Archive for Fevereiro, 2008

Orçamento da prefeitura: faltaram R$ 42 mi

Os números de 2007 ainda não estão fechados. Entretanto, pelas informações preliminares é possível avaliar que a Prefeitura de Maringá não conseguiu realizar integral o orçamento do ano passado.

Ontem, na Câmara de Maringá, o secretário de Fazenda, Luiz Bovo, comemorou os resultados obtidos em 2007, principalmente o superávit de aproximadamente R$ 12 milhões. No entanto, pouca gente se deu conta de que o orçamento realizado ficou distante do que foi votado pelos vereadores no final de 2006.

Vejamos os números:
- Orçamento previsto (receitas e despesas): R$ 416.696.699,00
- Receita realizada: R$ 373.774.727,77

Ou seja, tivemos uma diferença entre o previsto e o realizado de R$ 42.921.971,23.

Obviamente, não há problema nessa diferença. Mas ela representa que houve um certo otimismo quando o orçamento do ano passado foi construído. Não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, escrevi sobre uma diferença expressiva também registrada em 2006. Na ocasião, membros da administração municipal reclamaram porque afirmei que o orçamento de 2007 também estava superestimado. Garantiram, inclusive, que não havia chances da previsão de 2007 não se realizar. Pelo menos, com base nos dados preliminares, acertei na análise enquanto a administração errou de novo.

Ah… caso você queira ver minha análise sobre o ano passado, basta acessar meu blog anterior (aqui), no dia 1 de março de 2007. No dia 5 do mesmo mês, há outro comentário sobre o contato feito pela assessoria de comunicação da prefeitura para rebater minha análise; um pouco antes, no dia 28 de fevereiro, tem um primeiro post sobre o orçamento realizado em 2006.

PS - O arquivo em pdf do orçamento previsto para 2007, votado na Câmara de Maringá, pode ser acessado aqui.

Trânsito

Por que será que desde que o Miura deixou a direção do Trânsito de Maringá o número de mortes por acidentes não pára de crescer?

Simples: o poder público não tem ninguém devidamente qualificado para tratar do assunto.

Perseguição

A manchete do jornal O Diário desta sexta-feira:

- Bravin diz que prisões são perseguição política

Nosso nobre parlamentar acredita que a prisão de seus irmãos é fruto de perseguição política, como a CBN já havia noticiado na quarta-feira.

O que temos a dizer sobre a análise do vereador Belino Bravin?

Talvez nosso silêncio seja o melhor comentário. Bom dia!

Mistérios

Conversei há pouco com o historiador Reginaldo Dias. Tão logo liguei ele já brincou:

- Você sabe qual a diferença etmológica entre os nomes Reginaldo e Ronaldo?
Respondi:
- Claro que não.
Ele devolveu:
- Reginaldo quer dizer aquele que governa por opiniões; Ronaldo é aquele que governa com mistério.

Não sei se tenho tantos mistérios assim, mas posso garantir que não ando governando absolutamente nada.

Poder

Entrevistei hoje pela manhã o sociólogo Rudá Ricci, presidente do Instituto Cultiva. Ricci é um cidadão admirável e tem trabalhado bastante na educação da sociedade para a cidadania.

No papo que tivemos para falar sobre o I Fórum de Educação Popular e Políticas Públicas a conversa acabou indo noutra direção: a partidarização da sociedade maringaense. Rudá disse que, embora conheça dezenas de cidades brasileiras e de outros países da América Latina, desconhece um outro município em que haja uma partidarização tão grande.

Ele ressaltou que isso atrapalha a cidade e impede que as pessoas trabalhem para o bem comum da sociedade. Ou seja, em função de tudo ser visto como um jogo de poder entre os partidos, questões importantes deixam de ser abordadas e até mesmo investimentos são jogados fora.

A entrevista completa está aqui. Vale a pena ouvir.

Cadê o site?

Há dois dias não consigo acessar o site da prefeitura de Maringá. Será que é só comigo?

