Blog do Ronaldo

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Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Aterro controlado de Maringá

Reportagem de Luciana Peña, na CBN:

Na reta final para a interdição do aterro controlado de Maringá, prefeitura tenta provar que já cumpriu 90% do que determinava a Justiça. Enquanto isso a solução temporária para o lixo da cidade esbarra em questões técnicas.

Comentário: A situação está mesmo complicada. Longe de uma solução. O município segue dando uma lição de como não resolver um problema. A questão do lixo se arrasta. Até mesmo a solução temporária se mostra pouco eficiente e passível de questionamentos. O mais curioso é que a vencedora, Pajoan (empresa de Sarandi), talvez tenha dificuldades técnicas para receber o lixo. E a segunda colocada na concorrência pública é a Biopuster. Sobre as quais também pairam dúvidas…

PS- A prefeitura sustenta que já tem uma área de 24 alqueires para destinar ao tratamento do lixo. Mas isto só para o futuro…

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Apucarana escolhe o caminho mais seguro

Apucarana vai entregar a gestão do lixo para a Sanepar. Atualmente o aterro sanitário da cidade é administrado por uma empresa particular. A mudança passou pela Câmara. A Sanepar deve começar a operar no local em janeiro do ano que vem. Pelo menos esta é a proposta do prefeito João Carlos Oliveira.

Trata-se de uma iniciativa sensata. Basta lembrar de Cianorte. O modelo de gestão do lixo naquela cidade é referência. E Cianorte foi o primeiro município do Paraná a entregar o serviço de coleta e tratamento do lixo à Sanepar. Hoje, o poder público não sofre penalidades e nem ações de órgãos ambientais. Isto, porque a cidade soube estabelecer uma parceria com uma empresa estatal, de competência reconhecida em todo país. E Apucarana agora adota a mesma solução. Caminho mais fácil. Menos arriscado. E sem o desgaste de um processo licitatório que nem sempre termina de maneira satisfatória.

Vale lembrar que Maringá já teve a chance de escolher o mesmo caminho. Optou pelo mais difícil. Talvez por isso ainda não pôs fim a um problema que se arrasta há anos.

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Londrina quer abater pombas amargosas

Londrina pediu autorização ao Ibama para o abate das pombas amargosas. Quer eliminar pelo menos 46 mil aves. É a última alternativa para reduzir a superpopulação de pombos.

Embora pareça uma medida agressiva, pelo menos as autoridades de Londrina estão buscando uma solução. Diferente do que ocorre em Maringá. Enfrentamos problema semelhante. Mas permanecemos alheios, como se nada existisse – mesmo tendo prejuízos concretos. Lamentável.

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Dezembro. Esta é a data para reabertura do Parque do Ingá

As obras de revitalização do Parque do Ingá ainda não começaram. Em julho, publiquei aqui a promessa de início IMEDIATO das obras. Ontem, o secretário de Obras Públicas, Walter Progiante, falou à CBN Maringá. Admitiu que, até o momento, o parque segue fechado e sem sofrer mudanças. Nada. Mas uma licitação foi aberta para construção de banheiros e da lanchonete. Outras licitações serão realizadas. Entretanto, não tem data. Só tem data para reabertura do parque: dezembro. Dezembro deste ano. A gente espera…

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É só para lembrar o secretário Mussio

Acaba amanhã o prazo estabelecido pelo secretário de Serviços Públicos de Maringá para implantação do disque bota-fora. Em 9 de junho, Vagner Mussio falou, em entrevista à CBN, que em 90 dias, no máximo, estaria funcionando o serviço.

Para quem não sabe do que se trata, resumo aqui: trata-se do serviço gerenciado pelo município que pretende coletar móveis, eletrodomésticos, colchões e outros resíduos produzidos pelos maringaenses. Hoje, qualquer pessoa que tenha algo dessa natureza para descartar não tem o que fazer. O disque bota-fora será(?) a solução.

Então cá estamos… Aguardando.

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Denúncia: lixo eletrônico às margens do rio

O produtor da CBN Maringá, Fábio Guillen, trouxe hoje uma grave denúncia aos nossos ouvintes. Ele revelou que lixo eletrônico tem sido jogado às margens de córregos da cidade. Tudo debaixo dos olhos das autoridades, sem nenhum tipo de medida prática. Talvez porque ocorra distante das lentes das câmeras de fotógrafos e cinegrafistas da imprensa.

Leia a seguir um trecho da reportagem que foi ao ar nesta sexta-feira.

Não é difícil encontrar lixo doméstico de construção civil jogado em terreno baldio pela cidade. Mas a nova modalidade de desrespeito ao meio ambiente é o lixo eletrônico. A reportagem da CBN flagrou às margens de uma rua no jardim Porto Seguro, em Maringá, dezenas de monitores e peças de computadores. A rua, próxima ao Contorno Sul, é deserta. Não tem casas, apenas barracões e uma fábrica de colchões – o que facilita ação de quem joga o lixo.

Uma moradora, que não quis se identificar, disse que é comum encontrar este tipo de material jogado no local. Outra, contou que as crianças brincam com as peças dos computadores que são jogadas ali.

Mas o mais curioso, está por vir… Leia.

De acordo com o chefe regional do IAP, Paulino Mexia, ainda não há uma empresa que colete lixo de informática em Maringá, mas argumentou que já existem interessadas.

Ok. Não tem empresa para coletar. Mas e daí? Enquanto não tem, o que fazer? Deixar o lixo eletrônico descer pelo córrego?

E o pessoal da prefeitura? O secretário de Serviços Públicos, Vagner Mussio, respondeu à reportagem que não falaria sobre o assunto. Quem sabe seja por que não exista fiscalização efetiva para o lixo eletrônico e para os entulhos de construção encontrados no local.

Veja aqui algumas fotos feitas pelo Fábio Guillen.

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Sarandi acusa IAP de conceder álvara ilegal para empresa de lixo

Segue a polêmica do lixo em Sarandi. Em entrevista à CBN, o vice-prefeito e secretário de Planejamento, Carlos de Paula, sustentou que a prefeitura fará o possível para impedir que outros municípios depositem lixo no aterro sanitário da cidade. Ele ressalta que, para atender a cidade, Sarandi não precisa ampliar a área do aterro.

A empresa responsável pela gestão do lixo protocolou um pedido para ampliação do local. Mas De Paula assegura que a prefeitura não vai atendê-la.

