O papa Bento XVI acusou a mídia de incentivar a prostituição e a pedofilia. Cá com meus botões, concordo parcialmente com a afirmação do líder religioso. Não se trata de um incentivo direto, entretanto é preciso reconhecer que o estímulo acontece indiretamente. Por exemplo, o que dizer do recente papel de Camila Pitanga, como a prostituta Bebel? A personagem foi o maior sucesso da novela da Rede Globo e, convenhamos, certamente motivou muita gente a procurar serviços prestados por outras tantas “bebels” que por aí estão espalhadas; além daquelas meninas que podem ter achado tudo tão interessante a ponto de tentar vida semelhante.
Quanto à pedofilia, o estímulo acontece na medida em que meninas cada vez mais novas são apresentadas como se fossem mocinhas. A sociedade reproduz os modelos do cinema e da tevê e transforma garotinhas em mulheres (vestem-se e se maquiam como tal). O despertar da atração sexual por essas garotas está a apenas alguns passos…
Por fim, a mídia ainda banaliza as relações duradouras, os padrões familiares, a maturidade para o início da sexualidade e a fidelidade. Ou seja, dá para dizer que o papa errou ao dizer que os meios de comunicação de massa retratam a sexualidade de forma trivial (ou até irresponsável)? Penso que não.
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A prefeitura de Maringá agendou para o próximo dia primeiro de junho a inauguração da primeira etapa das obras da Vila Olímpica. É uma boa notícia. O complexo esportivo está custando aos cofres públicos R$ 14,5 milhões. Entretanto, tamanho volume de recursos me faz pensar: até que ponto esportistas de todo o Sul do Brasil terão disposição para idealizar o sonho da Vila Olímpica? As obras são magníficas, mas ainda temo que sejam subutilizadas.
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Na semana temática sobre o trânsito que realizamos na CBN Maringá, ouvimos hoje o prefeito Silvio Barros. Gostaria de destacar três aspectos abordados.
Primeiro – os binários em Maringá
De acordo com o prefeito, os binários nas quatro avenidas centrais não serão implantados enquanto não for executada a obra que vai viabilizar um contorno na UEM. Isto, porque haveria um estrangulamento do trânsito no final da avenida Duque de Caxias (quando chega na avenida Colombo). Segundo Silvio Barros, como ainda não existem recursos para essa obra, estuda-se a implantação de binários apenas nas avenidas Herval e São Paulo.
Segundo – transporte coletivo
Questionamos se a cidade chegaria a um ponto de ter um transporte coletivo atrativo a ponto de vermos um prefeito da cidade, o presidente da Cocamar etc fazendo uso dele. Silvio Barros assegurou que a administração trabalha neste sentido. Entretanto, para isso, a cidade precisa da liberação dos recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O projeto que será financiado pelo BID já foi aprovado em Washington. Na semana que vem, a minuta do contrato será assinada.
Terceiro – contratação de agentes de trânsito
O prefeito garantiu que o município vai contratar, no mínimo, 30 novos agentes. Questionado sobre o concurso público realizado para selecionar apenas quatro agentes (equivoquei-me e falei três, no ar), Silvio Barros disse que não faria sentido a prefeitura contratar apenas esse número de guardas de trânsito.
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A Gazeta do Povo desta sexta-feira traz a manchete:
- Curitiba tem 180 guardas para cuidar de 1 milhão de veículos
A reportagem tem caráter de denúncia. Segundo a Gazeta, nos últimos 10 anos a frota de veículos da capital cresceu cerca de 60%. Entretanto, a quantidade de agentes de trânsito é praticamente a mesma. São aproximadamente 180 profissionais.
A manchete me chamou a atenção. Principalmente, porque a Gazeta fez as contas. Curitiba tem um guarda para cada 5.858 veículos. É muito carro pra pouco agente de trânsito.
Mas, e em Maringá? Qual é nossa realidade?
Não tive acesso aos números de anos atrás. Mas a conta atual é simples. A frota passa dos 190 mil veículos. Nas ruas, Maringá conta com 21 agentes de trânsito. Isto significa que temos 9.047 veículos para cada guarda. Convenhamos, se os curitibanos denunciam uma realidade de 5,8 mil carros por agente, o que deveríamos fazer diante de um índice quase 60% maior? Na verdade, o agente de trânsito de Maringá tem que cuidar de 3,2 mil carros a mais que o guarda de Curitiba – e lá o pessoal considera isso um absurdo.
