Blog do Ronaldo

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Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Vítima de furto

Nunca dei muita sorte com som no veículo. Por isso mesmo, quase sempre não instalo som nos meus carros. No penúltimo que tive, o dono me presenteou com um aparelho. Gentileza dele que me motivou a comprar auto-falantes e pagar a instalação. Quando fui trocá-lo, o vendedor da concessionária disse que poderia retirá-lo. Aproveitei para colocar no carro atual. Ontem, porém, fiquei sem o som.

Ao sair da faculdade, fui surpreendido pelo “buraco” no painel do veículo. Alguém fez o favor de abrir a porta, usar uma chave de fenda e remover o toca-cds. Felizmente, não arrombou a porta. Ficaram alguns riscos nas proximidades de onde estava o aparelho. Fiquei chateado… Mas para quem já teve até um carro furtado, a sensação já não é mais estranha.

Não registrei e nem vou registrar boletim de ocorrência. É perda de tempo. Só aumentam as estatísticas da Polícia. Nada mais. Os bandidos continuarão livres. E se forem presos, meu prejuízo não será ressarcido. Como não foi no caso do meu “saudoso” carro.

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Contrato com a OI: terei mais sorte agora?

No ano passado, sofri seis meses com a Brasil Telecom. Depois que contratei serviço de banda larga, quase enlouqueci. Cheguei a receber fatura superior a R$ 800,00. Felizmente, depois de muita luta, reclamações, registros no Procon, a situação contratual foi normalizada e passei a pagar um valor justo.

Justo é modo de dizer. A operadora nunca cobrou o contratado. Sempre paguei de R$ 3 a R$ 8 a mais que o acertado. Pelo histórico de problemas, paguei sem reclamar. Injusto, é claro. Afinal, imagine só quanto a empresa lucra a mais, mensalmente, cobrando esses pequenos “adicionais” de seus clientes? A conta é milionária.

Hoje, mudei o contrato com a operadora. Já não é mais Brasil Telecom. Agora é a OI. Os serviços são os mesmos. Mas pelo menos não há fidelidade de contrato. A empresa alega que posso rompê-lo quando bem entender. E sem multa.

Estou apreensivo, mas espero ter mais sucesso dessa vez.

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Ontem, hoje, amanhã

Por que planejamos tanto o futuro ignorando o presente? Nosso hoje é o amanhã de ontem. Ontem, pensávamos no que faríamos hoje. E agora desprezamos o hoje, porque estamos ocupados demais com o amanhã. Assim vivemos dia após dia abdicando da vida e do que de melhor ela nos proporciona.

Gostamos da vida, mas sempre achamos que o melhor ainda está por vir. Às vezes me pego projetando como serão meus dias quando aposentar. Imagino o que vou fazer. Penso na possibilidade de dormir até mais tarde, descansar após o almoço, encontrar amigos, ter mais tempo para ler, escrever… Quem sabe até o livro que alguns amigos andam sugerindo.

São planos, projetos. Não significa que a vida hoje seja ruim. Pelo contrário. Tem momentos maravilhosos. Mas o que está nos sonhos parece mais encantador.

Talvez você não pense tão distante como eu… Afinal, minha aposentadoria – se é que algum dia tenha coragem, de fato, de parar de trabalhar – está para daqui 25, 30 anos. Mas creio que também tem planos. Todos nós temos.

Meus filhos têm os deles. Sonham ser adultos. Acham que ser adulto é o máximo. Vão poder assistir os filmes que desejam, sair com os amigos, dirigir o próprio carro, terão a própria casa e não serão cobrados pelas toalhas que esquecem sobre a cama e nem pelos brinquedos espalhados pelo chão. Ah… e nem escutarão mais a mãe pedir que ajudem a lavar e secar as louças.

Essas pequenas coisas que hoje não incomodam os adultos parecem um peso na infância. Por isso, as crianças vêem o universo adulto com uma certa inveja. Eles querem conquistar o direito de tomarem as próprias decisões, almejam o dia em que serão livres. Liberdade que desconhecem. Mas que faz parte do imaginário infantil.

Hoje, muitos de nós gostaríamos de retornar aos nossos primeiros anos de vida. Naquele tempo não nos ocupávamos das responsabilidades que agora temos. Quando olhamos para trás tudo parece muito simples. Tínhamos, inclusive, alguém que decidia por nós. Sentíamo-nos seguros. Errar poderia custar alguma repreensão – quem sabe até umas palmadas -, mas nunca perdíamos tanto. Sempre havia alguém para ajuntar os “cacos”.

Quando me pego olhando demais para o amanhã, idealizando o futuro, procuro exercitar a razão. Confesso que não é fácil. Porém, tento recordar da infância e ver que no passado também plantei muitos sonhos. Projetei os dias de hoje. Acreditava que eles seriam os melhores da minha vida. Por isso, não posso perder a oportunidade. Se deixá-los escapar, meus dias terão passado vazios.

O hoje é o único momento que verdadeiramente me pertence. A infância, a adolescência, a juventude são lembranças; também não podem ser alcançadas. E o futuro… Ah, o futuro só será realmente bom se souber aproveitar o aqui e agora. Do contrário, viverei de lembranças e com as culpas de ter deixado a vida passar.

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Tudo abandonado

Fazia tempo que não deixava o blog durante horas com apenas o texto do “primeira leitura”. Entretanto, hoje está complicado. Além da correria habitual, tem uma série de coisas acontecendo que não tem me deixado postar. Até o twitter, que é rápido e fácil de atualizar, está abandonado.

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Calor escaldante…

Por causa do feriado, tive três dias de folga. Folga é jeito de dizer. Estava em casa, mas com um bocado de trabalho a minha espera. Ser professor tem dessas coisas. Aulas para preparar, trabalhos para ler e, nesse fim de semana, algumas monografias para corrigir. Ainda assim é bom estar em casa. O que desagradou foi o calor. Absurdo. Não tenho ideia de quantos graus o termômetro registrou. Sei apenas que estava – e está – quente demais. E a promessa para amanhã não é nada animadora. Deve chegar a 37 graus.

Então… direto da sauna, boa noite!
A gente se fala amanhã.

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Uma música – Celtic Woman

O tempo nos faz cada vez mais seletivos. Aos poucos, o gosto vai mudando. Na música, aquilo que apreciávamos deixamos de ouvir. Sons que rejeitávamos, passam a nos tocar profundamente. Abaixo compartilho a música título do último show de um dos grupos que mais gosto de ouvir, Celtic Woman.

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Entre colegas de profissão, um debate

Terça-feira participei de um debate sobre a espetacularização da notícia. Na mesa estavam dois colegas de profissão, Marcelo Bulgarelli e Alan Maschio.

Fiquei muito feliz por ter participado do evento. Primeiro, porque fez parte da Semana de Comunicação da Faculdade Maringá, instituição para qual trabalho. Segundo, porque os alunos foram os responsáveis pelo convite. E eles já toleram minhas aulas semanalmente. Então, era impossível não ficar satisfeito. Afinal, trata-se de uma espécie de reconhecimento pelo trabalho realizado. Entre tantos colegas de academia, optaram por me dar esta honra.
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Mas também gostei de ter dividido a mesa com o Bulgarelli e o Alan. O Bulga é velho conhecido. Não desfruto do convívio com ele, mas o admiro demais como ser humano e profissional. É o tipo de pessoa que a gente para para ouvir. Já o Alan é um jornalista que conheci um pouco melhor na terça-feira. Entretanto, me senti muito a vontade ao lado dele e espero reencontrá-lo noutras ocasiões.

Quanto à discussão que fizemos, creio que pudemos dar um toque de realidade a respeito do jornalismo. Entre o idealismo construído na academia e a prática do dia-a-dia existem diferenças básicas. Afinal, o jornalismo se constrói dentro de uma lógica de mercado. A notícia é um produto. E o jornalista, um trabalhador – como outro qualquer.
(Foto: José Luiz)

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A experiência de transmitir pela web

A sensação é diferente… Transmitir um jornal exclusivamente na internet é algo novo pra mim. Um problema ocorrido no transmissor da CBN Maringá nos tirou do ar. Optamos por fazer o jornal pela internet. Claro, o público é muito menor. Mas algumas pessoas estão nos ouvindo.

Lembrei de um vídeo recente que mostrei aos meus alunos. Tratava-se de um documentário sobre emissoras que transmitem exclusivamente pela internet. E com sucesso.

Entendo que esta é uma tendência. Sem necessidade de concessão pública, burocracia etc, as rádios pela web garantem um novo espaço de informação. Democratização da notícia? Nem tanto. Mas um canal alternativo, autêntico, de se fazer comunicação.

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Dia do Professor: uma breve reflexão

Nessa quinta-feira comemoramos o Dia do Professor. Não é feriado. Mas algumas escolas estarão fechadas. Outras, aproveitaram o feriado de segunda-feira e só voltaram às aulas nessa quarta-feira.

Lembro que, quando eu era criança, as turmas promoviam festinhas para os professores. Estudava em escola pública. Então, junto com os coleguinhas, comprávamos alguns refrigerantes, salgadinhos e cantávamos parabéns. Era nossa forma de homenagear o educador.