Na opinião dele, a atitude revela a intenção da empresa de receber resíduos de outras cidades. “Não podemos cometer essa insanidade”, declarou.

O vice-prefeito disse que a prefeitura só vai autorizar a ampliação da área do aterro quando houver uma necessidade real causada pela demanda gerada na própria cidade. Ou seja, quando o local estiver quase cheio.

Ele ainda acusou o IAP, mais precisamente o diretor do órgão, Paulino Mexia. De Paula apontou que o próprio álvara concedido à Pajoan Ltda foi de forma ilegal, irresponsável, sem estudos de impacto ambiental.

PS- Para concluir, Carlos de Paula sugeriu que Maringá empurra tudo que não presta para fora de sua zona urbana. O presídio está em Paiçandu. O lixo, quer mandar para Sarandi.

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Tratamento de esgoto feito pela Sanepar

Ao ler a manchete do jornal O Diário desta quarta-feira lembrei de um texto que havia escrito por aqui. Usei o sistema de buscas do blog e encontrei. Em fevereiro, entrevistei o ambientalista Jorge Villalobos. Na ocasião, falamos sobre diferentes questões ligadas ao tratamento da água e o despejo de dejetos nos rios e córregos.

Recordo que apresentamos ao ouvinte a surpreendente informação que o tratamento do esgoto feito pela Sanepar era insuficiente para garantir a não contaminação da água. E reforçamos: a situação é ainda mais grave, pois a população paga pelo serviço. Ou seja, a companhia recebe pelo tratamento do esgoto, mas este é ineficaz.

Villalobos trouxe documentos e reforçou que tudo estava no Ministério Público.

No Diário, o assunto ocupa a página 3. Faz parte da série de reportagens que questiona os preços dos serviços, a qualidade e o contrato com a companhia de saneamento.

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Apucarana pode multar quem não recicla

Soube que Apucarana quer obrigar os cidadãos a separarem o lixo reciclável do orgânico. Aprova a proposta. Sou favorável à liberdade, questiono a interferência do Estado em muitas questões, mas apóio iniciativas que forcem as pessoas a terem um comportamento sustentável.

Não me agrada projetos, como o de Maringá, que visa estabelecer uma taxa de cobrança pela reciclagem do lixo. Mas criar uma legislação, com previsão de multa, para quem não separa os resíduos, parece-me fundamental. Defendo, inclusive, que se estenda a todos – sem ignorar empresas e condomínios.

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Barulho: Polícia Militar transfere responsabilidade para o cidadão

Mais uma vez abrimos espaço na CBN Maringá para tratar de uma reclamação comum em Maringá: perturbação do sossego. Muitas ocorrências são registradas em Maringá. Mas, segundo o tenente Alexandro Gomes, da Polícia Militar, quem não quer ser perturbado precisa registrar queixa na delegacia.

É um absurdo. É uma agressão ao cidadão, vítima do barulho, ter de se expor a esse ponto. Cria um desconforto. A pessoa é obrigada a assumir uma posição de embate, muitas vezes, com uma pessoa conhecida – com a qual convive diariamente. A pessoa é estimulada a se indispor com um vizinho, um conhecido.

Na prática, esse protocolo serve para intimidar o cidadão. É uma forma de fazê-lo se silenciar.

O discurso da PM é de transferência de responsabilidade à vítima.

Claro que a polícia tem lá suas razões. Até em função de impedimentos legais.

Entretanto, a rotina de combate à perturbação do sossego favorece apenas ao infrator. O cidadão/vítima se torna refém de si mesmo, por, na maioria dos casos, optar por não partir para o confronto. Para garantir a paz, vê-se obrigado a tolerar o barulho.

PS- Segundo o promotor de Justiça Régis Sartori, o procedimento adotado pela PM de Maringá está equivocado. Não há necessidade de representação da vítima. O problema é convencer a polícia… E fazer os plantonistas tirarem a bunda da cadeira quando recebem reclamação de barulho pelo 190.

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Veja revela prejuízos dos transgênicos

Embora não seja contra os transgênicos, tenho acompanhado com desconfiança o plantio e a comercialização da soja transgênica. Os argumentos do governador Requião sempre me pareceram coerentes. Nesta semana, um veículo da mídia tradicional resolveu tratar do assunto. A Veja trouxe uma reportagem (para assinantes) reveladora a respeito do tema. Mostrou, por exemplo, que a soja convencional tem sido mais rentável aos produtores.

Por conta disso, abrimos espaço para uma entrevista com o sanitarista Alfredo Benatto, um conhecedor do tema. Ele trouxe informações que confirmam a matéria publicada na revista. Segundo Benatto, os produtores de soja transgênica têm percebido o aumento no custo. Sempre foi alegado que se usava um único agrotóxico. A Monsanto não mentiu. Mas omitiu a quantidade de vezes que se teria de aplicar o glifosato. A dependência também não é bom negócio.

Os produtores começam a perceber restrições de mercado. A Europa, por exemplo, prefere a soja convencional.

Conforme o sanitarista Alfredo Benatto, também há outras consequências na manutenção da cultura transgênica. Houve um aumento de 170% nos resíduos de agrotóxicos no grão e algumas pragas têm se tornado mais resistentes.

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Licença do IAP é apenas para lixo de Sarandi

Tive acesso hoje ao documento que autoriza a Pajoan Ltda a operar em Sarandi. A licença ambiental concedida pelo IAP tem o número 17573. É de 11 de dezembro de 2008 e tem validade de dois anos. Logo, vence no ano que vem.

O curioso é que a licença prevê que o aterro de Sarandi receba resíduos gerados APENAS naquela cidade. Cá com meus botões estou pensando: será que isso põe fim à especulação de que o lixo de Maringá será destinado para Sarandi – ainda que em caráter provisório?

Outro detalhe, também fui informado que a Pajoan recebe cerca de 30 toneladas de lixo/dia. A empresa faz a pesagem. Então, não há muito o que questionar. Mas veio a questão: se em Sarandi, com 90 mil habitantes, todo o lixo gerado na cidade não chega a 30 toneladas/dia, por que Maringá, com pouco mais do triplo dessa população, gera 10 vezes mais resíduos? Alguém já pesou ou é estimativa?

Boas perguntas, não?

PS- Veja aqui a cópia da licença de funcionamento do aterro de Sarandi.

