Archive for Abril 23rd, 2008

Bebidas nas estradas…

A lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas na beira das estradas vai ser flexibilizada. O acordo já foi fechado entre governo e o Congresso Nacional. A proibição terá valor apenas para a zona rural. Ou seja, quando a estrada passar por regiões urbanas, o comércio de bebidas estará liberado.

A medida é bastante sensata. Afinal, não é justo prejudicar comerciantes que atendem viajantes e também moradores da cidade apenas porque estão estabelecidos nas proximidades de uma estrada.

Entretanto, a lei em si é uma grande bobagem. Claro que ter acesso facilitado à bebida colabora com o consumo de álcool nas estradas, mas proibir esse comércio nunca vai representar algum empecilho para quem gosta de beber enquanto viaja.

Trocando as datas…

O aniversário de Maringá será comemorado na segunda-feira, 12 de maio. Embora a data correta seja dia 10, sábado, em função do Dia das Mães, as comemorações ganharam uma nova data. A mudança foi definida em convenção coletiva dos trabalhadores e por meio de uma lei municipal.

Na segunda-feira, será realizado o desfile, o comércio permanecerá fechado, escolas, postos de saúde e demais repartições públicas também não funcionarão. Entretanto, não há informações se os bancos estarão abertos.

Cartões corporativos no Paraná…

Por causa da insistência da oposição, o governo do Paraná vai ter de apresentar os gastos com cartões corporativos. A decisão é da Justiça. Certamente, uma boa notícia. Afinal, o que não é fiscalizado e devidamente acompanhado sempre estará suscetível de sofrer com atos de corrupção e abusos de poder.

Vale acrescentar que os dados dos cartões corporativos vinham sendo sonegados há meses.

Malabarismo com facões…

Vi ontem à tarde, na esquina da avenida Tiradentes com Duque de Caxias, um artista de rua tentando ganhar a vida. Nada demais. Enquanto os carros esperavam a abertura do semáforo, ele fazia alguns malabarismos. Entretanto, os objetos em suas mãos não eram tão inocentes. Na verdade, ele fazia malabarismo com facões.

Fiquei preocupado. Embora se mostrasse hábil com os facões, a performance estava sendo realizada em plena rua, num cruzamento, onde passam carros, motos e pedestres.

Talvez eu esteja errado, mas penso que se trata de uma situação que deveria ser proibida.

PS - Nao se trata de proibir o malabarismo, mas de impedir tal arte, em lugar aberto, fazendo uso de facões.

A população espera…

Era esperado que a prefeitura de Maringá decretasse ontem situação de emergência a fim de facilitar a compra de telhas para fornecimento às famílias prejudicadas pelo temporal de domingo. Entretanto, o poder público optou por adiar o decreto. Considero a decisão infeliz, afinal quem está com a casa descoberta precisa de respostas imediatas. Mas, ao que parece, o tempo está de bem com a administração. Imagina só se tivesse chovido de novo essa noite… Certamente, pelo menos 1,2 mil famílias lembrariam da prefeitura no tratamento da questão.

Ouça aqui a reportagem sobre o assunto.

Atualizado: a prefeitura já decretou situação de emergência. Espera-se que agora que os principais prejudicados pelo temporal de domingo tenham acesso às telhas prometidas pelo município.

Padre exibicionista…

O padre queria voar com balões de festa. Questionado, disse que era seguro. Subiu enquanto chovia. Levava consigo um gps, que não sabia usar. Um celular, com bateria fraca. Caiu e ainda ninguém o encontrou. Provavelmente, está morto. Agora, todo mundo pergunta? Quem faria tamanha bobagem? O instrutor de vôos, Márcio André Lichtnow, que o expulsou da escola, responde:

- Ele não tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo.

O padre foi expulso da escola de vôo por indisciplina e exibicionismo.

Barulho na UEM: um leitor

Um estudante universitário passou por aqui e deixou um comentário. A reflexão proposta parece-me bastante razoável e importante para ser discutida. Leia a seguir:

Desde que cheguei aqui em Maringá a cidade mudou muito. Foi em 2005 e a cidade já estava começando num processo de crescimento bem rápido. Maringá exalava prosperidade, simpatia e beleza. Mas este crescimento físico e econômico trouxe alguns problemas grandes para a cidade.

Vou citar apenas dois problemas que estão prejudicando a vida dos moradores, principalmente aqui do Bairro Zona 07: a violência e a sujeira.

Nunca vi no blog algo sobre o aumento da violência aqui no nosso bairro universitário… Tenho alguns amigos que foram assaltados mais de uma vez, e pior, parte deles foram agredidos fisicamente. Onde estava a polícia?!

Com o aumento do tamanho da cidade de Maringá uma população mais carente se mudou pra cá trazendo consigo uma pequena parte de maus elementos (vulgo “manos”).

Sabe todo aquele estardalhaço de barulheira que se ouve na Zona 07, mais precisamente na frente de um bar chamado Hora da Festa na Rua Mário Urbinati?! Quem faz aquilo tudo são eles. Não são os universitários.

Não costumo freqüentar este bar, mas, como moro aqui por perto, já fui. Na última vez que fui, alguns destes elementos estavam pulando nas latas de lixo do bairro amassando e quebrando tudo. Isso é um absurdo.

