Ouvi há pouco uma entrevista da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá, Ana Pagamunici. Ela comentava a decisão da Justiça que multou o Sismmar em R$ 200 mil por entender que ocorreram abusos durante a greve de 2006. A decisão é inédita e, para alguns, surpreendente.
Ana Pagamunici disse que o sindicato vai recorrer da decisão. Ela questionou a decisão e sustentou que os servidores não erraram durante a paralisação, embora tenham invadido o Paço Municipal (contrariando uma liminar da Justiça que os obrigava a se manterem distantes de próprios públicos), pneus de veículos da prefeitura tenham sido furados e funcionários, impedidos de trabalhar.
Acompanhei os argumentos da presidente do Sismmar e, silenciosamente, lamentei as atitudes equivocadas tomadas pelos servidores durante a paralisação. A greve foi desastrosa. Ainda que a causa dos trabalhadores tivesse sido justa, a condução do movimento apresentou uma série de erros. Talvez por imaturidade, falta de experiência, ingenuidade, a diretoria do sindicato se deixou levar pela emoção e conduziu algumas centenas de trabalhadores da prefeitura numa greve que acabou de maneira infeliz: zero de reajuste, desconto dos dias parados, servidores sob ameaça real de demissão e, agora, uma multa de R$ 200 mil.
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