Dia de eleições é dia de trabalho.
E não pouco…
Apesar disso, tenho um gosto especial por essa loucura.
Recordo que sempre amei isso tudo.
Talvez pela minha formação.
Em 1982, ainda garoto, tive o prazer de acompanhar a primeira grande disputa.
O país ainda vivia a ditadura militar.
Mas teve a chance de, pela primeira vez em anos, escolher seus representantes.
Foi uma grande eleição.
Os brasileiros escolheram vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e governadores.
Meu pai acompanhava tudo pelo rádio.
E fazia questão que eu participasse daquele momento.
Tinha só sete anos.
Mas lembro como se fosse hoje de estarmos com um papel na mão anotando a divulgação de cada nova parcial.
Torcíamos para o José Richa, governador.
Para o Senado, Alvaro Dias.
Em Umuarama, a torcida era pelo Luiz Catarin, candidato a prefeito.
Como a votação era em cédula de papel, tudo era muito demorado.
Ficamos na espera por vários dias.
Primeiro, saiu o resultado para a prefeitura.
Só depois, governo, senado e deputados.
Desde então, não perdi uma única eleição.
De espectador tornei-me participante desse processo.
De ouvinte tornei-me narrador e até analista.
Aprendi a gostar e desgostar de política.
Amo e odeio.
Amo esse processo todo. Gosto de acompanhar a votação, a apuração… Comentar…
Mas me decepciono, como milhões, das atitudes de muitos de nossos pseudo representantes.
Ainda assim, vou continuar aqui confiante de que, mais uma vez, vamos concluir os trabalhos com dignidade e a sensação de missão cumprida.
Arquivado como:Diário, Política , disputa eleitoral, eleições 2008
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