Archive for Fevereiro, 2008

Especulação imobiliária

O jornal O Diário publica nesta quarta-feira:

- Imóveis sobem até 50% com novos shoppings

A manchete reforça algo que muita gente já sabe: Maringá é a terra da especulação imobiliária. Aqui até instalação de poste na rua provoca valorização nos imóveis. É uma coisa meio louca. Por isso, a cidade é excludente. Quem não tem dinheiro e sonha com a casa própria precisa morar em Sarandi e Paiçandu; sem contar que o aluguel em Maringá também é muito caro.

Flanelinhas… Campo Grande

Não é só Maringá que está tentando tratar da questão social que envolve os flanelinhas. A cidade de Campo Grande (MS) também tem lá seus métodos para pôr fim a atividade ilegal. A diferença é que, enquanto em Maringá a prefeitura cadastra os flanelinhas, identificaos com um colete e os mantêm nas ruas, em Campo Grande a polícia coloca todo mundo num camburão e leva pra delegacia. Qual é o seu método preferido?

Ainda indeciso… bom dia!

Tudo aos ricos…

Do blog do Ancelmo Gois:

O senador Francisco Dornelles, relator para receitas do orçamento da União, ficou pasmo ao analisar as estimativas feitas pelo governo e descobrir que o Ministério da Fazenda cobra IOF apenas sobre as exportações e não sobre as importações. Ou seja, cobra do produto brasileiro vendido para o exterior, mas não o contrário.
- Achei um absurdo e estou fazendo um apelo para que não seja cobrado em nenhum dos dois casos. Mas não podemos fazer isso quando mais precisamos exportar - lamenta o senador.

Gastos com diárias

Retomamos na CBN a discussão sobre os gastos dos vereadores de Maringá com diárias. No ano passado, os parlamentares tinham direito a R$ 140 mil em diárias. Como gastaram mais do que o previsto, fizeram uma suplementação no orçamento. Em dezembro, os gastos com diárias já somavam quase R$ 200 mil. Este ano os vereadores de Maringá esticaram ainda mais o orçamento; mesmo sendo este um ano de eleição, os parlamentares vão poder gastar até 240 mil reais em diárias.

E, se o leitor recorda, a CBN ainda espera resposta ao ofício protocolado junto à Câmara Municipal de Maringá pedindo informações sobre como foram gastas as diárias em 2007. Solicitamos detalhes a respeito de quem gastou, quanto gastou, onde gastou e para quê gastou.

No ano passado, o presidente da Câmara, John Alves disse que a partir de 2008 essas informações estariam de forma transparente divulgadas na internet. Mas, pelo menos por enquanto, os dados ainda não estão disponíveis no site do Legislativo maringaense.

Com o objetivo de aumentar a transparência nos gastos com diárias o vereador Humberto Henrique também protocolou um projeto prevendo uma regulamentação na divulgação dessas informações. O projeto tramita na Câmara, mas ainda não foi a votação.

Flanelinhas - III

De Milton Ravagnani em sua coluna nesta terça-feira, 19 de fevereiro:

- Depois de dar coletes numerados para que os flanelinhas transmutem em oficial sua atividade ilegal, aguardem para breve as intimidações para cuidar de residências e dar proteção ao comércio, em troca de módica contribuição. Foi assim que a máfia financiou sua proliferação nas Américas. É o município de Maringá colaborando para regressarmos 90 anos na história.

Mída, política, revista Veja

O leitor Paulo Eduardo passou por aqui e, ao comentar o post “Mídia e política”, sugeriu que eu falasse o que penso a respeito das denúncias feitas pelo jornalista Luís Nassif. O experiente Nassif tem publicado uma série de comentários sobre a Veja.

Bem, não tenho uma opinião específica sobre as denúncias de Nassif. Nos últimos meses, acompanho muito pouco o blog do jornalista. Embora o admire, penso que Nassif perdeu um pouco o brilho de suas análises ao tornar-se defensor do governo Lula. Ainda que tenha razão em muito do que escreve, noutras ocasiões perde-se em divagações semelhantes àquelas que classificam toda a mídia como golpista.