Mínimo estadual

O novo salário mínimo nacional entra em vigor neste sábado, dia primeiro. O salário sobe dos atuais R$ 380 para pouco mais de R$ 412. A boa notícia para os paraenses é que o mínimo estadual será bem maior que esses R$ 412. No Paraná, atualmente, o piso varia entre R$ 462,00 a R$ 475,20. A expectativa é que o piso regional ultrapasse os R$ 500.

Isto, porque a intenção do governo do Paraná, é que o aumento supere o índice concedido pelo governo federal (8,5%). A garantia foi dada pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Nelson Garcia.

A notícia é boa… Só não é legal para quem tem empregada doméstica. Talvez por isso (valor do salário) cresce a informalidade no setor.

PS - O governo do Estado define em meados de março qual o índice de reajuste do piso regional.

Ei…

Desculpe-me, caro leitor. Mas está faltando tempo para escrever.

… Bom dia!

Multas em Maringá

O especialista em trânsito Luís Riogi Miura deixou um comentário no post abaixo explicando o por que das multas em Maringá. Vejamos o que ele diz:

Vamos analisar essa questão sob o ponto de vista da quantidade. Se as 80.000 multas assombram, imagine se o Estado fosse eficiente no que concerne a fiscalização que é sua obrigação. Inalienável e intransferível competência. Essa quantidade significa que um agente e só um (seja do Estar, Agentes de Trânsito da Setran, da Policia Militar ou da fiscalização eletrônica), “aplica” a cada 7 minutos, em Maringá, uma multa. Façamos um exercício de raciocínio: Nessas mesmas condições, se tivéssemos 10 Agentes, que é muito pouco, autuando, multiplicaríamos por 10 os assombrosos 80.000, resultando em 800.000! E 10 agentes atuando em Maringá são totalmente insuficientes, não? Isso explica porque os políticos têm tanto medo dos Agentes? Faça, então o cálculo com 20 agentes!

Matéria prima para a pretensa e politicamente explorada “indústria da multa”, não falta, pelo contrário, é farta! Basta não ser cego para constatar na rua os abusos, as displicências, as imperícias, as inabilidades que geram a cada segundo, milhares de situações de risco e indisciplina que a legislação penaliza com as tão malfadadas multas. É certo que nem toda infração ocasiona um “acidente”, mas também é certo que todo “acidente” é precedido por uma ou mais infrações.

E aí pergunto, quem fica melhor na foto, Londrina ou Maringá? A estatística não retrata a realidade. Maringá segue as normas da ABNT, Denatran e as adotadas internacionalmente, Londrina, não.

Alguns dados das diárias dos vereadores

A discussão que a CBN Maringá tem realizado sobre os gastos dos vereadores tem repercutido na Câmara. O vereador Humberto Henrique, por exemplo, tem feito um grande esforço para aprovar um projeto de lei que regulamenta o uso das diárias. A dificuldade maior do parlamentar está em convencer os colegas a fazer um uso racional dessas verbas e, principalmente, evitar uma correção nos valores.

Uma coisa é curiosa nessa questão: as diárias pagas pela Câmara de Maringá estão entre as maiores do Paraná. Vamos a alguns exemplos:

Maringá paga R$ 340 para um vereador em viagem para Curitiba; R$ 423, para Brasília.

O governo do Paraná paga R$ 160 para uma viagem a qualquer capital da federação e R$ 200 para Brasília. Ou seja, as diárias do Estado são menos da metade dos valores pagos pelo Legislativo de Maringá.

Mas nossos nobres vereadores não querem ver o que está diante dos olhos deles. A mamata das diárias é tão boa que insistem num reajuste dos valores. Tem vereador que recebeu, no ano passado, mais de R$ 10 mil em diárias. É mole? Só pra eles, é claro. Sabe o que isso representa? Quase R$ 1 mil/mês a mais nos rendimentos.

E sabe quais as explicações para uso de diárias?
Entre elas, a participação em entrega de cidadão honorário em Curitiba (de um camarada até desconhecido).

É sabido que tem parlamentar, inclusive, usando diárias para participar de congressos do partido dele.

O pior de tudo isso é que a transparência é zero, os argumentos para o uso das diárias são frágeis e os resultados para a cidade são nulos.

