Blog do Ronaldo

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Barulho na UEM: um leitor

Um estudante universitário passou por aqui e deixou um comentário. A reflexão proposta parece-me bastante razoável e importante para ser discutida. Leia a seguir:

Desde que cheguei aqui em Maringá a cidade mudou muito. Foi em 2005 e a cidade já estava começando num processo de crescimento bem rápido. Maringá exalava prosperidade, simpatia e beleza. Mas este crescimento físico e econômico trouxe alguns problemas grandes para a cidade.

Vou citar apenas dois problemas que estão prejudicando a vida dos moradores, principalmente aqui do Bairro Zona 07: a violência e a sujeira.

Nunca vi no blog algo sobre o aumento da violência aqui no nosso bairro universitário… Tenho alguns amigos que foram assaltados mais de uma vez, e pior, parte deles foram agredidos fisicamente. Onde estava a polícia?!

Com o aumento do tamanho da cidade de Maringá uma população mais carente se mudou pra cá trazendo consigo uma pequena parte de maus elementos (vulgo “manos”).

Sabe todo aquele estardalhaço de barulheira que se ouve na Zona 07, mais precisamente na frente de um bar chamado Hora da Festa na Rua Mário Urbinati?! Quem faz aquilo tudo são eles. Não são os universitários.

Não costumo freqüentar este bar, mas, como moro aqui por perto, já fui. Na última vez que fui, alguns destes elementos estavam pulando nas latas de lixo do bairro amassando e quebrando tudo. Isso é um absurdo.

Na mesma hora saí de lá correndo, pois aquilo virou uma barbárie e subi a rua em direção ao Câmpus da UEM, pois estava tendo Sarau Cultural.

Chegando lá, a polícia estava do lado de fora das grades da Universidade multando carro por carro dos estudantes que saíram numa quinta à noite pra poder dar uma descansada na cabeça. Enquanto isso, a menos de 200 metros descendo a rua, maus elementos, que não são nem do bairro nem da universidade, estavam quebrando latas de lixo e ouvindo aqueles sons ensurdecedores que colocam em seus carros para tocar.

Não sou do DCE, não sou revoltado, não sou um mau elemento. Sou apenas um estudante convencional da UEM que participa de um cenário ridículo que tem sido criado na cidade. A imagem do estudante como mau caráter criada pela sociedade maringaense.

No final das contas quem está sentindo na pele a falta de preparo dos policiais e desse grupo de pessoas totalmente provincianas são os universitários. Futuros empreendedores do país, pesquisadores, professores, arquitetos, médicos…

Sempre gostei de sair as quintas feiras pelo meu bairro me sentindo seguro, feliz de ter amigos por perto pra tomar uma cervejinha (com moderação sempre) pra relaxar a mente, de ouvir um som dentro do Câmpus das bandas com integrantes da própria universidade e tudo mais.

Mas infelizmente digo que esta repressão dessa população desinformada, provinciana e da polícia está acabando com a vida de todos os estudantes.

Espero que este desabafo seja postado, pois pelo menos 80% dos estudantes da UEM passam pelo o que eu passo e não participam de algazarra alguma.

Grande Abraço
Daniel Lucas

Arquivado como:Educação, Sociedade , , , , ,

2 Responses

  1. Beth Q. disse:

    Parabéns a este jovem e a muitos outros que não compactuam com a barbárie, com a falta de educação reinante no país, com a ignorância dos maus hábitos, com a indisciplina e insensatez.
    Acho que tem que ser observado direitinho se são atos provocados por alunos desta conceituada universidade (que já existe há bom tempo em Maringá) ou se são pessoas a fim de se misturarem a eles, provocando assim a desordem pública.
    Abração.

  2. issamu disse:

    Eu moro bem do lado do bar em questão.

    É só parar e ver que a grande maioria do pessoal que frequenta, ou frequentava, esse lugar são estudantes.

    É muito fácil botar a culpa nos ‘manos’. Já fui estudante, já frequentei esses bares e não me sinto culpado pela bagunça. Mas sei que alguns tem sim culpa pelo barulho.

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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