Blog do Ronaldo

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Poupança segue isenta de Imposto de Renda

Nesta semana já havia discutido o assunto com o professor de Economia, Antonio Agenor Denardi. Mas hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou: a Poupança não será taxada em 2010. É uma ótima notícia.

Embora a medida se justificasse – evitar a transferência de investimentos em fundos para poupança, por exemplo -, o investidor seria prejudicado tendo de pagar IR sobre os rendimentos.

PS- Quem tem um dinheirinho pra aplicar, vale a pena pensar no mercado de capitais. Com a economia estável e a retomada do crescimento, é uma boa alternativa.

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Novo parque industrial em Maringá

Secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá anunciou hoje o projeto de construção de um novo parque industrial. Em entrevista à CBN Maringá, Valter Viana, disse que a administração idealiza um novo espaço para atender aos pedidos de empresários maringaenses. Só para atender as solicitações já feitas ao município, a prefeitura precisa de 25 alqueires de terra. O custo é alto. Mas, segundo Viana, o secretário de Fazenda garantiu que o município vai viabilizar os recursos.

Ainda em entrevista, ele falou que Maringá deve fechar o ano com saldo positivo de 6 mil empregos. Também comentou o projeto que isenta os microempreendedores de impostos da prefeitura.

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Mais de 5 mil na malha fina

A Receita Federal deposita hoje o maior lote de restituições do Imposto de Renda. Ao todo, são R$ 2,5 bilhões. Segundo o delegado da RF em Maringá, Luiz Fernando da Silva Costa, quase 13 mil contribuintes da região recebem mais de R$ 11 milhões. Por outro lado, 5.194 contribuintes ficaram retidos na malha fina. Em janeiro, devem ser notificados pela Receita. O órgão deve pedir mais informações a respeito dessas declarações.

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Desemprego pós-Lula

Ontem, ao falar sobre o índice de desemprego no país, o Jornal da Band lembrou: quando Lula assumiu a presidência mais de 13% da população estava desocupada. No último mês de outubro, a taxa ficou em 7,5%. Talvez isto ajude a explicar a popularidade do presidente e a grande chance que Lula tem de emplacar Dilma Rousseff em seu lugar.

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As manchetes do dia

Leia aqui os resumos das manchetes dos jornais de Maringá. Destaque para as informações a respeito da geração de empregos em nossa cidade e no estado do Paraná. O saldo é positivo. Maringá tem o maior saldo de empregos entre as cidades do interior.

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Apagão é o assunto do momento

O assunto de hoje na imprensa nacional é o apagão de ontem. Dez estados brasileiros e o distrito federal ficaram sem energia elétrica. Cá com meus botões, estou pensando: vamos esquecer da Geisy? Afinal, a “velha” teoria da agenda setting explica a lógica das notícias…

Por sinal, dos grandes jornais do país, apenas a Folha e O Globo conseguiram dar o assunto como manchete. É provável que os demais já tivessem fechado a edição para impressão.

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Comércio ambulante e omissão do poder público

Reportagem da CBN Maringá falou sobre as expectativas de venda do comércio ambulante. Os camelôs estão animados com a chegada do Natal. Dizem que vendem bem mais nesse período do ano. E estão tranquilos. Não há fiscalização. Eles “trabalham” livremente.

Esse tipo de atividade é ilegal. E a favor da ilegalidade não há argumentos.

Semelhante a outros municípios, o poder público maringaense tem sido omisso, tolerante com o comércio ilegal. Não são apenas produtos de descaminho, tem ainda a venda de artigos piratas. CDs e DVDs são oferecidos livremente.

O comércio ambulante é ilegal. Deveria ser combatido. Aqui não cabe sequer o argumento de essa ser a única maneira desse pessoal obter renda.

Além disso, atrapalha o comércio, não há recolhimento de impostos e os próprios vendedores são vítimas da ilegalidade, pois estão fora do sistema previdenciário.

Claro, também somos responsável. Afinal, compramos esses produtos estimulando esse tipo de atividade. Contudo, penso que, embora seja necessário uma consciência ética, moral, o poder público deve ser cobrado por sua passividade diante de algo que está diante dos nossos olhos.

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Aumento do álcool: perdemos duas vezes

Abrimos o CBN Maringá desta manhã tratando do aumento do preço do álcool. Encontramos motoristas que já preferem encher o tanque com gasolina, pois as diferenças entre os combustíveis não chegam a ser significativas.

O aumento no preço do álcool nas usinas é uma realidade. Por conta da cotação no mercado internacional, os produtores têm optado por transformar a matéria prima em açúcar. Afinal, a lógica que move o produtor é a do lucro.

Se o açúcar dá mais dinheiro, não há razão para produzir álcool.

Ao optar pelo açúcar, o produtor ganhou duplamente. Com o açúcar e com o álcool. Ao reduzir a oferta de combustíveis no mercado, o preço disparou.

Mais uma vez, o consumidor paga a conta. Duas vezes, é preciso lembrar. Está pagando mais pelo açúcar e na hora de abastecer.

Aqui em Maringá a situação é ainda pior, pois não existe concorrência. Cascavel, por exemplo, tem o preço mais alto do Paraná. Entretanto, enquanto tem posto vendendo por R$ 1,87, há outros que comercializam o produto por menos de R$ 1,60.

No caso de nossa cidade, não tem para onde correr. Os preços são alinhados. As diferenças não superam três centavos. Um desrespeito ao consumidor.

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Aumento para os aposentados

Existe muita expectativa em relação ao projeto do senador Paulo Paim (PT/RS) que quer reajuste igual ao do salário mínimo para todos os aposentados. Hoje, isto não acontece. O mínimo tem um reajuste, quem ganha mais geralmente recebe aumento menor – quase sempre, só a reposição da inflação.

Do ponto de vista social, a proposta de Paim é justa. Afinal, os aposentados têm perdido poder de compra. Entretanto, sob a perspectiva da responsabilidade fiscal, conceder reajuste semelhante é um desastre para a Previdência, já deficitária em bilhões e bilhões de reais.

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Venda de motos cai mais de 20%

Dados da Fenabrave apontam que houve redução na venda de veículos no mês de outubro. A queda foi superior a 4%. Chama atenção o fato de o setor de motocicletas ter sofrido maior impacto. No acumulado do ano a redução supera 20%.

