Blog do Ronaldo

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Uma noite para não esquecer jamais – o discurso

No post anterior expressei um pouco do que senti na noite da última quinta-feira. Atendendo os pedidos de alguns de meus alunos, vou reproduzir aqui o texto base do discurso. A parte inicial não está presente. Foi improvisada. Também acrescentei coisas ao longo da colação de grau. Mas as anotações ficaram nas folhas que levei para o teatro. E estas ficaram com o coordenador do curso. Ainda assim, a essência aqui. Com direito aos nomes de todos.

Confesso que estou ansioso com o impacto que minhas palavras vão causar em vocês. Vocês possuem um significado tão grande em minha vida que não me sinto capaz de traduzi-lo em palavras.

Imaginei que poderia começar recordando muito do que vivemos. Afinal, estivemos juntos desde o primeiro ano. Experimentamos muita coisa juntos. Pensei também em falar sobre o processo de formação da consciência. Seria legal nos despedirmos usando o Bakhtin. Mas optei por projetar o futuro, falar da nossa responsabilidade. Não como jornalistas, mas como cidadãos.

Em dezembro, no dia 16, senti no coração um vazio. Naquela noite, depois das nove horas, encerrei minha última atividade oficial com a turma de vocês. Era a banca da Maika e, quando disse a ela que estava aprovada e a abracei, senti que um ciclo havia terminado.

Horas antes, estava com a Polyanna. Quando me despedi dela, já me sentia despedindo de toda a turma.

Sabe Valdir, vocês formam a primeira turma que acompanhei desde o primeiro ano. Por isso, estou emocionado. Quando vejo vocês aqui, Lucas, reconheço que me auxiliaram a me descobrir educador.

Vi vocês, Rogério, se desenvolverem. Mais que isso, né Sidnéia, vi descobrirem que a academia pode ser mais que um espaço para a busca por conhecimentos. Mas eu também descobri, Fernando, que o prazer de ensinar é ainda maior quando a gente se envolve, quando se apaixona.

Vocês tiveram a chance de ver o mundo de uma outra forma. Não acredito que você Ana Paula, você Andréia, Carol, Fabiana… não acredito que vêem o mundo com os mesmos olhos. Certamente possuem uma visão mais crítica da sociedade e do quanto somos responsáveis pela construção um país melhor, mais justo e que promova a inclusão de todos.

Talvez não tenham aprendido todas as técnicas da profissão, mas provavelmente compreenderam que o jornalismo não se resume em pautas e execução de reportagens.

Mas, Giuliano, quando a gente olha para as contradições às vezes tem impressão que romper com a desigualdade, com a falta de ética… temos a impressão que isto não é possível. Acontece que nós, Mariana, temos o dever de nunca perder o sentido da vida e de nossa missão – não como jornalistas, mas como cidadãos. Por que, como repete nossa ilustre mestre, a professora Luzia, o exercício da cidadania é o que deve nortear nosso trabalho.

Não se trata apenas, Murilo, de discutir sobre política. Vai muito além. Os fenômenos sociais, Thabata, devem ser interpretados e experimentados sem alienação. Isso não se faz apenas quando se é jornalista, Natalia. A gente faz também quando reconhece que assistir ou ler um jornal não é o que nos torna informados, ou que nos faz participantes dos problemas da sociedade.

Pelo contrário, Milton. Cidadania se faz, cidadania se tem numa atitude ativa, questionadora. Como disse o colega que me antecedeu, não podemos nunca perder nossa capacidade de se indignar com a injustiça.

Nossas palavras, Fábio, não precisam ser apenas expressadas no jornalismo diário para contribuírem com as mudanças que sonhamos. Hoje, Dani; hoje, Erica, há espaços alternativos. Basta desejarmos, sairmos de nossa zona de conforto e darmos o primeiro passo.

Encontraremos barreiras? Claro que sim, Carlos. Quem se envolve, nem sempre é compreendido, Beto. Sabe Ronaldo, os heróis não se tornaram heróis porque vislumbravam ser reconhecidos. Se tornaram heróis, Rosangela, porque acreditaram na causa pela qual lutaram.

Não caríssimos… Não quero desafiá-los a serem heróis. Quero desafiá-los, Justini, a terem alma de heróis. Quero desafiá-los a perceberem que cada um pode e deve ocupar seu espaço no mundo, mas fazendo isso de maneira relevante.

Quem se deixa envolver pelo desânimo, quem perde a utopia, a crença, abdica mão da vida.

Hoje, vocês são diplomados como jornalistas. Alguns seguirão na profissão; alguns vão encontrar novos caminhos. Todos, porém, são cidadãos do mundo.

E, por isso, como cidadãos, jornalistas ou não, apenas digo: vivam com dignidade, ajudem a escrever a história. Que Deus os abençoe.

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Um dos prazeres de ter um blog

O blog hoje está meio abandonado. Mas nessa passadinha por aqui queria compartilhar uma coisa… Um dos motivos mais prazerosos de manter uma página online é perceber que alguns conteúdos produzidos se tornam referência para consulta, mesmo após meses de publicação.

Hoje, por exemplo, vi nas estatísticas que o texto “Para que serve o conhecimento?” foi lido por uma dezena de pessoas. Trata-se de uma discussão, feita em maio do ano passado, sobre o valor do conhecimento produzido dentro das universidades, mas que permanece isolado do mundo. Afinal, esta é a prática habitual de muitos pesquisadores. Gasta-se tempo, dinheiro, horas de esforço no estudo de um determinado tema para, após concluído, ficar guardado dentro dos departamentos das instituições de ensino. Ou seja, que valor esse conhecimento possuí para a sociedade?

Bem, mas o foco aqui não é voltar a tratar do assunto. É só mesmo ressaltar o prazer de refletir, escrever, compartilhar e saber que certas informações não se perdem.

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Anestesia, amizades, tempo, nossa vida

A amizade é uma das coisas mais preciosas que temos. Às vezes, escolhemos caminhos que nos fazem ter poucos amigos ou ter pouco tempo para eles. Em certas circunstâncias perdemos pessoas queridas simplesmente porque deixamos de alimentar o relacionamento. Creio que todos nós experimentamos isto em alguns momentos da vida. Em certas ocasiões me cobro por estar há tanto tempo sem falar com gente que amo e que guardo no coração.

Felizmente, a vida parece nos dar novas oportunidades. Elas aparecem nas atitudes de alguém ou mesmo num fato que nos inspira a mudar. Noutras situações, a vida nos presenteia e, sabe-se lá por qual razão, traz-nos de volta a chance de retomarmos o que havíamos perdido.

Ontem, me senti assim. Depois de cinco anos, reencontrei uma pessoa muito especial. Nosso contato nesses últimos tempos não foi sequer sombra do que vivemos em nossa amizade. Já havíamos passado por tudo o que bons amigos experimentam. Sorrimos juntos, choramos juntos, mas deixamos escapar essa amizade por nos envolvermos demais com nossos compromissos.

Entretanto, como disse, às vezes a vida nos presenteia com novas oportunidades. Quando por alguns segundos nos abraçamos, a impressão que tivemos era que o tempo não havia passado para nós. O mesmo carinho, respeito, admiração estavam lá bem guardados no coração, apenas esperando a oportunidade de serem revividos.

Depois de conversarmos por minutos que pareciam descolados do relógio, despedimo-nos com a certeza que amizades verdadeiras não morrem. Nas horas seguintes, recordei do texto publicado pela jornalista Eliane Brum no início da semana. Voltei a pensar no quanto perdemos pelo simples fato de abrirmos mão do controle, do gerenciamento de nosso tempo.

Os dias passam, os meses e anos se vão, a vida se esvai e não nos damos conta que invertemos as prioridades. Anestesiados por esta nova forma de viver, deixamos de sentir os gostos, as texturas, os cheiros e de nos relacionarmos. Como escreveu o pesquisador J. Hillman, este é o tempo de voltarmos a ter sensações reais, concretas. “Devolver a alma ao mundo significa conhecer as coisas. Ter relações íntimas, conhecimento carnal”.

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Para evitar o cancelamento, BrTurbo cobra R$ 3,90 por provedor

Desde que instalei banda larga em casa, acumulo histórias. A maioria, ruins. A última começou a se desenrolar domingo passado.

Meu modem pifou. O calor acabou com ele.

Um vizinho me arrumou um aparelho usado. Mas, obviamente, era preciso reconfigurá-lo.

Liguei pra o provedor. BrTurbo. Coisa simples. Apenas suporte técnico.

O primeiro problema: meu CPF não conferia. Depois de acertado, soube que os R$ 13,50 que pago por mês não incluíam assistência por telefone. Só online.

Mas como ter atendimento online se não tinha internet? Simples, era só pagar mais R$ 5,40/mês. Ah… e a cobrança não viria na conta telefônica, pois a fatura já estava fechada. Teria que seria boleto bancário ou cartão de crédito.

Pirei. Agradeci a “gentileza”, liguei para a Oi e contratei o provedor deles por R$ 8,90. Em cinco minutos, tudo resolvido.

Faltava cancelar o BrTurbo. Tarefa difícil. Só consegui ontem. E com muito custo.

A moça quase brigou comigo. Queria que eu continuasse com o provedor deles. Quando viu que estava decidido a encerrar o contrato, começou a baixar o preço. Reduziu para R$ 9,90. Respondi que não. Não pagaria dois provedores. Aí ela fez uma oferta maluca: R$ 3,90. Contrato vitalício. Ou seja, preço para todo sempre, amém.