Recordo que tínhamos muito respeito pelos professores. Podíamos até não gostar de alguns deles, mas os víamos como autoridades. Cheguei a experimentar a necessidade de me colocar de pé todas as vezes que certos professores, coordenadores ou o diretor entravam na sala. Já era uma época em que nem todos cobravam tal atitude. Mas havia aqueles mais conservadores.

Confesso que sinto saudade daqueles anos. As lembranças me fazem sentir o gosto da infância. Ela parece voltar, ainda que apenas em imagens, guardadas na memória.

Mesmo sem saber muito bem o que representava ser um professor, já desejava me tornar um educador. Sempre tive prazer em estudar. Ter um bom desempenho era minha meta. Por isso, ainda que a vida tenha me levado por outros caminhos, nunca deixei de sonhar com a sala de aula.

Quando fui fazer jornalismo, já casado, com filhos, vislumbrei a chance de me manter na comunicação, mas aliar o prazer de dar aulas.

Hoje, me sinto um privilegiado. Mas o que vivo em sala de aula não é o mesmo experimentado por vários colegas, principalmente para aqueles que estão nas séries iniciais ou lidam com adolescentes em escolas da periferia.

O desrespeito ao professor se tornou uma rotina. A violência contra o educador deixou de ser apenas verbal. Não são raros os casos de agressão física. Muitos professores perderam a satisfação de dar aulas. É fácil ouvi-los reclamar. E hoje, não apenas dos salários defasados, insuficientes e pouco compensadores diante de tamanha responsabilidade.

Talvez por consequência de uma sociedade superficial, movida pelo espetáculo e em que o conhecimento é uma ausência, encontramos em sala vários alunos descompromissados, descomprometidos e desinteressados.

Diante de um quadro tão pouco motivador, o que dizer aos professores neste 15 de outubro? Não sei. Sei que muitos alimentam a crença de que a educação ainda é o único caminho para o desenvolvimento deste país. Eu diria mais. A educação é a chave que abre a porta da formação humana capaz de superar o individualismo e construir sujeitos preocupados com o bem-estar coletivo, empenhados em preservar a vida, o meio ambiente.

Entretanto, tem sobrado motivos para que professores percam a fé na educação. Por isso, quem sabe este dia seja uma oportunidade não para dizer: “parabéns professor”… Quem sabe seja uma nova chance de tirarmos a educação do discurso e a colocarmos como prioridade. Reconhecendo os problemas existentes, enfrentando-os e promovendo a transformação que tanto almejamos.

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Educação é compromisso social

Diariamente recebo quase uma dezena de emails de alunos. São perguntas, dúvidas, questionamentos diversos. Alguns pedem indicações de leitura para realização de trabalhos para outras disciplinas, apoio informal na elaboração de projetos e até monografias. Faço questão de atendê-los. Embora reconheça que nem sempre é fácil dar conta de tudo.

Entendo que o processo de aprendizagem se dá muito mais fora que dentro da sala de aula. Dia desses vi uma pesquisa que apontava as aulas na escola, colégio, faculdade etc responsáveis por 40% daquilo que o aluno aprende. Os outros 60% são adquiridos no contato direto com o professor, nas leituras e busca individual por conhecimento.

Por isso, creio que o papel do professor é auxiliar na aquisição desse conhecimento. Dentro e fora da academia. Quem se restringe ao trabalho em sala de aula, cumpre sua obrigação com a instituição para a qual trabalha. Mas não dá conta do seu compromisso social.

Entendo que o professor é educador em tempo integral. Mesmo que não ganhe para isso. E não ganha mesmo. A gestão da educação – pública e privada – tem uma visão restrita do ensino. Acredita que basta garantir infra-estrutura, professor e material didático para produzir o conhecimento. Não é assim.

Esta visão, na verdade, é responsável pela falência da educação. Em sala, temos professores desmotivados, alunos pouco comprometidos. Talvez isto ajude a explicar o fato de, numa pesquisa realizada em 57 países, estarmos na 52a posição no domínio da leitura. Vergonhoso.

Entretanto, ainda que reconheça que o problema existe e pouco se tem feito para mudar a visão e as ações práticas voltadas ao ensino e à pesquisa, creio que o professor deve assumir sua missão. Esta implica em viver a utopia diária de que é possível construir uma sociedade melhor, com cidadãos melhores, tendo como base a educação.

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Folclore em destaque na CBN

Gravei hoje o Questão de Classe da próxima semana. Procuro manter uma agenda tranquila. Por isso, antecipo bastante as gravações. Na próxima semana, vamos falar sobre folclore.

Tive uma bela aula neste início de tarde. Embora curioso e interessado em cultura, vi nitidamente quanto sou ignorante no tema. Mas esta é a riqueza da vida: o aprendizado.

PS- O programa de ontem foi sensacional. Vale ouvir. Em especial os pais e educadores.

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Antonio Meneses em Maringá

Maringá recebeu nessa quinta-feira Antonio Meneses. O músico é reconhecido mundialmente. Foi um presente para a cidade. Talvez tenha sido o momento mais significativo do Convite à Música nesses quatro anos do projeto. A secretária Flor Duarte estava felicíssima. Com toda razão. Além de ter Meneses em Maringá, pôde oferecer ao maringaense um espetáculo gratuito.

Ontem, Flor Duarte me ligou. Quis reforçar o convite para que eu participasse. Afinal, a vinda de Meneses nasceu no estúdio da CBN. Ela concedia entrevista ao Questão de Classe quando a questionei sobre sonhos futuros. Respondeu que seu momento mágico seria trazer o músico. A equipe da Secretaria de Cultura resolveu ajudá-la a realizar tal sonho. Deu certo. A Flor queria que eu participasse desse momento especial.

Mas não pude estar no teatro. Até gostaria de assistir a apresentação. Era chance única. Entretanto, não fui. Estava trabalhando. E trabalho ainda é algo que está no topo de minhas prioridades. Sou meio neurótico com responsabilidades. Não consigo relaxar enquanto tudo não está organizado, pronto. Posso deixar trabalho por fazer, mas nunca por ter sido displicente com minhas obrigações. Sei que é meio doentio. Um dia deixo este mundo e o trabalho fica… Quem sabe chegue o tempo em que consiga “deixar a vida me levar”.

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O segredo para ser bem atendido no banco

Ou se tem dinheiro ou se conhece alguém de dentro… De maneira simplória, poderia dizer que esse é o caminho para ser bem atendimento numa instituição financeira. Pelo menos, não conheço outra alternativa. Como me falta o primeiro recurso, percebo quanto o segundo é fundamental: conhecer algum funcionário.

Veja minha história… No ano passado, ao comprar um carro, precisava fazer o seguro. Era a primeira vez. Felizmente, conhecia o gerente e a jovem que cuidava do setor. Fui bem atendido, fizeram um desconto interessante, fechei o contrato.

Cá estou, um ano depois. O gerente foi transferido. A moça deixou o banco. E eu? Liguei para o 0800. Afinal, ninguém da agência sequer me deu um alô para perguntar: vamos renovar o seguro? E, detalhe, não consigo falar com o atual responsável.

Ainda lembro que, quando contratei a seguradora, fui informado que receberia um desconto na renovação. Logo, o valor pago ficaria menor. Por duas razões: o desconto e a depreciação do veículo. Esta era minha expectativa.

Após alguns minutos apertando números no aparelho de telefone,seguindo as orientações da mensagem eletrônica, consegui falar com uma atendente do 0800. Maravilha, pensei. Ela fez uma série de perguntas – daquelas mecanicamente memorizadas. Por fim, apresentou os valores. Quase tive um troço. Meu carro perdeu 15% do valor. Mas o seguro subiu 10%. Reclamei. Ela alegou que os cálculos foram revistos e não havia o que fazer. O melhor que podia me oferecer era parcelar em seis vezes juros.

Alternativa? Felizmente havia. Neste último ano, conheci por acaso alguém de outro banco que trabalha no setor de seguros. Liguei. O rapaz lembrou de mim. Foi gentil e prometeu fazer uma oferta irrecusável. Ela veio. O mesmo pacote oferecido pela seguradora atual, com mais algumas coberturas, e um valor 30% menor.

Estou trocando de empresa… Até o ano que vem. Torço pra que até lá ninguém mude de emprego ou seja transferido de agência.

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Confesso: sou dependente da web

Manter um blog não é tarefa fácil. Mas o mais difícil é lidar com o vício. Cada um tem o seu. O meu é o blog, a web. Não é novidade pra ninguém, que esta página é pessoal. Sem remuneração. Ou seja, não pode estar na lista de prioridades. As atualizações são feitas de acordo com a disponibilidade do zelador. Portanto, primeiro o trabalho; depois, o prazer.

Acontece que o prazer aqui deve ser entendido como vício, quase doença. Então, quando não dá tempo para escrever, fica a sensação de vazio, culpa. Parece que abandonei alguém, deixei alguma coisa para trás.

Hoje, por exemplo, o dia foi corrido. Preciso dar conta de uma série de coisas e ir para a faculdade. Quando já estava desligando o computador, frustrado, resolvi me atrasar mais um pouco e dialogar com você – ou com o nada – a fim de expurgar meus fantasmas e me sentir melhor.