Essa realidade é sentida em Maringá. Tem empresas em dificuldades. Algumas fizeram cortes severos de pessoal. As financeiras também sofrem com a falta de pagamento. Como se sabe, muito do comércio de motos é mantido pelas vendas parceladas. E alguns dos clientes não têm honrado o pagamento mensal.

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Reajuste do álcool no Paraná é o segundo maior do país

Dados da Agência Nacional do Petróleo revelam que alta do álcool no Paraná foi a segunda maior do Brasil. O combustível ficou 15% mais caro nas últimas semanas…

Um mês atrás o álcool custava, em média, R$ 1,39. Na semana passada, data do último levantamento da ANP, o preço médio era de R$ 1,60 nos postos do Paraná. Em algumas cidades era possível encontrar o produto por R$ 1,38. Noutras, por até R$ 1,80.

Entretanto, como disse aqui dia desses, ainda vale a pena abastecer com álcool. O cálculo é simples. Basta observar o preço da gasolina. Se o álcool estiver custando 30% a menos, pode encher o tanque que não há prejuízo.

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Pode cair mistura de álcool na gasolina

Estava na hora… O governo federal estuda reduzir a mistura do álcool na gasolina. A ideia é forçar a redução do preço deste combustível. Existe ainda a preocupação com o desabastecimento. Afinal, os produtores têm preferido transformar a matéria-prima em açúcar, por causa da cotação internacional.

A mistura atual de álcool anidro na gasolina é de 25%. A intenção do governo é reduzir para 20%. A economia seria de aproximadamente 100 milhões de litros.

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Bolsa Família e o combate a fome no país

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. E, no Brasil, temos muito a comemorar. Um ranking elaborado pela Ong antipobreza Action Aid revela que o Brasil é líder no combate à fome. Isto, numa lista de 50 países em desenvolvimento.

A Ong ainda pontuou que são os programas governamentais os responsáveis por determinar o progresso em relação à fome. Ou seja, são os esforços de um governo que reduzem os níveis de miséria de um povo. Não o crescimento econômico, a produção de riquezas. Estes são importantes, mas é o Estado quem estabelece as regras para distribuição das riquezas de um país.

Por isso, a publicação do ranking trouxe elogios ao Bolsa Família, principal programa de combate a fome no Brasil. O relatório ainda aponta que, além de pôr comida na mesa de milhares de pessoas, houve redução da subnutrição infantil em 73%.

São estatísticas que deveriam nos orgulhar. Ainda que o programa seja questionável sob alguns pontos de vista, o Bolsa Família tem contribuído para impedir que gente como nós passe fome. Isto é significativo demais, já que dados recentes revelam que 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo.

Felizmente, por aqui, os números são decrescentes. E o Bolsa Família tem importante contribuição na redução da fome em nosso país.

O que se lamenta no programa é que estimula o conformismo. Tem muita gente que se satisfaz com alguns poucos trocados e abre mão de trabalhar. Prefere receber migalhas a ter uma vida mais confortável. Isto não é regra. Mas há depoimentos de empregadores, principalmente em estados do Norte e Nordeste, que encontram dificuldades em contratar trabalhadores, pois estes estão acomodados com o que recebem do Bolsa Família.

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Dúvida: abastecer com álcool ou gasolina?

O preço do álcool aumentou. Há duas semanas estamos gastando mais para encher o tanque. Em Maringá, o consumidor ganhou um presente às vésperas do fim de semana prolongado. Se o litro do produto já estava custando caro – R$ 1,58 -, ficou ainda mais “salgado”. Passou a ser vendido na bomba por R$ 1,68. E não há diferença entre os postos. Tudo alinhadinho…

Para quem tem carro flex surgiu a dúvida: abastecer com álcool ou gasolina? Afinal, o que está compensando?

Embora já tenha falado sobre o assunto aqui no blog, volto ao tema. Os especialistas sugerem que, para empatar, o preço do álcool tem que estar pelo menos 30% mais baixo que a gasolina. Ou seja, se a diferença for inferir a esse índice, vale a pena encher o tanque com gasolina. Se a diferença for superior – algo em torno de 35%, 40% -, o álcool representa uma maior economia.

Na prática, tendo em conta que a gasolina está sendo vendida, em Maringá, por cerca de R$ 2,58, começa a ser prejuízo usar álcool a partir do momento que estiver acima de R$ 1,80.

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Horário de verão afeta o humor

Quem me acompanha por aqui já sabe, não gosto do horário de verão. Meu organismo sofre para se adaptar. Adiantar o relógio em uma hora me faz um mal danado. Mas não sou o único. Hoje, conversei com o médico neurologista Paulo Cezar Marcelino. Descobri que ele não aprova a mudança.

Ele lembrou que horário de verão afeta o humor das pessoas. E tem gente que vai passar os próximos quatro meses reclamando… Mas o neurologista foi mais longe. Destacou que o horário prejudica crianças que estudam no horário da manhã. Por isso, sugeriu que haja uma mobilização para alterar a lei e deixar a mudança para dezembro. Claro, não dá pra ser neste ano. Mas é algo a se pensar…

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Queda na oferta aumenta preço do álcool

Ouvi há pouco o presidente da Alcopar, Anísio Tormena. Falamos sobre o preço do álcool combustível. E a coisa não está boa para nós, consumidores. Caiu a oferta do produto. Isto inflacionou os valores do álcool nas bombas de combustíveis. Hoje, as usinas estão vendendo o litro por R$ 1,08 – com ICMS.

Um dos motivos da queda da produção, segundo Anísio Tormena, é a preferência do setor pelo açúcar. Este produto está bem cotado no mercado interno e externo. Uma quantidade maior de matéria-prima está sendo transformada em açúcar. Logo, caiu a oferta de álcool. O preço subiu e há margem para aumentar ainda mais.

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Bancários, banqueiros e a greve

A greve dos bancários continua. E a população enfrenta transtornos com a paralisação. Uma reportagem de Luciana Peña, na CBN, revelou que o movimento nas lotéricas aumentou. Mas alguns serviços só mesmo em bancos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários na região, Claudecir Souza, a reunião de sexta-feira terminou sem resultados práticos para a categoria. Nenhuma contraproposta foi apresentada.