PS - É preciso ressaltar que pelo menos um vereador de Maringá não gastou um real com diárias em 2007. Trata-se do vereador Humberto Henrique. Também é necessário dizer que o comportamento do petista não é extensivo ao seu colega de sigla. Mário Verri está entre os que mais gastou diárias no ano passado, inclusive por razões, digamos, bem pouco justificáveis.

Multas em Maringá

O jornal O Diário trouxe hoje uma reportagem sobre o número de multas aplicadas em Maringá. Na semana passada, na quarta-feira, iniciamos na CBN um debate sobre o assunto. Levantamos, primeiro, a frota de veículos da cidade e depois, na quinta-feira, apresentamos a quantidade de multas. De fato é uma coisa assustadora. Só no ano passado foram mais de 80 mil ocorrências – cerca de 20 mil a mais que Londrina. Na ocasião, nós chamamos uma psicóloga especializada no tema para analisar a questão. Ela apresentou três razões para a quantidade de multas em Maringá: a) a grande frota de veículos (mais de 184 mil); b) a impaciência dos motoristas (a engenharia de trânsito na cidade tem falhado, a circulação está comprometida e as pessoas perdem muito tempo no trânsito causando irritação e estresse); c) a quantidade de motoristas jovens (quase adolescentes – imaturos e inexperientes, reflexo do perfil da sociedade maringaense: filhos de gente rica e universitários, inclusive de outras cidades).

Desde a saída do Miura, sem esperança de melhoras no trânsito maringaense… bom dia!

Assaltos a ônibus

Polícia Militar quer apresentar assaltante de ônibus coletivos até o fim desta semana. Em entrevista à CBN Maringá, o capitão Ademar Pascoal afirmou que a PM tem investigado os assaltos e suspeita que os crimes têm sido cometidos por um ou dois menores. Ainda de acordo com o capitão Pascoal, os assaltos têm como motivação a necessidade de dinheiro para a compra de crack. Também na tentativa de coibir esse tipo de crime, a Polícia Militar promete realizar com freqüência blitze nos coletivos. Nessas situações, passageiros serão abordados com o objetivo de identificar a presença de armas ou drogas. Sobre as ocorrências envolvendo jovens que usam o transporte coletivo e pulam a roleta para não pagar a passagem, o capitão Pascoal disse que a PM tem pouca chance de resolver o problema.

Animais protegidos…

Da Folha de Londrina:

A Associação Protetora dos Animais de Rua recebeu um terreno da Prefeitura de Maringá. O prefeito Silvio Barros assinou ontem a escritura de doação da área. A entidade será a responsável pela edificação e manutenção do imóvel e dará continuidade ao programa de atenção aos animais, implantado no município pela Prefeitura, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O objetivo da doação é abrigar animais de rua em condições sanitárias adequadas à legislação pertinente, como canis, gatis, baias e gaiolas.

Londrina também tem direito de reclamar…

O Ministério Público denunciou o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Londrina, Orlando Bonilha Soares Proença (PR). O parlamentar é acusado de ter exigido R$ 12 mil de um empresário em troca da aprovação de um projeto de lei. A denúncia foi protocolada nessa segunda-feira.

De acordo com a denúncia, o crime teria sido cometido em dezembro de 2003. Na época, o vereador Orlando Bonilha Soares Proença ocupava a presidência da Câmara de Londrina. Os R$ 12 mil exigidos pelo vereador seriam para que o Legislativo aprovasse um projeto de lei que alteraria o zoneamento de parte de uma rua da cidade. A vítima de Bonilha teria sido o dono de um lote de mais de 6 mil metros quadrados. Com a aprovação do projeto na câmara, a propriedade poderia ser vendida a um empresário, que pretendia instalar no local uma cervejaria.

A denúncia feita pelo Ministério Público nessa segunda-feira (25) não é a única que tramita contra o ex-presidente da Câmara de Londrina. Em janeiro deste ano o vereador foi apontado como chefe de um esquema envolvendo outros quatro parlamentares que usavam seus cargos públicos para exigir vantagens econômicas indevidas de interessados na aprovação de leis municipais.

