A demanda de consumo interno começa a assustar. O Banco Central já acenou que deve aumentar os juros neste mês para conter a pressão inflacionária. O motivo é este mesmo: forte crescimento do consumo que provoca aumento de preços.
A corrida pelas compras é tão grande que registram crescimento até setores onde os bens de consumo são de preços elevados, como os automóveis. Este segmento, por sinal, registrou aumento de 31% nas vendas no primeiro trimestre deste ano – em comparação com igual período em 2007.
Como no Brasil sempre existiu uma demanda reprimida, o bom momento econômico motiva as pessoas a comprarem. É uma coisa maravilhosa. Entretanto, tem um lado ruim. A parte negativa é que aumenta a pressão inflacionária, já que é grande a ganância por lucros da parte dos comerciantes, industriais e produtores (somado ao menor ritmo de produção industrial), que percebem a facilidade do lucro (que também estava curto, limitado, até pouco tempo atrás). Ainda é preciso considerar que o próprio consumidor é muito pouco racional. Se poupasse mais, como fazem outros povos, deixasse de comprar quando sobem os preços, o brasileiro conseguiria dar sua contribuição para segurar a inflação sem interferência da política (injusta) de juros do Banco Central.
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Meu marido voltou de um Congresso em Washington e comentou justamente o que viu por lá. Além dos americanos serem altamente consumistas, o que todo mundo já sabe, percebeu que o grupo de brasileiros que foram nas horas vagas ao shopping para compras, pareciam um bando enlouquecido com listas imensas de pedidos dos filhos, mulheres ou parentes.
Como ele não é disso, tem até dificuldade para shoppear comigo aqui no Brasil, viu-se cansado daquilo tudo e não se animava para esta atividade.
Realmente as pessoas estão comprando mais e ficam até sem noção se estão comprando com um bom preço ou se a mercadoria vale aquilo mesmo. O que interessa é comprar para muitos.