Blog do Ronaldo

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Reconhecendo nossos próprios sentimentos

Há dias em que se tem o desejo de nada dizer. O silêncio é tudo que se anseia. Tendo como “sobremesa” o fim do dia. Pelo direito de um novo começo.

Com todos é assim. Claro, alguns sofrem mais diante de coisas que não dão certo. Ficam incomodados, entristecidos, divagando no meio do nada em busca de resposta para aquilo que, por si só, já nasceu sem solução.

Lembro agora de um dizer que não sei onde ouvi. “O que não tem solução, solucionado está”.

É verdade. Às vezes, sofremos por coisas que não temos controle. Por que isto acontece? Porque é de nossa natureza. O homem é esse ser complexo, quase incompreensível.

Como disse, cada um de nós responde de maneira diferente ao que ocorre conosco. Tem gente com a incrível capacidade de não se deixar afetar pelo que de negativo acontece em seu dia. Outros reagem de forma profunda. Sentem-se incapaz de prosseguir em suas atividades. Tudo parece negro.

Quem experimenta os sentimentos de forma tão intensa geralmente perde a chance de viver coisas positivas. Parece uma neurose. Foca-se no problema e o que há de bom é simplesmente ignorado. E, ainda que seja difícil acreditar, sempre há coisas boas acontecendo. Nossos dias são de derrotas e vitórias. Quando se esquece de comemorar as conquistas, valoriza-se demais as frustrações abrindo espaço para outros fracassos.

O primeiro passo para superar esse tipo de comportamento é reconhecer que não é bom viver assim. É necessário identificar o desequilíbrio. As decepções não devem ser superdimensionadas.

É verdade que não controlamos plenamente nossos sentimentos. Ninguém é capaz de dizer para si mesmo: “não vou ficar triste”. Mas é possível se esforçar para romper as barreiras criadas pelas circunstâncias desfavoráveis.

- Olhe pra você. Veja o quanto é capaz. Reconheça seu potencial. Identifique as coisas boas do seu dia, da sua vida – podem ser pequenas, mas elas estão aí. Ria da vida, inclusive dos tropeços, dos desencontros. Chore, se necessário. Mas não ignore que o desabafo nunca deve ser mais intenso do que você significa de fato – do ser humano que você é.

Sabe, conhecer a si mesmo faz uma enorme diferença. Nossos sofrimentos quase sempre permanecem sem sentido, porque desconhecemos nossos desejos, potenciais e fragilidades. Olhamos pouco para dentro de nós. Preferimos ver aqueles que estão ao nosso redor. Chegamos ao ponto de saber mais a respeito dos outros do que sobre quem somos.

Concluo dizendo, nossa caminhada por aqui se tornará mais leve, agradável, feliz – com direito a ter paz de espírito – quando soubermos quem somos. Isto nos fará capazes de responder melhor aos nossos próprios sentimentos.

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4 Responses

  1. Gleidson disse:

    A muito se fala em auto-conhecimento, mas o que se vê é cada vez mais pessoas perdendo o foco das soluções e focalizando nos problemas, isso revela a necessidade eminente de começarmos a conhecer nossos limites, principalmente, os emocionais.

    Muito bom o artigo, ganhou um leitor !

  2. Douglas Cardoso disse:

    Parabéns pelo texto Nezo, é fantástico! Tenho muito orgulho em ser seu aluno.

  3. Beth Q. disse:

    Nossa, Ronaldo, você está escrevendo maravilhosamente. Parabéns!
    Poderias editar um livro, que achas!?

    abraço carioca

    • ronaldonezo disse:

      Estou longe de ser esse escritor que vocês estão tentando pintar aqui nos comentários. Mas agradeço profundamente as palavras de incentivo. Prometo que, quando o livro sair, dedico aos meus mais fiéis e incentivadores amigos – vocês.

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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