Agora as rotatórias, mas e as faixas?

A Secretaria de Transportes de Maringá quer ensinar os motoristas a usarem as rotatórias. O assunto é, inclusive, a manchete do jornal Hoje Notícias desta terça-feira.

Segundo a reportagem, a intenção da Secretaria de Transportes é diminuir os congestionamentos e acidentes. Como é sabido, o motorista, muitas vezes, não sabe entrar e sair das rotatórias. Os erros cometidos pelos condutores atrapalha o fluxo dos veículos e ainda, em algumas situações, provoca acidentes. Por isso mesmo, a Setran estaria estudando estratégias para informar os motoristas sobre os procedimentos adequados para evitar tais problemas.

A iniciativa é digna de aplausos. Entretanto, é preciso lembrar que até hoje o poder público não conseguiu educar motoristas e pedestres a respeitarem a faixa. O projeto, iniciado em 2005, teve um começo promissor, mas perdeu força. A avenida Brasil talvez seja uma das únicas vias em que os pedestres nas faixas ainda são respeitados – nela, não são todos, mas vários motoristas param para dar chance aos pedestres de atravessarem a via em segurança.

Contudo, noutros pontos onde há faixas, devidamente identificadas com placas, o pedestre precisa ter atenção pois os carros geralmente não dão a preferência - nem mesmo nas proximidades das escolas, inclusive daquelas em que as vias contam com redutores de velocidade, as faixas são respeitadas.

Sou prova disso, já que, diariamente, passo em locais onde há escolas, faixas e redutores de velocidade. E ainda sou pedestre quando deixo meus filhos, todas as manhãs, no colégio. Para isso, estaciono o carro e vou até a faixa com as crianças. Indico com as mãos que tenho interesse em atravessar, mas quase sempre ninguém pára. Tem ainda aqueles motoristas que buzinam, reclamam, ficam bravos porque fico sinalizando com as mãos a existência da faixa e da placa indicativa.

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