No domingo, para ter suporte por telefone, o serviço estava ficando por quase R$ 20,00. E sem nenhuma negociação. Quatro dias depois, quando meu problema já estava resolvido, queriam manter-me como cliente pagando menos de R$ 4,00. Impressionante.

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Horário de verão: dias contados

Faz semanas que já venho fazendo as contas… Mas é bom ler: o horário de verão termina no próximo domingo. Ufa! É verdade que há suas vantagens, mas dá trabalho manter o fôlego acordando uma hora mais cedo.

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O blog da Dani

A jornalista e bióloga Dani Sgorlon agora é blogueira. Além de interagir com sua rede de amigos através do twitter, a bela e sempre simpática jornalista resolveu compartilhar seus textos na rede. Já li seus dois primeiros posts. Gostei. Até brinquei que são uma espécie de filosofia poética. O blog está na lista dos favoritos, mas também pode ser acessado por aqui.

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Na segunda, uma música

Quero compartilhar uma música maravilhosa de Amy Grant. A cantora americana é uma das mais premiadas artistas da música cristã contemporânea. Além de grande intérprete, é uma respeitada compositora.

A canção que escolhi é bastante conhecida, “Father’s Eyes”. Não revela toda a arte de Amy Grant. Há músicas ainda mais belas. Mas esta tem um significado especial pra mim.

Ela começa dizendo:

Eu posso não ser tudo o que mamãe sonhou pra sua garotinha
E meu rosto pode até não agradar a todo mundo
Mas, tudo bem. Enquanto eu puder por um desejo vou orar

E, ao falar dessa oração, revela que seu maior desejo é ouvir as pessoas dizerem:

Ela tem os olhos do Pai, os olhos de seu Pai.
Olhos que encontram o bem nas coisas, quando o bem não é evidente
Olhos que encontram um modo de ajudar, quando a ajuda não pode ser achada
Olhos cheios de compaixão, que enxergam toda dor
Conhece o que você está passando, e tem o mesmo sentimento.

Aqui, você assiste Amy Grant numa versão acústica – voz e violão.

Para conhecer mais sobre a cantora e compositora, acesse o site dela.

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De volta

As férias acabaram. Retorno nessa segunda-feira. Os dias de folga foram agradáveis. Deu pra renovar a disposição para o trabalho. Também estou com saudades. Saudade do trabalho e dos amigos. Eles fazem falta. E logo na volta vou apresentar as duas edições do jornal local da CBN. Meu amigo Gilson Aguiar, que me substituiu, tira mais alguns dias de férias. Com isso, vou comandar as edições da manhã e da tarde do CBN Maringá. Então, acabou a moleza… Estamos de volta!

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Preparativos para o retorno às aulas

Embora esteja em casa, oficialmente de férias, o dia foi de muito trabalho. As aulas começam só no dia 8 de fevereiro. Mas estou aproveitando para elaborar os planos de ensino, as atividades acadêmicas para este ano. E o desafio é grande. Assumo uma outra “cadeira”… Mesmo tendo familiaridade com o assunto – comunicação digital e internet -, desenvolver uma proposta para o ano inteiro não é tarefa simples. Ainda assim, é prazerosa. Gosto de descobrir temáticas, rever textos e reunir tudo para oferecer aos alunos. Não é fácil prever a reação deles, mas a ideia é sempre dar uma coerência ao conhecimento visando a formação universitária. E, como disse um colega quando fiz minha estreia como professor, com os anos aprendemos a “descartar o descartável e valorizar o que de fato é importante”.

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Mais de 400 mil visitas

Ando meio devagar por aqui… Não apenas por causa das férias, mas tenho atualizado pouco o blog. No twitter, nem tenho aparecido. Os twetts publicados são replicados do blog. Ainda assim, tenho notado que muitos amigos têm visitado nossas “casas” e deixado seus recados. Agradeço a todos. Mesmo. E de coração. Ah… prometo responder todo mundo ao longo da semana.

E por aqui, estou ainda mais feliz. Apesar de minhas idas e vindas, desânimos momentâneos, o blog passou hoje dos 400 mil visitantes. Show! Acho que este é um bom incentivo pra seguir com as atualizações, superar os desafios e continuar escrevendo.

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Na segunda, uma música

Não sei se vai se tornar uma rotina neste blog, mas espero trazer aqui todas as segundas-feiras uma música que seja significativa pra mim. Hoje, apresento uma banda cristã de rock formada por três irmãs. Rebecca, Alyssa e Lauren Barlow formam a Barlow Girl. Essas jovens têm várias canções belíssimas. Uma delas fala muito ao meu coração. Trata-se de Beatiful Ending. A música revela a tragédia que se tornou a vida humana tendo perdido Deus como referência de tudo. Aponta que nos esquecemos que não somos nós, mas Ele é quem faz o coração bater. E me encanta quando diz:

Então me diga
Qual é o nosso final?
Será que vai ser bonito
Tão bonito?
Será que a minha vida
Encontra o seu lado?

Creio que vale a pena ouvir. E caso queira refletir na poesia da música, aqui está disponível a letra original e sua tradução.

PS- Caso queira conhecer mais sobre o grupo, veja aqui. E aqui a música de maior sucesso da banda.

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Construindo o futuro

Ando meio sumido… Os textos, escassos. Clima de férias? Sim. E mais que isso. Considero os últimos dias de dezembro e os primeiros de janeiro essenciais para definir como essenciais para definir a vida ao longo de todo um ano. Verdade que é impossível prever tudo. Não dá sequer para traçar com exatidão como será a próxima semana. Os próximos 12 meses? Seria muita pretensão. Ainda assim, é tempo de avaliação. E nada melhor que permanecer introspectivo, ouvir mais que falar, sentir mais que tocar.

No último dia de 2009, postei no blog um texto com o título “2010. Somos nós que construímos”. Uma amiga elogiou a abordagem e apontou que se tratava de uma reflexão consciente para aquele momento. O melhor texto que tinha lido na passagem de ano. Achei exagerado, mas fiquei honrado com o comentário. O motivo é bastante simples: não adiante esperar que caia do céu o ano que desejamos. Nós temos o dever de torná-lo especial, único e de grandes conquistas.

Se notarmos, o que estamos vivendo hoje não é muito diferente do que experimentamos dias atrás quando ainda estávamos em 2009. Isto quer dizer que 2010 é apenas continuidade da vida que já tínhamos. O fato de encerrarmos um ano e iniciarmos outro significa mudança se ela acontecer dentro de nós. A diferença do calendário só se dá na prática se construirmos as mudanças que desejamos. Como havia dito no post, a passagem de ano é simbólica. Podemos tornar especiais os próximos dias do ano novo ou simplesmente repetir tudo que fizemos em 2009. A escolha é nossa.

Se nossa atitude em relação a 2010 for positiva, poderemos construir um ano marcante, transformador – para nós e para as pessoas que nos cercam. Não é o ano que nos presenteia com coisas boas. Somos nós os responsáveis por fazer de 2010 um ano espetacular. Esperar que 2010 nos traga vitórias, abrindo mão de lutar por elas, é abdicar da oportunidade que nos é dada de experimentar a vida plenamente.

Aprendi um pouco mais sobre isto nessa última semana. Passei alguns dias longe de tudo, numa fazenda. O proprietário é um produtor de soja. Fiquei admirado da loteria que ele vive a cada ano. De olho no tempo, esperando a chuva no tempo certo, a aposta por uma boa safra é milionária. Confesso que teria dificuldade para viver como vivem os agricultores. Eles prepararam a terra, plantam, cuidam da lavoura e aguardam… Aguardam pela água, pelo sol, pela temperatura adequada. Se um desses fatores não corresponder à expectativa, a colheita pode ser um fracasso.

Foi isso que aconteceu na safrinha (no meio do ano). Na região onde mora esse fazendeiro, ele e outros produtores tiveram prejuízo. Ficaram com dívidas. Muitas dívidas. Mas não desanimaram. Apostaram mais uma vez, trabalharam firme, o tempo tem colaborado e tudo leva a crer que a safra será recorde. Pude notar que não há agricultor pessimista. As contas serão pagas e novos projetos estão sendo feitos.

Por que isto? Simples. Ninguém está esperando apenas pelos céus. Eles sabem que são sujeitos da própria história. Se ficarem de olho no tempo e abrirem mão de fazerem a parte deles, a chuva poderá vir, o sol aparecer, mas a semente não irá germinar, as plantas não crescerão e o sucesso será apenas um sonho.

Compreendi com esses homens do campo as verdades do texto que postei no blog. Nós construímos o futuro. Então, o que estamos esperando?

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Clima de festas, férias…

Com exceção do comércio, nada mais está em ritmo intenso. Todo mundo em clima de férias… A maioria só esperando a hora de parar. Talvez por isto prefira o restante do ano. A loucura do dia a dia é muito mais divertida.

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Em ritmo lento

O blog está devagar, devagarinho… Peço desculpas aos leitores habituais. Estou avaliando o “editorial” da casa. É provável que mude algumas coisas nos próximos dias.

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Participar da vida ou vê-la passar?

Às vezes, uma ligação, um email, é suficiente para nos trazer recordações. Dias atrás comentei aqui a respeito de reflexões produzidas a partir de uma música. É mesmo assim. Coisas simples podem provocar nossa memória. Basta haver disposição para sentir.

Ontem, ao abrir a caixa de mensagens, encontrei um email que me deixou chocado. O conteúdo não precisa ser compartilhado. Mas os sentimentos gerados merecem ser “confidenciados”.

