Trânsito: mortes e responsabilidades

As mortes continuam acontecendo no trânsito de Maringá. A CBN fez uma reportagem sobre o assunto.

Sobre o assunto, penso o seguinte:

Os abusos praticados pelos motociclistas refletem algo que tenho defendido aqui: não dá para transferir a responsabilidade para os condutores. Motociclistas e motoristas têm cometido abusos. São comportamentos egoístas, mas, se não dá para contar com a responsabilidade dos condutores, é preciso fiscalizar. É exatamente a certeza da impunidade que motiva os abusos no trânsito. E não tem nada a ver com multar. Porque é fácil encontrar irregularidades nas ruas para aplicar penalidades. Entretanto, onde não há a presença de agentes de trânsito e policiais, os condutores fazem o que bem entendem. Na sexta-feira, por exemplo, presenciei um motorista de uma caminhonete passar por sobre o canteiro. Isto mesmo. Eu estava fazendo o contorno do Parque do Ingá quando vi um motorista apressado, em frente ao Luzamor, passar por sobre o canteiro. Isto, em função da lentidão do trânsito naquela região. Por que o motorista fez isto? Primeiro, porque é mal educado, grosso e ignorante. Segundo, porque tem certeza que pode afrontar a legislação e nada vai acontecer com ele. Cinco minutos depois, vi, na avenida Brasil, um veículo parado sendo multado. O motorista tinha deixado o carro em frente a uma loja de tintas, na vaga para carga e descarga. O agente tirou o bloco de multas e fez as anotações. Por que isto acontece? Porque diante do pouco efetivo de agentes, é mais fácil multar quem está parado.

I Comentário até agora

  1. José Cecilio Neto on Maio 6, 2008

    Ronaldo não é verdade, as multas aplicadas pelos agentes são na sua maioria de veículos em movimento, ex. 252 VI, 167, 168, 207, 206, 186 e muitas outras, com relação a falta de fiscalização, concordo, com mais agentes na rua garanto que as infrações diminuem.

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