A Globo cancelou os debates de São Paulo, Rio, Fortaleza e Curitiba.
Em cidades do interior, como é o caso de Maringá, ainda não existe nada definido.
O motivo da emissora é bastante razoável: a quantidade de candidatos.
A Globo entende que mais de cinco participantes torna o debate descartável.
Por mais que algumas pessoas defendam a importância do confronto e questionem a decisão da Globo, os argumentos da emissora são justos e bastante razoáveis.
As pessoas podem até tolerar, mas ninguém está interessado no que fala um candidato nanico. O público quer o confronto dos líderes das pesquisas. São estes que os eleitores querem avaliar.
No comunicado feito pela Globo, a emissora sugere que a sociedade precisa refletir sobre as regras eleitorais. A legislação engessa o processo e cria uma farsa democrática. Quem disse que ser democrático é garantir o mesmo espaço a todos os candidatos? Todo mundo sabe que alguns participam do processo apenas para fazer figuração ou servir aos interesses de determinados grupos políticos. Outros disputam por ideologia; não por acreditarem na vitória.
Alguém desconhecido, que nunca disputou uma eleição, sem propostas e dinheiro para fazer campanha não disputa em igualdade com quem já tem – ou teve – mandato ou tem uma história política. Não é a imprensa quem tem a obrigação de tornar essa corrida igualitária. Até uma prova de automobilismo possui treinos de classificação para definir quem larga na frente. Por que na política tem que ser diferente?
Hoje, a Justiça obriga tratar os diferentes como iguais. É ridículo.
Por conta disso, é mesmo necessário refletir sobre o caráter da legislação eleitoral brasileira. Vale, portanto, a afirmação:
A imprensa deve cobrir o que é notícia, de forma livre e espontânea: aqueles que, ao longo do processo, ganham densidade eleitoral são naturalmente mais bem cobertos, crescem nas pesquisas e asseguram um lugar nos debates. É assim a dinâmica no mundo democrático. É como deveria ser aqui também.
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Nota pública: A TV Globo e o veto à democracia no processo eleitoral
A TV Globo não está impedida de realizar o debate entre os candidatos. Esta é a sua vontade e a sua opção, ao seguir tratando informação como mercadoria. Em nota, o candidato Ivan Valente, da coligação Alternativa de Esquerda para São Paulo, contesta informações veiculadas pela emissora e critica a decisão autoritária de cancelar o debate, que prejudica o povo paulistano.
http://www.ivanvalente50.com.br/campanha/CN02/noticias/nots_07_det.asp?id=1716
[...] escrevi aqui o que penso a respeito do cancelamento. Também sugeri que, antes de questionar a decisão da [...]