses de seus proprietários, as relações estabelecidas com o mundo exterior. Ainda que cada texto seja escrito por um jornalista, a consciência deste é formada socialmente e o centro organizador de toda expressão por ele emitida, não é interior, mas exterior: está situado no meio social que o envolve. A atividade mental do profissional é interceptada pelas forças exercidas dentro da redação. O seu local de trabalho irá determinar o sentido e o tema da reportagem. Por isso, “somente a enunciação tomada em toda a sua amplitude concreta, como fenômeno histórico, possui um tema” (BAKHTIN, 1997, p. 129).

- [...] o que a Veja faz é tentar recriar o imaginário social, educando os leitores na crença de que é a elite do Brasil que tem as melhores idéias e comportamentos mais responsáveis. A publicação chega a classificar como um “maniqueísmo tolo, típico da cachola esquerdista brasileira” (p.86) a crítica que se faz à elite brasileira. [...] a Veja apresenta sua visão de sociedade como se esta fosse a realidade concreta [...]. Na prática, faz tudo isso para dizer, [...] que é com a ampliação da elite brasileira que o país deixará de ter uma sociedade que age como se tivesse a metade da cabeça tomada por um tumor (VEJA, 2007a).
Na verdade, a revista se coloca como porta-voz dessa elite, excluindo o diferente, principalmente se este pertence a uma classe economicamente inferior. A sociedade que existe para a Veja é aquela que pode se preocupar com a educação dos filhos em dois ou mais idiomas.

- A Veja, portanto, educa os leitores a terem uma visão equivocada do concreto. [...] Na prática, do evolucionismo à política, a revista busca educar os leitores a pensar sob uma única ótica.

PS – Quem se interessar pelo artigo completo pode solicitá-lo nos comentários, deixando email, telefone, nome completo etc etc.

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Flanelinhas – II

O amigo Luís Riogi Miura deixou um comentário no post “Flanelinhas” que vale aqui reproduzir:

- Até entendemos a incapacidade do Governo de promover, fomentar e oferecer opções suficientes para a séria questão do desemprego. Para uma pequena parte desses flanelinhas, caso fosse oferecida uma atividade legal, certamente seria muito bem aproveitada. Entretanto, não é o caso da maioria deles. Preocupa-me, entretanto, essa uniformização.

Reconhecidamente “flanelizar” é uma atividade irregular, ninguém pode negar. Mas, enquanto ilegal, cabe ao cidadão a opção de “pagar” ou não pelos “serviços prestados”. Uniformizados, o que é natural, a sociedade passa a entender que tal atividade é oficial. Por mais que digam que não. Fica assim, instalado no mínimo, o constrangimento para quem entende que não deve reforçar um comportamento marginal (à margem). A balança passa a pesar mais para o lado de quem entende que deve, apesar de tudo, ajuda-los.

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Flanelinhas

A prefeitura de Maringá continua sua empreitada visando capacitar os flanelinhas. Nesse fim de semana, eles receberam coletes de identificação.

Cá com meus botões, penso que, embora seja tolerado pelo poder público – não apenas em Maringá -, a atividade dos flanelinhas é ilegal. E a favor da ilegalidade não podem existir argumentos.

A tentativa de cadastrar e capacitar os flanelinhas é uma ação para resolver o problema. Ou seja, no futuro, tirá-los das ruas dando a eles a chance de ter uma profissão.

Entretanto, como ninguém pode proibir o ir e vir de um cidadão, é duvidosa a eficácia dessa ação. Provavelmente, os motoristas de Maringá vão continuar convivendo com os flanelinhas e tendo de pagar pelos “serviços” prestados por eles para não correr riscos de ter, por exemplo, o carro riscado.

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Maringá, a única

No domingo passado, o Fantástico colocou no ar uma reportagem sobre depósitos de venenos abandonados pelo país. Maringá apareceu na matéria. Ontem, o programa voltou a tratar do assunto. Ao fazer uma avaliação sobre a repercussão da reportagem e providências tomadas pelos municípios denunciados, Maringá foi citada como a única cidade que ainda não sabe o que fazer com o BHC abandonado em galpões. Bonito, não?