A gente espera que a greve possa terminar o mais rápido possível. É preciso haver disposição para negociação de ambas as partes. Historicamente, os bancos têm sido lucrativos. A cada ano registram balanços recordes de lucros.

Dialogar com os bancários e oferecer melhores condições de trabalho e de salários deveriam ser prioridade para os banqueiros. Enquanto eles permanecem em suas salas, longe das reclamações dos clientes, os trabalhadores em bancos enfrentam a rotina da falta de funcionários, das reclamações por causa das filas e de tantos outros problemas que só conhece quem vive essa realidade cotidiana. Por isso, se há uma categoria que pode reclamar conquistas reais, esta é a dos bancários.

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Orçamento prevê muitas obras para Maringá

A Prefeitura de Maringá apresentou ontem o planejamento orçamentário para 2010. A previsão é de um crescimento de 14% nas receitas. A Secretaria de Fazenda fez uma projeção de R$ 624 milhões. Otimista? Talvez.

E a lista de investimentos é grande. Tem dinheiro para quase todas as áreas. R$ 30 milhões para Educação, com recursos para concluir três escolas e construção de outras três. Serão R$ 63 milhões para outras obras, como, por exemplo, o contorno da UEM, iluminação pública e parques industriais.

O município prevê R$ 18 milhões para moradias populares; R$ 6 milhões para a Vila Olímpica; R$ 7 milhões para construção de postos de saúde; e mais R$ 20 milhões para linha férrea.

Estes são apenas alguns exemplos de investimentos previstos para o próximo ano.

Cá com meus botões diria que é possível crer que 2010 será um ano positivo para Maringá. Um ano de muitas obras. E muito disto viabilizado por recursos do governo federal. Mas nada é desprovido de interesses. O próximo ano, para quem não lembra, é ano de eleições. Todo mundo quer votos. Transformar uma cidade num canteiro de obras é sempre uma estratégia eficiente para a conquista de eleitores.

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Vereador defende revitalização ampla da área central de Maringá

Recebi na CBN Maringá o vereador Flávio Vicente. Falamos sobre a participação dele no congresso realizado entre os dias 9 e 16 de setembro em Chicago/EUA.

Ele trouxe de lá alguns exemplos de projetos bem-sucedidos na recuperação econômica das áreas centrais de grandes cidades do mundo. Certas iniciativas servem de exemplo para o centro de Maringá.

Vicente disse, por exemplo, que o projeto da revitalização da Brasil precisa ser complementado. A proposta da prefeitura, já com recursos garantidos, não contempla a recuperação econômica da área central.

Por isso, o vereador aponta que projeto atual da prefeitura atende parcialmente as necessidades da região. Trata da mudança de sentido da avenida, aponta como funcionará o transporte coletivo, entretanto faltam propostas para atender aspectos essenciais como segurança, limpeza, promoção do comércio de rua e valorização imobiliária. Aqui entra o tal do shopping a céu aberto.

Ele cita, por exemplo, que a atual revitalização da Brasil não tira das ruas traficantes e prostitutas – que hoje circulam livremente, principalmente após as 20h.

Na entrevista, Flávio Vicente ainda citou que esse projeto amplo precisa ser desenvolvido com apoio da prefeitura, mas que a gestão deve ser da iniciativa privada. Funciona assim lá fora. Pode dar certo por aqui. E o Sivamar e outras entidades estariam trabalhando nesse sentido.

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Poupança versus investimentos em ações

Quem tem mais de R$ 50 mil na Caderneta de Poupança vai pagar Imposto de Renda sobre os rendimentos. O assunto não é novidade. Também não são novidades as críticas feitas por segmentos da sociedade, principalmente da oposição ao governo.

Particularmente, desaprovo a medida. Entretanto, observo que a iniciativa tem motivado muita gente a pensar em estratégias diferentes de aplicação do dinheiro. Quem tem uma reserva, começa a estudar alternativas. E, ao que parece, investir em ações tem sido um bom negócio. Apesar dos riscos, fica claro que os papéis estão em alta. Neste ano, quase metade das ações do Ibovespa subiram mais de 50%.

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Ricos, pobres, desigualdade

O rico gasta em três dias o que o pobre gasta em um ano. Este é o retrato da desigualdade revelado nas primeiras análises feitas pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base nos dados do Pnad, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE.

Quando vi a notícia, republiquei no Twitter. Acrescentei um breve comentário. Apontei: é revoltante. Não, não fico revoltado com os gastos dos ricos. Reconheço que muitos esbanjam, jogam dinheiro fora. Entretanto, o que leva à indignação é a desigualdade. Enquanto alguns têm muito, outros têm tão pouco. E os que vivem com pouco são a maioria.

Esta semana conversei com um pós-doutor em Economia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Falávamos sobre a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. As duas coisas, conceitualmente, são diferentes. Historicamente, o Brasil é uma máquina de crescimento. Entretanto, segue patinando quando o assunto é desenvolvimento.

O crescimento implica na geração de riquezas. O tamanho do PIB, o Produto Interno Bruto. Mas, quando não disciplinado, planejado, não beneficia a todos.

Já desenvolvimento é algo mais complexo, amplo. Estamos falando do crescimento de riquezas que resulta na promoção humana, que dá garantia mínima de acesso de um povo aos bens e serviços gerados por uma nação. E isto efetivamente não ocorre no país.

Entre 1930 e 1980, o Brasil foi um dos campeões mundiais em crescimento econômico. Superamos até mesmo o Japão, uma das mais importantes economias do mundo. Mas quanto avançamos na distribuição de nossas riquezas?

Boa parte da população não tem trabalho digno. Não tem renda suficiente para atender as necessidades básicas do homem – alimento, moradia, saúde, educação. Aqui não relacionamos sequer o direito ao lazer, fundamental para que a vida não se torne um fardo.

O governo federal argumenta que gasta bilhões em políticas públicas de promoção humana. O Bolsa Família é uma dessas alternativas. É preciso reconhecer, as pessoas atendidas ao menos conseguem ter alimento na mesa. E há, teoricamente, a contrapartida da educação. Mas é suficiente? Não. Chega ser uma agressão ao ser humano acreditar que o Estado cumpre seu dever ao oferecer, em média, 50 dólares/mês às famílias em situação de risco.

