Flanelinhas
A prefeitura de Maringá continua sua empreitada visando capacitar os flanelinhas. Nesse fim de semana, eles receberam coletes de identificação.
Cá com meus botões, penso que, embora seja tolerado pelo poder público - não apenas em Maringá -, a atividade dos flanelinhas é ilegal. E a favor da ilegalidade não podem existir argumentos.
A tentativa de cadastrar e capacitar os flanelinhas é uma ação para resolver o problema. Ou seja, no futuro, tirá-los das ruas dando a eles a chance de ter uma profissão.
Entretanto, como ninguém pode proibir o ir e vir de um cidadão, é duvidosa a eficácia dessa ação. Provavelmente, os motoristas de Maringá vão continuar convivendo com os flanelinhas e tendo de pagar pelos “serviços” prestados por eles para não correr riscos de ter, por exemplo, o carro riscado.
Até entendemos a incapacidade do Governo de promover, fomentar e oferecer opções suficientes para a séria questão do desemprego.Para uma pequena parte desses flanelinhas, caso fosse oferecida uma atividade legal,certamente seria muito bem aproveitada. Entretanto, não é o caso da maioria deles.Preocupa-me, entretanto, essa uniformização .Reconhecidamente “flanelizar” é uma atividade irregular, ninguem pode negar.Mas, enquanto ilegal, cabe ao cidadão a opção de “pagar” ou não pelos “serviços prestados”. Uniformizados, o que é natural, a sociedade passa a entender que tal atividade é oficial. Por mais que digam que não. Fica assim, instalado no mínimo, o constrangimento para quem entende que não deve reforçar um comportamento marginal (à margem). A balança passa a pesar mais para o lado de quem entende que deve, apesar de tudo, ajuda-los.
[...] - II Posted fevereiro 18, 2008 O amigo Luís Riogi Miura deixou um comentário no post “Flanelinhas” que vale aqui [...]