Três dias…
Caro leitor, vou tirar três dias de folga. Retorno na terça-feira. Um ótimo fim de semana!
Caro leitor, vou tirar três dias de folga. Retorno na terça-feira. Um ótimo fim de semana!
O que é a ganância humana, não? A mãe da atriz Francieli Freduzeski caiu no conto do bilhete premiado. Mas o golpe não foi de cinco ou dez mil reais, como geralmente acontece. A mãe da atriz, uma senhora de 59 anos, foi seduzida pela possibilidade de ganhar um “prêmio” de R$ 2 milhões. Essa senhora pegou um cofre com jóias e dinheiro da filha e entregou aos golpistas. Depois de feita a bobagem, caiu em si. A filha lamenta a perda do patrimônio acumulado em seus anos de carreira, mas, como mãe é mãe, ainda se diz grata pela mãe estar inteira.
O leilão do Detran, realizado nessa quinta-feira em Campo Mourão, arrecadou R$ 1,8 milhão. Quase 2,4 mil veículos, entre carros e motos, foram comercializados. Os veículos eram destinados a desmanches. As vendas reuniram mais de 100 empresas de aproximadamente 80 municípios do Paraná. Os valores obtidos serão usados para cobrir as despesas em impostos atrasados, multas não pagas e taxas de remoção e permanência nos pátios das Ciretrans.
Nas últimas semanas tenho usado o caso Isabella para discutir princípios e limites éticos do Jornalismo. O papo tem sempre chegado a um questionamento: o que move o público a ter tamanho interesse no assunto? Não é fácil chegar a uma resposta. Entretanto, é fácil identificar que a busca por novas informações é tão grande que os noticiários nacionais tiveram um aumento considerável na audiência desde o momento em que a morte da menina foi matéria jornalística pela primeira vez.
Aqui neste blog não tenho comentado o tema. Não me sinto confortável em discutir tal assunto. Todas as vezes que vejo uma foto da Isabella, leio ou ouço notícias sobre o caso, lembro da minha pequena Maria Eduarda, que completa sete anos no início do próximo mês. Amo tanto minha filha, sinto tanta satisfação em ganhar dela um abraço, um beijo, que não posso imaginar a crueldade de um ser humano contra uma criança tão frágil.
Hoje, ao ler o blog de Rosana Hermann, encontrei um texto que ajuda a entender nossas angústias e talvez responda por que as pessoas se interessam tanto por esse caso. Com o título “Caso Isabella, nosso 11 de setembro”, o jornalista e apresentadora do Atualíssima escreveu:
O Brasil não tem inimigos de guerra.
Não temos Bin Laden.
Ninguém quer nos atacar.
Nossos inimigos são nossos próprios demônios internos.
Estamos todos envolvidos numa nuvem de dore e indignação, o caso Isabella.
Na TV, nos rádios, nos jornais, nas ruas, o assunto é recorrente. Ininterrupto.
Para a mídia do Brasil o caso Isabella assume a dimensão do 11 de setembro americano.
Revemos as imagens sem parar.
Ouvimos as informações repetidamente.
E as perguntas ecoam o tempo todo, como abelhas na cabeça.
Questionamos tudo, todos, insanamente.
Como pode um pai acobertar a mulher que assassina sua filha?
Que amor é esse?
É por causa dos outros filhos?
Que pai pensa primeiro em proteger uma assassina a salvar a filha?
Que pai segura uma filha nos braços e joga-a pela janela?
Que pai pensa em salvar sua pele ao invés de salvar sua criança?
E se ela tiver usado o chinelo dele?
Ela teria sobrevivido se tivesse sido atendida naquela hora?
O que deflagrou a ira da madrasta?
O que fez Isabella ficar desacordada?
O que foi que eles combinaram?
Como a mãe conseguiu responder no Orkut no dia em que sua filha foi assassinada?
A família sabe o que aconteceu?
O casal contou o que fez para seus familiares?
Os advogados sabem a verdade?
O que vai acontecer?
Quer dizer que, o pai pensou que a mulher tinha matado Isabella e, ao tentar acobertar a assassina, jogou a menina pela janela torando-se assim, sem saber, o verdadeiro assassino da própria filha?
Queremos ver.
Queremos saber.
Queremos entender.
Queremos vivenciar.
Queremos conhecer nossos sentimentos pelos sentimentos dos outros.