Quanto à Veja, estudo a revista desde meus primeiros anos na faculdade de Jornalismo. Tenho várias pesquisas sobre a publicação. Numa das mais recentes, fiz algumas observações tendo como premissa a educação social promovida pela Veja. Trata-se de um estudo baseado num número limitado de reportagens e edições da revista. Apenas para posicionar-me diante da sugestão do leitor Paulo Eduardo, reproduzo aqui algumas considerações que fiz nesse artigo científico:

- O discurso da Veja é condicionado pelo universo onde ela está situada – a empresa, os interesses de seus proprietários, as relações estabelecidas com o mundo exterior. Ainda que cada texto seja escrito por um jornalista, a consciência deste é formada socialmente e o centro organizador de toda expressão por ele emitida, não é interior, mas exterior: está situado no meio social que o envolve. A atividade mental do profissional é interceptada pelas forças exercidas dentro da redação. O seu local de trabalho irá determinar o sentido e o tema da reportagem. Por isso, “somente a enunciação tomada em toda a sua amplitude concreta, como fenômeno histórico, possui um tema” (BAKHTIN, 1997, p. 129).

- [...] o que a Veja faz é tentar recriar o imaginário social, educando os leitores na crença de que é a elite do Brasil que tem as melhores idéias e comportamentos mais responsáveis. A publicação chega a classificar como um “maniqueísmo tolo, típico da cachola esquerdista brasileira” (p.86) a crítica que se faz à elite brasileira. [...] a Veja apresenta sua visão de sociedade como se esta fosse a realidade concreta [...]. Na prática, faz tudo isso para dizer, [...] que é com a ampliação da elite brasileira que o país deixará de ter uma sociedade que age como se tivesse a metade da cabeça tomada por um tumor (VEJA, 2007a).
Na verdade, a revista se coloca como porta-voz dessa elite, excluindo o diferente, principalmente se este pertence a uma classe economicamente inferior. A sociedade que existe para a Veja é aquela que pode se preocupar com a educação dos filhos em dois ou mais idiomas.

- A Veja, portanto, educa os leitores a terem uma visão equivocada do concreto. [...] Na prática, do evolucionismo à política, a revista busca educar os leitores a pensar sob uma única ótica.

PS - Quem se interessar pelo artigo completo pode solicitá-lo nos comentários, deixando email, telefone, nome completo etc etc.

Flanelinhas - II

O amigo Luís Riogi Miura deixou um comentário no post “Flanelinhas” que vale aqui reproduzir:

- Até entendemos a incapacidade do Governo de promover, fomentar e oferecer opções suficientes para a séria questão do desemprego. Para uma pequena parte desses flanelinhas, caso fosse oferecida uma atividade legal, certamente seria muito bem aproveitada. Entretanto, não é o caso da maioria deles. Preocupa-me, entretanto, essa uniformização.

Reconhecidamente “flanelizar” é uma atividade irregular, ninguém pode negar. Mas, enquanto ilegal, cabe ao cidadão a opção de “pagar” ou não pelos “serviços prestados”. Uniformizados, o que é natural, a sociedade passa a entender que tal atividade é oficial. Por mais que digam que não. Fica assim, instalado no mínimo, o constrangimento para quem entende que não deve reforçar um comportamento marginal (à margem). A balança passa a pesar mais para o lado de quem entende que deve, apesar de tudo, ajuda-los.

Flanelinhas

A prefeitura de Maringá continua sua empreitada visando capacitar os flanelinhas. Nesse fim de semana, eles receberam coletes de identificação.

Cá com meus botões, penso que, embora seja tolerado pelo poder público - não apenas em Maringá -, a atividade dos flanelinhas é ilegal. E a favor da ilegalidade não podem existir argumentos.

A tentativa de cadastrar e capacitar os flanelinhas é uma ação para resolver o problema. Ou seja, no futuro, tirá-los das ruas dando a eles a chance de ter uma profissão.

Entretanto, como ninguém pode proibir o ir e vir de um cidadão, é duvidosa a eficácia dessa ação. Provavelmente, os motoristas de Maringá vão continuar convivendo com os flanelinhas e tendo de pagar pelos “serviços” prestados por eles para não correr riscos de ter, por exemplo, o carro riscado.

Maringá, a única

No domingo passado, o Fantástico colocou no ar uma reportagem sobre depósitos de venenos abandonados pelo país. Maringá apareceu na matéria. Ontem, o programa voltou a tratar do assunto. Ao fazer uma avaliação sobre a repercussão da reportagem e providências tomadas pelos municípios denunciados, Maringá foi citada como a única cidade que ainda não sabe o que fazer com o BHC abandonado em galpões. Bonito, não?

