Terça-feira. Ceilândia. Distrito Federal.
Um garoto de cinco anos apanha dos coleguinhas.
A professora é acusada de incentivar o crime.
Ela teria segurado os bracinhos do menino…
E incentivado que batessem no rosto da criança.
Filme de terror? Não.
A professora Elizabeth Barros, 26 anos, responde essa acusação.
O assunto foi manchete no Correio Braziliense esta semana.
Ela foi acusada de consentir com a agressão.
Hoje, a reportagem traz a versão da professora.
Ela disse estar assustada.
“A minha vida está um inferno”, declarou.
Elizabeth argumenta que o garoto tinha comportamentos violentos.
A família já tinha sido comunicada do risco de expulsão.
Embora pequeno, tinha agredido outros coleguinhas.
Na terça-feira, a história repetiu-se.
Desta vez, a professora teria tentado evitar.
Por isso, segurou o menino.
Mas, enquanto o segurava, ele debatia-se e, com as pernas, chutava os colegas.
Foi assim, segundo Elizabeth, que o rosto do menino ficou machucado.
Um deles teria o atingido.
Já em casa, o menino acusou a professora do consentimento na agressão.
O caso foi parar na Polícia.
E agora, quem está falando a verdade?
Cá com meus botões, posso estar errado, mas penso que é a professora.
O menino já tinha demonstrado comportamentos violentos.
Isto sempre acontece por falta de disciplina dos pais.
São pais que, quase sempre, acham beleza na agressividade das crianças.
E colocam os filhos contra os professores.
Sinceramente, penso que esta professora é vítima.
Vítima de uma família que está criando um reizinho, um ditador.
Vítima de uma família cega, que prefere crucificar a professora a reconhecer que o garoto carece de limites.
O problema é que Elizabeth Barros já virou manchete.
Jovem ainda, tem o nome esculhambado na notícia do jornal.
Se realmente for inocente, quem vai garantir sua reputação de volta?
PS- Creio que a professora errou. Não pelo que é acusada. Mas pela ausência de experiência e domínio de turma. Jovem, 26 anos, sete meses em sala de aula, não soube controlar a situação. Mas é pouco provável que tenha consentido e incentivado a agressão contra o menino.
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