Brasil, terra de injustiças… II

No post abaixo, a leitora Sandra Pereira disse concordar com o texto e questionou: o que podemos fazer para mudar essa realidade? Ou seja, romper com tamanha desigualdade social?

Cara Sandra, não tenho todas as respostas, mas penso em algumas possibilidades. Primeiro, preciso esclarecer que não acredito na utopia de eliminar as diferenças entre classes sociais. Inclusive do ponto de vista cristão, conceitos nos quais acredito, a pobreza é necessária para o exercício da bondade e da misericórdia humana - características do próprio Cristo (desculpe-me caro leitor, mas não queira me questionar sobre esse assunto se não tiver maior conhecimento sobre o cristianismo como filosofia de vida. Mas aceito que discorde do que penso).

Entretanto, algumas coisas podem ser discutidas. Por exemplo, por que a carga tributária é maior sobre os pobres? Simples, porque os “nossos” representantes defendem os interesses de apenas alguns grupos, aqueles que financiam suas campanhas - ou seja, quem tem dinheiro. E por que essas pessoas continuam orientando os destinos da nação? Provavelmente, porque muita gente se contenta com mixaria e aceita votar no primeiro que tiver um discurso demagógico bonito ou que providenciar uma consulta médica.

Na prática, cara Sandra, a responsabilidade é de todos nós. Mas preferimos o conforto da passividade a exercitar nosso pensamento crítico, e agimos sempre em favor do individual - na prática, somos movidos pelo egoísmo.

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