Na série de reportagens que a CBN Maringá fez sobre a reserva de vagas para estacionamento em Maringá uma coisa ficou clara: algumas pessoas, categorias ou grupos são privilegiados. Ou seja, tem uma atenção diferenciada do poder público. O que é mais curioso é que nada tem sido feito para romper com essa cultura de privilégios. Simplesmente, silencia-se diante do problema.
Maringá é uma cidade com crescente frota de veículos. Por conta disso, há uma necessidade cada vez maior de espaços para estacionamento. É verdade que, ao mesmo tempo em que a frota de veículos cresce, são reduzidos os espaços públicos para estacionamento. Isto, porque a lógica é acabar com as vagas para facilitar o fluxo de veículos. Ou seja, as pessoas terão aos poucos que se adaptar a uma nova realidade: ou deixam os carros em casa ou pagam para guardar os veículos em estacionamentos privativos.
Por isso mesmo, também se torna cada vez mais injusto permitir que alguns profissionais – como é o caso dos advogados, que tem reserva de vagas nas proximidades do Fórum (com direito até a cancela) – possuam vagas de estacionamento exclusivas.
Outra situação inaceitável é o fato da Secretaria de Transportes ignorar que algumas instituições religiosas colocam cones para permitir que membros deixem os carros em locais onde para todos os demais é proibido estacionar. Como isso é feito e não há uma tentativa de, pelo menos, dialogar com a direção das igrejas a fim de acabar com tal prática irregular? É uma pergunta que, sinceramente, gostaria de ver respondida.
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Acho engraçado como você insiste em reclamar das vagas dos advogados e ao mesmo tempo se cala quanto às vagas dos donos de cartório que ficam ao lado das vagas dos advogados.
Igualmente se cala quanto às vagas dos juizes de direito, dos promotores, e da vaga dos juizes do trabalho que ficam ao lado.
Também se cala quanto ao flanelinha que fica na rua ao lado (Arthur Thomas) que é na verdade, aquele que se beneficia com o estacionamento.
Coerência.