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Em busca de notícias sobre o lixo

O problema do lixo se arrasta em Maringá. Nem sei quantas vezes já fiz matérias e entrevistas sobre o assunto. Recordo das dezenas de textos que escrevi ainda quando o PT administrava a cidade. Depois, produzi outras matérias com o então secretário de Meio Ambiente, José Croce Filho. Já ouvi outras pessoas do município, do Ministério Público, pesquisadores e ambientalistas. Mas até agora a questão não foi solucionada. São tantas idas e vindas…

Vi nesta terça-feira a manchete do Hoje Notícias. Trata da abertura de uma licitação para contratar um aterro sanitário. Maringá não pode depositar os resíduos em seu antigo lixão. Em caráter provisório, a prefeitura diz ter o objetivo de pagar para uma empresa dar a destinação adequada para as 300 toneladas produzidas na cidade. É uma alternativa…

Por conta disso, resolvi ouvir alguém da prefeitura. Mas ninguém quis falar. Motivo? A licitação ainda não foi iniciada. Fiquei com a impressão que o "entrevistado" não teria resposta para algumas questões simples. Apresentar datas, falar sobre as exigências do edital, por exemplo. E, claro, sem deixar de dizer onde existiria na região uma empresa (e um local – um aterro sanitário) disposta a receber R$ 70 por tonelada do lixo retirado de Maringá.

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Prefeitura não ganhou tempo enquanto Parque do Ingá estava fechado

Quem está esperando a abertura do Parque do Ingá até o fim do ano pode botar as barbas de molho. Tal promessa dificilmente será cumprida.

A reserva florestal está fechada há 100 dias. As visitas foram proibidas por causa da morte de vários macacos. Entretanto, o resultado dos exames feitos nos animais tranquilizou as autoridades de saúde e apontou que o parque pode ser reaberto.

Acontece que a Prefeitura de Maringá quer, primeiro, revitalizar o parque. São obras necessários. Entretanto, o município não aproveitou esse período em que o parque estava fechado para adiantar a burocracia. Nenhum processo licitatório foi aberto.

Sabe o que isto significa? O parque vai continuar fechado enquanto a burocracia rola solta. Só depois as obras serão iniciadas. Certamente não ocorreram num prazo inferior a 90 dias. E depois de iniciadas, só Deus sabe quando serão concluídas. Detalhe, nem tudo será feito pela prefeitura. Ainda tem aquela história de que uma empresa – uma oscip, acho – vai cuidar da gestão da reserva.

PS1- Ah… na nota oficial da Prefeitura tem a afirmação de que a obra começará imediatamente. Veja:

- Tendo em vista que não há mais risco para a saúde, as obras de revitalização do Parque do Ingá serão iniciadas imediatamente.

Então tá…

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Discursos exagerados de ambientalistas

Tenho questionado o papel de algumas Ongs. Dia desses escrevi aqui que ambientalistas assumem determinadas bandeiras que têm efeito contrário. Tornam-se ridículas junto ao público. Hoje, vejo coisa semelhante. Ambientalistas criticam a atual turnê do U2. Ressaltam que o transporte aéreo utilizado pela banda e equipamentos presentes nos shows emitem muito dióxido de carbono, principal responsável pelo efeito estufa.

Os ambientalistas têm razão. Há emissão de dióxido de carbono. Mas a nossa mera existência causa prejuízos ambientais. Qualquer ação da vida moderna contribui para o efeito estufa. Portanto, há exageros, hipocrisia em determinados discursos. O que precisamos é ter atitudes responsáveis e compensatórias. Do contrário, voltaremos a viver como os “homens das cavernas”.

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A ideia é remunerar quem preservar

Alguns jornais paranaenses – entre eles O Diário e Folha de Londrina – destacam hoje a posição do presidente Lula de que é necessário remunerar os produtores rurais que preservam o meio ambiente. A ideia do presidente não é nova. Dia desses, publiquei aqui uma tentativa da prefeitura de Apucarana de viabilizar projeto dessa natureza.

O projeto Oásis prevê a remuneração dos proprietários rurais que protegem mananciais, minas e nascentes.

Pela legislação ambiental brasileira, o proprietário tem a obrigação de cuidar da água, reservando toda uma área para a manutenção da mata. Entretanto, não recebe nada por isso. Pelo contrário, ao deixar de produzir naquela extensão de terra, perde receita.

Em Apucarana, a ordem é inverter essa lógica. O proprietário rural que tomar todas as providências para cuidar das nascentes receberá mensalmente um valor que remunera o cuidado com a água.

Certamente, é uma boa iniciativa e que mereceria ser estendida por toda país.

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O papel ridículo de algumas Ong’s

Ninguém pode negar a importância das Ongs. Entretanto, algumas delas defendem bandeiras indefensáveis. Por exemplo, publiquei ontem no Twitter um breve texto:

- Algumas ONGs não têm mesmo o que fazer. Criticar o Obama porque ele matou uma mosca é pra acabar.

Quem não viu a reportagem, merece algumas explicações. Creio que ao menos a matéria do Barack Obama matando uma mosca em rede de tevê você deve ter visto. Mas, voltando ao assunto, o fato motivou uma Ong a protestar contra o presidente americano.

O grupo Peta anunciou que vai presentear Obama com um “cata-mosquito”. Não, não é um “mata-mosquito”. Trata-se de um instrumento para capturar VIVOS os mosquitos. Também não é para guardá-los em cativeiro. O “aparelho” serve para capturá-los visando devolvê-los à natureza.

A Ong não gostou da atitude de Obama. Ele matou a mosca. Deveria tê-la mantido viva. Piada de muito mau gosto.

Claro, a “piada” ganhou repercussão em vários veículos de comunicação. Afinal, faz parte daquele grupo de fatos/acontecimentos que se adequam aos critérios de divulgação da mídia. É imprevisível, surpreendente, absurdo, tolo e até cômico. Logo, é notícia.

Todo mundo tem direito de defender a bandeira que quiser. Contudo, atitudes como essa banalização, ridicularizam o papel das Ongs. Estas têm função importante na atual estrutura da sociedade. Mas o chamado terceiro setor perde credibilidade toda vez que alguém que se apega a alguma tolice e resolve publicizá-la.

Na verdade, muitos desses grupos que defendem a vida, os animais, o meio ambiente etc têm se dado ao trabalho de tornar piada assuntos sérios. As questões ambientais, por exemplo, requerem respostas práticas da sociedade. No entanto, quando alguém se dá ao trabalho de defender, por exemplo, que as pessoas façam “xixi no banho” (os caras têm até site) para diminuir o consumo de água colocam em xeque a credibilidade e prejudicam a defesa de outras bandeiras sérias.

