Archive for Fevereiro 15th, 2008

Preço dos combustíveis

Hoje, na CBN, um representante dos produtores de álcool no Paraná responsabilizou donos de postos por preços altos do combustível em Maringá.

Atualmente, os postos de Maringá têm comercializado a gasolina, em média, por R$ 2,45; o álcool, R$ 1,45. O que também é curioso é o alinhamento dos preços. Qualquer consumidor sabe que não encontra diferenças superiores a dois centavos entre um posto e outro.

Segundo Ricardo Rezende, vice-presidente da Alcoopar, Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná, enquanto os postos de Londrina e de outras cidades da região lucram cerca de 15 a 17 centavos por litro, em Maringá, esse lucro pode chegar a 40 centavos/litro.

De acordo com Ricardo Rezende, os postos de combustíveis de Maringá não têm repassado para os consumidores a queda que houve na usina nos preços do álcool. Para se ter uma idéia, em janeiro do ano passado as usinas vendiam o litro do álcool por aproximadamente R$ 1,00. Na semana passada, o litro custava cerca de R$ 0,65. Ou seja, uma redução de aproximadamente 35% em relação ao preço do produto um ano atrás. Entretanto, nos postos, os preços não acompanharam a queda sofrida pelo setor produtivo.

A discussão sobre os preços dos combustíveis foi iniciada na manhã desta sexta-feira aqui na CBN. Vários ouvintes entraram em contato e falaram a respeito do que pensam sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Vários desses ouvintes contribuíram com a reportagem da CBN trazendo informações sobre os preços do álcool e da gasolina em cidades da região.

Marco de Assis, do jardim Novo Horizonte, foi um dos ouvintes que ligaram para a CBN. Ele contou que em cidades do interior de São Paulo tem pago até 90 centavos no preço do álcool. Já em Londrina, distante cerca de 90 quilômetros de Maringá, o produto custa aproximadamente R$ 1,15. A gasolina é vendida por R$ 2,16 até R$ 2,30.

Já o ouvinte João Boaventura , representante comercial e morador de Maringá, ligou para a CBN quando estava próximo de Ivailândia. Ele contou que o preço no álcool naquela cidade estava R$ 1,22.

Para o representante da Alcoopar, é certo os proprietários de postos busquem o lucro, mas, na opinião de Ricardo Rezende, o lucro precisa ser justo e não pode desestimular o consumo do produto.

Mídia e política

Regularmente, tenho discutido por aqui a relação entre a mídia e a política. Considero que essa mídia golpista alardeada por alguns não passa de tola teoria conspiratória. Hoje, achei um texto interessante sobre o assunto. Publicado pelo Observatório da Imprensa, Ivan Berger fez algumas observações que compartilho com você, caro leitor.

Ele começa dizendo…

Faz parte da faina midiática conviver com a má vontade, a falta de reconhecimento público. Mal comparando, seu desempenho está sujeito à mesma implicância e intolerância normalmente encarnada pelo árbitro de futebol, para quem o máximo da aprovação é passar despercebido aos olhos de uma platéia condicionada a reagir muito mais à base da emoção do que pela razão.

E continua:

Basta ver que mesmo em exemplos de escandalosa bandalheira, para dizer o mínimo – como a farra dos cartões corporativos – não falta quem considere perseguição o justificado alarde feito pela mídia. Racismo, má vontade para com o governo, são as alegações apresentadas em desagravo a Matilde Ribeiro, que por conta disso demitiu-se do esdrúxulo ministério criado para promover a igualdade racial no país.

O texto publicado no Observatório da Imprensa também ressalta:

Como sempre, a jogada consiste em tentar desviar o foco dos fatos desabonadores que continuam vindo à tona, mediante a perfunctória teoria do complô midiático, ou seja, a velha conversa para boi dormir que mesmo os mais desavisados não engolem mais.

Caso Márcia

É surpreendente como diariamente recebo mais de uma dezena de acessos ainda pelo caso da menina Márcia Constantino. Não sei o que ainda motiva as pessoas a buscarem informações sobre esse lamentável crime, mas é possível perceber o quanto ele comoveu a sociedade. Fico só imaginando como a defesa de Natanael Búfalo vai trabalhar para tentar livrá-lo da pena mais alta que a legislação criminal prevê, pois, se depender do desejo de justiça da população, Búfalo vai mofar na cadeia.