Segundo informações da Gazeta do Povo, além de Orlando Bonilha Soares Proença, foram denunciados Renato Silvestre Araújo, Flávio Anselmo Vedoato, Osvaldo Bergamim Sobrinho e Henrique Barros. Este último foi o responsável por entregar os demais parlamentares. Ele foi preso em flagrante com quase R$ 10 mil, confessou para a polícia os crimes e entregou os colegas.

Parabéns

Hoje é terça-feira, 26 de fevereiro. O dia é especial pra mim. Minha esposa faz aniversário. Minha companheira nesses últimos 16 anos é uma pessoa excepcional. Não tenho dúvida alguma do papel dela na construção da minha carreira profissional. Também sei da importância que a Rute tem para a construção do caráter dos meus filhos… Por tudo isso, só posso estar feliz pela vida dela.

Com um sentimento de gratidão… bom dia!

Homenagem?

O vereador Dorival Dias quer instituir o Dia do Comunicador Social. A proposta está sendo analisada pela Câmara de Maringá. Embora até entenda a boa vontade do parlamentar, sinceramente penso que nossos nobres vereadores poderiam dedicar o tempo deles na elaboração de projetos mais relevantes para a comunidade. Pelo menos para mim, a proposta de Dorival Dias não fará nenhuma diferença. Já tem datas demais para lembrar nossa profissão – a do vereador será apenas mais uma; e sem nenhuma relevância para os operários da Comunicação Social.

Prioridade

O governo federal anunciou que vai destinar R$ 11,3 bilhões para os municípios mais pobres do país. A intenção é priorizar os programas do governo nos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) a fim de reverter a triste realidade enfrentada por essas populações.

Na verdade, a proposta do governo é muito boa. O problema é que, infelizmente, os municípios mais pobres deste país geralmente são comandados por políticos de conduta moral duvidosa.

Cansou…

Das três principais revistas em circulação pelo país, duas têm como destaque principal a renúncia de Fidel Castro.

Na Veja: - Já vai tarde;
Na Época: - Depois de Fidel.

Já a Isto É traz como uma das chamadas de capa: - Fidel Castro, a despedida do mito e o futuro da ilha.

Cheio desse assunto… bom dia!

Desafios…

Participei ontem à noite do jantar de formatura do pessoal de Jornalismo da Faculdade Maringá. Tive o privilégio de ter sido escolhido como nome de turma. Mas, além da homenagem, senti-me muito feliz em ver meus ex-alunos com um sorriso no rosto e o sentimento de missão cumprida. Por outro lado, apesar da comemoração, alguns deles já discutiam as perspectivas de futuro profissional…

Esses sentimentos que se confundem também confundem a gente. Quando dou as primeiras aulas para os calouros, sempre falo do desafio de fazer a diferença durante o curso a fim de conseguir ter o melhor preparo e referência para o mercado de trabalho. É triste, mas a gente sempre sabe que muitos deles vão apenas ter o diploma. Reforça a tese de que, em qualquer lugar, é sempre preciso ser o melhor, investir todas as forças e energias naquilo que se faz e ainda ter a sorte de estar no lugar certo, no momento certo, ao lado das pessoas certas.

A solução para a falta de médicos

Entrevistei hoje pela manhã o presidente da Associação de Médicos do Paraná, Jorge Eduardo Macedo. Falamos sobre a abertura de novas faculdades de medicina no país. A entidade defende que o Ministério da Educação deixe de autorizar a abertura de novos cursos. Isto, porque, segundo Macedo, nos últimos 10 anos foram abertas 100 novas faculdades – uma a cada 45 dias. Com isso, atualmente, 62% dos formados não fazem residência médica. Apesar disso, entram no mercado de trabalho.