A pessoa que me escreveu é alguém especial. Vivemos uma amizade maravilhosa, bons momentos, lembranças que guardo no coração. Quando li o email, muitas dessas recordações vieram à mente. Fiz as contas… Nove anos. Este é o tempo que somos amigos.

Sinceramente, fiquei assustado. Não podem ser nove anos. Nove anos são mais de três mil e duzentos dias. Quase 80 mil horas. O que vivi neste período?

Sim, foram muitas coisas. Nesse período, me formei, tive minha segunda filha, mudei de emprego algumas vezes, fiz outros amigos… Mas ainda assim dá a impressão que tudo poderia ser vivido, resumido, em um ou dois anos. Talvez menos.

Isto me trouxe à memória uma crônica que li anos atrás. Nem vou tentar lembrar quando… É provável que não acerte.

O autor contava de um viajante que chegou a uma cidade desconhecida. Logo na entrada, ficava o cemitério. Entrou. Viu um túmulo, outro… E foi ficando intrigado. As pessoas ali morriam muito jovens. Que cidade era esta?

Todos tinham menos de 20 anos. Era impressionante. Na lápide de um túmulo podia identificar que não tinha vivido mais de três anos e sete meses. Noutra, não passava de cinco anos. Seria uma peste? Algum tipo de maldição?

Minutos depois, encontrou um senhor que cuidava do local. Após cumprimentá-lo, não resistiu e perguntou o que havia acontecido com aquelas pessoas. A resposta foi surpreendente. Naquela cidade, não se contavam os anos como noutros lugares. Cada um registrava a idade de acordo com os dias mais significativos, aqueles que proporcionavam emoções reais, verdadeiras. Somente os dias realmente vividos eram contados. Por isso, mesmo quem tinha muitos anos de idade, geralmente não passava dos 15 ou 20.

A crônica é só uma forma fictícia de falar sobre a vida. Porém, é reveladora. Quantos dias terei vivido nesses últimos nove anos? Se tivesse anotado apenas os momentos significativos, qual seria o resultado? Dessas quase 80 mil horas quantas não foram desperdiçadas?

É difícil responder. Mas certamente muito desse tempo se perdeu entre compromissos, preocupações ou pela rotina que nos leva a um automatismo em que atos se repetem, enquanto a vida escapa.

Qual é nossa escolha? Participar da vida ou vê-la passar?

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Por que insistimos naquilo que não nos faz bem?

No último domingo ouvi uma música que me fez pensar numa séria de coisas… E que motivou este texto. Por sinal, a arte deve ter esta função: emocionar, provocar, fazer-nos refletir. Do contrário, é apenas entretenimento. No caso das músicas, são significativas quando vão além do banal “estou a fim de você” ou “quero te beijar” e outras tantas frases feitas que se repetem em boa parte das músicas que tocam nas rádios.

A arte que emociona, provoca e nos faz refletir permite-me questionar até que ponto certas coisas valem a pena. Por que insistimos naquilo que não nos faz bem? O que motiva a persistir em projetos e até mesmo relacionamentos que só causam dor, sofrimento?

Dia desses recebi a ligação de uma ouvinte e leitora que me acompanha à distância, num dos estados do Nordeste do país. Ela estava arrasada. Queria um conselho. Estou longe de ter tal autoridade, mas, por causa do que tenho apresentado pela Rede Novo Tempo, ela me ligou. Precisava falar da angústia, da dor de um relacionamento que dura quase 15 anos.

O casal tem uma filha. A garota tem 12 anos. É apaixonada pelo pai. Entretanto, esse homem trai sua mulher há muitos anos. Já tem até outro filho, fruto de um relacionamento extraconjugal. Recentemente, ele começou a namorar outra garota. Essa esposa sabe de tudo, conhece a jovem, mas não consegue dizer para ele “acabou”.

Depois de ouvi-la se lamentar, perguntei:

- Você está feliz?

A resposta era obvia.

- Não, não estou feliz, disse do outro lado da linha.

Por isso questiono: por que insistimos naquilo que não nos faz bem? A resposta não é simples. Não é simples, porque a vida não é como somar “dois mais dois”. Não existe lógica nas emoções. E, no caso dos relacionamentos, nem sempre se consegue equação perfeita que resulta em felicidade, prazer, cumplicidade.

Vejo jovens, casais de namorados, que vivem se confrontando, mas não são capazes de se desgrudar. Parece haver uma química no conflito, no sofrimento, que os une. A dor serve de combustível para alimentar a relação. Chega-se ao ponto que a pessoa tem a impressão que não consegue viver sem aquilo. Isto é meio neurótico, mas plenamente explicável pela Psicanálise.

Este apego a coisas que não dão prazer também se aplica a outras situações. Tem gente que está sendo consumido pelo trabalho, por um chefe desumano, mas não consegue ver oportunidade além daquele emprego. O sujeito vai definhando, vive estressado, em alguns casos, chega a entrar em depressão, mas não rompe com o que lhe faz mal.

Há uma saída? Sim. Mas, por mais repetitivo que pareça, passa pelo se conhecer. Identificar que existe um problema, que há um sofrimento e que este pode ter um fim quando houver disposição para enfrentá-lo. E enfrentá-lo significa se abrir para um mundo novo, desconhecido e, por isso, tão assustador.

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É preciso aprender viver

A vida é mesmo cheia de surpresas e mistérios. Há momentos em que o mundo parece sorrir para você. Noutros, tudo perde o sentido. O curioso é que na maioria das vezes isto acontece dentro de nós. Está na nossa mente. Origina-se em nossa incapacidade de ver com outros olhos. Ficamos tão focados em nossas emoções que sequer percebemos que não somos o centro do universo.

Por que a ligação que não veio nos perturba tanto? Por que a resposta que não recebemos nos soa como uma rejeição? Por que o sorriso que não vimos nos lábios de alguém nos parece falta de amor? Por que a pressa do outro entendemos como desprezo? Por que temos que ouvir tantas vezes que somos amados?

Porque há momentos em que projetamos um universo irreal. Idealizamos as pessoas, nossos amores sob a perspectiva que temos. Queremos ver ou ouvir uma vez após outra que somos importantes, amados, desejados. O sofrimento nasce em nós nesse complexo mar de emoções que nem sempre podemos decifrar.

Sabe, embora a razão torne a resposta simples, nosso coração não aceita. Gostaríamos que as coisas fossem diferentes. Não queremos aceitar que as linhas que escrevemos nem sempre se assemelham à história real.

Mas, não seria maravilhoso se sempre o cantar dos pássaros fosse tão expressivo e pudéssemos ouvir música no ar? Afinal, há dias em que acordamos assim. Até o incômodo som do despertador parece um convite para dançar.

Entretanto, por razões que a própria razão desconhece, o mesmo som que nos entusiasma causa furor. Os mesmos estímulos que nos fazem amar também nos fazem odiar. O que causou sorrisos ontem, hoje despertam nossas lágrimas. Inexplicável a complexidade do nosso ser.

O que é mais lamentável é a tendência de sempre responsabilizarmos o outro, o mundo e até mesmo os céus por coisas que só dizem respeito a nós. É verdade que não entendemos este mar de emoções. Mas elas são nossas. Ninguém tem culpa do que acontece no coração. Então, por que nosso sofrimento nos faz roubar o prazer de quem é inocente?

Não são raras as vezes que nos fazemos de vítimas quando a vítima de fato é a outra pessoa. Aquela com o qual convivemos – nosso amigo, amiga, marido, mulher, namorada… Está ali, diante de nós, não sabe o que passa em nosso coração e a olhamos como se fosse a origem da dor que sentimos. Chegamos ao ponto de despejarmos nossas frustrações sobre ela apenas porque queremos que experimente o que estamos sentindo, descubra, sozinha, o queremos.

Eu concluo… A insegurança é uma das causas das nossas mudanças de humor. Parece ser preciso ser rodeado de carinhos, bajulações, sorrisos e inúmeros “eu te amo” para entendermos o quanto significamos na vida de alguém. O problema é que essa mesma insegurança, que nos mata aos poucos, corrói o sentimento que o outro tem por nós. As pessoas não se sentem bem ao lado de quem não sabe viver.

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Música, filosofia, Joss Stone

Por causa das críticas que faço à produção musical contemporânea, meus alunos sempre questionam o que gosto de ouvir. Ainda ontem, durante a aula de Estética da Comunicação, numa apresentação de trabalho, veio à tona a discussão sobre os sucessos dos anos 1990.

Talvez tenha sido a partir dessa época que a música iniciou um rompimento mais profundo com sua função filosófica. Afinal, as composições atuais não parecem ter capacidade de expressar a alma do artista e da sociedade. Ou até expressam, mas de maneira inversa – revelando uma sociedade desprovida de criticidade.

Entretanto, alguns artistas – ainda que dentro de um contexto de indústrial cultural – conseguem mostrar talento vocal, poético e síntese de um desejo contestador. É o caso de Joss Stone que esteve no Brasil esta semana para três shows (Rio, São Paulo e Porto Alegre; o último foi ontem na capital gaúcha).

Aqui sua nova música, Free Me.

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Vítima de furto

Nunca dei muita sorte com som no veículo. Por isso mesmo, quase sempre não instalo som nos meus carros. No penúltimo que tive, o dono me presenteou com um aparelho. Gentileza dele que me motivou a comprar auto-falantes e pagar a instalação. Quando fui trocá-lo, o vendedor da concessionária disse que poderia retirá-lo. Aproveitei para colocar no carro atual. Ontem, porém, fiquei sem o som.

