O jornalista Everton Barbosa fez uma reportagem sobre a reclamação de estudantes sobre ações da polícia na região da Universidade Estadual de Maringá.
De acordo com a matéria, os estudantes universitários que freqüentam os bares da região da Universidade Estadual de Maringá estão revoltados por causa de uma ação da polícia que aconteceu na semana passada. Na quinta-feira à noite, quando muitos bares estavam lotados, a polícia teria agredido muitos deles numa tentativa de acabar com a aglomeração e o barulho. Um estudante entrou em contato com a CBN para denunciar a ação da polícia. Ele disse que a PM usou bombas de gás, os estudantes teriam sido empurrados e alguns deles ficaram presos em prédios sob ameaça. A polícia nega que houve excessos, e diz que moradores não suportam a bagunça provocada por muitos estudantes. O tenente Luiz Carlos Martins afirma que a polícia tem agido de forma enérgica, mas assegura que tudo tem sido feito dentro da lei.
Cá com meus botões, entendo que, se houve excessos, é preciso investigar. Se comprovados os excessos, os abusos devem ser coibidos e os policiais, punidos. Entretanto, nós precisamos levar em consideração que os estudantes sofrem da síndrome da perseguição. Qualquer ação para fazer valer a lei é entendida como abuso de autoridade. Os estudantes recordam da ditadura militar – que não experimentaram - e interpretam as ações da polícia como atos de repressão. Volto a dizer, se houve excessos, é preciso investigar. Mas os estudantes precisam reconhecer que a diversão deles é perturbação de sossego para os moradores. Particularmente, conheço estudantes que moram próximos desses bares, desses locais de festas e nunca foram abordados pela polícia. E por uma única razão: não ficam bebendo e badernando até tarde da noite.