Segurança insegura…

A extinção da Dinarc em Maringá - manchete de hoje do jornal O Diário e tema de uma entrevista realizada quarta-feira passada pela CBN com o presidente do Conseg, Everaldo Belo Moreno – reflete o perfil das políticas públicas de segurança do estado do Paraná. Há um equivoco geral no modelo adotado pelo secretário Luiz Fernando Delazari, com as bênçãos do governador Roberto Requião.

Segurança pública se faz com gente. É necessário investir em equipamentos e qualificação, como defende o Estado. Entretanto, não adianta instrumentalizar a polícia se esta não tem gente para operar os equipamentos e, principalmente, para se ocupar das investigações. Por mais que o Estado gaste com inteligência, a inteligência é, de fato, o pessoal que trabalha na polícia.

Quando o Estado remaneja delegado e agentes e praticamente extingue a Dinarc, transferindo tal função para o Nurce, o governo do Paraná aumenta as funções do Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos. Ou seja, uma equipe, que já é pequena, terá ampliada significativamente suas responsabilidades. Na prática, vai deixar a desejar o trabalho de repressão aos crimes econômicos e também não dará conta das investigações do tráfico de drogas.

Por conta disso, fico cada vez mais com a impressão que nossos governantes vivem numa outra realidade, distante do mundo real, onde o crime cresce assustadoramente e a população se esconde, refém dos bandidos. O Estado, ao que parece, é só uma instância de poder sustentada pelos recursos públicos com fins específicos de assegurar um modo privilegiado de vida aos nobres do século XXI.

I Comentário até agora

  1. Octávio Rossi on Maio 8, 2008

    Tá ficando cada vez mais difícil viver em Maringá. Quando não é o transito que te deixa louco é a falta de segurança. Agora essa de extinguir a Dinarc. Qual será o próximo passo? Acabar com a Civil? A Militar? Qual é!
    Moro no Jardim Aeroporto, um lugar que já foi conhecido pela tranquilidade e segurança. Hoje o bairro não esta mais seguro e a tranquilidade extinta, como o Dinarc. Nas últimas semanas foram registrados vários arrombamentos e assaltos no bairro e, pela característica, é ou são sempre os mesmos autores. Mas o que o Dinarc tem com isso? Tá bom, nem vou responder.

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