Ao sair da faculdade, fui surpreendido pelo “buraco” no painel do veículo. Alguém fez o favor de abrir a porta, usar uma chave de fenda e remover o toca-cds. Felizmente, não arrombou a porta. Ficaram alguns riscos nas proximidades de onde estava o aparelho. Fiquei chateado… Mas para quem já teve até um carro furtado, a sensação já não é mais estranha.

Não registrei e nem vou registrar boletim de ocorrência. É perda de tempo. Só aumentam as estatísticas da Polícia. Nada mais. Os bandidos continuarão livres. E se forem presos, meu prejuízo não será ressarcido. Como não foi no caso do meu “saudoso” carro.

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Contrato com a OI: terei mais sorte agora?

No ano passado, sofri seis meses com a Brasil Telecom. Depois que contratei serviço de banda larga, quase enlouqueci. Cheguei a receber fatura superior a R$ 800,00. Felizmente, depois de muita luta, reclamações, registros no Procon, a situação contratual foi normalizada e passei a pagar um valor justo.

Justo é modo de dizer. A operadora nunca cobrou o contratado. Sempre paguei de R$ 3 a R$ 8 a mais que o acertado. Pelo histórico de problemas, paguei sem reclamar. Injusto, é claro. Afinal, imagine só quanto a empresa lucra a mais, mensalmente, cobrando esses pequenos “adicionais” de seus clientes? A conta é milionária.

Hoje, mudei o contrato com a operadora. Já não é mais Brasil Telecom. Agora é a OI. Os serviços são os mesmos. Mas pelo menos não há fidelidade de contrato. A empresa alega que posso rompê-lo quando bem entender. E sem multa.

Estou apreensivo, mas espero ter mais sucesso dessa vez.

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Ontem, hoje, amanhã

Por que planejamos tanto o futuro ignorando o presente? Nosso hoje é o amanhã de ontem. Ontem, pensávamos no que faríamos hoje. E agora desprezamos o hoje, porque estamos ocupados demais com o amanhã. Assim vivemos dia após dia abdicando da vida e do que de melhor ela nos proporciona.

Gostamos da vida, mas sempre achamos que o melhor ainda está por vir. Às vezes me pego projetando como serão meus dias quando aposentar. Imagino o que vou fazer. Penso na possibilidade de dormir até mais tarde, descansar após o almoço, encontrar amigos, ter mais tempo para ler, escrever… Quem sabe até o livro que alguns amigos andam sugerindo.

São planos, projetos. Não significa que a vida hoje seja ruim. Pelo contrário. Tem momentos maravilhosos. Mas o que está nos sonhos parece mais encantador.

Talvez você não pense tão distante como eu… Afinal, minha aposentadoria – se é que algum dia tenha coragem, de fato, de parar de trabalhar – está para daqui 25, 30 anos. Mas creio que também tem planos. Todos nós temos.

Meus filhos têm os deles. Sonham ser adultos. Acham que ser adulto é o máximo. Vão poder assistir os filmes que desejam, sair com os amigos, dirigir o próprio carro, terão a própria casa e não serão cobrados pelas toalhas que esquecem sobre a cama e nem pelos brinquedos espalhados pelo chão. Ah… e nem escutarão mais a mãe pedir que ajudem a lavar e secar as louças.

Essas pequenas coisas que hoje não incomodam os adultos parecem um peso na infância. Por isso, as crianças vêem o universo adulto com uma certa inveja. Eles querem conquistar o direito de tomarem as próprias decisões, almejam o dia em que serão livres. Liberdade que desconhecem. Mas que faz parte do imaginário infantil.

Hoje, muitos de nós gostaríamos de retornar aos nossos primeiros anos de vida. Naquele tempo não nos ocupávamos das responsabilidades que agora temos. Quando olhamos para trás tudo parece muito simples. Tínhamos, inclusive, alguém que decidia por nós. Sentíamo-nos seguros. Errar poderia custar alguma repreensão – quem sabe até umas palmadas -, mas nunca perdíamos tanto. Sempre havia alguém para ajuntar os “cacos”.

Quando me pego olhando demais para o amanhã, idealizando o futuro, procuro exercitar a razão. Confesso que não é fácil. Porém, tento recordar da infância e ver que no passado também plantei muitos sonhos. Projetei os dias de hoje. Acreditava que eles seriam os melhores da minha vida. Por isso, não posso perder a oportunidade. Se deixá-los escapar, meus dias terão passado vazios.

O hoje é o único momento que verdadeiramente me pertence. A infância, a adolescência, a juventude são lembranças; também não podem ser alcançadas. E o futuro… Ah, o futuro só será realmente bom se souber aproveitar o aqui e agora. Do contrário, viverei de lembranças e com as culpas de ter deixado a vida passar.

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Tudo abandonado

Fazia tempo que não deixava o blog durante horas com apenas o texto do “primeira leitura”. Entretanto, hoje está complicado. Além da correria habitual, tem uma série de coisas acontecendo que não tem me deixado postar. Até o twitter, que é rápido e fácil de atualizar, está abandonado.

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Calor escaldante…

Por causa do feriado, tive três dias de folga. Folga é jeito de dizer. Estava em casa, mas com um bocado de trabalho a minha espera. Ser professor tem dessas coisas. Aulas para preparar, trabalhos para ler e, nesse fim de semana, algumas monografias para corrigir. Ainda assim é bom estar em casa. O que desagradou foi o calor. Absurdo. Não tenho ideia de quantos graus o termômetro registrou. Sei apenas que estava – e está – quente demais. E a promessa para amanhã não é nada animadora. Deve chegar a 37 graus.

Então… direto da sauna, boa noite!
A gente se fala amanhã.

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Uma música – Celtic Woman

O tempo nos faz cada vez mais seletivos. Aos poucos, o gosto vai mudando. Na música, aquilo que apreciávamos deixamos de ouvir. Sons que rejeitávamos, passam a nos tocar profundamente. Abaixo compartilho a música título do último show de um dos grupos que mais gosto de ouvir, Celtic Woman.

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Entre colegas de profissão, um debate

Terça-feira participei de um debate sobre a espetacularização da notícia. Na mesa estavam dois colegas de profissão, Marcelo Bulgarelli e Alan Maschio.

Fiquei muito feliz por ter participado do evento. Primeiro, porque fez parte da Semana de Comunicação da Faculdade Maringá, instituição para qual trabalho. Segundo, porque os alunos foram os responsáveis pelo convite. E eles já toleram minhas aulas semanalmente. Então, era impossível não ficar satisfeito. Afinal, trata-se de uma espécie de reconhecimento pelo trabalho realizado. Entre tantos colegas de academia, optaram por me dar esta honra.
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Mas também gostei de ter dividido a mesa com o Bulgarelli e o Alan. O Bulga é velho conhecido. Não desfruto do convívio com ele, mas o admiro demais como ser humano e profissional. É o tipo de pessoa que a gente para para ouvir. Já o Alan é um jornalista que conheci um pouco melhor na terça-feira. Entretanto, me senti muito a vontade ao lado dele e espero reencontrá-lo noutras ocasiões.

Quanto à discussão que fizemos, creio que pudemos dar um toque de realidade a respeito do jornalismo. Entre o idealismo construído na academia e a prática do dia-a-dia existem diferenças básicas. Afinal, o jornalismo se constrói dentro de uma lógica de mercado. A notícia é um produto. E o jornalista, um trabalhador – como outro qualquer.
(Foto: José Luiz)

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A experiência de transmitir pela web

A sensação é diferente… Transmitir um jornal exclusivamente na internet é algo novo pra mim. Um problema ocorrido no transmissor da CBN Maringá nos tirou do ar. Optamos por fazer o jornal pela internet. Claro, o público é muito menor. Mas algumas pessoas estão nos ouvindo.

Lembrei de um vídeo recente que mostrei aos meus alunos. Tratava-se de um documentário sobre emissoras que transmitem exclusivamente pela internet. E com sucesso.

Entendo que esta é uma tendência. Sem necessidade de concessão pública, burocracia etc, as rádios pela web garantem um novo espaço de informação. Democratização da notícia? Nem tanto. Mas um canal alternativo, autêntico, de se fazer comunicação.

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Dia do Professor: uma breve reflexão

Nessa quinta-feira comemoramos o Dia do Professor. Não é feriado. Mas algumas escolas estarão fechadas. Outras, aproveitaram o feriado de segunda-feira e só voltaram às aulas nessa quarta-feira.

Lembro que, quando eu era criança, as turmas promoviam festinhas para os professores. Estudava em escola pública. Então, junto com os coleguinhas, comprávamos alguns refrigerantes, salgadinhos e cantávamos parabéns. Era nossa forma de homenagear o educador.

Recordo que tínhamos muito respeito pelos professores. Podíamos até não gostar de alguns deles, mas os víamos como autoridades. Cheguei a experimentar a necessidade de me colocar de pé todas as vezes que certos professores, coordenadores ou o diretor entravam na sala. Já era uma época em que nem todos cobravam tal atitude. Mas havia aqueles mais conservadores.

Confesso que sinto saudade daqueles anos. As lembranças me fazem sentir o gosto da infância. Ela parece voltar, ainda que apenas em imagens, guardadas na memória.

Mesmo sem saber muito bem o que representava ser um professor, já desejava me tornar um educador. Sempre tive prazer em estudar. Ter um bom desempenho era minha meta. Por isso, ainda que a vida tenha me levado por outros caminhos, nunca deixei de sonhar com a sala de aula.