Acho que agora já posso ir… Até.

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Eles estão lá, mas nasceram no meio de nós

Quando saia para almoçar, uma mulher me abordou. Ela queria dizer que leu um texto meu no jornal. Tratava-se de um desses artigos que escrevo com regularidade. Geralmente publico no blog, no Hoje Notícias e falo no programa que mantenho em rede nacional na Novo Tempo.

Felizmente, essa senhora não foi a única pessoa que já me procurou para falar sobre essas reflexões. Do contrário, estaria um tanto frustrado. Afinal, são nesses textos que revelo um pouco do que sou, do que penso e do que entendo ser essencial para termos uma vida melhor.

É prazeroso saber que alguém gasta alguns minutos refletindo sobre a existência, sua relação com o mundo, com a sociedade, o cuidado com os filhos etc etc. Isto, a partir de um texto que você escreveu. Mas isso não é o mais importante. Entendo esse tipo de atividade como uma contribuição efetiva para a construção de um ser humano com ideais mais nobres. É uma maneira de falar ao coração.

O exercício do jornalismo é apaixonante. Entretanto, penso que não é apenas a abordagem de questões políticas e econômicas que torna a profissão relevante. Pelo contrário. A história revela que o tal do quarto poder influencia a vida humana, mas faz pouco pelos homens.

Veja o caso da política. Muitos de nós perdemos a fé nos políticos. E com razão. No Brasil, por exemplo, a pressão exercida pela mídia tem efeito próximo de zero sobre muitos deles. O senador e ex-presidente José Sarney é um deles. Poucas vezes na história do país alguém foi alvo de uma campanha tão forte da mídia. Mesmo assim, segue no poder. Seus aliados garantem sustentação.

Mais curioso é ouvir de Sarney que não há motivos para se preocupar. As classes C, D e E não sabem o que é a crise. A afirmação parece uma forma de mostrar forças, nos afrontar e dizer “estou pouco me ‘lixando’ com vocês, jornalistas”.

Situações como essa nos levam a pensar que somos muito mais úteis à sociedade quando nos colocamos a serviço do ser humano. Quando refletimos sobre solidão, relacionamentos, consumismo, novas tecnologias, educação, pais e filhos etc mexemos com a vida das pessoas. Conseguimos resultados.

Quer dizer que devemos abandonar de vez a crítica ao poder político? Não. Mas é preciso reconhecer que muitas vezes a insistência em determinados temas apenas causam desgastes desnecessários, inclusive emocionais. Afinal, como disse o Sarney, as classes C, D e E não conhecem a crise. Ou seja, estamos numa campanha perdida, já que eles continuarão no poder.

Como mudar isto? Investindo no ser humano. Gente que consegue dar conta de seus conflitos, começa se encontrar como ser humano e passa a ver o mundo com outros olhos. Talvez aí esteja pronto para abandonar a crítica vazia e assumir, com sensibilidade social, uma posição equilibrada, ética, moral que o faça não aceitar mais conviver com gente do “tipo político”, mas que só está lá, porque nasceu aqui, no meio de nós.

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Twitter está atualizado e interativo

Tenho dito aqui que este blog tem sido utilizado para os textos mais elaborados. É o “efeito twitter”. Impossível não achar mais ágil e rápido postar usando a nova febre da rede. Tudo feito através de notas curtas, objetivas. Tem espaço para notícias da cidade, coisas pessoais, “diálogos” com amigos, alunos e seguidores. Por isso, sugiro aos leitores que acompanhem também o meu Twitter. Está atualizado e bastante interativo. Hoje, por exemplo, escrevi por lá quase 30 notas – muito disso já não está mais visível no blog.

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A música e alguns de seus efeitos

Gosto de música. Não de qualquer música. Até não tenho problemas quanto aos ritmos. Mas a ausência de uma linguagem musical rica, variada, letra criativa, me incomoda.

Numa das disciplinas que trabalho com meus alunos discuto a música sob a perspectiva estética. A gente fala muito sobre os valores musicais e sua importância como forma de refletir os valores da sociedade de uma época. Na sociedade contemporânea, é impossível não refletir sobre como as regras de mercado afetaram a produção artística.

Mas a questão da música vai além dessa coisa de ser boa ou não. Até por que há visões variadas a respeito do assunto. Tem gostos e gostos. O que me parece importante é perceber nesta arte uma ferramenta não apenas para expressar nossos sentimentos e até para filosofar. A música é um instrumento poderoso para amenizar a dor, o sofrimento das pessoas.

Cada vez mais estudos apontam que tal arte ajuda na recuperação de doentes, desperta nas pessoas o desejo de voltarem a sorrir, reduz os níveis de estresse, tranquiliza, combate a ansiedade. O detalhe é que não é qualquer tipo de música. Muito disso que anda tocando nas rádios e nos equipamentos de sons dos carros que circulam pelas cidades tem efeito inverso – geralmente alienante.

PS- Por sinal, por que quem toca músicas em alto volume sempre tem gosto duvidoso?

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Um novo blog

O Wilians Zanchim entrou para a blogosfera. Ele é de Sarandi e está disposto a discutir assuntos daquela cidade e da região. Acesse aqui e também pelo link que está no Favoritos.

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A gripe nos deu um susto

Meu fim de semana foi tenso. A esposa passou mal. Muita gripe. Tive de levá-la ao hospital, sábado à noite. Embora tenha sido medicada, notei que o procedimento padrão não é pedir exame para Gripe A. Ela reunia a maioria das características da doença – febre repentina, fortes dores de cabeça e em todo corpo, tinha calafrios, estava sentindo muito cansaço e nenhum muco. Mas, hoje, isso pouco importa. Ela está melhor. E a vida segue…

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Um imperativo: saia do automático

Há dias mantenho num balcão de minha casa uma revista. Ela está lá, sem abrir. A publicação tem uma linha editorial que não desperta meu interesse. Mas na capa tem a chamada para uma reportagem que leio todos os dias. É como se fosse uma frase a ser lembrada. Um alerta. Diz assim: “Saia do automático para encher a vida de alegria”.

Não li o texto interno da revista. Para mim, essa frase já basta. Ela é mais importante que qualquer dica. Ela é imperativa: “saia do automático”. A chamadinha da capa me diz que, se quero encher meus dias de alegria, preciso romper com o jeito automático de viver.

A frase está lá. Eu a vejo todos os dias. Pelo menos duas ou três vezes. Nesta semana, essa mensagem é significativa demais. Estou carregando um peso enorme por que de forma inesperada surgiu um novo desafio profissional que há muito tempo venho esperando. Entretanto, não vejo como equilibrar o sonho de “sair do automático” e assumir mais um compromisso. Ou dou conta do que estou fazendo ou aceito a proposta e me torno um robô.

Gosto demais de ser desafiado. Queria fazer muito mais do que faço. Queria escrever mais textos a cada dia, ler mais livros, estudar mais, descobrir novas coisas, dominar outros assuntos, dar mais aulas, orientar mais alunos, estar mais presente no dia-a-dia da CBN… Queria mais. No entanto, esbarro no tempo, no relógio, nas limitações físicas, no compromisso com a vida, com a família e na responsabilidade que tenho com as pessoas que esperam meu comprometimento profissional.

Busco acertar. E acertar passa pela tentativa diária de atender o imperativo: “saia do automático”. É uma escolha. Uma opção que tem custos. Mais que financeiros. Entretanto, acredito nas compensações. A recompensa de encher a vida de alegria é a mais esperada. Viver feliz é o que sonhamos. É o que dá sentido a nossa existência.

O trabalho, os compromissos profissionais, a realização de projetos de toda ordem fazem bem ao espírito. É bom se sentir útil. A gente gosta de saber que nossas habilidades são valorizadas. Afinal, também buscamos reconhecimento. Essa busca vem de uma necessidade intrínseca ao ser humano. Queremos ser amados, admirados, desejados.

Mas, ainda que tudo isso faça um bem enorme ao coração, é insuficiente para “encher a vida de alegria”. A longo prazo, os compromissos vão corroendo nossa existência. Aos poucos, o sentimento é de solidão, abandono. É como se fossemos programados para nos relacionar, para ter momentos de lazer, descanso, diversão – sem esquecer de cuidar da espiritualidade. Por isso, há momentos em que há necessidade de frear, dizer não, cuidar da agenda a fim de garantir tempo para viver outras emoções.

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O tempo não me agrada nenhum pouco

Dou uma olhada no Simepar e só vejo chuva – até quinta-feira. Tudo bem, a chuva é necessária. Tem gente que gosta desse clima frio, úmido, cinzento. Tem gosto pra tudo. Eu não curto nenhum pouco. Afeta meu humor, que já não é grande coisa. E hoje retorno às aulas. A rotina da faculdade será puxada neste semestre. Correria total. Horário cheio, mais orientações. Mas é animador saber que vou reencontrar meus alunos. É bom estar com eles. Eles nos mantêm atualizados, além de desafiar-nos a buscar mais e mais conhecimento.