Vendendo um fusca…

O blog aqui nunca teve a intenção de ser um espaço de classificados, mas, em respeito ao leitor, coloco em destaque um anúncio deixado por um de nossos visitantes…

- Vende-se fusca 1965 (reliquia) motor 1300, motor e caixa de marcha recondicionados, cor branca, a gasolina. Valor R$ 6.500,00 Tratar com no telefone 49 - 99883104 ou 33661872 ou ainda aimijoao@hotmail.com.

Vendendo um fusca… bom dia!

Preço dos combustíveis

Hoje, na CBN, um representante dos produtores de álcool no Paraná responsabilizou donos de postos por preços altos do combustível em Maringá.

Atualmente, os postos de Maringá têm comercializado a gasolina, em média, por R$ 2,45; o álcool, R$ 1,45. O que também é curioso é o alinhamento dos preços. Qualquer consumidor sabe que não encontra diferenças superiores a dois centavos entre um posto e outro.

Segundo Ricardo Rezende, vice-presidente da Alcoopar, Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná, enquanto os postos de Londrina e de outras cidades da região lucram cerca de 15 a 17 centavos por litro, em Maringá, esse lucro pode chegar a 40 centavos/litro.

De acordo com Ricardo Rezende, os postos de combustíveis de Maringá não têm repassado para os consumidores a queda que houve na usina nos preços do álcool. Para se ter uma idéia, em janeiro do ano passado as usinas vendiam o litro do álcool por aproximadamente R$ 1,00. Na semana passada, o litro custava cerca de R$ 0,65. Ou seja, uma redução de aproximadamente 35% em relação ao preço do produto um ano atrás. Entretanto, nos postos, os preços não acompanharam a queda sofrida pelo setor produtivo.

A discussão sobre os preços dos combustíveis foi iniciada na manhã desta sexta-feira aqui na CBN. Vários ouvintes entraram em contato e falaram a respeito do que pensam sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. Vários desses ouvintes contribuíram com a reportagem da CBN trazendo informações sobre os preços do álcool e da gasolina em cidades da região.

Marco de Assis, do jardim Novo Horizonte, foi um dos ouvintes que ligaram para a CBN. Ele contou que em cidades do interior de São Paulo tem pago até 90 centavos no preço do álcool. Já em Londrina, distante cerca de 90 quilômetros de Maringá, o produto custa aproximadamente R$ 1,15. A gasolina é vendida por R$ 2,16 até R$ 2,30.

Já o ouvinte João Boaventura , representante comercial e morador de Maringá, ligou para a CBN quando estava próximo de Ivailândia. Ele contou que o preço no álcool naquela cidade estava R$ 1,22.

Para o representante da Alcoopar, é certo os proprietários de postos busquem o lucro, mas, na opinião de Ricardo Rezende, o lucro precisa ser justo e não pode desestimular o consumo do produto.

Mídia e política

Regularmente, tenho discutido por aqui a relação entre a mídia e a política. Considero que essa mídia golpista alardeada por alguns não passa de tola teoria conspiratória. Hoje, achei um texto interessante sobre o assunto. Publicado pelo Observatório da Imprensa, Ivan Berger fez algumas observações que compartilho com você, caro leitor.

Ele começa dizendo…

Faz parte da faina midiática conviver com a má vontade, a falta de reconhecimento público. Mal comparando, seu desempenho está sujeito à mesma implicância e intolerância normalmente encarnada pelo árbitro de futebol, para quem o máximo da aprovação é passar despercebido aos olhos de uma platéia condicionada a reagir muito mais à base da emoção do que pela razão.

E continua:

Basta ver que mesmo em exemplos de escandalosa bandalheira, para dizer o mínimo – como a farra dos cartões corporativos – não falta quem considere perseguição o justificado alarde feito pela mídia. Racismo, má vontade para com o governo, são as alegações apresentadas em desagravo a Matilde Ribeiro, que por conta disso demitiu-se do esdrúxulo ministério criado para promover a igualdade racial no país.

O texto publicado no Observatório da Imprensa também ressalta:

Como sempre, a jogada consiste em tentar desviar o foco dos fatos desabonadores que continuam vindo à tona, mediante a perfunctória teoria do complô midiático, ou seja, a velha conversa para boi dormir que mesmo os mais desavisados não engolem mais.

