Isto é o que diz o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Alexandre de Moraes. Ele desqualificou uma pesquisa que sugere que o trânsito da maior cidade do Brasil entra em colapso em, no máximo, cinco anos. Moraes assegura que isso não vai acontecer, porque a cidade estaria fazendo inúmeros investimentos para melhorar o fluxo de veículos.
A afirmação de Alexandre de Moraes me faz pensar na realidade do trânsito de Maringá. Na semana passada, discutimos sobre o assunto na CBN. As entrevistas foram interessantes, mas o cenário não parece dos melhores. As projeções do município são positivas, mas a última grande reforma no sistema de tráfego ocorreu há 10 anos. Por enquanto, nenhuma medida prática está sendo tomada - embora o prefeito Silvio Barros assegure que há muitos estudos e vários investimentos previstos.
As pistas de sentido único na área central, por exemplo, não serão implantadas neste ano. O prefeito justifica que só podem ser criados os binários após a construção de um contorno na UEM. Segundo ele, existe a chance de implantá-los apenas nas avenidas São Paulo e Herval, mas para isso ainda serão feitas simulações. Ou seja, não sai este ano.
Enquanto isso, a gente torce para que o maringaense pare de comprar carros. Afinal, mesmo estando no interior do Brasil, Maringá corre o risco de reproduzir o estrangulamento do trânsito de São Paulo.