A sempre ótima Rosana Hermann publicou um texto que faço questão de reproduzir parcialmente. Ela trata de algo sobre o qual vez ou outra reflito aqui: a crítica, a ofensa, o anonimato na rede.
Na ânsia de atrapalhar, ofender, criticar, há quem gaste tempo e energia não apenas à toa mas de forma totalmente burra. Eu acho que a ira emburrece o ser humano. Deixa a pessoa tapada, sem capacidade de raciocinar.
Dá pra acreditar que alguém se dê ao trabalho de usar um perfil inativo, vazio, só para postar uma farpa contra a outra? É muita dor, muita infelicidade. Uma alma encarcerada, que não consegue nem dizer uma linha por si mesmo, usando sua cara e seu nome.
Eu já senti muita raiva. Hoje eu sinto pena. E dou graças por não ser assim. E, se me reconheço neste triste gesto, se me lembro de algum dia ter pensado em fazer algo semelhante, me acaricio com compaixão e me perdôo. Porque ninguém pode ser culpado de se sentir infeliz.
Tenho comigo que alguém que se presta a esse tipo de serviço só pode mesmo ser muito infeliz. Afinal, nem dono de seus pensamentos ele pode ser. Não assinar, esconder-se, apresentar-se como outro é o mesmo que não existir. É uma agressão ao próprio ego.
Arquivado como:Sociedade, Tecnologia , anonimato na internet, anonimato na rede, comportamento, crimes na internet, rosana hermann na rede
Caro Ronaldo,
obrigado por propiciar esta reflexão. Foi ótima a idéia de reproduzir o texto da Rosana.
Bem, a internet não é apenas tecnologia, ela é feita por homens e mulheres de carne e osso, e reflete tudo o que é humano, demasiadamente humano, como dizia um filósofo.
Escrevi uma reflexão sobre a questão do anonimato na rede em http://antonio-ozai.blogspot.com/2007/09/anonimato-e-racismo.html
Muito obrigado.
Abraços e tudo de bom,