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É impressionante

As novas ferramentas tecnológicas são surpreendentes. Hoje estava refletindo sobre a relação Blog X Twitter e concluia que esta nova mania na rede está aos poucos minando os blogs. A gente começa a escrever nos blogs apenas os textos mais elaborados – aqueles que necessitam de um espaço maior para ser desenvolvidos. Encontrei um texto inclusive que falava sobre a morte dos blogs e um dos "profetas" dizia ter trocado seu blog pelo Posterous, um serviço ainda pouco conhecido por aqui (todo em inglês). Pois bem, resolvi testá-la. E aqui está um post escrito para o Posterous, replicado no Blog do Ronaldo (WordPress), no Twitter e em minha conta no Facebook. Demais!

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Livros, escritores e Fani Pacheco

Fani Pacheco está lançando seu livro. É uma obra autobiográfica. Pra quem não lembra, Fani é uma ex-BBB. E o livro dela tem o título “Diário Secreto de uma Ex-BBB: A história é minha, conto pra quem eu quiser!”. O lançamento será no Rio no próximo dia 28.

Não tenho aqui a pretensão de falar sobre o livro. Ele logo chega às livrarias e, quem estiver interessado em ler sobre a garota, poderá encontrá-lo. Na verdade, já se sabe que a obra terá várias histórias picantes por conta das experiências sexuais da jovem. Também apresentará fotos nuas e semi-nuas.

Resolvi escrever sobre a Fani por outro motivo. Estava pensando em livros, leitura, textos e, quando navegava pelo site da Veja, esbarrei numa nota a respeito do livro. Fiquei pensando: quem é o escritor de hoje?

Eu gosto de escrever. Às vezes, chego a alimentar o sonho de organizar um livro, preparar uma obra como resultado de algumas coisas que pesquiso e discuto em meu dia-a-dia. Não sou nenhum Machado de Assis e ainda estou longe da habilidade e riqueza de um João Ubaldo, mas me parece um desafio interessante reunir reflexões sobre a vida, a sociedade, nosso contato e busca por Deus.

Mas sempre que penso em livros fico imaginando o que torna alguém um escritor. Leio entrevistas e textos sobre os mais diversos autores. Fico admirando a riqueza do pensamento deles, a capacidade de ousar, surpreender. Sinto-me pequeno diante deles. Contudo, a Fani Pacheco agora é escritora. Terá um livro. Uma obra com direito a orelha escrita por Pedro Bial. Então, o que mais posso dizer?

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Nossa eterna busca pela felicidade

Recebi hoje na CBN uma pessoa muito querida. Convidei-a para falar sobre a nossa eterna busca pela felicidade. Este será o tema do Questão de Classe da próxima quinta-feira. Isla Gonçalves, palestrante, psicóloga, economista, mestre em Psicologia Organizacional, foi a entrevistada.

Conheço Isla há alguns anos. Talvez uns 10. Já conversamos em muitas ocasiões, principalmente quando ainda comandava um programa chamado Opinião, na Novo Tempo FM. Foi lá que a entrevistei pela primeira vez e tive a chance de conhecer um pouco do que ela pensa a respeito de felicidade.

Dia desses reencontrei a Isla no colégio onde estudam meus filhos. Foi desse encontro que nasceu a agenda do papo que vai ao ar quinta-feira, às 19h.

Bem, mas e a felicidade? Ser feliz é algo que todos querem. Está na nossa natureza. Entretanto, como ser feliz? Eu tenho uma primeira hipótese: fazemos pouco esta pergunta. Se a repetíssemos para nós mesmos quem sabe começaríamos a caminhar em direção à resposta.

Acontece que temos uma ideia equivocada de felicidade. Olhamos ao nosso redor, encontramos modelos de uma suposta felicidade e focamos nossa vida em busca desse alvo. Passamos a correr atrás da felicidade. E quanto mais a buscamos, mais ela foge de nós. Por quê? Porque a felicidade não está em coisas que se pode conquistar. Ela é, primeiro, um estado de espírito.

São felizes aqueles que estão satisfeitos consigo mesmos. Não há felicidade no sucesso financeiro, no carro novo, na mansão construída num belo condomínio, na relação com uma mulher gostosona ou num homem bonitão e bem-sucedido. Claro, tudo isto proporciona prazer. Mas não é determinante para ser feliz.

No programa que gravei hoje à tarde, a Isla deu algumas dicas importantes: a felicidade se encontra quando a pessoa se sente produtiva, tem e valoriza a família, cuida de si mesmo (da saúde, por exemplo), mantém uma vida social (de qualidade). Outro detalhe fundamental, investe na espiritualidade.

PS- Já refleti noutras ocasiões sobre felicidade. Disponibilizo o link de três textos sobre o assunto. Aqui, aqui e aqui.

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Superando muralhas construídas ao redor do coração

Descobri que 20 de julho era Dia do Amigo no início da manhã desta segunda-feira. Quando chegava ao prédio onde trabalho, as zeladoras falavam sobre amizade e me dirigiram um breve comentário a respeito do tema. Sabia que existia tal comemoração, mas nunca marquei a data. Ter amigos é algo que prezo e busco, contudo vivo intensamente as contradições do mundo contemporâneo – onde é mais fácil relacionar-se com muitos que viver intensamente um contato afetivo profundo e verdadeiro.

Já escrevi aqui noutros ocasiões a respeito desse nosso jeito maluco de passar pela vida. Estamos próximos, porém, sozinhos. Temos perdido nossas horas, nossos dias diante da tela de um computador. Mesmo o uso habitual do telefone pouco ajuda na construção de sinceras amizades. Isto tudo corrói nosso coração e nos transforma em homens e mulheres de gelo. Na verdade, nossa natureza egoísta acaba se revelando de maneira cruel e a maior vítima é o próprio indivíduo que se esconde atrás das máscaras que utiliza para sobreviver.

Ser humano significa ser sensível. Permitir as emoções, revelar-se, mostrar o que vai dentro do peito são atividades inerentes ao homem. No entanto, a rotina do dia-a-dia, o pouco tempo, a competição, a necessidade de se proteger ou preservar-se nos transformam em quase-máquinas. Sinto-me assim em alguns momentos. Sinto-me numa roda viva em que tudo acontece no automático. É como se estivesse fazendo as mesmas coisas todos os dias e fosse incapaz de sentir emoções.

Às vezes temo repetir o enredo do filme Click, onde o personagem só percebe que perdeu tudo o que mais amava e passou pela vida sem experimentar relações reais quando estava velho e perto da morte. Felizmente, ele teve uma nova chance para recomeçar. Nós não temos. A vida longe das telas do cinema é única e só temos o aqui e agora.

Este Dia do Amigo me fez pensar um pouco mais nisto. Sei que esta reflexão talvez não seja extensiva a todo mundo. Tem gente que sabe driblar seus medos, a timidez e outros tantos sentimentos que criam barreiras para a construção de relacionamentos reais. Essas pessoas, muitas vezes, são capazes até mesmo de estender a mão e colaborar para que outros descubram o poder de uma boa amizade. Ainda assim, compartilho aqui algumas de minhas divagações… Quem sabe para ajudar a mim mesmo. Ou alguém que mesmo distante também carece superar as muralhas que construiu ao redor do coração.

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Entrando no ritmo normal de trabalho

Fiquei mais de uma semana sem postar por aqui. Estava de “férias”. O férias ganha aspas por um motivo simples: uma semana sem trabalhar não dá para considerar férias. Geralmente se tem tanta coisa pra fazer que num período tão curto a gente gasta as horas para botar a casa em ordem.

No meu caso, para não cair nessa “armadilha”, optei por aproveitar intensamente a folga. Depois de rever meus pais, sumi do mapa com a família – sem direito a internet e telefone celular. Nenhum contato com o mundo.

Por conta da tentativa de aproveitar todo o tempo, fiquei sem escrever no blog e no twitter. Mas estamos de volta. Ontem, já coloquei nesse espaço o resumo das revistas e, hoje, algumas outras informações. Aos poucos, vamos entrando no ritmo.

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O som que invade nossos ouvidos

ipod_originalQuando ando pelas ruas não presto muita atenção nas pessoas. Caminho sempre envolto em meus pensamentos e quase não noto o que se passa a minha volta. Mas de uns dias pra cá, tenho observado que para os poucos rostos que olho, há um fone de ouvido conectado ao ouvido. Claro, usar aparelhos de MP3, 4, 5… ipod… não é novidade. Por sinal, nas lojas de eletrônicos encontramos modelos cada vez mais baratos e modernos.

Também já vi vários textos questionando o uso abusivo desses aparelhinhos. Eles vão deixar esse pessoal com problemas auditivos. Todo mundo surdo por causa do excesso de som. Não somos dotados de mecanismos que resistam a tanto barulho.

Contudo, hoje me chamou atenção uma garota que compartilhou comigo o elevador. Ela parecia carregar duas caixas de som nos ouvidos. Talvez a jovem não tenha notado. Eu ouvi Michael Jackson como se estivesse num animado salão de festa. Não posso dizer que me senti desrespeitado (até gosto da música que tocava…). Mas confesso que me sentiria muito mais confortável se o ambiente não tivesse sido invadido pelo som alto do aparelho que a moça carregava em seus ouvidos.