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Vendendo um fusca…

O blog aqui nunca teve a intenção de ser um espaço de classificados, mas, em respeito ao leitor, coloco em destaque um anúncio deixado por um de nossos visitantes…

- Vende-se fusca 1965 (reliquia) motor 1300, motor e caixa de marcha recondicionados, cor branca, a gasolina. Valor R$ 6.500,00 Tratar com no telefone 49 – 99883104 ou 33661872 ou ainda aimijoao@hotmail.com.

Vendendo um fusca… bom dia!

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Preço dos combustíveis

Hoje, na CBN, um representante dos produtores de álcool no Paraná responsabilizou donos de postos por preços altos do combustível em Maringá.

Atualmente, os postos de Maringá têm comercializado a gasolina, em média, por R$ 2,45; o álcool, R$ 1,45. O que também é curioso é o alinhamento dos preços. Qualquer consumidor sabe que não encontra diferenças superiores a dois centavos entre um posto e outro.

Segundo Ricardo Rezende, vice-presidente da Alcoopar, Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná, enquanto os postos de Londrina e de outras cidades da região lucram cerca de 15 a 17 centavos por litro, em Maringá, esse lucro pode chegar a 40 centavos/litro.

De acordo com Ricardo Rezende, os postos de combustíveis de Maringá não têm repassado para os consumidores a queda que houve na usina nos preços do álcool. Para se ter uma idéia, em janeiro do ano passado as usinas vendiam o litro do álcool por aproximadamente R$ 1,00. Na semana passada, o litro custava cerca de R$ 0,65. Ou seja, uma redução de aproximadamente 35% em relação ao preço do produto um ano atrás. Entretanto, nos postos, os preços não acompanharam a queda sofrida pelo setor produtivo.

A discussão sobre os preços dos combustíveis foi iniciada na manhã desta sexta-feira aqui na CBN. Vários ouvintes entraram em contato e falaram a respeito do que pensam sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Vários desses ouvintes contribuíram com a reportagem da CBN trazendo informações sobre os preços do álcool e da gasolina em cidades da região.

Marco de Assis, do jardim Novo Horizonte, foi um dos ouvintes que ligaram para a CBN. Ele contou que em cidades do interior de São Paulo tem pago até 90 centavos no preço do álcool. Já em Londrina, distante cerca de 90 quilômetros de Maringá, o produto custa aproximadamente R$ 1,15. A gasolina é vendida por R$ 2,16 até R$ 2,30.

Já o ouvinte João Boaventura , representante comercial e morador de Maringá, ligou para a CBN quando estava próximo de Ivailândia. Ele contou que o preço no álcool naquela cidade estava R$ 1,22.

Para o representante da Alcoopar, é certo os proprietários de postos busquem o lucro, mas, na opinião de Ricardo Rezende, o lucro precisa ser justo e não pode desestimular o consumo do produto.

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Mídia e política

Regularmente, tenho discutido por aqui a relação entre a mídia e a política. Considero que essa mídia golpista alardeada por alguns não passa de tola teoria conspiratória. Hoje, achei um texto interessante sobre o assunto. Publicado pelo Observatório da Imprensa, Ivan Berger fez algumas observações que compartilho com você, caro leitor.

Ele começa dizendo…

Faz parte da faina midiática conviver com a má vontade, a falta de reconhecimento público. Mal comparando, seu desempenho está sujeito à mesma implicância e intolerância normalmente encarnada pelo árbitro de futebol, para quem o máximo da aprovação é passar despercebido aos olhos de uma platéia condicionada a reagir muito mais à base da emoção do que pela razão.

E continua:

Basta ver que mesmo em exemplos de escandalosa bandalheira, para dizer o mínimo – como a farra dos cartões corporativos – não falta quem considere perseguição o justificado alarde feito pela mídia. Racismo, má vontade para com o governo, são as alegações apresentadas em desagravo a Matilde Ribeiro, que por conta disso demitiu-se do esdrúxulo ministério criado para promover a igualdade racial no país.

O texto publicado no Observatório da Imprensa também ressalta:

Como sempre, a jogada consiste em tentar desviar o foco dos fatos desabonadores que continuam vindo à tona, mediante a perfunctória teoria do complô midiático, ou seja, a velha conversa para boi dormir que mesmo os mais desavisados não engolem mais.

