Embora seja um assunto de primeira importância, pouco se dá atenção à educação no Brasil. Por isso mesmo, temos uma sociedade em que impera a mediocridade. Todas as vezes que vejo os índices de educação no país, sinto-me frustrado e pouco esperançoso. Professores mal remunerados e pouco preparados formam alunos com conhecimento duvidoso. Observe abaixo alguns trechos de uma reportagem publicada pela revista Veja:
Poucos fatores influenciam tanto o desempenho de um aluno em sala de aula quanto o nível de seu professor. Um levantamento recente feito com base no desempenho de 260 mil professores em concursos públicos revela que 73% deles foram reprovados em testes básicos das áreas em que pretendiam lecionar, entre elas matemática, português e física. Quase todos já dão aula em escolas públicas ou particulares.
Pior: “Quem não passa numa prova dessas não sabe o mínimo necessário para entrar na sala de aula”.
Outra questão, igualmente preocupante, se deve ao fato de a carreira de professor não conseguir mais atrair os bons alunos [Ou seja, pessoas que poderiam se transformar em ótimos professores preferem profissões melhor remuneradas]. Uma pesquisa conduzida pela consultoria McKinsey deu os números. Em países de mau ensino os aspirantes a professor pertenciam, na escola, ao grupo dos 30% com as piores notas.
O típico brasileiro que opta por ser professor de escola vem de família em que os pais não chegaram ao fim do ensino fundamental, estudou em colégio público e procura, antes de tudo, um vestibular mais fácil e um curso mais barato. Também está motivado pela possibilidade de uma carreira estável no setor público.
E para terminar, segundo o Ministério da Educação, apenas 48% dos professores brasileiros têm formação específica para a disciplina que ensinam.
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