Na mesma hora saí de lá correndo, pois aquilo virou uma barbárie e subi a rua em direção ao Câmpus da UEM, pois estava tendo Sarau Cultural.

Chegando lá, a polícia estava do lado de fora das grades da Universidade multando carro por carro dos estudantes que saíram numa quinta à noite pra poder dar uma descansada na cabeça. Enquanto isso, a menos de 200 metros descendo a rua, maus elementos, que não são nem do bairro nem da universidade, estavam quebrando latas de lixo e ouvindo aqueles sons ensurdecedores que colocam em seus carros para tocar.

Não sou do DCE, não sou revoltado, não sou um mau elemento. Sou apenas um estudante convencional da UEM que participa de um cenário ridículo que tem sido criado na cidade. A imagem do estudante como mau caráter criada pela sociedade maringaense.

No final das contas quem está sentindo na pele a falta de preparo dos policiais e desse grupo de pessoas totalmente provincianas são os universitários. Futuros empreendedores do país, pesquisadores, professores, arquitetos, médicos…

Sempre gostei de sair as quintas feiras pelo meu bairro me sentindo seguro, feliz de ter amigos por perto pra tomar uma cervejinha (com moderação sempre) pra relaxar a mente, de ouvir um som dentro do Câmpus das bandas com integrantes da própria universidade e tudo mais.

Mas infelizmente digo que esta repressão dessa população desinformada, provinciana e da polícia está acabando com a vida de todos os estudantes.

Espero que este desabafo seja postado, pois pelo menos 80% dos estudantes da UEM passam pelo o que eu passo e não participam de algazarra alguma.

Grande Abraço
Daniel Lucas

Bons exemplos…

Quarta-feira é dia de enviar um novo programa para a rádio Novo Tempo. Abaixo, reproduzo o texto da discussão que vai ao ar pela emissora.

O Fato Pensado de hoje quer falar sobre a importância de um bom exemplo. Em semanas anteriores, falamos aqui sobre a educação e apresentamos alguns questionamentos sobre a forma como temos orientado nossos filhos.

Hoje, quero continuar essa reflexão, mas apontando um aspecto que é fundamental para que nossos filhos sigam as nossas recomendações.

Quando falamos sobre um bom exemplo, falamos sobre as mais diferentes práticas. Por exemplo, ouvi nesse fim de semana o relato de um avô que recentemente passou por uma situação constrangedora com o neto dele. Esse avô saiu de casa acompanhado do neto e foi até um supermercado para comprar algumas coisinhas e, entre essas coisas, um pequeno objeto para aquela criança.

No supermercado, o neto se viu diante do produto com o qual seria presenteado. Na gôndola, estavam duas marcas diferentes – uma, de marca conhecida e mais cara; outra, um pouco mais popular, mas mais barata. Sem muito dinheiro no bolso, o avô comentou que compraria o objeto mais barato. Rapidamente, o garoto sugeriu ao avô que trocasse as etiquetas dos produtos. Ou seja, o menino estava propondo que o produto mais caro recebesse a etiqueta daquele que estava mais em conta. O avô, ao orientar o garoto sobre o erro que estaria cometendo, recebeu, de pronto, uma resposta bastante original: “mas vovô, meu pai faz isso. Sempre que encontra um produto mais caro, ele troca as etiquetas”.

Caro amigo, pense comigo por alguns instantes nessa situação… Imagine como se sentiu aquele avô. Ele estava diante de uma situação típica do que a gente pode chamar de “espertísse aguda”. O pai daquele menino talvez sempre achou que estava sendo muito esperto por trocar etiquetas e economizar alguns trocados. Entretanto, que tipo de ensinamento você pensa que esse pai estava passando para o filho?

Sabe, em pequenas coisas ensinamos nossos filhos a mentir, a se corromper, a se tornarem pessoas de moral duvidosa. Quando não queremos atender alguém ao telefone, mandamos dizer que não estamos em casa. Quando precisamos escapar de uma multa na estrada, oferecemos algum tipo de recompensa para o guarda nos livrar daquela penalidade… Para pagar mais barato, compramos cds e dvds piratas… As crianças vão aprendendo com nossos atos de esperteza e amanhã reproduzirão os mesmos comportamentos.

E tem um detalhe que poucas vezes nos damos conta… Pense comigo, quem você acha que são os políticos corruptos que dirigem nossa nação? Tenho certeza que são filhos de pais que se achavam espertos e deixaram exemplos de que não há pecado em mentir só um pouquinho, não há pecado em enganar só um pouquinho, não há pecado em economizar alguns trocados alterando uma etiqueta ou deixando de devolver o dinheiro a mais entregue por algum caixa desatento.

A conduta moral de nossa sociedade é reflexo de nossos exemplos. Não existe meio termo: ou somos verdadeiros ou somos mentirosos. Não existe meia verdade. Meia verdade é uma mentira, como qualquer outra.

Caro amigo, talvez isso pareça radical demais. Acontece que não seremos melhores como seres humanos se não nos comportarmos de forma íntegra. Quem acha que pequenos deslizes são toleráveis e necessários, também deve achar que uma mosca que cai enquanto o confeiteiro bate a massa do bolo não representa nenhuma falta de higiene.