Porque o crime abalou nossos alicerces mais profundos, na questão mais crucial da vida, a continuidade da vida.
Porque um pai, uma mãe, não apenas colocam um filho no mundo mas continuam até a morte, dando a vida por eles.
Pais e mães morrem para salvar seus filhos.
Pais e mães não matam os filhos, não arremessam seus filhos, não pensam primeiro na própria salvação quando a vida do filho está em jogo.
O caso Isabella é nosso 11 de setembro.
Nosso inimigo, que bombardeia nossas crenças, é a transgressão do amor que nos mantém em pé, o amor entre pais e filhos.
Quem ama não mata.
Quem ama salva.
E ninguém no nosso mundo real, na nossa crença e fé, pode matar a própria filha, uma criança pequena, indefesa.
Quando um pai mata sua própria menina nada mais faz sentido.
Eu também estou vendo a tv e não consigo parar. Não consigo sair de casa. Também preciso ver, sentir, refletir, saber, pensar.
Uma parte de mim quer sofrer.
Outra, quer ir trabalhar.
Porque a vida continua
E o caso todo é sobre isso.
Nossos filhos são a continuidade das nossas vidas.
Quem mata um filho, suicida-se. Com a agravante de continuar vivo para pagar.
Um ouvinte da CBN Maringá no Japão enviou um email para comentar o atropelamento de um idoso, quando este atravessava a faixa:
Estou morando no Japão. Se o caso da pessoa do carro que atropelou o Sr. em plena faixa de pedestre fosse aqui, teria perdido a carteira imediatamente - correndo o risco de pagar indenização à familia, caso a vítima fosse à óbito, principalmente se a vítima fosse menor de idade. Aqui somos obrigados a seguir as leis de trânsito, e seria muito bom se no Brasil o pedestre fosse respeitado como é aqui.
A Câmara de Maringá aprovou o projeto de John Alves Correa que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas nas proximidades das faculdades. O texto original sofreu algumas alterações. De acordo com a proposta votada pelos parlamentares, os bares localizados a menos de 150 metros dos portões de acesso às faculdades terão dois anos para se adequar à legislação municipal. Ou seja, em dois anos terão de encontrar um novo endereço.
O projeto não proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades de escolas e colégios. Isto porque, segundo o autor da proposta, o problema é maior nas faculdades. Na opinião dele, a presença de bares próximos de escolas não interfere na rotina dos alunos - diferente do que estaria acontecendo nas instituições de ensino superior. John ainda justifica que o projeto não prevê uma distância maior entre os bares e as faculdades por uma razão muito simples: não quer proibir o consumo dessas bebidas entre os alunos, apenas impedir a venda e consumo nos portões das instituições.
Desde essa quinta-feira, estamos discutindo na CBN Maringá a falta de respeito ao pedestre. Na tarde de ontem, um senhor de 67 anos foi atropelado quando atravessava uma via, na faixa de pedestre. Uma jovem testemunhou tudo. Ela estava na faixa junto com esse senhor e por muito pouco também não foi atropelada.
Como houve uma campanha em Maringá para incentivar o respeito ao pedestre na faixa, questionamos o secretário interino de Transportes, Gilberto Purpur, sobre o sucesso dessa iniciativa. Purpur respondeu que, onde o fluxo de pedestres é maior, o respeito ao pedestre na faixa também é maior. Entretanto, sustentou que o pedestre deve fazer a parte dele, sinalizando interesse em atravessar a via.
Cá com meus botões fiquei pensando: “secretário, eu gostaria apenas de fazer uma pergunta: o que a gente pode fazer quando sinaliza que quer atravessar na faixa e o motorista não pára? Só mais um detalhe: e o que fazer quando um motorista pára, o pedestre começa atravessar a pista e, do nada, surge um outro carro em alta velocidade que avança por sobre a faixa? Será que não está na hora de pensar uma estratégia mais eficaz para educar os motoristas a respeitarem os pedestres na faixa? É preciso transferir essa responsabilidade para o pedestre, que é a parte mais fraca desse relação que existe no trânsito???”
O jornalista Roberto Cabrini, 47, já está em liberdade. É uma boa notícia. Obviamente, o caso ainda não está esclarecido, mas, como existem muitas dúvidas sobre a veracidade do crime do qual é acusado, é justo liberar o jornalista. Agora vamos aguardar o desenrolar das investigações…