A jornalista Luciana Peña esteve hoje pela manhã em Sarandi. Ouviu histórias assustadoras. Alguma coisa ela compartilha com os leitores do blog… Veja.
Ronaldo, olha as histórias que eu ouvi em Sarandi:
A escola estadual Cora Coralina é a escola mais problemática em relação ao tráfico de drogas. Nos bastidores é apelidada de Coca-Cocaína. Ela tem apenas três anos e já está toda depredada. Não tem uma janela intacta. Todos os vidros quebrados. Os estudantes dizem que destroem a escola porque ela foi construída no terreno onde havia um campinho de futebol, único espaço de lazer dos pobres lá do bairro.
O bairro é comandado por um traficante, que não coloca os próprios filhos no tráfico, mas alicia as outras crianças. Ele mandou dizer para a comunidade do bairro que quem precisar de alguma coisa é só pedir para ele. Uma diarista estava sem energia elétrica em casa e foi procurar ele. Em pouco tempo tinha um gato no poste de energia e luz em casa. Esse traficante montou um “posto de vigilância” na entrada do bairro e quem entra ou sai é vigiado.
Isso não é sintomático? Não é o quer aconteceu no Rio de Janeiro?
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A Luciana Peña está com a razão, essa escola já sofreu intervenção do Núcleo Regional de Educação e pelo que falam não melhorou em nada. Maringá também está no rumo dos morros do Rio, veja o caso do bairro Requião. Enquanto o poder público não assumir seu verdadeiro papel frente a sociedade, a tendência é ficar cada vez mais difícil. O tráfico está dominando…
Triste muito triste constatar isso!
Já lhes falei o quão fiquei contente a primeira vez que aí estive (3 anos atrás) porque era muito melhor ver meu filho começar sua universidade num lugar calmo, longe do Rio. Voltando a cada ano tenho constatado diferenças em vários setores da cidade, desde a limpeza, organização à violência.
Com certeza este é o início do caos e depois de instalado, enraiza e leva almas, muitas delas e aí é só horror.
Que Deus cuide da cabeça dos governantes dessa cidade para que vejam imediatamente onde poderão ir as coisas desse jeito.
Pobres crianças!
abraço carioca