Outra questão que abordei com o presidente da Associação de Médicos do Paraná foi a falta de interesse dos médicos em concursos públicos realizados pela prefeitura de Maringá. Macedo fez uma sugestão bastante interessante. Ele disse que o município poderia fazer uma parceria com a Universidade Estadual de Maringá (e até outras faculdades). A idéia seria o município oferecer residência médica para os formandos, já que, conforme estatística acima, muitos recém-formados encontram dificuldade para ganhar essa experiência profissional. Particularmente, gostei da idéia. Para o presidente da AMP, os residentes poderiam atuar nos postos de saúde, sob supervisão dos profissionais experientes, e a prefeitura colocaria um fim no déficit de médicos da rede municipal de saúde.

Em tempo: Macedo garante que não faltam médicos. No Brasil, existe um médico para 500 pessoas. O preconizado pela Organização Mundial de Saúde é um para cada 1000.

Contorno sul

Passei ontem à noite pelo contorno sul, em Maringá. A pista está horrível. Abandonada. Recordo que no primeiro ano da atual administração foram executadas obras de recuperação da via. Ficou muito bom. Entretanto, como era previsto, a beleza inicial foi sendo substituída pelos buracos e irregularidades. Há, inclusive, um trecho onde uma das pistas (que é dupla) está interditada. O município sempre reclama que a obra é cara. Concordo. O problema é que, ao deixar de recuperar o contorno sul, os motoristas, que pagam seus impostos, são prejudicados e desrespeitados. Sem contar que a imagem da cidade é prejudicada.

Cadê o asfalto?

Os moradores do Tarumã II, em Maringá, estão pedindo mais atenção às autoridades. A reclamação por asfalto no Tarumã II é antiga. E o sofrimento dos moradores pelas condições do bairro, também. No Diário de hoje tem uma reportagem sobre a falta de asfalto na maioria das ruas, a existência de muitas valetas e o péssimo estado de conservação das vias. Os moradores também reclamam da desvalorização imobiliária.

Mas o problema do Tarumã II, pelo menos no curto prazo, não deve ser resolvido. O bairro é alvo de uma ação judicial por ter sido aberto numa área de preservação ambiental. Várias casas já foram derrubadas e famílias, indenizadas. Entretanto, ainda há questões para serem resolvidas. E a ação na Justiça impede que o município execute obras de melhorias estruturais. Enquanto isso, a população sofre sem a perspectiva de ganhar melhores condições de vida.

Sem dinheiro para os flanelinhas…

Está na capa dos três jornais de Maringá, na CBN e nos principais veículos de comunicação da prefeitura: Prefeitura e entidades vão realizar campanha para desestimular a doação de dinheiro aos flanelinhas.

A proposta é, no mínimo, curiosa. Primeiro, a prefeitura e as entidades providenciaram o cadastro. Agora, o alerta é para que a população não dê dinheiro aos flanelinhas. Está certo.

O meu único questionamento é: o que os flanelinhas estão pensando de tudo isto? A prefeitura e as entidades nunca disseram que pretendiam manter os flanelinhas nas ruas, mas certamente ao cadastrá-los, identificá-los, dar a eles um colete, os guardadores podem ter alimentado a esperança de ficar numa boa nas ruas de Maringá.

Hoje, uma reportagem da Gazeta do Povo com os flanelinhas que receberam os coletes revelou que eles não sabem se vão deixar as ruas… Afinal, alguns chegam a ganhar R$ 800,00/mês.

Cá com meus botões, penso que os flanelinhas, ao ouvirem as autoridades argumentando que a população não deve dar dinheiro pra eles, devem estar se sentindo traídos… Embora, volto a dizer, a prefeitura e as entidades nunca tenham dito que pretendiam mantê-los na atividade.

Faltam médicos…

O jornal O Diário de Maringá apresenta hoje uma reportagem especial sobre a falta de médicos em Maringá. Na verdade, trata-se de uma ausência de profissionais para atendimento pelo sistema público.

Em várias ocasiões a CBN já discutiu o tema e a reportagem de O Diário colabora com a reflexão sobre o problema.

O questionamento feito pelo título da reportagem é: falta salário ou mão-de-obra?

Dos ouvidos pela reportagem, a direção da Santa Casa aponta que a remuneração é baixa; já o secretário de Saúde de Maringá, Antonio Carlos Nardi, entende que falta pessoal.