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Algumas lições de Marley e eu

Nesse fim de semana escolhemos ver Marley e eu. Este foi o filme do sábado à noite. Embora goste demais de filmes, quase não consigo tempo para assisti-los. Então, é normal ver depois algo que todo mundo já viu. Mas, neste caso, acho que não estou tão atrasado assim.

Voltando ao tema… Marley e eu tem uma boa história. Daquelas que emocionam a gente por mostrar a vida sem glamour. Tem a cumplicidade e as crises de um casal, as incertezas do dia-a-dia, as dúvidas sobre o futuro, a eterna insatisfação humana, a vontade de acertar, mas principalmente o compromisso entre um homem e uma mulher, dispostos a abrir mão de muita coisa para manter a família.

John Grogan
, personagem principal da obra, é um bom jornalista. Vive seus dilemas, mas com uma disposição de dar inveja. O filme conta a história sob a perspectiva dele tendo como contraponto um cão labrador que muda a vida de Grogan, da mulher e, depois, dos filhos. A história deles poderia ser a história de muitos de nós… Com a diferença que Grogan soube expor a vida pessoal e sua família de maneira sublime.

Isto me fez refletir bastante. Tenho uma enorme dificuldade para lidar com a exposição. Sempre evito me mostrar e, quando abro janelas na minha vida pessoal, tenho a impressão de ter sido desastroso. O blog é uma tentativa de algo mais intimista, um diálogo mais pessoal. Contudo, noto que ele está longe disso. Misturo notícias com comentários, reflexões e um pouco da minha vida. Nem sempre sinto estar sendo totalmente autêntico – talvez por timidez ou por necessidade de ter tudo sob controle.

Por sinal, a grande pergunta que acaba surgindo é: tenho necessidade disto? Preciso me expor mais? Objetivamente, não sei responder. Talvez por me propor a fazer um blog que não é de notícias, negócios etc, um pouco mais do que realmente sou me aproximaria mais dos leitores. Entretanto, ainda preciso aprender a lidar com isto. Parece-me que a obra de Grogan pode ser um passo em direção a esta minha busca incessante por respostas…

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A notícia, a verdade e as redes sociais

Já falei neste espaço, noutras ocasiões, sobre a internet e, principalmente, a respeito dos crimes cometidos na web. As chamadas redes sociais têm transformado o mundo das comunicações e a vida das pessoas. Ainda esta semana vi a informação: – Os brasileiros com web passam 32,5 horas semanais conectados, contra 9,8 horas em frente à TV. Isto é muito significativo. Mostra que a internet não apenas faz parte da vida das pessoas, mas tem se tornado a principal ferramenta de trabalho e lazer.

As chamadas redes sociais aproximam as pessoas, vencem barreiras geográficas e promovem revoluções. Basta notar o que ocorreu no Irã nessas últimas semanas. Por meio do Twitter, o mundo pôde saber das suspeitas de fraude nas eleições presidenciais e da violência contra manifestantes – inclusive com a morte de uma jovem. O Twitter foi tão essencial ao processo que até mesmo uma atualização técnica programada foi cancelada a pedido do governo americano com a finalidade de permitir que as pessoas pudessem continuar expondo ao mundo o que estava ocorrendo no Irã.

Hoje, dar notícia não é uma atribuição exclusiva da imprensa. Podemos até dizer que tudo agora é imprensa. A circulação de informações se dá em todos os lugares. Além dos veículos tradicionais – rádios, jornais, revistas, televisão -, os fatos se tornam públicos por meio dos blogs, do Twitter, Facebook, Orkut e mensagens pelo celular. Todos podem produzir conteúdo. Ninguém mais é dono da notícia. Isto democratiza e rompe com o monopólio das comunicações. Contudo, identificar a origem das informações é tarefa quase impossível.

Um texto que publico agora pode ser replicado pelo mundo afora. Pode parar noutros blogs, noutros jornais e até ganhar títulos e autores diferentes. Nossos princípios éticos e a legislação vigente apontariam que tal prática é criminosa, é plágio. Entretanto, como controlar aquilo que noticiamos? Já vi textos meus em páginas desconhecidas – em outras, respeitadas -, mas que nunca obtiveram autorização minha para serem reproduzidos. É verdade que isso não me incomoda. Mas, e se meu texto ganhasse um novo autor? Ou se fosse publicado fora de contexto?

As redes sociais permitem que isso aconteça. Favorecem ainda a divulgação mentirosa, a falsa notícia, a calúnia, a difamação pública de pessoas etc. Por essas páginas na web, como citou nesta quinta-feira o jornalista Paulo Nogueira, ficamos sabendo da “morte” de celebridades como Britney Spears e George Clooney. Eles continuam vivos – e esse tipo de prática também. Pior, os responsáveis por esses crimes dificilmente sofrem punição.

O que nos resta? Reconhecer esse novo fenômeno tecnológico de enorme impacto social. Identificar seus limites e, fundamentalmente, filtrar aquilo que chega até nós. Afinal, continuaremos convivendo com verdades e mentiras.

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O preço de nossas escolhas

Na minha atividade como professor, ouço todo tipo de coisa. Desde alunos que falam frases de efeito para ganhar nossa confiança até reclamações das mais variadas pela “rotina maçante” da vida acadêmica. Não tenho problemas com isso. Não fico frustrado e nem me sinto culpado pela lista de exigências que apresento aos alunos.

Fui estudante em circunstâncias difíceis. Durante boa parte da minha vida, conciliei trabalho e escola. Foi assim no Ensino Fundamental, depois no então Segundo Grau. Quando cursei a faculdade e fiz especialização, já estava casado, tinha filhos… Ainda assim, posso me orgulhar de ter feito o melhor. Por isso, conheço onde cada um deles pode chegar.

Mas este comentário não é para falar de mim. Cada pessoa tem suas prioridades e sabe de seus limites e possibilidades. Meu objetivo é chamar atenção para o preço que temos a pagar por nossas escolhas.

Quando alguém se dispõe a alcançar um objetivo deve entender que outras coisas deixarão de ser feitas. Ninguém consegue dar conta, de maneira satisfatória, das inúmeras atividades acadêmicas sem abrir mão de alguns prazeres. Será preciso perder horas de sono, ficar finais de semana em casa diante do computador e até mesmo deixar de curtir férias. Não tem jeito. É o custo de uma escolha. Pode até não ser o que se sonhava… Afinal, queremos realizar nossos sonhos sem ter de abandonar certos prazeres. Mas isso não é possível. O bom desempenho acadêmico requer desprendimento, empenho, horas de dedicação.

Na verdade, o preço pago pelo estudante que sonha se diferenciar, conseguir mais que o canudo, é o mesmo que se cobra do profissional que deseja alcançar mais que um salário no fim do mês. O custo é semelhante ao que se tem pagar para ter filhos educados, uma família feliz. Ninguém consegue ter tudo ao mesmo tempo. O tal do equilíbrio não existe. Quem busca ter tudo apenas se confunde e não vive intensamente absolutamente nada. Sempre ficará em dívida com a balança da vida.

Por sinal, essa história de equilíbrio, esse discurso de que devemos equilibrar as coisas é uma grande mentira. Equilíbrio não é dar a mesma atenção a tudo que fazemos. Se alguém dedicar o mesmo tempo que concede a cada coisa que faz em sua rotina, certamente faltará tempo em seu dia ou não fará nada que preste. O equilíbrio é um estado emocional. É reconhecer que se a gente quer o sucesso profissional, a vida pessoal terá de sofrer perdas. Ou o inverso… Reconhecer que se a família é o mais importante, teremos de conviver com menos dinheiro e menos reconhecimento profissional. Equilíbrio é ter a capacidade de reconhecer esses limites e viver em paz.

Isso vale para nossos alunos. Equilíbrio é ficar em paz sabendo que, na vida acadêmica, ou se tem desempenho ou tempo para os prazeres da vida pessoal.

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A gente se perde na tela do computador

Nesta semana fiz uma rápida confidência no Twitter. Foi espontânea. Depois de publicá-la, comecei a refletir sobre o que havia acabado de escrever.

- Às vezes fico tanto tempo com os olhos fixos na tela do computador que tenho a impressão de estar desconectado do mundo…

Essa foi a frase. E ela retrata uma grande verdade. Uma verdade que está ligada a minha existência.

Nunca parei para pensar em quantas horas fico olhando para a tela do computador. Mas certamente gasto mais tempo fixado no monitor que olhando para outra coisa qualquer. Nenhum rosto, nenhum ambiente, coisa alguma recebe de meus olhos – e meu cérebro – mais atenção.

computadorGeralmente me conecto com o mundo virtual por volta das 7h30. Passo, portanto, no mínimo quatro horas e meia fixado na tela do computador. Isto só no período da manhã. Durante à tarde, são pelo menos outras três horas. À noite, muitas vezes também tenho a companhia de um computador.

Esta rotina não é privilégio meu. Minha realidade é semelhante a de milhões de pessoas. São pessoas iguais a mim que vêem o mundo pela tela do computador e nela estão ligados num universo que não se pode tocar.