Quando fui fazer jornalismo, já casado, com filhos, vislumbrei a chance de me manter na comunicação, mas aliar o prazer de dar aulas.

Hoje, me sinto um privilegiado. Mas o que vivo em sala de aula não é o mesmo experimentado por vários colegas, principalmente para aqueles que estão nas séries iniciais ou lidam com adolescentes em escolas da periferia.

O desrespeito ao professor se tornou uma rotina. A violência contra o educador deixou de ser apenas verbal. Não são raros os casos de agressão física. Muitos professores perderam a satisfação de dar aulas. É fácil ouvi-los reclamar. E hoje, não apenas dos salários defasados, insuficientes e pouco compensadores diante de tamanha responsabilidade.

Talvez por consequência de uma sociedade superficial, movida pelo espetáculo e em que o conhecimento é uma ausência, encontramos em sala vários alunos descompromissados, descomprometidos e desinteressados.

Diante de um quadro tão pouco motivador, o que dizer aos professores neste 15 de outubro? Não sei. Sei que muitos alimentam a crença de que a educação ainda é o único caminho para o desenvolvimento deste país. Eu diria mais. A educação é a chave que abre a porta da formação humana capaz de superar o individualismo e construir sujeitos preocupados com o bem-estar coletivo, empenhados em preservar a vida, o meio ambiente.

Entretanto, tem sobrado motivos para que professores percam a fé na educação. Por isso, quem sabe este dia seja uma oportunidade não para dizer: “parabéns professor”… Quem sabe seja uma nova chance de tirarmos a educação do discurso e a colocarmos como prioridade. Reconhecendo os problemas existentes, enfrentando-os e promovendo a transformação que tanto almejamos.

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Educação é compromisso social

Diariamente recebo quase uma dezena de emails de alunos. São perguntas, dúvidas, questionamentos diversos. Alguns pedem indicações de leitura para realização de trabalhos para outras disciplinas, apoio informal na elaboração de projetos e até monografias. Faço questão de atendê-los. Embora reconheça que nem sempre é fácil dar conta de tudo.

Entendo que o processo de aprendizagem se dá muito mais fora que dentro da sala de aula. Dia desses vi uma pesquisa que apontava as aulas na escola, colégio, faculdade etc responsáveis por 40% daquilo que o aluno aprende. Os outros 60% são adquiridos no contato direto com o professor, nas leituras e busca individual por conhecimento.

Por isso, creio que o papel do professor é auxiliar na aquisição desse conhecimento. Dentro e fora da academia. Quem se restringe ao trabalho em sala de aula, cumpre sua obrigação com a instituição para a qual trabalha. Mas não dá conta do seu compromisso social.

Entendo que o professor é educador em tempo integral. Mesmo que não ganhe para isso. E não ganha mesmo. A gestão da educação – pública e privada – tem uma visão restrita do ensino. Acredita que basta garantir infra-estrutura, professor e material didático para produzir o conhecimento. Não é assim.

Esta visão, na verdade, é responsável pela falência da educação. Em sala, temos professores desmotivados, alunos pouco comprometidos. Talvez isto ajude a explicar o fato de, numa pesquisa realizada em 57 países, estarmos na 52a posição no domínio da leitura. Vergonhoso.

Entretanto, ainda que reconheça que o problema existe e pouco se tem feito para mudar a visão e as ações práticas voltadas ao ensino e à pesquisa, creio que o professor deve assumir sua missão. Esta implica em viver a utopia diária de que é possível construir uma sociedade melhor, com cidadãos melhores, tendo como base a educação.

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Folclore em destaque na CBN

Gravei hoje o Questão de Classe da próxima semana. Procuro manter uma agenda tranquila. Por isso, antecipo bastante as gravações. Na próxima semana, vamos falar sobre folclore.

Tive uma bela aula neste início de tarde. Embora curioso e interessado em cultura, vi nitidamente quanto sou ignorante no tema. Mas esta é a riqueza da vida: o aprendizado.

PS- O programa de ontem foi sensacional. Vale ouvir. Em especial os pais e educadores.

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Antonio Meneses em Maringá

Maringá recebeu nessa quinta-feira Antonio Meneses. O músico é reconhecido mundialmente. Foi um presente para a cidade. Talvez tenha sido o momento mais significativo do Convite à Música nesses quatro anos do projeto. A secretária Flor Duarte estava felicíssima. Com toda razão. Além de ter Meneses em Maringá, pôde oferecer ao maringaense um espetáculo gratuito.

Ontem, Flor Duarte me ligou. Quis reforçar o convite para que eu participasse. Afinal, a vinda de Meneses nasceu no estúdio da CBN. Ela concedia entrevista ao Questão de Classe quando a questionei sobre sonhos futuros. Respondeu que seu momento mágico seria trazer o músico. A equipe da Secretaria de Cultura resolveu ajudá-la a realizar tal sonho. Deu certo. A Flor queria que eu participasse desse momento especial.

Mas não pude estar no teatro. Até gostaria de assistir a apresentação. Era chance única. Entretanto, não fui. Estava trabalhando. E trabalho ainda é algo que está no topo de minhas prioridades. Sou meio neurótico com responsabilidades. Não consigo relaxar enquanto tudo não está organizado, pronto. Posso deixar trabalho por fazer, mas nunca por ter sido displicente com minhas obrigações. Sei que é meio doentio. Um dia deixo este mundo e o trabalho fica… Quem sabe chegue o tempo em que consiga “deixar a vida me levar”.

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O segredo para ser bem atendido no banco

Ou se tem dinheiro ou se conhece alguém de dentro… De maneira simplória, poderia dizer que esse é o caminho para ser bem atendimento numa instituição financeira. Pelo menos, não conheço outra alternativa. Como me falta o primeiro recurso, percebo quanto o segundo é fundamental: conhecer algum funcionário.

Veja minha história… No ano passado, ao comprar um carro, precisava fazer o seguro. Era a primeira vez. Felizmente, conhecia o gerente e a jovem que cuidava do setor. Fui bem atendido, fizeram um desconto interessante, fechei o contrato.

Cá estou, um ano depois. O gerente foi transferido. A moça deixou o banco. E eu? Liguei para o 0800. Afinal, ninguém da agência sequer me deu um alô para perguntar: vamos renovar o seguro? E, detalhe, não consigo falar com o atual responsável.

Ainda lembro que, quando contratei a seguradora, fui informado que receberia um desconto na renovação. Logo, o valor pago ficaria menor. Por duas razões: o desconto e a depreciação do veículo. Esta era minha expectativa.

Após alguns minutos apertando números no aparelho de telefone,seguindo as orientações da mensagem eletrônica, consegui falar com uma atendente do 0800. Maravilha, pensei. Ela fez uma série de perguntas – daquelas mecanicamente memorizadas. Por fim, apresentou os valores. Quase tive um troço. Meu carro perdeu 15% do valor. Mas o seguro subiu 10%. Reclamei. Ela alegou que os cálculos foram revistos e não havia o que fazer. O melhor que podia me oferecer era parcelar em seis vezes juros.

Alternativa? Felizmente havia. Neste último ano, conheci por acaso alguém de outro banco que trabalha no setor de seguros. Liguei. O rapaz lembrou de mim. Foi gentil e prometeu fazer uma oferta irrecusável. Ela veio. O mesmo pacote oferecido pela seguradora atual, com mais algumas coberturas, e um valor 30% menor.

Estou trocando de empresa… Até o ano que vem. Torço pra que até lá ninguém mude de emprego ou seja transferido de agência.

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Confesso: sou dependente da web

Manter um blog não é tarefa fácil. Mas o mais difícil é lidar com o vício. Cada um tem o seu. O meu é o blog, a web. Não é novidade pra ninguém, que esta página é pessoal. Sem remuneração. Ou seja, não pode estar na lista de prioridades. As atualizações são feitas de acordo com a disponibilidade do zelador. Portanto, primeiro o trabalho; depois, o prazer.

Acontece que o prazer aqui deve ser entendido como vício, quase doença. Então, quando não dá tempo para escrever, fica a sensação de vazio, culpa. Parece que abandonei alguém, deixei alguma coisa para trás.

Hoje, por exemplo, o dia foi corrido. Preciso dar conta de uma série de coisas e ir para a faculdade. Quando já estava desligando o computador, frustrado, resolvi me atrasar mais um pouco e dialogar com você – ou com o nada – a fim de expurgar meus fantasmas e me sentir melhor.

Acho que agora já posso ir… Até.

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Eles estão lá, mas nasceram no meio de nós

Quando saia para almoçar, uma mulher me abordou. Ela queria dizer que leu um texto meu no jornal. Tratava-se de um desses artigos que escrevo com regularidade. Geralmente publico no blog, no Hoje Notícias e falo no programa que mantenho em rede nacional na Novo Tempo.

Felizmente, essa senhora não foi a única pessoa que já me procurou para falar sobre essas reflexões. Do contrário, estaria um tanto frustrado. Afinal, são nesses textos que revelo um pouco do que sou, do que penso e do que entendo ser essencial para termos uma vida melhor.

É prazeroso saber que alguém gasta alguns minutos refletindo sobre a existência, sua relação com o mundo, com a sociedade, o cuidado com os filhos etc etc. Isto, a partir de um texto que você escreveu. Mas isso não é o mais importante. Entendo esse tipo de atividade como uma contribuição efetiva para a construção de um ser humano com ideais mais nobres. É uma maneira de falar ao coração.