O dever do Estado é reduzir a distância entre ricos e pobres. Isto não se faz acabando com os ricos, como se tentou fazer no passado nos chamados países comunistas. Faz-se como resultado de políticas públicas que garantam condições iguais a ricos e pobres, e de intervenção direta em questões fundamentais como, por exemplo, o acesso à moradia. A contradição chega ser intrigante. Quem pode pagar, tem casa; quem não pode, depende do aluguel – ou vive de favor ou ainda nas favelas.

E os tributos? Um estudo recente revelou: o pobre é quem, proporcionalmente, paga mais impostos. E a educação? Os menos favorecidos dependem da educação pública, que, lamentavelmente, tem pouca qualidade. Na saúde? Vai para o SUS. Quando precisa de tratamento especializado, fica meses até anos na fila de espera.

Superar tamanha desigualdade deve ser vista como prioridade. Não apenas pelo governo. Deveríamos nos sentir responsáveis. As consequências afetam a nação. E o maior exemplo é a escalada da violência.

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O segredo para ser bem atendido no banco

Ou se tem dinheiro ou se conhece alguém de dentro… De maneira simplória, poderia dizer que esse é o caminho para ser bem atendimento numa instituição financeira. Pelo menos, não conheço outra alternativa. Como me falta o primeiro recurso, percebo quanto o segundo é fundamental: conhecer algum funcionário.

Veja minha história… No ano passado, ao comprar um carro, precisava fazer o seguro. Era a primeira vez. Felizmente, conhecia o gerente e a jovem que cuidava do setor. Fui bem atendido, fizeram um desconto interessante, fechei o contrato.

Cá estou, um ano depois. O gerente foi transferido. A moça deixou o banco. E eu? Liguei para o 0800. Afinal, ninguém da agência sequer me deu um alô para perguntar: vamos renovar o seguro? E, detalhe, não consigo falar com o atual responsável.

Ainda lembro que, quando contratei a seguradora, fui informado que receberia um desconto na renovação. Logo, o valor pago ficaria menor. Por duas razões: o desconto e a depreciação do veículo. Esta era minha expectativa.

Após alguns minutos apertando números no aparelho de telefone,seguindo as orientações da mensagem eletrônica, consegui falar com uma atendente do 0800. Maravilha, pensei. Ela fez uma série de perguntas – daquelas mecanicamente memorizadas. Por fim, apresentou os valores. Quase tive um troço. Meu carro perdeu 15% do valor. Mas o seguro subiu 10%. Reclamei. Ela alegou que os cálculos foram revistos e não havia o que fazer. O melhor que podia me oferecer era parcelar em seis vezes juros.

Alternativa? Felizmente havia. Neste último ano, conheci por acaso alguém de outro banco que trabalha no setor de seguros. Liguei. O rapaz lembrou de mim. Foi gentil e prometeu fazer uma oferta irrecusável. Ela veio. O mesmo pacote oferecido pela seguradora atual, com mais algumas coberturas, e um valor 30% menor.

Estou trocando de empresa… Até o ano que vem. Torço pra que até lá ninguém mude de emprego ou seja transferido de agência.

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Alinhamento de preços, cartéis e afins

Como vimos nas manchetes, o jornal O Diário destaca as seguidas altas do gás de cozinha. Recordo que seis meses atrás, era possível pagar R$ 30 pelo botijão. Hoje, conforme a reportagem, o gás poderá chegar a R$ 50. Trata-se da terceira alta seguida deste ano.

Não há justificativa clara para os aumentos. Argumenta-se que as distribuidoras cortaram os descontos. Argumento este muito semelhante ao utilizado pelos donos de postos de combustíveis.

Na verdade, é isso que temo. Tenho a impressão que o setor se organizou e formou uma orquestra similar a dos postos e distribuidoras de combustíveis. Em Maringá, os preços do álcool e da gasolina são os mais altos da região. Por mais que tentem se explicar, nunca conseguem convencer sobre a prática abusiva de preços e o alinhamento existente entre os postos que impede diferentes superiores a dois ou três centavos.

Por isso, muita gente acredita que exista um cartel dos postos, apoiado pelas distribuidoras. E agora com o gás de cozinha? O sindicato da categoria diz que a definição dos valores a serem praticados é de responsabilidade dos próprios donos. Ou seja, não há regulamentação. Portanto, é passível haver um cartel do gás de cozinha.

Começo a pensar nas farmácias, que praticavam descontos de até 30%. Até um ano atrás, conseguíamos preços convidativos no balcão. Os descontos, hoje, não chegam a 15%. E não foi para compensar nenhuma alteração autorizada pela Anvisa. Até porque os preços subiram nas farmácias e os descontos foram cortados.

Ou seja, os diferentes setores econômicos em Maringá parecem organizados. São capazes de mudar a política de comercialização e os preços, aumentando a margem de lucro. É um direito deles? Talvez. Mas a vítima é sempre o consumidor, já que quando há alinhamento de preços, há poucas – ou nenhuma – alternativas de defesa.

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O cartel dos combustíveis em Maringá

A reportagem principal do jornal Hoje Notícias desta quinta-feira tenta desvendar o mistério que existe na comercialização de combustíveis em Maringá. Por aqui e na CBN, temos discutido com frequência o problema. Questionado os preços altos e, principalmente, o nivelamento dos valores praticados nas bombas. Não há praticamente diferença entre os postos – embora existam na compra dos produtos.

O Hoje Notícias dá voz a Valdir Rossi, um empresário e advogado que atua no setor. Ele faz a denúncia. Sustenta a tese de que o cartel existe. Este seria responsável pelo tabelamento. O controle seria dos grandes postos, ligados e apoiados pelas distribuidoras mais tradicionais. Eles seriam responsáveis por inflacionar os preços de venda.

Claro, há postos que podem vender por menos. Entretanto, são impedidos de oferecer álcool e gasolina com valores mais baixos. Quando alguém desrespeita a tabela, o cartel entra em ação. Como tem a sustentação das grandes distribuidoras, podem derrubar os preços – praticando o chamado dumping. O empresário menor se vê obrigado a recuar. Afinal, passa a trabalhar no prejuízo. Isto pode levar, inclusive, ao fechamento do posto.

