Ao longo dos últimos 12 anos, viajo com regularidade para Umuarama - a cerca de 170 quilômetros de Maringá. Nesses anos todos, perdi as contas de quantas viagens fiz. Nesse domingo, no retorno a Maringá, pela primeira vez, enfrentei congestionamento. Nada parecido com os congestionamentos de São Paulo, mas suficiente para atrasar a nossa viagem em pelo menos meia hora. Em alguns trechos, tivemos que parar o veículo e esperar. Eram tantos veículos enfileirados que fiquei imaginando se todo mundo não tinha se decidido passar a Páscoa fora de casa.
Cá com meus botões cheguei a duas conclusões: a primeira, positiva. Muita gente na estrada significa que as pessoas têm mais dinheiro no bolso e, por isso, estão viajando mais. A segunda, negativa. Isto, porque revela que o crescimento na quantidade de veículos não foi acompanhado por investimentos em infra-estrutura. Na verdade, a economia brasileira tem sido a mola propulsora da popularidade do governo Lula. Entretanto, se o governo tem motivos para comemorar, este mesmo governo não tem, pelo menos por enquanto, respondido ao aumento da demanda de infra-estrutura que essa expansão econômica provoca.