O exercício do jornalismo é apaixonante. Entretanto, penso que não é apenas a abordagem de questões políticas e econômicas que torna a profissão relevante. Pelo contrário. A história revela que o tal do quarto poder influencia a vida humana, mas faz pouco pelos homens.

Veja o caso da política. Muitos de nós perdemos a fé nos políticos. E com razão. No Brasil, por exemplo, a pressão exercida pela mídia tem efeito próximo de zero sobre muitos deles. O senador e ex-presidente José Sarney é um deles. Poucas vezes na história do país alguém foi alvo de uma campanha tão forte da mídia. Mesmo assim, segue no poder. Seus aliados garantem sustentação.

Mais curioso é ouvir de Sarney que não há motivos para se preocupar. As classes C, D e E não sabem o que é a crise. A afirmação parece uma forma de mostrar forças, nos afrontar e dizer “estou pouco me ‘lixando’ com vocês, jornalistas”.

Situações como essa nos levam a pensar que somos muito mais úteis à sociedade quando nos colocamos a serviço do ser humano. Quando refletimos sobre solidão, relacionamentos, consumismo, novas tecnologias, educação, pais e filhos etc mexemos com a vida das pessoas. Conseguimos resultados.

Quer dizer que devemos abandonar de vez a crítica ao poder político? Não. Mas é preciso reconhecer que muitas vezes a insistência em determinados temas apenas causam desgastes desnecessários, inclusive emocionais. Afinal, como disse o Sarney, as classes C, D e E não conhecem a crise. Ou seja, estamos numa campanha perdida, já que eles continuarão no poder.

Como mudar isto? Investindo no ser humano. Gente que consegue dar conta de seus conflitos, começa se encontrar como ser humano e passa a ver o mundo com outros olhos. Talvez aí esteja pronto para abandonar a crítica vazia e assumir, com sensibilidade social, uma posição equilibrada, ética, moral que o faça não aceitar mais conviver com gente do “tipo político”, mas que só está lá, porque nasceu aqui, no meio de nós.

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Twitter está atualizado e interativo

Tenho dito aqui que este blog tem sido utilizado para os textos mais elaborados. É o “efeito twitter”. Impossível não achar mais ágil e rápido postar usando a nova febre da rede. Tudo feito através de notas curtas, objetivas. Tem espaço para notícias da cidade, coisas pessoais, “diálogos” com amigos, alunos e seguidores. Por isso, sugiro aos leitores que acompanhem também o meu Twitter. Está atualizado e bastante interativo. Hoje, por exemplo, escrevi por lá quase 30 notas – muito disso já não está mais visível no blog.

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A música e alguns de seus efeitos

Gosto de música. Não de qualquer música. Até não tenho problemas quanto aos ritmos. Mas a ausência de uma linguagem musical rica, variada, letra criativa, me incomoda.

Numa das disciplinas que trabalho com meus alunos discuto a música sob a perspectiva estética. A gente fala muito sobre os valores musicais e sua importância como forma de refletir os valores da sociedade de uma época. Na sociedade contemporânea, é impossível não refletir sobre como as regras de mercado afetaram a produção artística.

Mas a questão da música vai além dessa coisa de ser boa ou não. Até por que há visões variadas a respeito do assunto. Tem gostos e gostos. O que me parece importante é perceber nesta arte uma ferramenta não apenas para expressar nossos sentimentos e até para filosofar. A música é um instrumento poderoso para amenizar a dor, o sofrimento das pessoas.

Cada vez mais estudos apontam que tal arte ajuda na recuperação de doentes, desperta nas pessoas o desejo de voltarem a sorrir, reduz os níveis de estresse, tranquiliza, combate a ansiedade. O detalhe é que não é qualquer tipo de música. Muito disso que anda tocando nas rádios e nos equipamentos de sons dos carros que circulam pelas cidades tem efeito inverso – geralmente alienante.

PS- Por sinal, por que quem toca músicas em alto volume sempre tem gosto duvidoso?

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Um novo blog

O Wilians Zanchim entrou para a blogosfera. Ele é de Sarandi e está disposto a discutir assuntos daquela cidade e da região. Acesse aqui e também pelo link que está no Favoritos.

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A gripe nos deu um susto

Meu fim de semana foi tenso. A esposa passou mal. Muita gripe. Tive de levá-la ao hospital, sábado à noite. Embora tenha sido medicada, notei que o procedimento padrão não é pedir exame para Gripe A. Ela reunia a maioria das características da doença – febre repentina, fortes dores de cabeça e em todo corpo, tinha calafrios, estava sentindo muito cansaço e nenhum muco. Mas, hoje, isso pouco importa. Ela está melhor. E a vida segue…

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Um imperativo: saia do automático

Há dias mantenho num balcão de minha casa uma revista. Ela está lá, sem abrir. A publicação tem uma linha editorial que não desperta meu interesse. Mas na capa tem a chamada para uma reportagem que leio todos os dias. É como se fosse uma frase a ser lembrada. Um alerta. Diz assim: “Saia do automático para encher a vida de alegria”.

Não li o texto interno da revista. Para mim, essa frase já basta. Ela é mais importante que qualquer dica. Ela é imperativa: “saia do automático”. A chamadinha da capa me diz que, se quero encher meus dias de alegria, preciso romper com o jeito automático de viver.

A frase está lá. Eu a vejo todos os dias. Pelo menos duas ou três vezes. Nesta semana, essa mensagem é significativa demais. Estou carregando um peso enorme por que de forma inesperada surgiu um novo desafio profissional que há muito tempo venho esperando. Entretanto, não vejo como equilibrar o sonho de “sair do automático” e assumir mais um compromisso. Ou dou conta do que estou fazendo ou aceito a proposta e me torno um robô.

Gosto demais de ser desafiado. Queria fazer muito mais do que faço. Queria escrever mais textos a cada dia, ler mais livros, estudar mais, descobrir novas coisas, dominar outros assuntos, dar mais aulas, orientar mais alunos, estar mais presente no dia-a-dia da CBN… Queria mais. No entanto, esbarro no tempo, no relógio, nas limitações físicas, no compromisso com a vida, com a família e na responsabilidade que tenho com as pessoas que esperam meu comprometimento profissional.

Busco acertar. E acertar passa pela tentativa diária de atender o imperativo: “saia do automático”. É uma escolha. Uma opção que tem custos. Mais que financeiros. Entretanto, acredito nas compensações. A recompensa de encher a vida de alegria é a mais esperada. Viver feliz é o que sonhamos. É o que dá sentido a nossa existência.

O trabalho, os compromissos profissionais, a realização de projetos de toda ordem fazem bem ao espírito. É bom se sentir útil. A gente gosta de saber que nossas habilidades são valorizadas. Afinal, também buscamos reconhecimento. Essa busca vem de uma necessidade intrínseca ao ser humano. Queremos ser amados, admirados, desejados.

Mas, ainda que tudo isso faça um bem enorme ao coração, é insuficiente para “encher a vida de alegria”. A longo prazo, os compromissos vão corroendo nossa existência. Aos poucos, o sentimento é de solidão, abandono. É como se fossemos programados para nos relacionar, para ter momentos de lazer, descanso, diversão – sem esquecer de cuidar da espiritualidade. Por isso, há momentos em que há necessidade de frear, dizer não, cuidar da agenda a fim de garantir tempo para viver outras emoções.

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O tempo não me agrada nenhum pouco

Dou uma olhada no Simepar e só vejo chuva – até quinta-feira. Tudo bem, a chuva é necessária. Tem gente que gosta desse clima frio, úmido, cinzento. Tem gosto pra tudo. Eu não curto nenhum pouco. Afeta meu humor, que já não é grande coisa. E hoje retorno às aulas. A rotina da faculdade será puxada neste semestre. Correria total. Horário cheio, mais orientações. Mas é animador saber que vou reencontrar meus alunos. É bom estar com eles. Eles nos mantêm atualizados, além de desafiar-nos a buscar mais e mais conhecimento.

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É impressionante

As novas ferramentas tecnológicas são surpreendentes. Hoje estava refletindo sobre a relação Blog X Twitter e concluia que esta nova mania na rede está aos poucos minando os blogs. A gente começa a escrever nos blogs apenas os textos mais elaborados – aqueles que necessitam de um espaço maior para ser desenvolvidos. Encontrei um texto inclusive que falava sobre a morte dos blogs e um dos "profetas" dizia ter trocado seu blog pelo Posterous, um serviço ainda pouco conhecido por aqui (todo em inglês). Pois bem, resolvi testá-la. E aqui está um post escrito para o Posterous, replicado no Blog do Ronaldo (WordPress), no Twitter e em minha conta no Facebook. Demais!

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Livros, escritores e Fani Pacheco

Fani Pacheco está lançando seu livro. É uma obra autobiográfica. Pra quem não lembra, Fani é uma ex-BBB. E o livro dela tem o título “Diário Secreto de uma Ex-BBB: A história é minha, conto pra quem eu quiser!”. O lançamento será no Rio no próximo dia 28.

Não tenho aqui a pretensão de falar sobre o livro. Ele logo chega às livrarias e, quem estiver interessado em ler sobre a garota, poderá encontrá-lo. Na verdade, já se sabe que a obra terá várias histórias picantes por conta das experiências sexuais da jovem. Também apresentará fotos nuas e semi-nuas.

Resolvi escrever sobre a Fani por outro motivo. Estava pensando em livros, leitura, textos e, quando navegava pelo site da Veja, esbarrei numa nota a respeito do livro. Fiquei pensando: quem é o escritor de hoje?

