O passe livre do estudante é um grande benefício para alunos de Maringá. Mas hoje, ao receber o comentário de uma leitora num post de outubro de 2007, recordei de algumas histórias que minha esposa contou dia desses. Ela presenciou a realidade dos ônibus do transporte coletivo em Maringá. No horário de retorno das aulas, por volta do meio-dia, o caos se instala nos ônibus da TCCC. É uma loucura. Entretanto, além da baderna, existem outros problemas que geralmente ignoramos. Dois deles: primeiro, crianças se aproveitam da situação e passam a roleta sem usar o cartão do passe; segundo, mas também relacionado ao primeiro, alguns estudantes não estariando usando o cartão pois o repassam para os pais. Ou seja, o benefício pode ter se transformado num potencial sistema gerador de irregularidades…
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Certamente boa parte destes cartões desviados são vendidos – irregularmente – pelo pessoal que compra e vende passe no terminal.
Mentira. Cartão do estudante é muito mais difícil de ser vendido, pois só funciona em determinados horários, em dias úteis, e em duas linhas. Além do que, ao ser lido pelo sensor da catraca, ele faz “pípi pipí”, ao passo que o cartão normal faz apenas “píííí”. Os motoristas conhecem a diferença.
Quem vende cartões são funcionários que ganham vale-transporte mas não precisam (fizeram um consórcio Dafra ou Honda Freeway!).
Mas a bagunça é generalizada. Sempre foi e sempre vai ser. Acesso à educação é um direito, mas educação nem todos têm.
Palavra de quem usou o cartão do estudante desde sua implantação em 2000 — eu estava na 4ª série — até 2007. Mas que usava o benefício da gratuidade desde 1999.