Caso Márcia

É surpreendente como diariamente recebo mais de uma dezena de acessos ainda pelo caso da menina Márcia Constantino. Não sei o que ainda motiva as pessoas a buscarem informações sobre esse lamentável crime, mas é possível perceber o quanto ele comoveu a sociedade. Fico só imaginando como a defesa de Natanael Búfalo vai trabalhar para tentar livrá-lo da pena mais alta que a legislação criminal prevê, pois, se depender do desejo de justiça da população, Búfalo vai mofar na cadeia.

Três notas…

Violência na região
Noite violenta em Apucarana e região. Três pessoas foram mortas e um homicídio foi registrado em Marumbi. Ainda em Apucarana um andarilho morreu atropelado por um trem. Em Apucarana foram mortos a tiros um homem de 26 anos e um adolescente de 17 anos e o corpo de um outro homem de 56 anos foi encontrado num fundo de vale.

Segundo a polícia, ele foi assassinado pelo irmão que tem problemas de saúde mental. Os três crimes aconteceram durante a noite e madrugada. Os dois primeiros podem ter relação um com o outro, porque, de acordo com a polícia, as vítimas apresentam sinais de execução. A suspeita é que foram mortas num acerto de contas entre traficantes. E em Marumbi um homem de 33 anos foi baleado e encontrado por populares no meio da rua, já morto. Ninguém foi preso até o momento. Só esta semana foram quatro homicídios em Apucarana.

Mulheres presas
Parlamentares da CPI do Sistema Carcerário constataram que mulheres continuam detidas na cadeia de Planaltina (Goiás), onde uma adolescente foi flagrada numa cela na última semana. Políticos encontraram duas mulheres presas entre os homens.

Apesar de estarem em uma cela separada e com banheiro, as detentas estavam na mesma ala que os homens. Apesar de não terem contato físico com os homens, com direito a banho de sol exclusivo e visita íntima, a prisão de mulheres em ala masculina é proibida no Brasil. (Agência Brasil)

Aposentadoria
Sob protestos da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou, ontem, a Medida Provisória nº 397, que revogou a de número 385, sobre a prorrogação do prazo para o trabalhador rural autônomo solicitar aposentadoria, por idade, no valor de um salário mínimo. (Agência Brasil)

Ressocialização de menores infratores

Desde terça-feira tenho discutido na CBN a participação de menores em crimes. Em Maringá, como já postei por aqui, só no ano passado a polícia registrou 400 ocorrências envolvendo menores. Por conta disso, temos ampliado o debate desse tema. Ontem, por exemplo, conversei com a secretária de Assistência Social de Maringá, Sandra de Cássia Franchini da Costa. Na entrevista, ela disse que o município precisa de apoio para dar conta do atendimento a menores infratores.

De acordo com a secretária, a prefeitura tem trabalhado na recuperação dos adolescentes infratores, mas, segundo ela, as ações não podem ser feitas apenas pelo poder público municipal. A principal dificuldade, conforme Sandra Franchini, é a ausência de espaços para o atendimento a menores viciados em drogas. Como o vício é o responsável por boa parte dos crimes, tratar o dependente químico seria a principal estratégia para tirá-los da criminalidade.

Entretanto, a ausência de políticas públicas para atendimento a menores infratores não se resume a falta de programas de recuperação de adolescentes viciados em drogas. Embora a legislação aponte que todo menor infrator deve ser ressocializado, os programas governamentais nem sempre dão conta do problema. E a questão fica ainda mais difícil quando quem precisa ser ressocializado é o adolescente que pratica crimes mais graves.

Atualmente, a lei brasileira diz que adolescentes infratores podem ficar apreendidos até três anos. Essa apreensão seria para que esses menores passassem por medidas sócio-educativas.

Mas, em Maringá, o centro de sócio-educação não está pronto. O governo do Paraná licitou as obras, mas elas estão atrasadas. Conforme a assistente social da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude, Ângela Maria Nunes, a empresa vencedora da licitação tem encontrado dificuldades para cumprir os prazos estabelecidos em contrato. Na verdade, a empresa é pequena, tem problemas financeiros e não consegue dar conta das obrigações.

Ainda assim, segundo a assistente social Ângela Maria Nunes, quando estiver pronto, o centro de sócio educação vai atender 60 menores infratores em sistema de residência. E eles vão receber atendimento psicológico e capacitação profissional.

