Muito bacana a interface entre as tecnologias. Por exemplo, comentei há pouco na rádio CBN, dentro do Mais Maringá, sobre a violência nas escolas – fazendo uso de um exemplo de Sarandi – e um ouvinte/leitor acessou este blog para comentar o que discutimos.
PS- O Eduardo entrou em contato para ressaltar que em Sarandi existem problemas sim, mas tem muitas pessoas boas, de caráter, morando e trabalhando naquela cidade. Você está cheio de razão, Eduardo. A gente precisa cuidar para não generalizar… Problemas pontuais não podem rotular uma cidade.
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Uma pesquisa realizada pela Unesco apontou que as grandes deficiências da educação estão na leitura e na matemática. É isso mesmo que sinto quando estou em sala de aulas. Entretanto, o que a pesquisa não diz é que a deficiência na leitura implica em dificuldades noutras disciplinas. Por exemplo, um estudante sem o domínio pleno da leitura pode atribuir erroneamente sentidos a um texto de História, Geografia, Sociologia, Filosofia etc. E tem mais: quem tem dificuldades de leitura dá sentido equivocado a uma notícia, um post publicado num blog… Enfim, uma questionável habilidade de leitura implica em toda a formação do conhecimento. Pior é que a maioria dos leitores que apenas decofica ainda pensa ter o domínio e a compreensão dos mais diferentes discursos.
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O protesto de ontem à tarde, realizado por um grupo de evangélicos, em frente ao Congresso Nacional, chamou a atenção para um projeto que está em tramitação, mas que pouca gente sabia de sua existência. Trata-se de uma proposta que criminaliza a homofobia. O assunto, em análise na Comissão de Assuntos Sociais, prevê pena de até cinco anos de prisão para quem, por exemplo, criticar os homossexuais.
O assunto é polêmico, complexo mesmo. Embora todo ato discriminatório deva ser passível de punição, a liberdade de expressão também não pode ser restringida.
Hoje pela manhã, ouvi um comentário interessante do Carlos Heitor Cony. Ele fez uma distinção que é fundamental neste debate. É preciso separar o ato de discriminar da postura de condenação. Cony sustentou que a lei não pode censurar o direito dos evangélicos de condenar a homossexualidade. Isto porque o projeto não tem o direito de expulgar a Bíblia. Tirar dos evangélicos a liberdade de falar contra o homossexualismo é o mesmo que mutilar a Bíblia. Entretanto, Cony lembrou que a Bíblia condena, mas não discrimina quem faz a opção por ser homossexual. Esta é a diferença. Ou seja, a pessoa tem direito de fazer sua escolha sexual – e isso a igreja não questiona -, mas precisa saber que, do ponto de vista bíblico, é abominação perante Deus.
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Os jornais de Maringá publicam nesta quinta-feira:
- Câmara vota lei seca no vestibular da UEM
O destaque do jornal O Diário de hoje é o projeto de lei que proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas nas imediações do campus da UEM durante os dias de vestibular. Nesta quinta-feira, os vereadores votam o projeto em segunda discussão. De acordo com a proposta, os comerciantes que forem flagrados vendendo bebida poderão ser multados em R$ 5 mil. Já os estudantes terão a bebida apreendida.
- Lei seca no vestibular tem apoio de moradores, mas revolta comerciantes
A manchete do Hoje Notícias também trata do projeto que proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas durante o vestibular da UEM. Segundo a reportagem do Hoje Notícias, a lei recebe o apoio dos moradores e também da polícia. Entretanto, os comerciantes reclamam da medida que vai afetar diretamente os negócios.
- Empresários debatem trabalho infantil
A manchete do Jornal do Povo ressalta a mobilização da Cocamar e Sociedade Eticamente Responsável contra o trabalho infantil. Um encontro será realizado hoje pela entidade, com apoio da cooperativa. O ojbetivo é sensibilizar os empresários e estimula-los a assumir o compromisso de erradicar o trabalho infantil.
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O time equatoriano fez bonito na primeira partida da final da Libertadores. O Fluminense venceu o Boca Juniors, pela semifinal, e acreditou que já tinha conquistado o título. Faltou aprender com o Flamengo. No futebol, como dizem por aí, o título se conquista após o apito final do arbitro. O Fluminense esqueceu desse pequeno detalhe.
Torcedores, jogadores e comissão técnica – incluindo aqui o técnico Renato Gaúcho – estavam confiantes demais. Acreditar é importante, mas desprezar o adversário é um erro que este esporte não perdoa.
A história recente prova isto. Flamengo e Boca Juniors foram eliminados pela presunção. O Flamengo acreditou que os 4 a 2 sobre o América do México, fora de casa, garantiam a classificação ao time. O América virou, em pleno Maracanã, e derrubou o Flamengo por 3 a 0. Já o Boca Juniors ignorou o Fluminense e acreditou em duas vitórias – uma na Argentina e outra no Brasil. Não venceu nenhuma partida.
O Fluminense fez tudo certo até as semifinais. Mas colocou um belo salto alto e foi para o Equador. Agora está voltando pra casa com o dever de ganhar por dois gols de diferença para levar a decisão para uma prorrogação. Impossível? Claro que não. Mas o que parecia fácil se tornou bastante difícil.
Na noite desta quarta-feira, o Fluminense foi medíocre. Embora seja melhor que a LDU, foi derrotado pelo maior adversário das equipes de futebol: a falta de humildade e respeito ao adversário. O time, digamos, estava se achando – semelhante ao habitual comportamento de Renato Gaúcho. Ferrou-se. Placar: 4 a 2.
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