Entretanto, o que acontece ao meu lado enquanto meus olhos estão fixos no monitor? Você já parou pra pensar? Essa pergunta ainda está martelando em minha mente. Certamente tenho deixado de ver muita coisa que se faz no mundo real. Deixo de ouvir coisas, de falar outras, de ver gente, de sorrir com o sorriso de pessoas que amo, de chorar o choro de alguém que precisa de ajuda.

O mundo virtual tem se tornado a minha realidade. Vejo o mundo e o que nele acontece pela tela do computador. Mas quem pode assegurar que o que vejo é mais importante do que aquilo que acontece ao meu lado?

A vida real é passageira. Cada hora diante dessa tela é uma hora não vivida. Semelhante a outros milhões de internautas, minha existência parece ganhar sentido enquanto meus olhos percorrem pelos textos, imagens e sons que desfilam na tela do computador. No entanto, o que minha vida significa quando a máquina é desligada?

Imagem: ECS

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Jovens são principais usuários do Twitter

Completei hoje mil atualizações no Twitter. Descobri essa rede no ano passado, mas só abri uma conta meses atrás. Desde então, só vejo crescer o número de pessoas que participam da rede. É impressionante.

Uma pesquisa publicada sobre o uso do Twitter no Brasil revela que os paranaenses ocupam a quarta posição no ranking da rede. São Paulo responde por 43,53%. O Paraná, 7,72%. O Rio é o segundo (13,5%), Minas o terceiro (10,08%).

Os homens são a maioria dos usuários. Cerca de 55,71%. As mulheres, 42,44%. Por enquanto, as empresas ainda não descobriram a importância da ferramenta. Elas representam apenas 1,85% dos usuários.

Outro aspecto curioso, mas que só confirma aquilo que muita gente já sabe, os jovens são os principais frequentadores da rede social. Se somarmos as faixas etárias abaixo de 30 anos, dá mais de 80%. Ou seja, a idade é determinante no uso das ferramentas tecnológicas de comunicação. Claro, existe o fator “ocupação”. Pessoas mais maduras tendem a ter mais compromissos – logo, menos tempo para navegarem na internet. Contudo, observa-se que o público mais jovem descobre e rapidamente, sem preconceitos, se adapta às novas tecnologias.

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(Falta de) Qualidade no atendimento

Quero falar da qualidade de atendimento em Maringá. Não vou tratar do assunto como especialista. Trata-se apenas do olhar de um consumidor. Alguém que se sente agredido pela pouca disposição de se receber bem um cliente.

A primeira coisa que precisa ficar clara. Atender bem não é ser sorridente, falante, piadista. O inverso também não significa ser grosseiro, mal encarado ou humorado. Este, por sinal, não deveria sequer sair de casa.

Maringá é tida como uma cidade que tem péssimos profissionais de venda. Creio que o problema não está restrito ao comércio. Muito menos à cidade de Maringá. A questão é ampla – vai desde o balcão da loja até o ascensorista do elevador, sem esquecer dos caixas e até gerentes de banco.

Vou tentar ilustrar tal quadro… Nessa sexta-feira, passei pelo supermercado. Fui até o setor de carnes. No balcão, um açougueiro. Ninguém na fila. Era eu e o jovem. Cumprimentei, dei uma breve olhada nos preços. Ele foi logo dizendo: “hoje não tem nada em promoção. Volte amanhã. Vai ter promoção”.

Tudo bem. A informação foi útil. Mas precisava levar alguma coisa para casa naquele momento. Afinal, era hora de almoço. Também não poderia retornar no sábado. Estava interessado em comprar dois ou três itens, ainda que o preço não estivesse dos melhores.

Insisti no diálogo. Perguntei sobre um tipo de carne que parecia estar com o preço interessante. Falei: “- É possível fazer um corte de um quilo, um quilo e meio?”. Gentilmente ele respondeu: “- Amigo, por mais fininho que cortar vai dar pelo menos dois quilos”. E emendou: “- Você volta amanhã e vai encontrar mais opções”.

Diga-me, caro leitor, o que poderia fazer? Invadir o balcão? Brigar com o atendente? Optei por agradecer e comentar que pegaria alguma coisa no balcão de cortes prontos. Acho que era isso que ele queria mesmo. Enquanto escolhia, meu garoto, 12 anos, resumiu: “- O açougueiro estava com preguiça de te atender”.

Atender bem é saber que do outro lado existe alguém igual a você e que pode ser apenas um chato ou uma pessoa com enorme potencial para gastar, para te fazer um convite profissional, para se tornar seu amigo ou até ser o grande amor de sua vida.

Creio que no mundo dos negócios muita gente perde dinheiro por simplesmente não falar as palavras certas. Elas estão ali, fáceis de serem ditas, mas alguma coisa parece impedi-las de serem exteriorizadas. Pior é notar que essas pessoas se mantêm atrás dos balcões, atendendo telefones, preenchendo contratos, recebendo clientes. São as mesmas que vão a palestras de motivação, riem muito, mas no dia seguinte seguem sua rotina de desperdiçarem oportunidades.

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Mudamos o blog; de novo

Amanhã faz dois anos que estou no WordPress. Tenho tido muitas alegrias em manter essa página pessoal, mas sempre estou refletindo sobre o papel que o blog exerce na minha vida. Claro, me preocupo com a repercussão que tem junto aos leitores. Entretanto, a manutenção do blog é algo que vai além da relação que tenho com os leitores. Tem a ver com a necessidade de me expressar, exercitar minha timidez e superar o meu jeito reservado de ser.

Hoje, primeiro dia de junho, coloco no ar um novo template. Faz parte desse sentimento de insatisfação constante e do desejo de melhorar. Embora o modelo que estava usando fosse relativamente recente – menos de seis meses -, desde a disponibilização do Twitter no blog, senti a necessidade uma terceira coluna no blog. Espero que o novo visual valorize ainda mais as informações.

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Novos hábitos

Nosso blog passa a ter link permanente no site da CBN Maringá. Isto deve mudar meus hábitos de atualização. Embora permaneça livre para escrever meus textos, preciso sentir como será a relação com os novos leitores – aqueles que chegarem aqui por causa da CBN.

Por sinal, aos novos visitantes, obrigado! Sejam bem-vindos.

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Ouça mais…

Nos últimos meses tenho estudado bastante o tema “relacionamentos”. O interesse é pessoal. Quero melhorar como ser humano. E relacionar-me positivamente com as pessoas é algo que desejo profundamente. Não sou alguém difícil de lidar. Mas não sou o tipo idealizado de amigo, companheiro. Estou sempre ocupado, trabalhando, correndo, dedicando-me à família e à igreja. Não gasto tempo com ligações para amigos e muito menos tenho disposição para sair com eles.

Nessa luta pessoal para descobrir como desenvolver e potencializar relacionamentos tenho descoberto muitas coisas. Algumas venho procurando adotar. Outras sei que preciso fazer, mas ainda não consegui torná-las uma prática de vida. Pelo menos por enquanto, estão se acumulando na minha lista de frustrações.

Entretanto, venho descobrindo coisas que considero importante compartilhar. Algumas já apresentei aqui. Hoje, vou tratar de outro aspecto que talvez você conheça, mas também pratique muito pouco. Trata-se do exercício do silêncio. Uma das estratégias mais importantes para quem deseja ser agradável, um bom amigo, é ouvir mais e falar menos.

Já dizem os sábios que temos dois ouvidos e uma boca. Portanto, deveríamos ter mais disposição para o silêncio. Um dos escritores do Novo Testamento, o apóstolo Tiago, recomenda que estejamos sempre prontos a ouvir e que sejamos tardios ao falar.

Estes são conselhos preciosos. Não é hábito de todos, mas muita gente fala mais do que deveria. E num relacionamento, quem demonstra disposição para ouvir é capaz de abençoar a vida do outro. Todos nós desejamos ser ouvidos. Mas quem fala demais geralmente chateia, desagrada, irrita, afasta.

As pessoas que não dosam suas palavras e falam tudo que vem à cabeça, causam desconforto, mágoa e geralmente expressam opiniões equivocadas, fora de hora. E sempre há o risco de motivar uma fofoca, uma crítica injusta.

Ninguém consegue construir amizades sinceras com gente que fala demais. Essas pessoas sempre serão alvo de pensamentos maldosos. Nossa tolerância não chega a tanto. A convivência com alguém que fala demais é impraticável.

É difícil admitir que a gente fala demais. Mas, no contato com o outro, observe suas atitudes. Observe a atitude do outro. Alguém que não está interessado em sua conversa quase sempre envia vários sinais de insatisfação. O primeiro deles se revela no olhar. Quando o papo é cansativo, chato, as pessoas olham para os lados, para o vazio, mas nunca diretamente nos olhos do interlocutor.

Portanto, ainda que você tenha muitos amigos, avalie a qualidade de seus relacionamentos. Ouça mais. Nosso egoísmo torna esse ato um tanto doloroso, difícil. Mas certamente vale a pena tentar.

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Blog e twitter se completam…

Não sei se todos leitores deste blog já notaram, mas aí ao lado tem informações atualizadas do Twitter. Tenho procurado fazer com que sejam complementares. No Twitter, o factual, atualizado, pequenos fragmentos. No blog, textos mais longos, elaborados.

