Antes de fechar a conta do dia, preciso falar por aqui de mais uma ótima reportagem da equipe CBN. A jornalista Luciana Peña ouviu carcereiros que trabalham em situações precárias, diante da superlotação de presídios da região. Nas entrevistas, eles revelaram situações assustadoras. Por exemplo, tem carcereiros que são ameaçados pelos presos, tão logo estes são libertos. A ameaça geralmente vem de presos que não têm regalia na cadeia e que quando ganham a liberdade querem vingança. Em algumas situações, familiares de presos são alvo das ameaças.
Uma situação curiosa é de um carcereiro que vivencia a pressão dentro da cadeia e, fora dela, a mulher dele é professora de filhos de alguns presos. Complexo, não?
Outro quadro que até pode ser considerado injusto é a prioridade que os presos têm no atendimento à saúde. Por estarem sob a custódia do Estado, diferente dos demais cidadãos, os detidos não enfrentam dificuldades no momento em que precisam de um tratamento qualquer. Para eles, não há filas de espera por uma consulta especializada ou cirurgia, por exemplo.
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