A conversa do Mais Maringá desta tarde foi sobre o comportamento dos jovens. Tendo como base a notícia de jovens fazem rachas numa das principais avenidas de Paiçandu, analisamos (eu e o Gilson Aguiar) o comportamento dos jovens.
Particularmente, gosto muito de lidar com jovens. Tenho alunos na faixa dos 17-25 anos. São pessoas fantásticas. Na verdade, o jovem é ousado, ativo, inovador, quer quebrar barreiras… Isso tudo é muito bom.
Entretanto, todas essas características têm sido canalizadas para o mal. Quando falo em mal não significa necessariamente a intenção de praticá-lo, mas a disposição em experimentar o prazer a qualquer preço, em se expor, fazer diferente, acaba causando um desastre social.
Por exemplo, 70% das vítimas de trânsito (mortos) são jovens de 18 a 25 anos.
E a coisa não se restringe apenas aos carros. Esses jovens cometem loucuras, mesmo sem ter um veículo à mão.
Também tem outro problema: eles não estão dispostos a aceitar limites. Não querem a disciplina, viver sob regras. Trata-se, portanto, de uma geração sem compromissos.
Diante de tal quadro, talvez a pergunta que se faça é esta: então, o que fazer? De quem é a culpa?
Não há respostas simples. No entanto, dá para acreditar que o quadro atual é resultado da pouca referência familiar e do excesso de modelos apresentados pela mídia.
Arquivado como:Educação, Mídia, Sociedade , análise jovens, comportamento, comportamento dos jovens, irresponsabilidade dos jovens, jovens, rachas no trânsito
Comentários