Portanto, embora aos longo dos últimos anos a credibilidade de Valdir Rossi tenha sido questionada, as denúncias do empresário fazem sentido. Basta observar o comportamento dos postos em Maringá nesta semana. Os preços caíram praticamente ao mesmo tempo, reforçando a tese de que o setor funciona como uma orquestra. Todos tocam a mesma música. Falta identificar quem é o maestro.

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A eterna polêmica do preço dos combustíveis

Quem me acompanha no Twitter deve ter observado um debate que venho travando com um seguidor. A discussão gira em torno dos preços dos combustíveis. Esse nosso colega, ao que parece, comprou a briga dos postos de Maringá. Ele entende que a divulgação feita pela CBN é rasa, superficial e prejudica quem é sério nesse mercado.

Lamento se isto estiver ocorrendo. Entretanto, não creio que os preços informados ao público causem prejuízos ao setor. O consumidor tem direito de saber se há valores menores na cidade e na região. Também tem a opção de escolher. Se entender que o posto que vende gasolina e álcool com preços mais baixos não tem qualidade, basta ignorá-lo e procurar outro estabelecimento.

Ele também reclama da ausência de dados sobre qualidade, procedência. Sinceramente, gostaria de fornecer esses dados. Mas eles não existem. Se hoje você for abastecer, a sua relação com o posto é de confiança. Não há garantias. Menos de meia dúzia de empresas do setor oferecem a certificação concedida pela UEM, por exemplo.

Talvez isto sinalize o desrespeito pelo consumidor maringaense. A lógica defendida é de que preço alto garante qualidade; preços baixos = qualidade e procedência duvidosas. O valor em bomba serviria como atestado de qualidade.

Mas, digamos que essa tese fosse verdade, ainda assim deveriam existir empresas praticando preços baixos. Afinal, como explicar que um posto que compra álcool a R$ 0,80 pratica o mesmo preço que outro que adquiriu por R$ 1,19?

Não há dúvida que a empresa que pagou R$ 1,19 não pode vender por menos que R$ 1,39. As menores médias de lucro no Paraná são de R$ 0,20/livro. Mas e o posto que pagou R$ 0,80 por que não vende por pelo menos R$ 1,20? Não estou aqui questionando sequer qualidade, estou falando de diferenças de preços. Elas não existem entre os postos de Maringá, embora estejam presentes nas notas fiscais de compras.

Portanto, em Maringá, sequer é possível discutir a tese da qualidade. Afinal, se preço é qualidade, todos vendem bons produtos, já que a diferença entre um posto e outro nunca supera três centavos.

Entretanto, aí surge outra questão: como outras cidades do Paraná vendem com preços menores que os praticados por aqui? E por que nesses locais o desvio de valores praticados nas bombas reflete o custo dos produtos?

Surgiria aqui uma hipótese: combustíveis de qualidade são vendidos apenas em Maringá.

Ah… e como explicar que alguns donos de postos instalados em nossa cidade, mas também na região, oferecem os mesmos combustíveis com preços diferenciados?

É inegável que existe um alinhamento na tabela praticada em Maringá. Tem-se a impressão que há um maestro para tal orquestra. E o silêncio reina absoluto. Em todas reportagens que abordamos a questão sempre esbarramos nas justificativas de sempre (combustível barato = combustível adulterado) – e na tentativa de responsabilizar as distribuidoras.

Concluo afirmando que nossa iniciativa de apresentar a cotação aos ouvintes só surgiu após uma série de reportagens a respeito do assunto. Ouvimos todos envolvidos. Ninguém nos convenceu. E as informações de bastidores apontam que há motivos para insistirmos no tema. Portanto, se não podemos operar uma investigação ampla, ao menos cumprimos nosso papel social de deixar perguntas no ar.

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Empregos são sustentados pela agroindústria e construção civil

A agroindústria foi uma das responsáveis pela geração de empregos no Paraná. De acordo com o economista do Dieese, Cid Cordeiro, em entrevista à CBN Maringá, o setor contribuiu para que não houve retração na abertura de postos de trabalho no primeiro semestre deste ano. Cordeiro, no entanto, ressalta que crise econômica impediu que pelo menos 80 mil novos empregos fossem criados no estado.

Ele também falou sobre a construção civil. Disse que é a atual vedete da economia. O setor foi turbinado principalmente pelas linhas de financiamento do governo. E o futuro promete. Além do crédito fácil e das obras do PAC, vem aí uma série de investimentos por conta das adequações necessárias para a Copa do Mundo de 2014.

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Pesquisa indica que brasileiros trabalham além da jornada prevista em lei

A jornada de trabalho no Brasil é limitada a 44 horas/semanais. Mas uma pesquisa realizada pelo Dieese revelou que em muitas regiões metropolitanas do país, os homens permanecem mais tempo no exercício de suas atividades do que o previsto em lei.

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Maringaense discorda de uso das calçadas

A ACIM pesquisou e descobriu: o maringaense não concorda com a exposição de produtos nas calçadas. O Departamento de Estatística da UEM ouviu 380 pessoas. 76% são contra o uso das calçadas pelos comerciantes para exposição de produtos. E 94% discordam do hábito de alguns lojistas de espalhar papel picado no passeio público para chamar atenção dos consumidores.

Os números revelam que o maringaense sabe das coisas. Quem parece estar fora de sintonia são os comerciantes. Estes insistem em tal prática. Pior é notar que o poder público é pouco eficaz em fazer valer a legislação existente. Quanto aos vereadores, o que dizer? Eles são incapazes de tratarem do assunto. Menos ainda de tornarem a legislação mais rigorosa para pôr fim aos abusos.

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Congresso estuda aumentar valor das multas de trânsito

Embora não seja beneficiado pela arrecadação de multas de trânsito, o governo federal está interessadíssimo em elevar o valor das notificações. A ideia é corrigir os valores. Estão defasadas. O percentual varia de 65% a 69%. Isto faria com que a menor multa custasse R$ 90,00. A mais alta, R$ 1.575,00. É justo. E, em alguns casos – dirigir embriagado, por exemplo -, poderia ser ainda mais alta.