Talvez haja necessidade de mais razão e menos emoção no discurso desses organismos não governamentais. Uma pitada de realidade não faz mal a ninguém. É preciso ter bom-senso e noção do ridículo.

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Maringá está sem tratamento do lixo

O jornal O Estado do Paraná traz nesta sexta-feira o problema do lixo em Maringá. A reportagem revela que Maringá está sem licença ambiental e sem empresa responsável para fazer o serviço. Por conta disso, o tratamento do lixo está suspenso na cidade.

O Estado do Paraná mostra que o lixo segue sendo enviado para o chamado aterro controlado. Mas não há pessoal para fazer a separação dos resíduos. Venceu a licença temporária concedida pelo IAP para execução dos serviços. O mais curioso é que, até ontem, a prefeitura de Maringá não havia solicitado uma nova licença – pelo menos esta foi a informação dada pelo órgão de defesa ambiental à reportagem do jornal.

Ainda na reportagem, há a informação de que o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que o município faça uma licitação e escolha uma empresa para fazer o tratamento do lixo. O município também precisa obter uma licença ambiental.

Na prática, hoje, o serviço prestado pela prefeitura no que diz respeito ao lixo está funcionando de maneira irregular. A impressão que se tem é que a administração pública tem minimizado as consequências de se agir contrariando a legislação ambiental ou simplesmente não sabe como agir para pôr fim ao problema, adequando-se ao que determinam as leis. Mas isso ninguém nunca vai admitir…

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Árvores ainda não foram plantadas

Estava pesquisando um assunto no site da CBN e esbarrei com uma entrevista que fiz em julho do ano passado. No último dia daquele mês conversei com o secretário de Serviços Públicos de Maringá, Vagner Mússio. O assunto foi o plantio de árvores na cidade. Na ocasião, o secretário assegurou que, “árvores serão plantadas, inclusive em frente às empresas que fecharam os espaços com calçadas”. A proposta seria cortar a calçada e fazer o plantio – ainda que a contragosto do proprietário.

Vejo agora, cerca de um ano depois, que se trata de mais uma promessa à espera de ser cumprida. Há inúmeros locais sem árvore na cidade. Muitos delas foram cortadas nos últimos anos. Quase sempre são em frente às empresas que, hoje, podem se orgulhar de mostrar belas fachadas para atrair seus clientes.

PS- Achei outra entrevista curiosa. Esta é do ex-presidente do Instituto da Árvore, Marcos Capelazzi. Ele falava sobre a promessa de repasse mensal de uma verba da Sanepar (R$ 50 mil) para plantio de árvores em Maringá. O dinheiro viria para a cidade mas seria gerido pelo instituto. Será que veio – está vindo?

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Secretário promete disque bota-fora

Já que o assunto do post anterior é uma promessa ainda não cumprida – a implantação da central de compras na prefeitura de Maringá -, temos aqui outra para acompanharmos. Também se trata de uma iniciativa elogiável. Se implantada, facilitará e muito a vida dos cidadãos.

Meses atrás ouvi o secretário Vagner Mússio falar sobre a criação de uma espécie de disque bota-fora. Com ele, a Secretaria de Serviços Públicos pretende coletar móveis, eletrodomésticos e outros resíduos produzidos pelos maringaenses. Hoje, todos nós temos alguma coisa que precisa ser descartada – um fogão velho, uma geladeira antiga, um colchão, um armário, estante etc etc. Entretanto, se não tiver mais uso, não existe um local próprio para receber tais objetos.

Para dar conta dessa demanda, a prefeitura promete criar locais para receber esses resíduos e tratá-los. Hoje ouvi o secretário sobre o assunto. Ele disse que está tudo certo – inclusive a certificação dos órgãos ambientais. Bastaria sair o resultado de uma licitação para aquisição e reforma de alguns containers.

Questionei-o sobre o prazo para implantação do serviço. Mussio respondeu que em 90 dias, no máximo, estará funcionando. Ou seja, em setembro.

A logística também parece interessante. Um atendente vai receber as solicitações dos moradores. Em 10 dias, o material será recolhido. Antes, porém, o cidadão será informado quando (inclusive o horário) o caminhão vai passar para fazer a coleta.

Então, agora é aguardar…

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Animais em situação de risco

Entidades discutem o que fazer com animais em situação de risco. De acordo com o vice-presidente da Acim para assuntos ambientais, Sir Carvalho, os órgãos existentes no município não possuem a estrutura necessária para atender animais abandonados ou que sofrem maus tratos.

Na segunda-feira passada, foi realizada uma discussão sobre o assunto. A conclusão do encontro levou a outra reunião, no próximo dia 29. Isto, porque Maringá não possuem políticas públicas para dar conta de animais em abandono ou que sofrem maus tratos.

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Perda de floresta em Maringá

Reportagem de O Diário desta sexta-feira revela que Maringá perdeu 4 hectares de floresta em três anos. Segundo o jornal, a mais recente versão do Atlas da Mata Atlântica, lançada esta semana, aponta que Maringá perdeu 1,33 hectare por ano entre 2005 e 2008. Dos 49.032 hectares de mata que cobriam Maringá, restaram 1.279 – apenas 3% da cobertura vegetal original.

O chefe do IAP, Paulino Mexia, alega que o órgão ambiental não autorizou qualquer corte de árvores na região. Ele sustenta que os cortes autorizados foram feitos com previsão de replantio. Paulino Mexia acredita que a redução da floresta se deve a exploração que os próprios proprietários rurais têm direito de fazer.

Já o secretário de Meio Ambiente, Diniz Afonso, uma parte da perda de mata se deve ao processo erosivo nas unidades de conservação. A reportagem ainda mostra que parte do restou de mata nativa está na zona urbana de Maringá.

Cá com meus botões, penso que a política ambiental em Maringá tem falhado. Os órgãos que deveriam cuidar das árvores, protegê-las, não têm demonstrado eficácia em suas ações. E os problemas não estão restritos às arvores. Vão muito além.

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Coleta de lixo reciclável…

Moradores de alguns bairros de Maringá reclamam da coleta seletiva do lixo. Com razão. A coleta não tem acontecido com regularidade em certas regiões da cidade.

