Lembro como se fosse hoje o dia em que a Secretaria de Transportes de Maringá foi “obrigada” a colocar quebra-molas no Contorno Sul – na entrada para o Residencial Cidade Alta. A situação era insustentável. Os acidentes eram recorrentes. E dias antes da instalação das lombadas, foi registrada uma morte. Por conta da legislação, a Setran relutava, mas foi vencida pela pressão dos moradores da região.
Pois bem… Hoje, os quebra-molas estão sendo retirados. Todos. No local, existem semáforos. Alguém pode dizer: “se tem semáforos, os quebra-molas são desnecessários”. Pelo menos deve ser isso o que pensa os representantes do Ministério Público, responsáveis diretos pela ação que obriga o município a eliminar as lombadas.
Mas ali os quebra-molas não são apenas necessários. São responsáveis pelo fim dos acidentes no local. Pouparam dezenas de vidas nos últimos anos. Mas agora estão sentido retirados. Sabe o que isto significa? A volta de lamentáveis ocorrências no local.
O Contorno Sul é uma rodovia. Uma rodovia que separa aqueles bairros da cidade. Quem trafega na estrada geralmente está em alta velocidade. Nem sempre respeita o semáforo. E aí não há tempo de se fazer nada…
Portanto, temos agora duas alternativas: a primeira, registrar a data da retirada dos quebra-molas e contar os dias para a volta dos acidentes. A segunda, instalar câmeras nos semáforos do Contorno Sul e placas informativas – com previsão de multas para avanço de sinal e velocidade acima do limite previsto para áreas onde há travessia de pedestres.
Detalhe, não há impedimento legal para tal medida. O Contorno Sul é de responsabilidade do município. Não é rodovia estadual, muito menos federal. Logo é questão de disposição política e eficiência.
Atualizado: Leia comentário de Angelo Rigon a respeito do assunto
Ronaldo, os quebra-molas poderiam ficar ali, sim, desde que a prefeitura readequasse altura e largura, conforme manda a lei. Infelizmente, a prefeitura ficou um ano enrolando (365 dias, incluída uma prorrogação) e agora que o prazo venceu e estão incorrendo em multa diária de R$ 1 mil apenas retirar, sem adequar, é mais rápido e menos custoso. Num país acostumado a desrespeitar leis, devemos cobrar governantes que fingem estar governando e não priorizam a vida do cidadão.
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Ronaldo, os quebra-molas poderiam ficar ali, sim, desde que a prefeitura readequasse altura e largura, conforme manda a lei. Infelizmente, a prefeitura ficou um ano enrolando (365 dias, incluída uma prorrogação) e agora que o prazo venceu e estão incorrendo em multa diária de R$ 1 mil apenas retirar, sem adequar, é mais rápido e menos custoso. Num país acostumado a desrespeitar leis, devemos cobrar governantes que fingem estar governando e não priorizam a vida do cidadão.