Estou tentando…

Sinceramente, caro leitor, acho que ficar 20 dias distante do blog me “desprogramou” totalmente. Não estou conseguindo achar brechas no meu dia para postar aqui. Penso em coisas que gostaria de escrever, mas simplesmente não consigo me organizar para publicá-las. Também não tenho tido sucesso na intenção de ler blogs que regularmente acessava. Espero que seja só uma fase e que logo consiga voltar ao ritmo normal. Quem sabe seja hoje… Bom dia!

Maringá registra 400 ocorrências com menores

Delegacia do Adolescente de Maringá registrou cerca de 400 ocorrências envolvendo menores no ano passado. A informação é do delegado Laércio Fahur. Em entrevista à CBN, ele disse que a maioria dos crimes são furtos e posse de entorpecentes. Entretanto, o delegado lembrou que menores também estiveram envolvidos em crimes que sensibilizaram a comunidade maringaense, como a morte do estudante de medicina Tiago Franchini da Costa, em junho passado, e do comerciante Sérgio Marcos, no último mês de dezembro.

Sobre o assunto, a CBN ouviu o doutor em Psicologia, Daniel de Freitas Barbosa. Ele argumentou que um menor de 16 ou 17 anos geralmente tem consciência do que faz e que a ausência de punição serve como estímulo para a prática de novos crimes. Entretanto, o psicólogo apontou que, se menores que cometem atos infracionais recebessem atendimento sócio-educativo, teriam mais chance de voltarem a conviver pacificamente em sociedade.

Também a respeito do assunto, a pós-doutora na área de infância Verônica Muller, afirma que esses menores têm consciência dos crimes que cometem, mas não de suas conseqüências. Ela ainda ressaltou que penas superiores a dois anos não têm nenhum efeito sócio-educativo.

Nesta semana, o Senado Federal discute a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema está relacionado na ordem do dia para análise dos senadores. No ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça votou a redução da maioridade penal para crimes hediondos.

Um olá…

Olá… bom dia!

Aos poucos, estou retomando meu ritmo normal. Depois de retornar ao microfone na CBN e também às aulas na Faculdade Maringá, vou tentando organizar minha vida e principalmente meu tempo para dar uma atenção ao blog. Gosto muito de estar aqui, mas é preciso ter algumas prioridades. O blog é uma iniciativa pessoal, sem relação direta com o meu trabalho. Então, nem sempre sobra o tempo que gostaríamos para escrever aqui. Ainda assim, espero que hoje seja possível postar algumas coisas mais relevantes para nossa discussão e reflexão.

Necessidades especiais

O Centro de Vida Independente de Maringá promoveu um dia de interação entre pessoas com deficiência e um esporte ainda tido como restrito, a esgrima. O convidado foi o mestre d’armas e técnico da seleção brasileira de esgrima paraolímpica Válber Nazareth. Em Maringá, ele falou da esgrima para mais de 50 pessoas com deficiência física. Segundo ele, embora pareça uma atividade complexa, a esgrima pode ser praticada por pessoas com necessidades especiais.

A promoção pode parecer algo pouco importante pra muita gente. Entretanto, tem um significado muito grande para quem vivencia a realidade de uma vida com certas limitações. Quando o mestre d’armas e técnico da seleção brasileira de esgrima paraolímpica, Válber Nazareth, diz que a esgrima é um esporte que pode ser praticado também por aqueles que tem necessidades especiais, o mestre Nazareth também está dizendo que a vida não pode ser limitada pela falta de um membro. O corpo físico pode ter limites, mas a mente tem uma capacidade que todos nós conhecemos muito pouco. Quando as pessoas acreditam que podem superar os próprios limites, elas se tornam vencedoras. Elas podem realizar coisas inacreditáveis.

E essa mensagem serve para todos nós… Somos aquilo que pensamos ser. Se a pessoa acredita que não pode, que não consegue, ela vive sempre as mesmas coisas. Se a pessoa tem um olhar positivo e acredita que pode superar o que parece impossível, a pessoa descobre suas potencialidades e pode fazer a diferença na sociedade em que vive.

De volta…

Ó nóis aqui de novo… Consegui ficar três semanas longe do blog. É um bom sinal. Escrever por aqui se tornou um vício. Uma coisa meio maluca… Acho que as férias foram importantes para tirar essa fixação e transformar esse espaço naquilo que ele realmente tem o propósito de ser: uma diversão para mim e um espaço para compartilhar idéias com os caros leitores.

Quanto às férias, aos poucos vou postando algumas coisas que observei e curti.

Um ótimo dia a você!!!

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