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Liberdade bancária aos operários

O Senado analisa um projeto que pode pôr fim a ditadura do holerite. Muitas empresas depositam o salário dos funcionários. Entretanto, escolhem o banco e o empregado tem que abrir conta na instituição. Conforme o projeto de lei, de autoria do senador Aloizio Mercadante, o funcionário poderá escolher o banco e ali a empresa fará o depósito. É um avanço e tanto…

Acho que todo mundo que é empregado já se viu obrigado a abrir conta num banco pelo qual não nutre nenhuma simpatia. Por conta disso, já tive conta no extinto Bamerindus, depois no HSBC, Banestado – que virou Itaú -, Banco do Brasil etc etc. Lembro que trabalhei numa empresa que a cada seis meses negociava vantagens num determinado banco. Aí todo mundo tinha que migrar a conta. A gerência liberava o pessoal para abrir a nova conta, mas nunca para encerrar a antiga. Como fechar a conta numa instituição financeira é algo quase impossível, o funcionário ia se tornando cliente de vários bancos.

PS- A novidade também acaba com as negociações feitas por prefeitos, governadores e diretores de órgãos públicos junto às instituições financeiras. Tem se tornado comum “leiloar” as contas dos funcionários em troca de alguns milhões de reais.

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Pobre trabalha mais para pagar impostos

É o que aponta uma pesquisa do Ipea. Os mais pobres têm de trabalhar 197 dias do ano para pagar os tributos cobrados pela União, Estados e municípios. Já os mais ricos precisam de “apenas” 106 dias. O estudo revela a distorção histórica das políticas de nossos governantes e reforçam a tese de que defendem a elite do país.

Reconher isto – ou insistir neste discurso – não significa ser um esquerdista ultrapassado, como tenho ouvido regularmente. Trata-se de notar que governos vem e vão e mantêm políticas que privilegiam os poderosos. E isso tem a ver com a ideologia burguesa. Os mais pobres só são beneficiados de forma secundária. O olhar é assistencialista. Nunca transformador.

Dessa maneira, persiste a desigualdade e o tratamento injusto a pobres e ricos. Ou seja, por aqui o pobre sofre duas vezes. É vítima de sua pobreza e da estrutura excludente e ainda é penalizado pelas políticas públicas.

PS- Minha reflexão não tem a intenção de sugerir que empresários, investidores, empregadores devem ser excluídos pelas políticas públicas. O que defendo é a necessidade de os governantes terem políticas que priorizem, primeiro, as classes mais pobres. Uma transformação social que aconteça de baixo para cima.

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Supermercados concluem que funcionamento aos domingos não é bom negócio

Empregados e patrões prorrogaram a convenção coletiva para evitar prejuízos ao comércio. A convenção coletiva 2009/2010 ainda não foi definida. Para manter o funcionamento do comércio em horários especiais, representantes das empresas e dos funcionários estenderam o acordo feito no ano passado até o final de julho.

O empresário Ali Wardani, presidente da comissão de negociação, espera que nos próximos dias seja possível anunciar a nova convenção. Ele está otimista e revela que este ano está mais fácil fechar a negociação.

Um dos temas discutidos é a abertura do comércio aos domingos. Mas, diferente de anos anteriores, essa questão também não será difícil de resolver. Segundo Wardani, a maioria dos empresários do ramo de supermercados notou que mantê-los funcionando aos domingos não é um negócio “espetacular”. Pelo contrário, o movimento é pequeno. Ainda assim, deve ser mantida a abertura desses estabelecimentos uma vez ao mês. A proposta é oferecer uma opção aos clientes que têm dificuldade de realizar compras noutros dias da semana.

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Presidente Lula reclama dos impostos

Ontem, o presidente Lula reclamou da ausência de repasse das desonerações de impostos para os produtos. O governo baixou o IPI de uma série de itens, mas os preços não caíram. O governo do Paraná reduziu o ICMS de aproximadamente 95 mil produtos. Mas ninguém conseguiu notar mudanças nos valores praticados pelas empresas. E nem deve notar.

Aqui no blog já tínhamos apontado que a redução dos impostos dificilmente seria repassada. Sustentamos que os empresários iriam incorporá-la aos lucros. É isso que está acontecendo.

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Projeto de Obama copia modelo brasileiro

Um exemplo de que na área econômica e financeira o Brasil tem feito o dever de casa é o projeto (para assinantes) de Barack Obama para o sistema financeiro americano. O que o presidente dos EUA quer fazer por lá é algo que funciona por aqui há cerca de 10 anos.

O principal objetivo do projeto é controlar melhor o sistema financeiro e recuperar a confiança dos investidores. O modelo regulatório é nosso.

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Famintos no mundo já são mais de 1 bilhão

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) anunciou nesta sexta-feira que o número de famintos no mundo deve superar a casa de 1 bilhão de pessoas em 2009. É isto mesmo. Pela primeira vez na história da humanidade, a quantidade de famintos – de gente que sofre com a desnutrição – vai ultrapassar a casa do bilhão. Um dado lamentável. E o que é pior, esse número não nos sensibiliza, não resultará em nenhuma mudança prática no modelo econômico excludente adotado e defendido pela maioria de nossos governantes – e de todos nós, cidadãos do mundo.

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Azul: política é de preços baixos

Entrevistei hoje o presidente da Azul Linhas Aéreas, Pedro Janot. Ele está em Maringá e fez uma visita à CBN. A empresa está operando na cidade há cerca de 15 dias. No país, há seis meses.

No papo, o presidente da companhia sustentou que a política da empresa é garantir voo com preço baixo à população. Pedro Janot ressaltou que, hoje, quem fizer reserva com pelo menos 30 dias de antecedência, paga preço de passagem de ônibus e em 10 vezes, sem juros.

A Azul opera um voo que liga Maringá a Campinas. Embora o destino não seja Congonhas, em São Paulo, a companhia disponibiliza gratuitamente um ônibus para a cidade. Certamente, hoje é um bom negócio.

PS- Questionei-o sobre a política de preços. É política de lançamento ou será permanente? Pedro Janot garantiu que a Azul não é a Gol, que manteve preços baixos só nos primeiros meses de operação no país. Ele citou o duopólio Gol-Tam.

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Taxa de juros: empréstimo e cheque especial

Para quem está pensando em fazer um empréstimo ou precisa usar o cheque especial, o Procon divulgou as maiores e menores taxas de juros e maio/2009.