Embora não seja uma autoridade no assunto, creio que a falta de profissionais para atender pelo sistema público é resultado da combinação dos dois fatores: baixa remuneração e falta de pessoal.

Deixa eu explicar melhor… Atualmente, pelo próprio investimento feito para concluir uma faculdade de medicina, o profissional quer o retorno financeiro. Quem faz medicina entende que merece ser bem remunerado. Atender particular e por meio de convênios remunera melhor. Uma consulta, por convênio, custa cerca de R$ 40,00. Particular, R$ 100,00. Imagine o que isso representa no final do mês… Pelo SUS ou mesmo em contratação direta pelo município, o salário geralmente não passa de R$ 4 mil.

Então, o que acontece?

Aquele médico que não herda um nome da família, forma-se e aceita trabalhar pelo sistema público até ganhar experiência e tornar seu nome conhecido – é claro que, depois, ele pede as contas e monta a própria clínica. Como não há tantos profissionais com essas características disponíveis no mercado (não existem tantas faculdades de medicina), falta mão-de-obra para a crescente demanda do sistema público de saúde.

Casos de dengue

Os casos de dengue assustam. Pelo menos no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, pelo 15 bairros experimentam um surto da doença. Em Maringá, a situação está parcialmente sob controle. Entretanto, a combinação climática preocupa bastante. Tem chovido quase todos os dias e, ao mesmo tempo, os dias têm sido quentes. É tudo que o mosquito precisa para se proliferar. É para colocar as “barbas de molho”.

Tem carro demais por aqui…

Dá para acreditar? Proporcionalmente, Maringá tem mais carros que São Paulo. A capital paulista chegou aos 6 milhões de veículos – uma média de 2,4 habitantes por veículo. Em Maringá, no fim de janeiro, alcançamos uma frota de 186.655 veículos. Segundo o IBGE, a cidade tem uma população de 325.968 moradores. Ou seja, nossa média é um veículo para cada 1,74 habitantes. Assustador!

Leis que não saem do papel

O Brasil carece de uma política série de combate à criminalidade. No Congresso Nacional, sempre que ocorre um crime de repercussão nacional (como a morte do menino João Hélio, no ano passado), deputados e senadores prometem mudar a legislação que trata do assunto. Por conta disso, atualmente, existem dois pacotes de medidas que podem mudar a cara das políticas públicas de segurança e combate ao crime. Ao todo, são 35 medidas. Entretanto, desde o ataque do PCC em São Paulo, apenas duas dessas propostas foram analisadas pelos parlamentares brasileiros. Lamentável…

Coletiva dos flanelinhas

A polêmica dos flanelinhas em Maringá ganha hoje um novo capítulo. Às 14h, no Hotel Deville, será concedida uma entrevista coletiva sobre o projeto de “inclusão social para os flanelinhas”. O release da prefeitura informa que estarão presentes representantes das seguintes entidades:

- Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM);
- Conselho Comunitário de Segurança;
- Maringá Convention & Visitors Bureau;
- Minitério Público;
- Polícia Militar;
- Polícia Civil;
- Secretaria Municipal de Assistência Social.

Com medo dos flanelinhas… bom dia!

Transparência zero

Estamos sem moral… A gente cobra aqui em Maringá que a presidência da Câmara divulgue os gastos com diárias dos vereadores e o governo do Paraná veta um projeto da Assembléia Legislativa que previa a publicação dos gastos de viagens dos secretários. Ou seja, o movimento pela não transparência parece manter-se forte e na “moda”. Ah… Requião justificou que o assunto não é de interesse público.

Chávez: herdeiro de Fidel?

Hugo Chávez é mesmo piada… Ele quer ser herdeiro do mito Fidel Castro. Cá com meus botões, penso que Chávez quer mesmo é aprender o “caminho das pedras” para manter-se no poder na Venezuela.

Como disse há pouco José Dirceu, em entrevista à CBN, Chávez não reúne as características de Fidel para tornar-se herdeiro do ex-presidente cubano como ícone da resistência.

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