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Caso Márcia

É surpreendente como diariamente recebo mais de uma dezena de acessos ainda pelo caso da menina Márcia Constantino. Não sei o que ainda motiva as pessoas a buscarem informações sobre esse lamentável crime, mas é possível perceber o quanto ele comoveu a sociedade. Fico só imaginando como a defesa de Natanael Búfalo vai trabalhar para tentar livrá-lo da pena mais alta que a legislação criminal prevê, pois, se depender do desejo de justiça da população, Búfalo vai mofar na cadeia.

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Três notas…

Violência na região
Noite violenta em Apucarana e região. Três pessoas foram mortas e um homicídio foi registrado em Marumbi. Ainda em Apucarana um andarilho morreu atropelado por um trem. Em Apucarana foram mortos a tiros um homem de 26 anos e um adolescente de 17 anos e o corpo de um outro homem de 56 anos foi encontrado num fundo de vale.

Segundo a polícia, ele foi assassinado pelo irmão que tem problemas de saúde mental. Os três crimes aconteceram durante a noite e madrugada. Os dois primeiros podem ter relação um com o outro, porque, de acordo com a polícia, as vítimas apresentam sinais de execução. A suspeita é que foram mortas num acerto de contas entre traficantes. E em Marumbi um homem de 33 anos foi baleado e encontrado por populares no meio da rua, já morto. Ninguém foi preso até o momento. Só esta semana foram quatro homicídios em Apucarana.

Mulheres presas
Parlamentares da CPI do Sistema Carcerário constataram que mulheres continuam detidas na cadeia de Planaltina (Goiás), onde uma adolescente foi flagrada numa cela na última semana. Políticos encontraram duas mulheres presas entre os homens.

Apesar de estarem em uma cela separada e com banheiro, as detentas estavam na mesma ala que os homens. Apesar de não terem contato físico com os homens, com direito a banho de sol exclusivo e visita íntima, a prisão de mulheres em ala masculina é proibida no Brasil. (Agência Brasil)

Aposentadoria
Sob protestos da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou, ontem, a Medida Provisória nº 397, que revogou a de número 385, sobre a prorrogação do prazo para o trabalhador rural autônomo solicitar aposentadoria, por idade, no valor de um salário mínimo. (Agência Brasil)

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Ressocialização de menores infratores

Desde terça-feira tenho discutido na CBN a participação de menores em crimes. Em Maringá, como já postei por aqui, só no ano passado a polícia registrou 400 ocorrências envolvendo menores. Por conta disso, temos ampliado o debate desse tema. Ontem, por exemplo, conversei com a secretária de Assistência Social de Maringá, Sandra de Cássia Franchini da Costa. Na entrevista, ela disse que o município precisa de apoio para dar conta do atendimento a menores infratores.

De acordo com a secretária, a prefeitura tem trabalhado na recuperação dos adolescentes infratores, mas, segundo ela, as ações não podem ser feitas apenas pelo poder público municipal. A principal dificuldade, conforme Sandra Franchini, é a ausência de espaços para o atendimento a menores viciados em drogas. Como o vício é o responsável por boa parte dos crimes, tratar o dependente químico seria a principal estratégia para tirá-los da criminalidade.

Entretanto, a ausência de políticas públicas para atendimento a menores infratores não se resume a falta de programas de recuperação de adolescentes viciados em drogas. Embora a legislação aponte que todo menor infrator deve ser ressocializado, os programas governamentais nem sempre dão conta do problema. E a questão fica ainda mais difícil quando quem precisa ser ressocializado é o adolescente que pratica crimes mais graves.

Atualmente, a lei brasileira diz que adolescentes infratores podem ficar apreendidos até três anos. Essa apreensão seria para que esses menores passassem por medidas sócio-educativas.

Mas, em Maringá, o centro de sócio-educação não está pronto. O governo do Paraná licitou as obras, mas elas estão atrasadas. Conforme a assistente social da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude, Ângela Maria Nunes, a empresa vencedora da licitação tem encontrado dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos em contrato. Na verdade, a empresa é pequena, tem problemas financeiros e não consegue dar conta das obrigações.

Ainda assim, segundo a assistente social Ângela Maria Nunes, quando estiver pronto, o centro de sócio educação vai atender 60 menores infratores em sistema de residência. E eles vão receber atendimento psicológico e capacitação profissional.

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Estou tentando…

Sinceramente, caro leitor, acho que ficar 20 dias distante do blog me “desprogramou” totalmente. Não estou conseguindo achar brechas no meu dia para postar aqui. Penso em coisas que gostaria de escrever, mas simplesmente não consigo me organizar para publicá-las. Também não tenho tido sucesso na intenção de ler blogs que regularmente acessava. Espero que seja só uma fase e que logo consiga voltar ao ritmo normal. Quem sabe seja hoje… Bom dia!

