Preço dos combustíveis
Hoje, na CBN, um representante dos produtores de álcool no Paraná responsabilizou donos de postos por preços altos do combustível em Maringá.
Atualmente, os postos de Maringá têm comercializado a gasolina, em média, por R$ 2,45; o álcool, R$ 1,45. O que também é curioso é o alinhamento dos preços. Qualquer consumidor sabe que não encontra diferenças superiores a dois centavos entre um posto e outro.
Segundo Ricardo Rezende, vice-presidente da Alcoopar, Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná, enquanto os postos de Londrina e de outras cidades da região lucram cerca de 15 a 17 centavos por litro, em Maringá, esse lucro pode chegar a 40 centavos/litro.
De acordo com Ricardo Rezende, os postos de combustíveis de Maringá não têm repassado para os consumidores a queda que houve na usina nos preços do álcool. Para se ter uma idéia, em janeiro do ano passado as usinas vendiam o litro do álcool por aproximadamente R$ 1,00. Na semana passada, o litro custava cerca de R$ 0,65. Ou seja, uma redução de aproximadamente 35% em relação ao preço do produto um ano atrás. Entretanto, nos postos, os preços não acompanharam a queda sofrida pelo setor produtivo.
A discussão sobre os preços dos combustíveis foi iniciada na manhã desta sexta-feira aqui na CBN. Vários ouvintes entraram em contato e falaram a respeito do que pensam sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Vários desses ouvintes contribuíram com a reportagem da CBN trazendo informações sobre os preços do álcool e da gasolina em cidades da região.
Marco de Assis, do jardim Novo Horizonte, foi um dos ouvintes que ligaram para a CBN. Ele contou que em cidades do interior de São Paulo tem pago até 90 centavos no preço do álcool. Já em Londrina, distante cerca de 90 quilômetros de Maringá, o produto custa aproximadamente R$ 1,15. A gasolina é vendida por R$ 2,16 até R$ 2,30.
Já o ouvinte João Boaventura , representante comercial e morador de Maringá, ligou para a CBN quando estava próximo de Ivailândia. Ele contou que o preço no álcool naquela cidade estava R$ 1,22.
Para o representante da Alcoopar, é certo os proprietários de postos busquem o lucro, mas, na opinião de Ricardo Rezende, o lucro precisa ser justo e não pode desestimular o consumo do produto.
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