Entendo como uma forma desrespeito ao cidadão. O hábito de separar o orgânico do reciclável ainda não está presente na maioria das casas. Por isso, aqueles poucos que fazem a separação precisam ser estimulados a manter tal prática. Quando o reciclável não é coletado, o morador perde a motivação em continuar selecionando o lixo reaproveitável.

Mas tem um problema adicional. Em Maringá, discute-se a cobrança de uma taxa para o tratamento do lixo. Na teoria, quem gera mais lixo vai pagar mais pelo serviço. Quem faz reciclagem, pagará menos. Mas como reciclar se a coleta seletiva não é eficaz?

Cá com meus botões, acredito que é dever do poder público estimular a coleta seletiva. Ajudar e, se necessário, viabilizar economicamente as cooperativas de reciclagem. Detalhe, tem projeto para isso. Meses atrás, o vereador Humberto Henrique apresentou, a Câmara aprovou e o Executivo ganhou um instrumento para incentivar financeiramente as cooperativas. Bastaria pagar R$ 70 por tonelada de lixo reciclável coletado.

Isso não representaria um custo para os cofres públicos, pois a prefeitura já paga pelo tratamento do lixo. Por sinal, paga R$ 80/tonelada. Ou seja, economizaria e ainda estimularia o trabalho – e consequentemente, o crescimento – das cooperativas.

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Taxa do lixo não será cobrada em abril…

Esta é a posição do município, segundo o advogado da prefeitura de Maringá, Rogel Martins Barbosa. Ele disse à CBN Maringá que o município aguarda a conclusão de um estudo que estaria sendo feito pela Universidade Estadual de Maringá.

Acompanhe a informação dada pela repórter Luciana Peña:

A partir de abril a prefeitura de Maringá já estará liberada para cobrar taxa pelo tratamento do lixo na cidade, mas a procuradoria jurídica garante que a cobrança só começa após estudo sobre produção de lixo. O advogado para assuntos de meio ambiente da prefeitura, Rogel Martins Barbosa, diz que o estudo é inédito e foi encomendado a pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá. O que se pretende, segundo o advogado, é cobrar de cada contribuinte o valor justo pelo lixo que ele produz.

A gente espera que não haja mudanças nessa posição expressada pelo advogado. Afinal, não seria justo cobrar a taxa de tratamento do lixo sem regras bem definidas. Hoje, particularmente, temo que a cobranca, se implantada, não beneficiará o cidadão consciente que separa o lixo reciclável do orgânico.

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Boa iniciativa em Apucarana…

Poucas iniciativas na área ambiental são dignas de elogios. Um programa lançado pela prefeitura de Apucarana talvez seja uma dessas boas exceções. O projeto Oásis prevê a remuneração dos proprietários rurais que protegem mananciais, minas e nascentes.

Pela legislação ambiental brasileira, o proprietário tem a obrigação de cuidar da água, reservando toda uma área para a manutenção da mata. Entretanto, não recebe nada por isso. Pelo contrário, ao deixar de produzir naquela extensão de terra, perde receita.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Apucarana, João Batista Beltrame, a iniciativa inverte essa lógica. O proprietário rural que tomar todas as providências para cuidar das nascentes receberá mensalmente um valor que remunera o cuidado com a água. A medida é inédita no Brasil. Mas o secretário espera que outras cidades se inspirem no novo modelo de gestão ambiental de Apucarana.

Na opinião dele, essa seria uma forma de não punir os proprietários rurais – geralmente tratados como vilões.

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Desperdício de água…

Um estudo divulgado no Dia Mundial da Água revelou que somos campeões em desperdício desse precioso recurso natural. Enquanto a média de consumo diário deveria ser 110 litros/pessoa, no Brasil, gasta de 250 a 400 litros/pessoa/dia. Somos os recordistas mundiais em desperdício.

No mundo, só Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal têm consumo equilibrado, dentro do ideal preconizado pela ONU.

Detalhe, enquanto no Brasil gastamos de 250 a 400 litros de água por dia, na Namíbia, na África, uma pessoa precisa viver com menos de um litro/dia.

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Cara e ordinária…

Frase de Sérgio Abranches, comentarista do CBN Ecopolítica:

- Nossa gasolina é cara e ordinária.

No Brasil, pagamos 44% mais caro pela gasolina que o americano. Entretanto, o combustível que os Estados Unidos usam tem 46% menos de ozônio. Se a gasolina daqui fosse semelhante a de lá, teríamos muito menos problemas de saúde provocados pela poluição.

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Araucária…

Destaque da Gazeta do Povo sobre o meio ambiente no Paraná:

- Paraná desmata o que sobrou da araucária

A reportagem revela que “o pouco que resta de floresta de araucária no Paraná – só 0,8% do que existiu permanece preservado – está sendo sistematicamente derrubado”.

Araucárias com mais de 100 anos e 1,55m de diâmetro foram encontradas no chão por fiscais do Ibama e policiais federais. Estavam prontas para serem levadas às serrarias.

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Até o Corpo de Bombeiros…

Daqui a pouco, vamos destacar na CBN Maringá:

Bombeiros também são vítimas das baladas de fim de semana. Ao lado do quartel do Corpo de Bombeiros, no centro de Maringá, motoristas em veículos turbinados dificultam a passagem de ambulâncias e impedem o descanso dos plantonistas. O ponto de encontro é um posto de combustíveis. O tenente Eriksen Mafra avisa: chega de orientação. No próximo fim de semana, o som alto vai ser punido com multa pesada.

Convenhamos, se até o Corpo de Bombeiros é vítima do barulho e nada acontece, imagina a situação do cidadão comum.

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Lixo: prazo prorrogado…

A ACIM pediu, a prefeitura de Maringá atendeu. O que havia sido acertado, não vale mais. Pelo menos por enquanto.

Os grandes geradores de lixo – mais de 50 quilos/dia ou 100 litros/dia – deveriam ser responsáveis, a partir de hoje, pela coleta e destinação do que fosse gerado.

Entretanto, a prefeitura prorrogou o prazo. O lixo segue sendo coletado pelos servidores do município.

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Licenciamento ambiental dos postos…

Destacamos na abertura do CBN Maringá a falta de licenciamento de postos de combustíveis da cidade. Por conta disso, o Ministério Público pode acionar cerca de 40 postos de combustíveis de Maringá que não têm licenciamento ambiental. Isso representa mais da metade dos postos em atividade no município.

Os postos alegam que entraram com o pedido de licenciamento em 2002. O tempo parece suficiente para emissão do documento. Mas o chefe do IAP, Paulino Mexia, diz que o processo é mesmo demorado. Ele completa: não adianta pressionar.

