O jornal O Diário trouxe na edição desta quinta-feira as bandeiras dos candidatos à prefeitura de Maringá. Dos oito candidatos, apenas Silvio Barros não falou à reportagem. Vejamos o que disseram:
Ana Pagamunici
Defesa da classe trabalhadora: – pelos interesses da classe trabalhadora
Claudemir Romancini
Democratização do governo: – reduzir o índice de corrupção
Dr. Batista
Saúde: – conheço bem a realidade local
Enio Verri
Desenvolvimento econômico com inclusão social: – olhar para as pessoas mais pobres
João Ivo Caleffi
Administração participativa: – governo que ouve a população erra muito pouco
Rogério Mello
Segurança pública: – o prefeito pode fazer muita coisa para melhorar a segurança
Wilson Quinteiro
Reforma administrativa: – diminuir o número de cargos públicos e de gastos públicos
As afirmações acima podem até parecer vazias, mas revelam um pouco do caráter ideológico da campanha de cada um dos candidatos. Cá com meus botões, a bandeira mais reveladora é a de Enio Verri. Quando o candidato diz “olhar para as pessoas mais pobres”, ele está sugerindo uma inversão nas prioridades. Não se trata de propor uma alteração no ritmo de crescimento da cidade, mas de inverter a lógica ideológica dominante.
Verri, quando diz que vai priorizar os mais pobres, revela que todo projeto administrativo deve passar pelo seguinte crivo: quem é o maior beneficiado? O candidato sustenta que as medidas devem beneficiar primeiro os mais pobres para depois refletir no setor produtivo – empresários, industriais etc. Significa que o empresariado será excluído? Claro que não. Mas as ações deverão ser de baixo pra cima – uma inversão na pirâmide.
Atualmente, o programa ideológico é outro. O governo trabalha com foco no bem de toda a cidade (como também propõe Verri), mas a prioridade está no setor produtivo. Ou seja, todas as ações administrativas devem, primeiro, não trazer prejuízos para a classe empresarial. Isto, porque a gestão municipal entende que, ao beneficiar o comércio, a indústria e o setor de serviços, beneficia toda a coletividade. Na prática, a lógica atual é esta: investe-se no topo da pirâmide com o objetivo de obter reflexos entre os mais pobres.
Qual proposta ideológica é mais interessante? Qual funciona melhor para a coletividade? Isso é o que eleitor deve julgar.
Arquivado como:Política , candidatos a prefeito, eleições 2008, eleições em maringá, propostas dos candidatos
Voto no Ênio, acredito que fez um bom trabalho como secretário no Mandato do Joâo Ivo.
Mas não votaria no João Ivo, nem num segundo turno.
Não sou contra o foco ser os mais pobres. Deixar de fazer grandes obras e investir no social, nos bairros, é justo
Mas manter os parques limpos, o centro da cidade limpo é fundamental. É cidade de ricos e pobres.
Me lembro ainda no mandato passado do João Ivo. Pedi para trocar uma lâmpada na minha rua(onde passam muitos pobres) e me deram um prazo de 14 dias… ABSURDO!!! Mas não cumpriram o prazo. Depois de muitas reclamações minha, acabaram trocando com 40 dias.
Na administração atual(agh!) pedi para trocar lâmpadas duas vezes. Demora uma semana.