O especial Eleições 2008 do jornal O Diário destaca a transparência como um dever dos entes públicos. A reportagem ganhou o título “Informar o uso de dinheiro é um dever do gestor público”. O assunto é bastante oportuno. O Brasil tem crescido nesse sentido. Mas ainda há muito por fazer. Os gastos com cartões corporativos, por exemplo, se fossem divulgados com regularidade certamente teriam inibido que ministros e assessores gastassem de forma tão irresponsável o dinheiro dos nossos impostos.
Já em Maringá, aos poucos tem melhorado a transparência. Mas a coisa ainda está longe do ideal. Os cargos comissionados da Câmara só se tornaram conhecidos porque existem pessoas dispostas a investigar, gastar tempo em busca de dados. A presidência da casa não tem feito esforço para mostrar como gasta os R$ 11 milhões repassados anualmente ao Legislativo. As diárias só se tornaram públicas depois de muita pressão. A lógica na prefeitura não é muito diferente. No caso específico das diárias, também não conhecemos quanto funcionários, secretários, prefeito e vice têm gastado.
Portanto, embora seja um dever dos entes públicos tornarem conhecidos os mais diferentes gastos, ainda há muito por fazer. E cabe a população pressionar.
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