Archive for Março 13th, 2008

Transparência…

O Senado Federal não vem sendo transparente na gestão de verba da Casa, ao menos no que se refere ao detalhamento da compra de material ou da contratação de serviços.

A afirmação acima está na página do Contas Abertas. A informação reforça algo que já disse aqui: o movimento pela não transparência parece ter mais força que nossa luta pela transparência nos gastos públicos. Cá com meus botões fico imaginando no que devem pensar os vereadores de Maringá quando lêem uma notícia como essa…

Desbloqueio de celular…

As operadoras de telefonia celular têm sofrido pressão para desbloquearem os aparelhos. Em função disso, algumas delas têm divulgado quais são as medidas que os usuários devem tomar para ter liberdade de escolherem uma outra operadora. Para saber o que você pode fazer, clique aqui.

Diárias dos ministros

Enquanto discutimos em Maringá os gastos com as diárias dos vereadores e os valores pagos, o governo federal estabeleceu que os ministros (prestem atenção: são os ministros) passarão a receber R$ 450,00 em viagens oficiais.

Com esse valor, dá para observar quanto vale um parlamentar maringaense. Mesmo com a redução no valor, votada na última terça-feira, uma viagem a Curitiba vai render R$ 300,00 aos vereadores; já para Brasília, a diária será de R$ 373,00.

Gabeira, prefeito

Tenho um grande respeito pelo deputado verde Fernando Gabeira. Entretanto, penso que Gabeira está colocando em risco sua história política ao se colocar como candidato a prefeito do Rio. Como parlamentar, Gabeira é ótimo. Entretanto, ele não tem perfil para o Executivo. A capital fluminense tem graves problemas e, para colocar a cidade em ordem, não basta ser um político combativo e honesto.

Denegrir…

O blogueiro e doutor em Sociologia Elias Brandão questionou o vereador Valter Viana por usar o termo “denegrir” para falar sobre o suposto movimento organizado que visa manchar a imagem da Câmara de Maringá. Ele disse no blog e também à CBN que o termo foi criado “pela elite dominante durante a escravidão no Brasil como diminutivo ou desvalorização social, política e educacional dos negros”. Ou seja, um político esclarecido deveria evitar seu uso. Entretanto, Viana parece pouco preocupado em respeitar os gêneros. Já repetiu o termo outras vezes nessa quarta-feira (aparece, inclusive, em fala dele à coluna de Milton Ravagnani, de O Diário). E Valter Viana fez escola: o release da assessoria da Câmara Maringá enviado à imprensa ontem à tarde também traz o termo “denegrir”, dessa vez na boca do presidente John Alves Correa para rebater os críticos do Legislativo local.

Norma se explica…

A vereadora Norma Deffune explicou ao jornal O Diário o que foi fazer em Joinville (SC). Ela disse que esteve na cidade para participar da apresentação do projeto do restaurante popular. A vereadora argumentou que a viagem foi extremamente produtiva e, como resultado dos gastos com as diárias naquele município, Maringá ganhou R$ 1,3 milhão para ter o seu próprio restaurante.

Cá com meus botões, estou convencido que a vereadora foi mesmo para Joinville (é verdade que não sei por que ficou tanto tempo). Entretanto, é de chorar de rir o argumento da vereadora que foi a viagem dela que resultou na conquista desses recursos para a construção do restaurante popular. Não é por nada não, mas os vereadores precisam pensar muito pequeno para acreditarem que eles têm “bala na agulha” para conquistarem um dinheiro como esse. Nessa questão do restaurante popular - e em outras outras -, nossos parlamentares só fazem jogo de cena, com projetos autorizativos que nada valem e, quase sempre, com a aprovação do Executivo, para construirem uma fachada diante do eleitorado deles.