Mexia que nos desculpe, mas, conta simples, 2002 para 2009 são sete anos. Seis meses, um ano, não seriam suficientes para cobrar dos postos as adequações necessárias e fazer a emissão do licenciamento?

Sete anos nos parece muito tempo. O mais curioso é que, questionado pela jornalista Luciana Peña, sobre quantos postos já solicitaram o documento, Paulino Mexia sequer soube dizer a quantidade.

Ele também alegou que mudanças frequentes na legislação ambiental impediram a emissão do licenciamento.

Fico pensamento, o correto não seria o IAP pedir aos postos que fizesse as adequações e emitir o documento, cobrando, posteriormente, as atualizações – conforme novas regras vão sendo estabelecidas?

Será que o IAP de Maringá acredita que a lei ambiental será aperfeiçoada a ponto de nunca mais sofrer nenhuma mudança? Aposto que nunca chegaremos ao ponto de plenitude, onde a lei não ganhe novos dispositivos.

Portanto, são injustificados os argumentos do chefe do Instituto Ambiental do Paraná. Sete anos é muito tempo para fazer o licenciamento. Novos postos surgem na cidade e em tempo muito menor tudo está acertado e a empresa passa a funcionar.

Isto sugere que o instituto tem sido pouco competente no acompanhamento da realidade dos postos de combustíveis instalados há mais tempo na cidade.

Felizmente, por outro lado, o Ministério Público tem feito o que lhe cabe. Pressionar, cobrar, acionar. Quem sabe um dia as coisas mudem.

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Pagando pela coleta…

ronaldo_humberto-henriqueO vereador Humberto Henrique esteve no estúdio da CBN Maringá nesta quinta-feira. Falou sobre o projeto que prevê pagamento às cooperativas de reciclagem pela coleta do lixo. O custo seria baixo. Cerca de R$ 11 mil/mês. E beneficiaria muito as cooperativas que sofrem com a crise financeira. Indiretamente, incentivaria aqueles que fazem a coleta de recicláveis e não estão ligados a uma cooperativa a se associarem. Detalhe, a prefeitura deixaria de fazer esse tipo de coleta. O serviço passaria a ser organizado pelas próprias cooperativas.

O projeto será discutido, em segunda votação, na sessão de hoje da Câmara de Maringá.

Foto: Assessoria do vereador Humberto Henrique

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A gestão do lixo em Maringá…

Ontem entrevistei Rogel Martins Barbosa, um dos procuradores da prefeitura de Maringá. Advogado especialista em Direito Ambiental, ele tem sido um dos responsáveis por lidar com a questão do lixo em nossa cidade.

O advogado acredita que nova gestão do lixo em Maringá vai estimular a reciclagem. Mas admite que algumas regras do gerenciamento do lixo ainda precisam ser definidas. Entre elas as variáveis que provocam diferenças na quantidade de lixo doméstico gerado por moradores de um mesmo bairro e de faixa de renda semelhantes

A grande dúvida é como vai ficar a situação daquele morador que recicla. Afinal, não parece justo que alguém que produz dez quilos de lixo por dia e separa três para reciclagem, pague o mesmo valor que o vizinho que não classifica lixo orgânico de lixo reaproveitável, reciclável.

Pelo que temos até o momento, dá para notar que os cálculos do custo que o cidadão vai ter mês a mês para custear o tratamento do lixo serão feitos pela média de lixo gerado pelos cidadãos. Este é um mecanismo justificável para o cálculo, já que é impraticável pesar o lixo gerado dia-a-dia em cada residência.

Contudo, ter um índice médio pode desestimular as pessoas que fazem a separação dos recicláveis. Se o morador que recicla pagar a mesma taxa que o vizinho que não faz a separação do lixo, logo poderá sentir-se injustiçado e abandonar a prática.

Reconhecemos que o mais fácil, nesse caso, é estabelecer um referencial de cobrança pela renda média do trabalhador e média de produção de lixo por bairro. Mas não é o mais justo.

Portanto, essa é só mais uma das questões que devem ser melhor trabalhadas pela prefeitura de Maringá.

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Tratamento de esgoto é precário em Maringá

A denúncia foi feita pelo ambientalista Jorge Villalobos, em entrevista à CBN Maringá. Segundo ele, o Observatório Ambiental, da Universidade Estadual de Maringá, tem dados suficientes para assegurar que falta qualidade ao tratamento feito pela Sanepar nos dejetos despejados nos rios e córregos da cidade. Com um detalhe adicional, a população paga pelo serviço.

O ambientalista também falou sobre outros assuntos. Disse que a omissão dos agentes públicos é responsável pela degração da Bacia do Rio Pirapó. Conforme o doutor Jorge Villalobos, o Instituto Ambiental do Paraná é ineficaz. Idem para a Superintendência de Recursos Hídricos, ligada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Villalobos sustenta que a degradação da bacia não tem sido contida. Pelo contrário, aumenta a cada ano.

Ele também destacou que a fatura da Sanepar não apresenta um dado fundamental, a presença de metais pesados na água. A omissão preocupa, pois os metais pesados são a base dos agrotóxicos tão utilizados na lavoura, presente em praticamente toda extensão da bacia do Pirapó.

Por fim, falamos sobre a possibilidade de abertura de um cemitério em Apucarana, a 200 metros da estação de captação da Sanepar. A empresa responsável apresentou um laudo falho para aprovar o funcionamento do cemitério. Mas o laudo está sendo contestado.

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Parque do Ingá em obras…

Entrevistei hoje o secretário de Meio Ambiente de Maringá, Diniz Afonso. Falamos sobre diferentes temas. Chamou a atenção a informação de que as obras de revitalização do Parque do Ingá devem começar nos próximos meses e terminar até o fim de junho. Diniz afirmou até essa data Maringá deve ganhar um novo Parque do Ingá. Acho difícil. Mas torço pra isso. Afinal, o parque sempre foi um belo lugar pra passar horas agradáveis com a família. Mas, nos últimos anos, o local perdeu em beleza e qualidade.

PS 1- Para ouvir a entrevista, clique aqui.
PS 2- Diniz Afonso informou que a prefeitura conta com dinheiro em caixa para realizar as obras.