A fórmula que encontrei para conviver com as duas tecnologias tem sido utilizada por outros blogueiros. Ainda preciso melhorar a interatividade, principalmente tornar o Twitter base para amplificar discussões no blog. Espero conseguir.

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Breve olá…

Passei por aqui só para agradecer aos amigos que mandaram email e deixaram comentários neste blog. Perdemos nosso avô na madrugada dessa terça-feira e o coração de toda família ficou bastante machucado. Afinal, era uma pessoa querida, alegre e de muita fé.

Esses momentos são sempre difíceis. Também cansativos. Estou esgotado. Não rodamos tantos quilômetros, mas o desgate emocional, a perda de sono etc deixa-nos desorientados, com a cabeça estranha – uma sensação de não estar no mundo real.

Mas vamos em frente. Vou tentar entrar em sintonia daqui a pouco. Em quinze minutos, estarei em sala de aula. Dou todas as aulas hoje.

Já passei pela CBN, editei o Questão de Classe, gravei chamada… Enfim, é a vida em sua rotina de alegrias e tristezas.

Por ora, obrigado.

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Coração triste…

Tem dias que nosso coração está triste. Hoje é um desses dias. Dormi mal. Tive um sonho ruim com meu pai… E fui acordado, antes das 6h, pelo toque do telefone. Impossível não imaginar coisas. O imaginário era real. Do outro lado da linha, alguém informava sobre a morte de um avô – alguém querido pela família que se foi sem se despedir.

Não é o tipo de notícia que a gente quer ouvir. Embora a morte seja nossa única certeza, não a aceitamos. Dói. Faz-nos sofrer. Sofremos com a perda de alguém que amamos; sofremos com a expectativa de que também deixaremos este mundo.

Atualizado: para acompanhar o velório, viajo com a família hoje à tarde. Fico fora nesta terça-feira. Também não apresento o jornal dessa quarta. Espero estar de volta amanhã à tarde.

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Viver bem com pouco…

Meio que por acaso esbarrei numa reportagem de dezembro de 2008 da revista Época. O assunto é instigante. Um daqueles temas que mexem com você, pois estão na pauta de suas preocupações. A reportagem tem um título sugestivo: “Viver bem com pouco”.

Confesso que este é mais um dos meus desejos de consumo. Vivo com pouco. Mas vivo sob o manto da eterna insatisfação. Claro, não sou o único. Muita gente tem renda muito maior que a minha e também está insatisfeito. Mas a Época trouxe depoimentos e falas de gente comum e de especialistas que sustentam a tese de que “foi-se a era de esbanjar e ostentar”. Essas pessoas argumentam que “a nova ordem global impõe consumir com parcimônia e priorizar a recompensa emocional”.

De verdade, espero que isso se torne mesmo uma nova ordem global. A pressão para que conquistemos sucesso, dinheiro e fama é tanta que não conseguimos descansar. Felicidade hoje é traduzida em números. Lembro até de uma frase: “Dinheiro não traz felicidade. Manda buscar”. A frase sintetiza os valores de uma época. Transferimos para o dinheiro todas nossas expectativas, nossos projetos e vivemos para conquistá-lo.

Mas o novo conceito, de “viver bem com pouco”, tem conquistado adeptos. Gente disposta a abrir mão do dinheiro e dos prazeres que ele supostamente proporciona para experimentar a vida sob um ângulo novo e pouco conhecido.

A proposta de “viver bem com pouco” é ampla. Vai desde a maneira como nos alimentamos até a forma como nos relacionamos com os amigos, com a família, com nossos filhos.

Essas pessoas entendem que o prazer não está naquilo que consumimos. Elas acreditam que o prazer é experimentado em coisas simples, como passar horas batendo papo com os amigos, sem necessidade de ter nada para comemorar. Ou simplesmente ficar em casa mais tempo com os filhos.

Na alimentação, por exemplo, há muito tempo transformamos nossas refeições em algo pouco significativo. Só paramos para apreciar os alimentos quando organizamos um almoço ou um jantar especial. O trivial almoço, café da manhã ou o lanche da tarde se tornaram uma obrigação, feitos pela necessidade física.

O ato de tomar um banho é mais uma questão de higiene que algo que possa nos proporcionar prazer. Conversar com um amigo só é bom se não temos mais nada pra fazer. E ainda precisa ser regado por bebidas e comida.

Tudo isso acontece porque queremos casas e carros luxuosos. Vivemos sob a ditadura da beleza. Os corpos devem ser belos, bem cuidados em salões de beleza e estética, por médicos dermatologistas e devidamente vestidos com roupas de marcas famosas. Nosso computador, nosso celular não bastam ser funcionais, precisam ter a mais avançada tecnologia para chamarmos atenção ou causarmos inveja nos colegas, amigos e inimigos.

Os objetivos que temos para a vida estão quase todos relacionados a necessidade de conquistar mais, ter mais. Isso causa ansiedade e frustração. Afinal, poucos terão tudo que sonham. E mesmo se conquistarmos o que desejamos ainda assim vamos perceber que continuaremos insatisfeitos. Motivo? Não são coisas que dão prazer. São pessoas, gente, relacionamentos, filhos, família, Deus. Nossa felicidade passa pela conquista da liberdade, pela sensação de paz interior. Isto não pode e nunca será proporcionado por riquezas ou bens materiais.

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Ubaldo, textos e blog

Dia desses discutíamos em sala de aula algumas das características do escritor João Ubaldo Ribeiro. É impossível não falar das dificuldades que o leitor “iniciante” encontra para compreendê-lo. João Ubaldo tem um refinamento pouco comum entre os novos autores brasileiros.

Numa de suas entrevistas, o escritor revelou que, com o passar dos anos, tem investido cada vez mais tempo em suas produções. Suas crônicas, por exemplo, geralmente eram escritas em 15, 20 minutos. Hoje, dedica horas para concluí-las.

Algumas das características e falas de João Ubaldo me levaram a refletir sobre o exercício da escrita. Nos blogs, somos tão imediatistas que atropelamos elementos básicos que asseguram a qualidade mínima necessária a um texto. Entretanto, garantem uma liberdade que os livros e os impressos tiram de seus autores. Isto resulta em alguns textos muito originais, únicos – numa linguagem popular, provocante, divertida, polêmica.

Só que nem todo mundo consegue exercitá-la. Eu, por exemplo. Meu texto é burocrático, contido. Talvez pela minha própria natureza – tímida, reservada. Sofro a pressão de expressar-me no blog de forma mais apaixonada, passional. Mas, por outro lado, fico me policiando, pensando nas palavras, tentando explicá-las. O cuidado com a construção dos enunciados, sob a pressão de fazer um blog, resulta em abordagens por vezes cansativas.

O que me deixa satisfeito é que, apesar disso, algumas pessoas ainda frequentem com certa assiduidade este blog. Hoje, por exemplo, noto que já passamos dos 300 mil acessos (estamos há menos de dois anos no WordPress). Por tudo isso, só tenho a agradecer. Agradecer a paciência e disposição para ler um pouco daquilo que penso sobre a vida e a sociedade. Obrigado!

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Implicando com as secretárias…

Desculpem-me as secretárias. Não tenho a intenção de ofendê-las. Mas preciso confessar que algumas me irritam profundamente. Pouca gente é capaz de complicar tanto coisas simples como algumas secretárias.

As coisas já começam ruins quando você liga para um certo lugar e, do outro lado, a secretária não se satisfaz com sua identificação e logo tasca:

- Ronaldo? Ronaldo de onde?

Tudo bem. Não sou o Fenômeno. Mas é incrível que para ser gente, para ser atendido, nosso nome precisa vir acompanhado de uma grife. Sem a associação com o nome de uma empresa ou de uma especialidade, você é ninguém.

E quando pede uma informação, rapidamente ela responde:

- Ah… não estou sabendo nada sobre o assunto. Você pode ligar mais tarde e falar com fulano?

Ou ainda:

- Você pode falar com sicrano? Quem sabe ele pode te ajudar.

Pior é que o “sicrano” quase sempre sabe tanto quanto a secretária e leva um susto quando tem que te atender. Dá impressão que ela só está transferindo o “pepino” para outra pessoa.

Está certo. É implicância. As secretárias recebem ordens. Não podem passar para o chefe a ligação de um qualquer. Também não sabem sobre todos os assuntos. E quase sempre são mal remuneradas. Mas será que algumas delas não poderiam ser pelo menos um pouco mais ágeis? Quem sabe poderiam pedir que aguardássemos um minuto (sem nos esquecer no telefone), buscar a informação que necessitamos e dar uma resposta satisfatória? Ou ao menos pegarem nosso telefone e, posteriormente, nos dar a informação solicitada?

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Tudo perto…

A revista Isto É desta semana trouxe uma reportagem sobre a preocupação que hoje existe de morar perto do trabalho. Mais que isto: trabalhar, estudar, comprar, divertir-se tudo perto de casa.

É meu sonho de consumo. Acho que é o sonho de muita gente. O trânsito é o motor desse desejo. Para quem circula por quilômetros para chegar ao trabalho, à escola dos filhos, à igreja etc, o desgaste físico e mental é muito grande.

