Este blog continua recebendo denúncias de acadêmicos do curso de Direito da UEM:
Sou acadêmico, e afirmo porque presenciei a falta de professores desde o primeiro ano do curso.
Todo ano é a mesma história. Inicia-se o ano letivo com a já usual espera por professores de determinadas cadeiras. E há poucos professores titulares, a maioria são contratados temporariamente, os “colaboradores”. Isso acarreta em mudança de professor 3 vezes durante o mesmo ano. Que tipo de didática ou linha de ensino pode se exigir quando há 3 mudanças de professor durante o mesmo ano?
Vem 2008. Há mais de 2 meses estamos sem 2 professores de matérias essenciais. Alia-se a isto o fato de que no ano passado ficamos durante um bom tempo sem professor de uma destas matéria. O Departamento, após pressionado, deu-nos uma resposta sincera: não há previsão para a contratação. Isso mesmo, estamos em abril e não há previsão para contratação… o concurso está parado por entraves burocráticos. Alguns com conhecimento do procedimento já opinaram no sentido de que antes de agosto, não sai nada. E nós, acadêmicos, contribuintes, é que devemos pagar por isso ?
Pasmem, não é a toa que, no 1º dia de aula, inaugurou-se o ano letivo com uma palestra cujo tema era “Um alerta para o sucateamento do Curso de Direito da UEM”.
Há sim raríssimas excessões: mestres dignos de serem chamados de mestres, que preparam suas aulas e ensinam com brilhantismo, dedicados e esforçados em prol da arte de ensinar. No entanto, estes mestres, que antes eram a regra na UEM, agora fazem parte da minoria. Os outros, com todo o devido respeito, fingem que ensinam, enquanto que os alunos, apáticos, fingem que aprendem.
E espero que essa crítica, construtiva, surta efeitos para melhorar a nossa universidade para aqueles que virão depois.
Arquivado como:Educação , descaso curso de direito, uem
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