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Não deu para o Santos. Jogando no estádio Azteca, o Peixe não resistiu ao América. O time que eliminou o Flamengo não teve dificuldades para derrotar a equipe do técnico Leão. O jogo terminou 2 a 0. Mas o Santos teve um gol legítimo anulado. O gol foi marcado no final da partida e, se fosse confirmado, daria tranqüilidade ao time da Vila. Com o resultado, o Santos precisa vencer por três gols de diferença. Caso repita o placar, a decisão será nos pênaltis. Se eliminado, o Brasil terá apenas uma equipe nas semifinais da Libertadores.
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Manchetes desta sexta-feira, em Maringá:
- Farmacêuticos são acusados de tráfico
O destaque do jornal O Diário de hoje é a denúncia feita pelo Ministério Público de duas farmácias e três profissionais de Maringá. Eles foram denunciados por crimes de associação e tráfico de entorpecentes. Essas substâncias estariam sendo manipuladas em desacordo com normas da Anvisa. A reportagem aponta que o Ministério Público entendeu que essas farmácias e farmacêuticos têm comercializado e indicado medicamentos controlados que provocam efeitos perigosos ao organismo, inclusive dependência química, estado de pânico e agressividade.
- UEM amplia número de vagas por cotas
O Hoje Notícias destaca a decisão da Universidade Estadual de Maringá de adotar sistema de cotas sociais. De acordo com a publicação, das 3,2 mil vagas abertas anualmente, 20% delas (cerca de 640) serão destinadas às pessoas com renda mensal de até um salário mínimo e meio – aproximadamente R$ 600,00. O Hoje Notícias informa que a medida vale a partir do primeiro vestibular de 2009. Para ter acesso ao sistema de cotas sociais, o aluno ainda terá de comprovar que cursou todo o ensino fundamental e médio em escola pública.
- Prefeitura inaugura Pronto Atendimento Zona Norte
A manchete do Jornal do Povo fala da inauguração, na próxima quarta-feira, do Pronto Atendimento da Zona Norte e do Pronto Atendimento à Criança, no Jardim Alvorada. De acordo com reportagem, o Pronto Atendimento será mais uma referência em urgência e emergência na rede municipal de saúde.
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O Marcelo Franzoi passou por aqui e comentou o post sobre a entrevista que fiz com o Miura.
Entre outras coisas, ele ressalta que hoje o transporte coletivo é pouco atrativo pois custa caro. É verdade, Marcelo. Não é preciso fazer muitas contas. Andar de ônibus sai caro, e é extremamente desconfortável.
Então, quem usa o transporte coletivo? Infelizmente, quase sempre é quem não tem outra alternativa de transporte. Ou seja, não tem motocicleta, carro ou recebe vale-transporte (isto, quando o desconto no salário representa bem menos que os gastos com combustíveis).
Na CBN Maringá, ao discutir essas questões, apontamos já na terça-feira (veja aqui um post sobre o assunto) que o transporte coletivo atual não tem absolutamente nada que possa motivar o cidadão a deixar o carro ou a motocicleta em casa e fazer uso do ônibus. E o preço, como o Marcelo disse, é muito alto. Por isso mesmo, a especialista no assunto Cristiane Dutra lembrou que em lugares o transporte coletivo é subsidiado pelo governo. No Brasil, o sistema vigente em boa parte das cidades é cruel: quanto mais gente dentro do ônibus maior é o lucro da concessionária. Não há preocupação com o conforto do passageiro. O que interessa mesmo é a receita obtida ao final de cada mês.
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No post abaixo, a leitora Sandra Pereira disse concordar com o texto e questionou: o que podemos fazer para mudar essa realidade? Ou seja, romper com tamanha desigualdade social?
Cara Sandra, não tenho todas as respostas, mas penso em algumas possibilidades. Primeiro, preciso esclarecer que não acredito na utopia de eliminar as diferenças entre classes sociais. Inclusive do ponto de vista cristão, conceitos nos quais acredito, a pobreza é necessária para o exercício da bondade e da misericórdia humana – características do próprio Cristo (desculpe-me caro leitor, mas não queira me questionar sobre esse assunto se não tiver maior conhecimento sobre o cristianismo como filosofia de vida. Mas aceito que discorde do que penso).
Entretanto, algumas coisas podem ser discutidas. Por exemplo, por que a carga tributária é maior sobre os pobres? Simples, porque os “nossos” representantes defendem os interesses de apenas alguns grupos, aqueles que financiam suas campanhas – ou seja, quem tem dinheiro. E por que essas pessoas continuam orientando os destinos da nação? Provavelmente, porque muita gente se contenta com mixaria e aceita votar no primeiro que tiver um discurso demagógico bonito ou que providenciar uma consulta médica.
Na prática, cara Sandra, a responsabilidade é de todos nós. Mas preferimos o conforto da passividade a exercitar nosso pensamento crítico, e agimos sempre em favor do individual – na prática, somos movidos pelo egoísmo.
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