No cheque especial, a Caixa cobra 6,79%; o Banco do Brasil, 7,7%. As maiores taxas são cobradas pelo Safra (12,3%), Banco Real (9,5%), e Santander (9,5%).

Já os menores juros para empréstimo pessoal também são praticados pela Caixa e BB. A Caixa cobra 4,39%; o Banco do Brasil, 4,56%. Itaú e Unibanco praticam os juros mais altos – 6,81% e 6,71%, respectivamente.

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Central de compras da prefeitura: agora sai?

Uma entrevista concedida pelo chefe de Gabinete da prefeitura, Ulisses Maia, me fez lembrar da promessa de instalação de uma central de compras. A ideia é ótima. Mas faz tempo que é promessa. O município quer centralizar compras e distribuição de tudo que as secretarias necessitam. Vai gerar economia.

Descobri no blog um primeiro texto que fiz sobre o anúncio da central. Ele é de 15 de junho de 2007. Ou seja, está de aniversário. Dois anos da promessa de que a central seria implementada ainda aquele ano. Será que agora vai? O município diz que já foi aberta licitação para reforma do prédio do antigo IBC, futura sede da central. Detalhe, a União alega que vai retomar os barracões do IBC em todo Brasil. Vai usá-los para estocar café – para aquele chamado estoque regular.

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(Falta de) Qualidade no atendimento

Quero falar da qualidade de atendimento em Maringá. Não vou tratar do assunto como especialista. Trata-se apenas do olhar de um consumidor. Alguém que se sente agredido pela pouca disposição de se receber bem um cliente.

A primeira coisa que precisa ficar clara. Atender bem não é ser sorridente, falante, piadista. O inverso também não significa ser grosseiro, mal encarado ou humorado. Este, por sinal, não deveria sequer sair de casa.

Maringá é tida como uma cidade que tem péssimos profissionais de venda. Creio que o problema não está restrito ao comércio. Muito menos à cidade de Maringá. A questão é ampla – vai desde o balcão da loja até o ascensorista do elevador, sem esquecer dos caixas e até gerentes de banco.

Vou tentar ilustrar tal quadro… Nessa sexta-feira, passei pelo supermercado. Fui até o setor de carnes. No balcão, um açougueiro. Ninguém na fila. Era eu e o jovem. Cumprimentei, dei uma breve olhada nos preços. Ele foi logo dizendo: “hoje não tem nada em promoção. Volte amanhã. Vai ter promoção”.

Tudo bem. A informação foi útil. Mas precisava levar alguma coisa para casa naquele momento. Afinal, era hora de almoço. Também não poderia retornar no sábado. Estava interessado em comprar dois ou três itens, ainda que o preço não estivesse dos melhores.

Insisti no diálogo. Perguntei sobre um tipo de carne que parecia estar com o preço interessante. Falei: “- É possível fazer um corte de um quilo, um quilo e meio?”. Gentilmente ele respondeu: “- Amigo, por mais fininho que cortar vai dar pelo menos dois quilos”. E emendou: “- Você volta amanhã e vai encontrar mais opções”.

Diga-me, caro leitor, o que poderia fazer? Invadir o balcão? Brigar com o atendente? Optei por agradecer e comentar que pegaria alguma coisa no balcão de cortes prontos. Acho que era isso que ele queria mesmo. Enquanto escolhia, meu garoto, 12 anos, resumiu: “- O açougueiro estava com preguiça de te atender”.

Atender bem é saber que do outro lado existe alguém igual a você e que pode ser apenas um chato ou uma pessoa com enorme potencial para gastar, para te fazer um convite profissional, para se tornar seu amigo ou até ser o grande amor de sua vida.

Creio que no mundo dos negócios muita gente perde dinheiro por simplesmente não falar as palavras certas. Elas estão ali, fáceis de serem ditas, mas alguma coisa parece impedi-las de serem exteriorizadas. Pior é notar que essas pessoas se mantêm atrás dos balcões, atendendo telefones, preenchendo contratos, recebendo clientes. São as mesmas que vão a palestras de motivação, riem muito, mas no dia seguinte seguem sua rotina de desperdiçarem oportunidades.

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O rendimento da poupança…

O presidente Lula e a equipe econômica seguem discutindo mudanças nas regras da poupança. O debate é complexo. De um lado, existem aqueles que entendem que o poupador deve ter um menor rendimento. A ideia é estimular que migrem para outras formas de investimento. De outro lado, há aqueles que defendem que o poupador deve ser protegido e temem, inclusive, que taxar a poupança pode acabar resultando em ações judiciais.

Cá com meus botões, entendo que as regras não deveriam ser mudadas. Claro, o governo tem bons motivos para mexer nelas. Mas o poupador não poderia ser quase que obrigado a transferir suas economias para um investimento em que assumirá riscos. É uma forma de agressão ao cidadão que, desprotegido, não tem como reclamar – até por não entender direito o assunto.

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O sonho da casa própria…

Vejo na Gazeta do Povo a notícia de que aumentou em 90% os financiamentos imobiliários feitos pela Caixa no Paraná. A quantidade de unidades negociadas saltou de 5,3 mil para 11 mil – isto, levando em consideração apenas os três primeiros meses do ano (aqui ainda não há reflexo do programa Minha Casa Minha Vida). Um crescimento considerável, principalmente em função do atual cenário econômico.

Embora para alguns críticos possa significar endividamento, a conquista da casa própria é mais que a realização de um sonho. Representa liberdade, autonomia, dignidade. Quem assume tal dívida, livra-se de outra: o aluguel. O aluguel é uma forma de servidão. O sujeito vive sob a obrigação de, mensalmente, pagar a outro para ter direito a um teto. Algo que aceitamos passivamente como normal, mas que deveria representar uma ofensa. É uma agressão ao ser humano. Afinal, que direito temos de construir uma sociedade onde milhares sequer têm um teto para se abrigar?

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O que salva a popularidade de Lula…

Fui questionado hoje sobre a popularidade do presidente Lula. A pergunta básica era: tendo em vista a atual queda de popularidade do governo Lula, o que poderia fazer aumentá-la, mesmo se continuar a crise?

Difícil responder, né? Os marqueteiros e assessores do presidente estão cuidando disso pra ele. Entretanto, basicamente fiz as seguintes considerações.

