A solução para a falta de médicos

Entrevistei hoje pela manhã o presidente da Associação de Médicos do Paraná, Jorge Eduardo Macedo. Falamos sobre a abertura de novas faculdades de medicina no país. A entidade defende que o Ministério da Educação deixe de autorizar a abertura de novos cursos. Isto, porque, segundo Macedo, nos últimos 10 anos foram abertas 100 novas faculdades – uma a cada 45 dias. Com isso, atualmente, 62% dos formados não fazem residência médica. Apesar disso, entram no mercado de trabalho.

Outra questão que abordei com o presidente da Associação de Médicos do Paraná foi a falta de interesse dos médicos em concursos públicos realizados pela prefeitura de Maringá. Macedo fez uma sugestão bastante interessante. Ele disse que o município poderia fazer uma parceria com a Universidade Estadual de Maringá (e até outras faculdades). A idéia seria o município oferecer residência médica para os formandos, já que, conforme estatística acima, muitos recém-formados encontram dificuldade para ganhar essa experiência profissional. Particularmente, gostei da idéia. Para o presidente da AMP, os residentes poderiam atuar nos postos de saúde, sob supervisão dos profissionais experientes, e a prefeitura colocaria um fim no déficit de médicos da rede municipal de saúde.

Em tempo: Macedo garante que não faltam médicos. No Brasil, existe um médico para 500 pessoas. O preconizado pela Organização Mundial de Saúde é um para cada 1000.

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