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Dia quente…

Terça-feira quente em Maringá. A previsão é de que a temperatura chegue aos 35 graus. Coisa de louco… Mas suporto bem o calor durante o dia. No trabalho, o ar-condicionado ameniza o desconforto. Entretanto, as noites têm sido difíceis. Não tolero o ventilador. Sem ar-condicionado, dormir é uma tarefa quase impossível.

Esta última noite, por exemplo, foi cansativa. O calor não deixava dormir e, entre um cochilo e outro, contava os minutos para o sol nascer. Felizmente, a expectativa é de chuva para o final da tarde. Se as previsões se confirmarem, a temperatura cai um pouco e fica mais fácil conviver com o verão.

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Sobrou a sujeira…

O amigo Rogério Rodrigues lembra que Maringá amanheceu suja; resultado da abertura do comércio nesse domingo. Cartazes, folders, panfletos, copinhos, garrafas etc etc, tudo jogado no chão. Reflexo de um povo porco, relaxado e que desconhece o endereço das lixeiras; e de comerciantes pouco preocupados com a causa ambiental. Sem contar a omissão do poder público. Afinal, já passou da hora de criar uma lei – e fiscalizar sua aplicação – que proíba que calçadas, asfalto e bueiros sejam a destinação final do material publicitário das empresas.

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Praias…

São poucos os pontos próprios para banhos nas praias do Paraná. É isto que revela o primeiro boletim de balneabilidade da temporada 2008/2009, divulgado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). No total, existem apenas oito locais – metade deles em Matinhos. As autoridades ambientais acreditam que o problema esteja diretamente relacionado às chuvas fortes dos últimos dias.

Na verdade, o litoral paranaense e catarinense tem sido castigado pelas chuvas. Em Santa Catarina, a situação é muito mais complicada. Em casa, a gente praticamente descartou a possibilidade de passar as férias em alguma praia daquele estado.

Em anos anteriores, estivemos em Itapoá. As praias são ótimas. A cidadezinha é tranquila, pouco movimentada e garante um clima bem familiar. Gostamos do local. Mas o aumento nos preços das locações nesta temporada, somado ao fato de que a cidade sofreu com as chuvas intensas do último mês, fizeram-nos praticamente eliminar Itapoá de nossos planos para este janeiro.

No ano passado, fomos à Praia Grande, SP. As praias também são boas. A cidade tem boa estrutura para turistas e os preços, atrativos. Mas a viagem é um pouco mais longa e, por isso, cansativa. A família toda gostou de lá, mas, para este ano, prefere menos tempo de estrada.

Desta forma, Matinhos parece ganhar a preferência da turminha de casa. Amigos insistem para conhecermos a região. Por serem pessoas especiais, estamos tentados a aceitar o convite. Com as informações do IAP sobre a qualidade das praias, a motivação aumenta.

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Solução provisória…

Esta é a opinião do promotor Manoel Ilecir Heckert sobre a solução para o tratamento do lixo apresentada pelo Executivo de Maringá. Ele entende que ainda faltam políticas públicas que resolvam definitivamente o problema – ou seja, um local adequado para destinação do lixo, tratamento dos resíduos, e principalmente recuperação da atual área ocupada pelo lixão. Ouça a entrevista aqui.

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Mortes em SC já somam 125…

A catástrofe ocorrida em Santa Catarina já não ocupa tanto espaço no noticiário. Mas o número oficial de mortos continua crescendo. Na manhã desta quinta-feira, o corpo de um homem foi encontrado em um rio em Luiz Alves, no Vale do Itajaí. Walmor Luciani é a vítima de número 125.

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Lixo do lixo…

Curioso o prefeito Silvio Barros lembrar de Cianorte neste momento em que Maringá corre o risco de ficar sem a coleta do lixo. Aquele município tem o serviço administrado pela Sanepar. O sistema é considerado modelo por autoridades e ambientalistas.

Em Maringá, ainda na administração do PT, a Sanepar ofereceu ao município o mesmo modelo de parceria firmado com Cianorte. O então prefeito João Ivo Caleffi não deu ouvidos à empresa. Eu cheguei a presenciar uma das ofertas feitas pelo presidente da companhia Stênio Jacob.

Quando Silvio Barros assumiu, a Sanepar fez nova oferta. Mais uma vez, nada aconteceu. Hoje, Cianorte é lembrada como possível alternativa para o destino do lixo produzido em Maringá – caso a administração não consiga reverter a decisão judicial. Curioso como o mundo dá voltas…

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Incertezas…

Os caminhões da prefeitura estão nas ruas… Mas a coleta de lixo pode parar a qualquer momento. Pela decisão da Justiça, já deveria estar parada. Uma insensatez.

Conversei hoje com o procurador do município, Rogel Martins Barbosa. Ele admitiu que a coleta pode ser interrompida. O risco é real. Mas, por enquanto, a prefeitura de Maringá tenta evitar que o problema seja ainda maior. Isto significa, digamos, fingir que a decisão judicial não existe. Gostando ou não, é o melhor a fazer.

PS- Para quem desconhece essa história, resumo: a Justiça proibiu que o aterro controlado de Maringá continue recebendo as 300 toneladas/dia de lixo produzidas na cidade.

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Catástrofes fazem parte da história de Santa Catarina…

Minha amiga carioca Beth Q, enviou um texto que vale a pena reproduzir. Veja o que ela escreveu:

Consta da “Memória Histórica da Província de Santa Catarina”, escrita em 1856 pelo Major Manoel Joaquim de Almeida Coelho e reeditada pelo IHGSC em 2005 (grifos meus):

“No ano de 1838, nos dias 9, 10 e 11 de março foi a Ilha, e toda a costa da Província acometida de um temporal de chuva e vento da parte de leste tão rijo, que abriu enormes rasgões pelos morros, quase toda a lavoura ficou rasa; todas quantas pontes haviam desaparecido; na capital rebentaram olhos d’água mesmo em terrenos muito elevados, algumas casas foram arrasadas e conduzidas ao mar pela força das águas; na Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades, mais conhecida por Santo Antônio, desapareceu a casa, aliás bem construída, do tenente Joaquim José da Silva, e conjuntamente com ele ficou sepultada toda a sua família composta de onze pessoas; na Várzea do Ratones outra casa com a família de João Homem teve a mesma sorte; em outros lugares da província consta que houveram outras vítimas. O mar tornou-se, em grande distância da terra, vermelho de muito barro que recebeu; e mal se viu boiar em algumas partes animais, ou a fortuna de muitos lavradores. Muitas famílias ficaram reduzidas a penúria e miséria. Embarcação houve no porto da cidade, que virou a quilha por cima. No último dia, porém, permitiu a Suprema Providência que começasse a acalmar o temporal, e só assim porque a continuar por mais 48 horas, de certo apareceriam depois sobre a costa, especialmente da capital, só montões ou ruínas, e tal qual edifício. Mal se pode calcular o Prejuízo da Província, e menos julgar o valor das terras que se tornaram inúteis. Por Decreto da Assembléia Legislativa da Província n. 89 de 7 de abril desse ano foi a Câmara Municipal da capital favorecida com um suprimento para remediar os estragos mais sensíveis; e o digno deputado à Assembléia Geral Jerônimo Francisco Coelho pode ali obter que o Governo Imperial mandasse repartir pelos habitantes, a quem o temporal reduzira a penúria, 40 contos de réis; infelizmente, porém, é sabido que só vieram 20 contos, e que estes mesmo tiveram outra aplicação, muito distinta daquela que foram destinados”.