Eu gosto de escrever. Às vezes, chego a alimentar o sonho de organizar um livro, preparar uma obra como resultado de algumas coisas que pesquiso e discuto em meu dia-a-dia. Não sou nenhum Machado de Assis e ainda estou longe da habilidade e riqueza de um João Ubaldo, mas me parece um desafio interessante reunir reflexões sobre a vida, a sociedade, nosso contato e busca por Deus.

Mas sempre que penso em livros fico imaginando o que torna alguém um escritor. Leio entrevistas e textos sobre os mais diversos autores. Fico admirando a riqueza do pensamento deles, a capacidade de ousar, surpreender. Sinto-me pequeno diante deles. Contudo, a Fani Pacheco agora é escritora. Terá um livro. Uma obra com direito a orelha escrita por Pedro Bial. Então, o que mais posso dizer?

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Nossa eterna busca pela felicidade

Recebi hoje na CBN uma pessoa muito querida. Convidei-a para falar sobre a nossa eterna busca pela felicidade. Este será o tema do Questão de Classe da próxima quinta-feira. Isla Gonçalves, palestrante, psicóloga, economista, mestre em Psicologia Organizacional, foi a entrevistada.

Conheço Isla há alguns anos. Talvez uns 10. Já conversamos em muitas ocasiões, principalmente quando ainda comandava um programa chamado Opinião, na Novo Tempo FM. Foi lá que a entrevistei pela primeira vez e tive a chance de conhecer um pouco do que ela pensa a respeito de felicidade.

Dia desses reencontrei a Isla no colégio onde estudam meus filhos. Foi desse encontro que nasceu a agenda do papo que vai ao ar quinta-feira, às 19h.

Bem, mas e a felicidade? Ser feliz é algo que todos querem. Está na nossa natureza. Entretanto, como ser feliz? Eu tenho uma primeira hipótese: fazemos pouco esta pergunta. Se a repetíssemos para nós mesmos quem sabe começaríamos a caminhar em direção à resposta.

Acontece que temos uma ideia equivocada de felicidade. Olhamos ao nosso redor, encontramos modelos de uma suposta felicidade e focamos nossa vida em busca desse alvo. Passamos a correr atrás da felicidade. E quanto mais a buscamos, mais ela foge de nós. Por quê? Porque a felicidade não está em coisas que se pode conquistar. Ela é, primeiro, um estado de espírito.

São felizes aqueles que estão satisfeitos consigo mesmos. Não há felicidade no sucesso financeiro, no carro novo, na mansão construída num belo condomínio, na relação com uma mulher gostosona ou num homem bonitão e bem-sucedido. Claro, tudo isto proporciona prazer. Mas não é determinante para ser feliz.

No programa que gravei hoje à tarde, a Isla deu algumas dicas importantes: a felicidade se encontra quando a pessoa se sente produtiva, tem e valoriza a família, cuida de si mesmo (da saúde, por exemplo), mantém uma vida social (de qualidade). Outro detalhe fundamental, investe na espiritualidade.

PS- Já refleti noutras ocasiões sobre felicidade. Disponibilizo o link de três textos sobre o assunto. Aqui, aqui e aqui.

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Superando muralhas construídas ao redor do coração

Descobri que 20 de julho era Dia do Amigo no início da manhã desta segunda-feira. Quando chegava ao prédio onde trabalho, as zeladoras falavam sobre amizade e me dirigiram um breve comentário a respeito do tema. Sabia que existia tal comemoração, mas nunca marquei a data. Ter amigos é algo que prezo e busco, contudo vivo intensamente as contradições do mundo contemporâneo – onde é mais fácil relacionar-se com muitos que viver intensamente um contato afetivo profundo e verdadeiro.

Já escrevi aqui noutros ocasiões a respeito desse nosso jeito maluco de passar pela vida. Estamos próximos, porém, sozinhos. Temos perdido nossas horas, nossos dias diante da tela de um computador. Mesmo o uso habitual do telefone pouco ajuda na construção de sinceras amizades. Isto tudo corrói nosso coração e nos transforma em homens e mulheres de gelo. Na verdade, nossa natureza egoísta acaba se revelando de maneira cruel e a maior vítima é o próprio indivíduo que se esconde atrás das máscaras que utiliza para sobreviver.

Ser humano significa ser sensível. Permitir as emoções, revelar-se, mostrar o que vai dentro do peito são atividades inerentes ao homem. No entanto, a rotina do dia-a-dia, o pouco tempo, a competição, a necessidade de se proteger ou preservar-se nos transformam em quase-máquinas. Sinto-me assim em alguns momentos. Sinto-me numa roda viva em que tudo acontece no automático. É como se estivesse fazendo as mesmas coisas todos os dias e fosse incapaz de sentir emoções.

Às vezes temo repetir o enredo do filme Click, onde o personagem só percebe que perdeu tudo o que mais amava e passou pela vida sem experimentar relações reais quando estava velho e perto da morte. Felizmente, ele teve uma nova chance para recomeçar. Nós não temos. A vida longe das telas do cinema é única e só temos o aqui e agora.

Este Dia do Amigo me fez pensar um pouco mais nisto. Sei que esta reflexão talvez não seja extensiva a todo mundo. Tem gente que sabe driblar seus medos, a timidez e outros tantos sentimentos que criam barreiras para a construção de relacionamentos reais. Essas pessoas, muitas vezes, são capazes até mesmo de estender a mão e colaborar para que outros descubram o poder de uma boa amizade. Ainda assim, compartilho aqui algumas de minhas divagações… Quem sabe para ajudar a mim mesmo. Ou alguém que mesmo distante também carece superar as muralhas que construiu ao redor do coração.

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Entrando no ritmo normal de trabalho

Fiquei mais de uma semana sem postar por aqui. Estava de “férias”. O férias ganha aspas por um motivo simples: uma semana sem trabalhar não dá para considerar férias. Geralmente se tem tanta coisa pra fazer que num período tão curto a gente gasta as horas para botar a casa em ordem.

No meu caso, para não cair nessa “armadilha”, optei por aproveitar intensamente a folga. Depois de rever meus pais, sumi do mapa com a família – sem direito a internet e telefone celular. Nenhum contato com o mundo.

Por conta da tentativa de aproveitar todo o tempo, fiquei sem escrever no blog e no twitter. Mas estamos de volta. Ontem, já coloquei nesse espaço o resumo das revistas e, hoje, algumas outras informações. Aos poucos, vamos entrando no ritmo.

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O som que invade nossos ouvidos

ipod_originalQuando ando pelas ruas não presto muita atenção nas pessoas. Caminho sempre envolto em meus pensamentos e quase não noto o que se passa a minha volta. Mas de uns dias pra cá, tenho observado que para os poucos rostos que olho, há um fone de ouvido conectado ao ouvido. Claro, usar aparelhos de MP3, 4, 5… ipod… não é novidade. Por sinal, nas lojas de eletrônicos encontramos modelos cada vez mais baratos e modernos.

Também já vi vários textos questionando o uso abusivo desses aparelhinhos. Eles vão deixar esse pessoal com problemas auditivos. Todo mundo surdo por causa do excesso de som. Não somos dotados de mecanismos que resistam a tanto barulho.

Contudo, hoje me chamou atenção uma garota que compartilhou comigo o elevador. Ela parecia carregar duas caixas de som nos ouvidos. Talvez a jovem não tenha notado. Eu ouvi Michael Jackson como se estivesse num animado salão de festa. Não posso dizer que me senti desrespeitado (até gosto da música que tocava…). Mas confesso que me sentiria muito mais confortável se o ambiente não tivesse sido invadido pelo som alto do aparelho que a moça carregava em seus ouvidos.

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Algumas lições de Marley e eu

Nesse fim de semana escolhemos ver Marley e eu. Este foi o filme do sábado à noite. Embora goste demais de filmes, quase não consigo tempo para assisti-los. Então, é normal ver depois algo que todo mundo já viu. Mas, neste caso, acho que não estou tão atrasado assim.

Voltando ao tema… Marley e eu tem uma boa história. Daquelas que emocionam a gente por mostrar a vida sem glamour. Tem a cumplicidade e as crises de um casal, as incertezas do dia-a-dia, as dúvidas sobre o futuro, a eterna insatisfação humana, a vontade de acertar, mas principalmente o compromisso entre um homem e uma mulher, dispostos a abrir mão de muita coisa para manter a família.

John Grogan
, personagem principal da obra, é um bom jornalista. Vive seus dilemas, mas com uma disposição de dar inveja. O filme conta a história sob a perspectiva dele tendo como contraponto um cão labrador que muda a vida de Grogan, da mulher e, depois, dos filhos. A história deles poderia ser a história de muitos de nós… Com a diferença que Grogan soube expor a vida pessoal e sua família de maneira sublime.

Isto me fez refletir bastante. Tenho uma enorme dificuldade para lidar com a exposição. Sempre evito me mostrar e, quando abro janelas na minha vida pessoal, tenho a impressão de ter sido desastroso. O blog é uma tentativa de algo mais intimista, um diálogo mais pessoal. Contudo, noto que ele está longe disso. Misturo notícias com comentários, reflexões e um pouco da minha vida. Nem sempre sinto estar sendo totalmente autêntico – talvez por timidez ou por necessidade de ter tudo sob controle.