A popularidade do presidente lula está atrelada ao bom desempenho da economia e sua habilidade de comunicação. Primeiro, a população sente no bolso a diferença que o governo Lula tem feito na vida delas. Logicamente, se as pessoas preservarem o emprego, a renda, obtiverem crédito etc, vão continuar aprovando o governo. Se sentirem as dificuldades, vão começar a questionar, a reclamar e a popularidade continuará caindo.

Mas Lula não é popular apenas em função da economia. Ele também é um grande comunicador. Sabe falar a língua do povo. Essa é outra razão do bom desempenho dele nas pesquisas. Por isso, mesmo com a crise, o presidente tem chances de continuar com grande aprovação – embora os índices devam se tornar um pouco mais modestos.

Para concluir, Lula ainda pode contar com a retração da crise. Felizmente, os indicadores econômicos começam apontar que as coisas não serão trágicas por aqui. Isso deve garantir o fôlego que o presidente quer para continuar “nos braços do povo”.

PS- E no que diz respeito à economia, o governo Lula tem feito de tudo para garantir bons indicadores. Basta observar a redução de impostos, o pacote habitacional. Enfim, são medidas que visam preservar a economia – e, de quebra, a popularidade do presidente.

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Novos voos para Maringá…

Maringá deve ganhar em 45 dias dois novos voos. A empresa Pantanal Linhas Aéreas anunciou ontem que pretende colocar em funcionamento dois voos ligando Maringá a São Paulo.

A direção da companhia esteve reunida ontem com o prefeito e com o diretor do aeroporto regional de Maringá. No encontro, os executivos anunciaram que um voo será direto para Congonhas, na área central de São Paulo. Outro fará escala em Marília, mas também terá como destino final o principal aeroporto da capital paulista.

A Pantanal Linhas Aéreas pretende iniciar as operações com preços de mercado e promoções. A ideia é atrair o público. As aeronaves a serem utilizadas terão capacidade para 45 passageiros.

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Reeleição de Anísio Tormena…

Ele está no cargo desde 2000. Com um novo mandato, segue à frente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná até 2012. Em entrevista à CBN, ele falou sobre as conquistas do setor nesses últimos anos. Também apontou que o novo mandato será desafiador, em virtude das incertezas do cenário econômico. Entretanto, ressaltou que a Alcoopar tem como meta obter maior produtividade com a mesma matéria-prima. Para isso, estão previstos mais investimentos em tecnologia. Uma das propostas é produzir álcool a partir do bagaço da cana.

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ICMS X Remédios…

Por causa da redução de ICMS no Paraná, o preço dos remédios pode não sofrer alterações. A Anvisa autorizou o reajuste. Entretanto, poderá não ser repassado. A alíquota menor do imposto deve servir para compensar o aumento. Ou seja, nas prateleiras das farmácias, os preços devem ser mantidos. Uma boa notícia. Afinal, em Maringá, desde o início da crise, algumas empresas do setor cortaram parte dos descontos. Com isso, os consumidores já vinham pagando mais pelos remédios.

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Leite e queijo com soda?

De novo. Já vimos esse filme antes…

Em Goioere, noroeste do Paraná, cerca de 2,6 mil quilos de queijo foram destruídos. O produto não recebia inspeção federal. Na verdade, o selo fixado na embalagem era falso.

Conforme informação dada por Luciana Peña, na CBN, a fábrica produzia queijos sem pasteurizar o leite e falsificava o selo de inspeção federal.

Mas o cenário é ainda mais devastador. No local, os fiscais encontraram também soda cáustica que supostamente seria usada para neutralizar a acidez do leite.

As condições de higiene eram precárias.

Detalhe, o dono do laticínio teve a capacidade de pedir ao prefeito que não destruísse o queijo. Ele queria vendê-lo. Chegou a dizer que, se o produto fosse destruído, a empresa fecharia e dezenas de pessoas ficariam desempregadas. Chantagem? Parece que sim.

O laticínio está interditado.

Os produtores de leite que nada têm a ver com o problema é que devem ser penalizados. O laticínio deve cerca de R$ 100 mil aos pecuaristas da região.

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Redução do ICMS…

Começa a valer nesta quarta-feira a redução do ICMS para aproximadamente 95 mil itens. A redução foi aprovada no ano passado pela Assembléia Legislativa. Pela proposta do governo Roberto Requião, 95 mil itens de consumo popular terão redução do ICMS. Mas o governador diz que, nesse momento, o importante é que a população fiscalize e identifique as empresas que não baixarem os preços.

Ou seja, sem ter muito o que fazer para garantir o repasse da redução do ICMS para os produtos, com benefício direto aos consumidores, o governo transfere a responsabilidade para o cidadão. Este é quem deve fiscalizar. E avisar o governo (nem sei pra quê) se as empresas, principalmente os supermercados, não abaixarem os preços.

Bem, é difícil acreditar que os preços vão cair no Paraná por causa do pacote tributário do governo. Mas uma coisa é certa. Os itens que tiveram aumento na alíquota do ICMS ficarão mais caros. A gasolina é um exemplo.

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Remédios mais caros…

A Anvisa autorizou um reajuste de 5,9% nos medicamentos. A partir desta terça-feira, todo o setor pode repassar esse índice para os remédios. Em Maringá, os consumidores já têm pago mais caro pelos medicamentos. Mesmo antes desse reajuste, várias farmácias cortaram parte dos descontos que praticavam. O aumento, agora oficial e autorizado pela Anvisa, deve tornar ainda mais difícil a vida de quem necessita de remédios de uso contínuo.

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Dados animadores no ICCM…

Os últimos dados do Índice de Confiança do Consumidor Maringaense são bastante animadores. Os pesquisadores da UEM identificaram que 73% dos entrevistados não foram afetados pela crise financeira. A confiança dos maringaenses na recuperação da economia também está em alta.

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Qualidade na mesa…

Uma boa notícia pra fechar a conta…

O consumo de produtos livres de insumos químicos é crescente. A expectativa é de que, no próximo ano, deverão movimentar cerca de 176 bilhões de doláres. A média de crescimento das vendas de orgânicos nos supermercados é de 25%/ano.

Os números certamente refletem uma maior consciência sobre aquilo que se coloca sobre a mesa.

A gente se fala…

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Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

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