Acho que, por precaução, vale a pena divulgar o texto histórico…

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Ocupação das calçadas…

Aqui na CBN Maringá estamos discutindo desde ontem a ocupação das calçadas. No centro de Maringá, as calçadas servem para tudo, menos para o livre trânsito dos pedestres. Tem geladeiras, televisores, colchões e uma série de outros produtos dispostos sobre as calçadas. E, ao que parece, ninguém faz nada. Pelo contrário. Recordo, inclusive, que, no caso da ocupação por bares e restaurantes (mesas sobre o passeio público), já teve vereador defendendo o direito desses comerciantes de usarem esses espaços. Um absurdo. Desrespeito ao pedestre, à cidadania.

PS- Também por isto o “Adote um vereador” é fundamental. Quando as pessoas acompanharem seus vereadores, poderão cobrar deles atitudes coerentes, que fiscalizem o Poder Executivo, cobrem medidas e providências a fim de que o passeio público seja, de fato, público.

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Mangueiras queimadas…

A campanha Natal Ingá foi lançada na última quinta-feira.
Maringá, semelhante a anos anteriores, está iluminada.
Iluminação esta proporcionada por mangueiras enroladas em árvores.
Mas, neste ano, tenho notado algo diferente.
Há várias mangueiras queimadas.
Tem árvores com poucas lâmpadas acesas.
Na avenida Cerro Azul, poucas árvores estão totalmente iluminadas.
Apenas uma ou duas voltas da mangueira com luzes acesas.
É até curioso de ver…

Cá com meus botões, questiono:
- Será que não poderiam checar primeiro o funcionamento das luzes?

Afinal, pra que ter mangueiras se elas não iluminam?
É o mesmo que ter computador se ele não liga.

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Drama em Blumenau…

Conversei ontem com um amigo de Florianópolis. Ele está trabalhando para ajudar a população atingida pelas chuvas em Santa Catarina. E, segundo ele, a situação toda é bem pior do que aquilo que estamos vendo no noticiário. Os números oficiais tratam de cerca de 100 mortes. Este meu amigo, o jornalista Felipe Lemos, assegura que passam de 120 vítimas.

O quadro é cada vez mais complexo pois não pára de chover. Vejo, por exemplo, no Globo Online que a chuva voltou a ser forte em Blumenau e houve novos deslizamentos de terra. Centenas de ruas estão interditadas, milhares de pessoas perderam suas casas… Mas esses dados não dizem quase nada, sustenta o Felipe.

Só quem foi até Blumenau, Itajaí e outros municípios afetados entende o quanto as pessoas estão sofrendo. Ele esteve nessas cidades. Por isso, envolveu-se num projeto da Adra (Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, ligada à Igreja Adventista). Voluntários em todo Brasil estão coletando alimentos, roupas e dinheiro. Toda doação é bem-vinda.

Serviço: Em Santa Catarina, o telefone 0800-643-3048 foi disponibilizado para os que desejarem fazer doações, bem como a conta do Banco do Brasil (Agência 3425-8 e Conta Corrente 15000-2 em nome de ADRA DESABRIGADOS SC).

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Dinheiro para Santa Catarina…

O presidente Lula pretende aliviar o drama da população de Santa Catarina abrindo os cofres da União. Cerca de R$ 700 milhões serão usados para socorrer os desabrigados. Pelo menos 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelas chuvas. Muita gente perdeu casa, carro, móveis, roupas etc etc. Não sei se essa dinheirama vai reduzir os prejuízos materiais. Mas entendo que é dever do Estado auxiliar sua gente a retomar a vida normal.

Através de Medida Provisória, o governo também vai liberar R$ 40 milhões para reconstrução e recuperação das estradas federais que foram danificadas.

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Catástrofe em Santa Catarina…

O jornalista e diretor da sucursal da revista Época em Brasília, Paulo Moreira Leite, fez uma boa análise sobre as razões que motivaram a catástrofe em Santa Catarina. Por conta das chuvas, mais de 70 pessoas morreram, outras milhares estão desabrigadas e a situação é realmente de calamidade pública.

Fenômenos da natureza dificilmente podem ser evitados. Mas é possível amenizar o drama da população quando obras de infra-estrutura são implementadas. Não foi o que aconteceu no litoral de Santa Catarina nos últimos anos. Reflexo do descaso governamental, da falta de sensibilidade social. Leia o que diz o jornalista. Vale a pena refletir.

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Pombos em destaque na Globo…

Na página inicial da Globo, aparece em destaque a estratégia maringaense para diminuir a população de pombos. A reportagem está no G1. O título diz:

- Maringá faz campanha contra alimentação de pombos
Ações alertam para risco de doenças transmitidas pelas aves.
Prefeitura instalou placas em praças para orientar a população.

A campanha que alerta para as consequências de alimentar os pombos está longe de resolver o problema. Temos uma grande população de pombos. Não acredito que deixar de alimentá-los vai diminuir a quantidade de aves. Mas já é uma coisa. Embora pareça cruel, ainda penso que seja necessário abatê-los.

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Panela de pressão…

O planeta está derretendo…
O calor se intensifica.
Já não há mais estações definidas.
Inverno é verão…
Primavera é outono.
Loucura?
Não.

Segundo um estudo da Agência Internacional de Energia, o quadro tende a piorar.
Até o final do século, a temperatura deve se elevar em seis graus.
Ou seja, vamos enfrentar ainda mais calor.
E as consequências são várias.
Entre elas, furacões e secas se tornarão mais frequentes.

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