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Maringá registra 400 ocorrências com menores

Delegacia do Adolescente de Maringá registrou cerca de 400 ocorrências envolvendo menores no ano passado. A informação é do delegado Laércio Fahur. Em entrevista à CBN, ele disse que a maioria dos crimes são furtos e posse de entorpecentes. Entretanto, o delegado lembrou que menores também estiveram envolvidos em crimes que sensibilizaram a comunidade maringaense, como a morte do estudante de medicina Tiago Franchini da Costa, em junho passado, e do comerciante Sérgio Marcos, no último mês de dezembro.

Sobre o assunto, a CBN ouviu o doutor em Psicologia, Daniel de Freitas Barbosa. Ele argumentou que um menor de 16 ou 17 anos geralmente tem consciência do que faz e que a ausência de punição serve como estímulo para a prática de novos crimes. Entretanto, o psicólogo apontou que, se menores que cometem atos infracionais recebessem atendimento sócio-educativo, teriam mais chance de voltarem a conviver pacificamente em sociedade.

Também a respeito do assunto, a pós-doutora na área de infância Verônica Muller, afirma que esses menores têm consciência dos crimes que cometem, mas não de suas conseqüências. Ela ainda ressaltou que penas superiores a dois anos não têm nenhum efeito sócio-educativo.

Nesta semana, o Senado Federal discute a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema está relacionado na ordem do dia para análise dos senadores. No ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça votou a redução da maioridade penal para crimes hediondos.

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Um olá…

Olá… bom dia!

Aos poucos, estou retomando meu ritmo normal. Depois de retornar ao microfone na CBN e também às aulas na Faculdade Maringá, vou tentando organizar minha vida e principalmente meu tempo para dar uma atenção ao blog. Gosto muito de estar aqui, mas é preciso ter algumas prioridades. O blog é uma iniciativa pessoal, sem relação direta com o meu trabalho. Então, nem sempre sobra o tempo que gostaríamos para escrever aqui. Ainda assim, espero que hoje seja possível postar algumas coisas mais relevantes para nossa discussão e reflexão.

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Necessidades especiais

O Centro de Vida Independente de Maringá promoveu um dia de interação entre pessoas com deficiência e um esporte ainda tido como restrito, a esgrima. O convidado foi o mestre d’armas e técnico da seleção brasileira de esgrima paraolímpica Válber Nazareth. Em Maringá, ele falou da esgrima para mais de 50 pessoas com deficiência física. Segundo ele, embora pareça uma atividade complexa, a esgrima pode ser praticada por pessoas com necessidades especiais.

A promoção pode parecer algo pouco importante pra muita gente. Entretanto, tem um significado muito grande para quem vivencia a realidade de uma vida com certas limitações. Quando o mestre d’armas e técnico da seleção brasileira de esgrima paraolímpica, Válber Nazareth, diz que a esgrima é um esporte que pode ser praticado também por aqueles que tem necessidades especiais, o mestre Nazareth também está dizendo que a vida não pode ser limitada pela falta de um membro. O corpo físico pode ter limites, mas a mente tem uma capacidade que todos nós conhecemos muito pouco. Quando as pessoas acreditam que podem superar os próprios limites, elas se tornam vencedoras. Elas podem realizar coisas inacreditáveis.

E essa mensagem serve para todos nós… Somos aquilo que pensamos ser. Se a pessoa acredita que não pode, que não consegue, ela vive sempre as mesmas coisas. Se a pessoa tem um olhar positivo e acredita que pode superar o que parece impossível, a pessoa descobre suas potencialidades e pode fazer a diferença na sociedade em que vive.

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De volta…

Ó nóis aqui de novo… Consegui ficar três semanas longe do blog. É um bom sinal. Escrever por aqui se tornou um vício. Uma coisa meio maluca… Acho que as férias foram importantes para tirar essa fixação e transformar esse espaço naquilo que ele realmente tem o propósito de ser: uma diversão para mim e um espaço para compartilhar idéias com os caros leitores.

Quanto às férias, aos poucos vou postando algumas coisas que observei e curti.

Um ótimo dia a você!!!

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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