Em Maringá, por exemplo, tem se tornado comuns os congestionamentos. Estamos longe do caos de cidades como São Paulo. Mas o fluxo nas vias públicas tem sido comprometido pelo aumento da frota de veículos. É carro demais para engenharia de tráfego de menos.

Além disso, o motorista de Maringá deixa o trânsito ainda pior. Falta educação, respeito, gentileza e fiscalização (humana, com agentes de trânsito e não equipamentos). Motoristas que param em fila dupla, que trocam de faixa de forma abrupta, que não sabem estacionar, que entram na via desrespeitando a preferência são algumas das infrações mais comuns.

Essa combinação – engenharia ruim, falta de fiscalização e motorista ruim ou mal educado – é trágica. Muitos acidentes, gente ferida, mortes e trânsito comprometido. É impossível não se estressar. Eu sinto dor no estômago toda vez que penso em sair de casa. Mas não tem jeito. São pelo menos seis “viagens”/dia. Quase 50 quilômetros rodados.

Por isso, é impossível não idealizar uma vida onde tudo esteja perto, ao alcance. Na Isto É, há exemplos de pessoas que têm tudo nos limites de uma quadra – ou no máximo em duas ou três. A pessoa caminha até o trabalho, faz curso, leva o filho para escola, realiza compras etc sem necessidade de carro, moto ou transporte coletivo.

Mas morar perto de tudo custa caro. É privilégio de poucos. No meu caso, só sonho. Sonho meu e da família, acalentado na periferia – longe de tudo e meio que esquecida pelo poder público.

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A paixão do professor…

Gosto de ser professor. Já disse aqui algumas vezes. Encaro a atividade como uma missão. Talvez por minha crença de que apenas a educação pode mudar as estruturas sociais e levar o indivíduo a refletir sobre o ambiente em que vive e suas condições de vida.

A sala de aula é o palanque, o púlpito do educador. Naquele ambiente, forma-se mais que o futuro profissional para o exercício da atividade que escolheu. É lá que o professor deve motivá-lo a pensar sobre os verdadeiros valores éticos e morais. Cada teoria é mais que uma teoria. É uma oportunidade de se valorizar o que somos e o que podemos ser.

É isso que justifica a presença do professor em sala de aula. Ensinar a técnica da profissão, preparar o aluno apenas para o exercício profissional é descartável – algo que, com um pouco de esforço e disposição, qualquer pessoa é capaz de fazê-lo. Na verdade, em boa parte das profissões, a técnica/habilidade aprende-se na repetição, no ato de fazer de novo. A sala de aula é apenas o caminho que conduz à profissionalização.

Por isso, o ambiente escolar deve ser o palco para o desenvolvimento do ser. A aprendizagem da língua, da matemática, da geografia, da história, da filosofia etc precisa ser apenas consequência de uma relação entre aluno e professor. Este, por sua vez, empenhado em levar o aluno a ver a vida e o mundo de uma forma diferente, inesperada, incomum. Visando, por fim, contribuir para o desenvolvimento de um sujeito melhor, ativo, com discernimento e comprometido com o bem comum.

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Mais destaque ao Twitter…

Como o objetivo é deixar o factual para o Twitter, ampliei seu espaço aqui no blog. Na coluna ao lado, as dez últimas atualizações.

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Twitter e blog…

Dia desses disse aqui que de vez em quando sofro crise de blogueiro. Fico insatisfeito, dá vontade de mudar de endereço, provedor, criar outro blog, trocar de temas (layout), e até de “política editorial” (os assuntos abordados em meus textos).

Noutras ocasiões, fiz mudanças. Nem sempre muito claras para os leitores. Mas que mudaram minha relação com o blog.

Desta vez, pensei em voltar a postar no Repiquete. Cheguei a publicar algumas notas por lá. A ideia era manter os textos mais “intensos”, elaborados, neste blog. No Repiquete, os posts curtos, factuais. Desisti.

Parece-me que encontrei a solução. O propósito original permanece. Textos mais longos aqui. Mas as notas curtas vão para o Twitter. Também me mantenho firme na proposta de trabalhar os temas que mais me dão prazer: educação, comportamento, mídia. Claro, continuo refletindo sobre política e economia. Mas com menos frequência.

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Mudanças…

Fiz uma alteração aparentemente pequena, mas que mexe no layout do blog. Depois de muito relutar, dei destaque ao twitter na coluna ao lado. Calendário, apresentação do blog e sistemas de buscas ficaram num plano inferior.

Não sei se ficou bom, mas é uma forma de conciliar melhor blog e twitter. No blog, textos mais elaborados; no twitter, a informação rápida. E numa mesma página, o leitor encontra mais conteúdo.

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Twitter, recomendo.

Já disse aqui que tenho me divertido com o Twitter. É um espaço onde recebo informações, publico breves notícias e consigo interagir com gente querida. Alguns dos meus alunos já descobriram e fazem parte da minha rede de contatos. Isso garante interação, boas discussões. Por isso, questiono-me se este não será o futuro (ou presente?) da comunicação em rede.

Alguns dos blogueiros que acompanho – a Rosana Hermann, o Carlos Cardoso entre outros – estão no Twitter. E hoje fazem mais uso desse serviço que do próprio blog.

Dias atrás, numa discussão em sala de aula, conversamos sobre essas novas redes e tecnologias. O Twitter está na moda. Pode ser modismo. Momentâneo, inclusive. Mas ainda assim penso que vale a descoberta, a experiência.

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De volta?

Não sei… Talvez seja só “fogo de palha”.

Mas a intenção é ressuscitar o Repiquete, um blog meu que estava inativo há cerca de dois anos. Naquele espaço, quero publicar as notas que produzo para a CBN, textos curtos de colegas… Enfim, a produção que muitas vezes se perde, mas que é notícia.

Por aqui, quero publicar mais os textos opinativos. Aqueles nos quais interfiro, discuto, sugiro. Vou manter os resumos das revistas e as manchetes, já tradicionais por aqui. Entretanto, vou restringir este blog aos posts mais pessoais. Preferencialmente, assuntos de comportamento, educação, reflexões com base em pesquisas científicas etc etc. A política ficará restrita aos temas que abordar em minha coluna no Hoje Notícias e um ou outro comentário com base naquilo que vivenciar no estúdio da CBN.

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Quase abandonado…

Ando meio desanimado em manter o blog. É crise. Crise de blogueiro. Não tem nada a ver com os leitores, críticas, frequência a este espaço, comentários etc. É falta de motivação mesmo. Talvez efeito Twitter. A objetividade do Twitter, a ausência da necessidade de contextualizar, a publicação descompromissada de qualquer tema… Enfim, tudo isso acaba me estimulando a estar mais no Twitter que neste blog.

O desabafo aqui também não significa que vou fechar a casinha e nem necessidade de ser motivado por alguém a continuar com o blog. Certamente vou mantê-lo. É capricho pessoal. Quase uma doença. O post é só para justificar por que o blog anda mais chato do que normalmente já é…

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  • De saída... Fecho por aqui a conta da semana. Um bocado cansado. Mas a semana foi produtiva. A todos, um bom fim de semana! 1 day ago
  • Os riscos das redes sociais. O caso Facebook: http://wp.me/p2zHT-29R 1 day ago
  • Conseg aprova proposta de monitoramento com câmeras na área externa dos bancos. Tem crescido os assaltos nas proximidades das agências. 1 day ago
  • Hemocentro realiza solenidade para homenagear doadores voluntários de sangue. A solenidade será nesse sábado, às 9h. 1 day ago
  • Microchips para controlar cães e gatos: http://wp.me/p2zHT-29P 1 day ago
  • Copel vai trocar geladeira de 12 mil famílias. Ideia é promover economia de energia elétrica. Programa será em Umuarama e Paranavaí. 1 day ago
  • Teto de shopping desaba na zona sul de São Paulo; PM diz que há feridos. 1 day ago
  • Requião quer ser candidato a presidente: http://wp.me/p2zHT-29N 1 day ago
  • Governador Roberto Requião quer ser candidato à presidência da República. Anúncio seria feito amanhã. Informação do senador Pedro Simon. 1 day ago
  • Prorrogação do prazo para uso do aterro controlado de Maringá foi negado pela Justiça. Por outro lado, prefeitura não quer falar s/assunto. 1 day ago
  • Consumo acima da média provoca falta de água em Cianorte. A informação é da Sanepar. O consumo aumentou em 15%. 1 day ago
  • Estou no ar com o CBN Mgá 2a Edição. O assunto do dia são os binários - avenidas em sentido único no centro. Vai dar certo? Opine. 1 day ago
  • Fechando a conta da manhã... Volto após o almoço. Apresento o CBN Maringá 2a Edição. Boa tarde a todos! 1 day ago
  • Yoani Sanchez entrevista Barack Obama: http://wp.me/p2zHT-29L 1 day ago
  • @kikovieira @adrianopdu @issamu @giselemanjurma Obrigado pela opinião de vocês a respeito dos binários. Já coloquei no ar na CBN Mgá. 1 day ago

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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