Terça-feira participei de um debate sobre a espetacularização da notícia. Na mesa estavam dois colegas de profissão, Marcelo Bulgarelli e Alan Maschio.
Fiquei muito feliz por ter participado do evento. Primeiro, porque fez parte da Semana de Comunicação da Faculdade Maringá, instituição para qual trabalho. Segundo, porque os alunos foram os responsáveis pelo convite. E eles já toleram minhas aulas semanalmente. Então, era impossível não ficar satisfeito. Afinal, trata-se de uma espécie de reconhecimento pelo trabalho realizado. Entre tantos colegas de academia, optaram por me dar esta honra.

Mas também gostei de ter dividido a mesa com o Bulgarelli e o Alan. O Bulga é velho conhecido. Não desfruto do convívio com ele, mas o admiro demais como ser humano e profissional. É o tipo de pessoa que a gente para para ouvir. Já o Alan é um jornalista que conheci um pouco melhor na terça-feira. Entretanto, me senti muito a vontade ao lado dele e espero reencontrá-lo noutras ocasiões.
Quanto à discussão que fizemos, creio que pudemos dar um toque de realidade a respeito do jornalismo. Entre o idealismo construído na academia e a prática do dia-a-dia existem diferenças básicas. Afinal, o jornalismo se constrói dentro de uma lógica de mercado. A notícia é um produto. E o jornalista, um trabalhador – como outro qualquer.
(Foto: José Luiz)
Arquivado como:Diário, Educação , alan maschio, espetacularização da imprensa, faculdade maringá, jornalismo, marcelo bulgarelli, mídia e espetáculo
Como acadêmico de jornalismo e participante da SIECOM, tenho absoluta certeza em dizer que o debate foi sensacional. Particularmente a apresentação do Nezo foi memorável. Uma bela exposição sobre banalização da mídia. Deu para aprender muita coisa, e rever muitos conceitos.