Por sinal, a grande pergunta que acaba surgindo é: tenho necessidade disto? Preciso me expor mais? Objetivamente, não sei responder. Talvez por me propor a fazer um blog que não é de notícias, negócios etc, um pouco mais do que realmente sou me aproximaria mais dos leitores. Entretanto, ainda preciso aprender a lidar com isto. Parece-me que a obra de Grogan pode ser um passo em direção a esta minha busca incessante por respostas…

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A notícia, a verdade e as redes sociais

Já falei neste espaço, noutras ocasiões, sobre a internet e, principalmente, a respeito dos crimes cometidos na web. As chamadas redes sociais têm transformado o mundo das comunicações e a vida das pessoas. Ainda esta semana vi a informação: – Os brasileiros com web passam 32,5 horas semanais conectados, contra 9,8 horas em frente à TV. Isto é muito significativo. Mostra que a internet não apenas faz parte da vida das pessoas, mas tem se tornado a principal ferramenta de trabalho e lazer.

As chamadas redes sociais aproximam as pessoas, vencem barreiras geográficas e promovem revoluções. Basta notar o que ocorreu no Irã nessas últimas semanas. Por meio do Twitter, o mundo pôde saber das suspeitas de fraude nas eleições presidenciais e da violência contra manifestantes – inclusive com a morte de uma jovem. O Twitter foi tão essencial ao processo que até mesmo uma atualização técnica programada foi cancelada a pedido do governo americano com a finalidade de permitir que as pessoas pudessem continuar expondo ao mundo o que estava ocorrendo no Irã.

Hoje, dar notícia não é uma atribuição exclusiva da imprensa. Podemos até dizer que tudo agora é imprensa. A circulação de informações se dá em todos os lugares. Além dos veículos tradicionais – rádios, jornais, revistas, televisão -, os fatos se tornam públicos por meio dos blogs, do Twitter, Facebook, Orkut e mensagens pelo celular. Todos podem produzir conteúdo. Ninguém mais é dono da notícia. Isto democratiza e rompe com o monopólio das comunicações. Contudo, identificar a origem das informações é tarefa quase impossível.

Um texto que publico agora pode ser replicado pelo mundo afora. Pode parar noutros blogs, noutros jornais e até ganhar títulos e autores diferentes. Nossos princípios éticos e a legislação vigente apontariam que tal prática é criminosa, é plágio. Entretanto, como controlar aquilo que noticiamos? Já vi textos meus em páginas desconhecidas – em outras, respeitadas -, mas que nunca obtiveram autorização minha para serem reproduzidos. É verdade que isso não me incomoda. Mas, e se meu texto ganhasse um novo autor? Ou se fosse publicado fora de contexto?

As redes sociais permitem que isso aconteça. Favorecem ainda a divulgação mentirosa, a falsa notícia, a calúnia, a difamação pública de pessoas etc. Por essas páginas na web, como citou nesta quinta-feira o jornalista Paulo Nogueira, ficamos sabendo da “morte” de celebridades como Britney Spears e George Clooney. Eles continuam vivos – e esse tipo de prática também. Pior, os responsáveis por esses crimes dificilmente sofrem punição.

O que nos resta? Reconhecer esse novo fenômeno tecnológico de enorme impacto social. Identificar seus limites e, fundamentalmente, filtrar aquilo que chega até nós. Afinal, continuaremos convivendo com verdades e mentiras.

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O preço de nossas escolhas

Na minha atividade como professor, ouço todo tipo de coisa. Desde alunos que falam frases de efeito para ganhar nossa confiança até reclamações das mais variadas pela “rotina maçante” da vida acadêmica. Não tenho problemas com isso. Não fico frustrado e nem me sinto culpado pela lista de exigências que apresento aos alunos.

Fui estudante em circunstâncias difíceis. Durante boa parte da minha vida, conciliei trabalho e escola. Foi assim no Ensino Fundamental, depois no então Segundo Grau. Quando cursei a faculdade e fiz especialização, já estava casado, tinha filhos… Ainda assim, posso me orgulhar de ter feito o melhor. Por isso, conheço onde cada um deles pode chegar.

Mas este comentário não é para falar de mim. Cada pessoa tem suas prioridades e sabe de seus limites e possibilidades. Meu objetivo é chamar atenção para o preço que temos a pagar por nossas escolhas.

Quando alguém se dispõe a alcançar um objetivo deve entender que outras coisas deixarão de ser feitas. Ninguém consegue dar conta, de maneira satisfatória, das inúmeras atividades acadêmicas sem abrir mão de alguns prazeres. Será preciso perder horas de sono, ficar finais de semana em casa diante do computador e até mesmo deixar de curtir férias. Não tem jeito. É o custo de uma escolha. Pode até não ser o que se sonhava… Afinal, queremos realizar nossos sonhos sem ter de abandonar certos prazeres. Mas isso não é possível. O bom desempenho acadêmico requer desprendimento, empenho, horas de dedicação.

Na verdade, o preço pago pelo estudante que sonha se diferenciar, conseguir mais que o canudo, é o mesmo que se cobra do profissional que deseja alcançar mais que um salário no fim do mês. O custo é semelhante ao que se tem pagar para ter filhos educados, uma família feliz. Ninguém consegue ter tudo ao mesmo tempo. O tal do equilíbrio não existe. Quem busca ter tudo apenas se confunde e não vive intensamente absolutamente nada. Sempre ficará em dívida com a balança da vida.

Por sinal, essa história de equilíbrio, esse discurso de que devemos equilibrar as coisas é uma grande mentira. Equilíbrio não é dar a mesma atenção a tudo que fazemos. Se alguém dedicar o mesmo tempo que concede a cada coisa que faz em sua rotina, certamente faltará tempo em seu dia ou não fará nada que preste. O equilíbrio é um estado emocional. É reconhecer que se a gente quer o sucesso profissional, a vida pessoal terá de sofrer perdas. Ou o inverso… Reconhecer que se a família é o mais importante, teremos de conviver com menos dinheiro e menos reconhecimento profissional. Equilíbrio é ter a capacidade de reconhecer esses limites e viver em paz.

Isso vale para nossos alunos. Equilíbrio é ficar em paz sabendo que, na vida acadêmica, ou se tem desempenho ou tempo para os prazeres da vida pessoal.

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A gente se perde na tela do computador

Nesta semana fiz uma rápida confidência no Twitter. Foi espontânea. Depois de publicá-la, comecei a refletir sobre o que havia acabado de escrever.

- Às vezes fico tanto tempo com os olhos fixos na tela do computador que tenho a impressão de estar desconectado do mundo…

Essa foi a frase. E ela retrata uma grande verdade. Uma verdade que está ligada a minha existência.

Nunca parei para pensar em quantas horas fico olhando para a tela do computador. Mas certamente gasto mais tempo fixado no monitor que olhando para outra coisa qualquer. Nenhum rosto, nenhum ambiente, coisa alguma recebe de meus olhos – e meu cérebro – mais atenção.

computadorGeralmente me conecto com o mundo virtual por volta das 7h30. Passo, portanto, no mínimo quatro horas e meia fixado na tela do computador. Isto só no período da manhã. Durante à tarde, são pelo menos outras três horas. À noite, muitas vezes também tenho a companhia de um computador.

Esta rotina não é privilégio meu. Minha realidade é semelhante a de milhões de pessoas. São pessoas iguais a mim que vêem o mundo pela tela do computador e nela estão ligados num universo que não se pode tocar.

Entretanto, o que acontece ao meu lado enquanto meus olhos estão fixos no monitor? Você já parou pra pensar? Essa pergunta ainda está martelando em minha mente. Certamente tenho deixado de ver muita coisa que se faz no mundo real. Deixo de ouvir coisas, de falar outras, de ver gente, de sorrir com o sorriso de pessoas que amo, de chorar o choro de alguém que precisa de ajuda.

O mundo virtual tem se tornado a minha realidade. Vejo o mundo e o que nele acontece pela tela do computador. Mas quem pode assegurar que o que vejo é mais importante do que aquilo que acontece ao meu lado?

A vida real é passageira. Cada hora diante dessa tela é uma hora não vivida. Semelhante a outros milhões de internautas, minha existência parece ganhar sentido enquanto meus olhos percorrem pelos textos, imagens e sons que desfilam na tela do computador. No entanto, o que minha vida significa quando a máquina é desligada?

Imagem: ECS

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Jovens são principais usuários do Twitter

Completei hoje mil atualizações no Twitter. Descobri essa rede no ano passado, mas só abri uma conta meses atrás. Desde então, só vejo crescer o número de pessoas que participam da rede. É impressionante.

Uma pesquisa publicada sobre o uso do Twitter no Brasil revela que os paranaenses ocupam a quarta posição no ranking da rede. São Paulo responde por 43,53%. O Paraná, 7,72%. O Rio é o segundo (13,5%), Minas o terceiro (10,08%).

Os homens são a maioria dos usuários. Cerca de 55,71%. As mulheres, 42,44%. Por enquanto, as empresas ainda não descobriram a importância da ferramenta. Elas representam apenas 1,85% dos usuários.

Outro aspecto curioso, mas que só confirma aquilo que muita gente já sabe, os jovens são os principais frequentadores da rede social. Se somarmos as faixas etárias abaixo de 30 anos, dá mais de 80%. Ou seja, a idade é determinante no uso das ferramentas tecnológicas de comunicação. Claro, existe o fator “ocupação”. Pessoas mais maduras tendem a ter mais compromissos – logo, menos tempo para navegarem na internet. Contudo, observa-se que o público mais jovem descobre e rapidamente, sem preconceitos, se adapta às novas tecnologias.

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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