Blog do Ronaldo

Icon

Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Especial de Roberto Carlos

A Globo fechou o dia de exibição do especial do “rei” Roberto Carlos. Será na noite de 25 de dezembro. Itaú e Nestlé patrocinam o cantor na telinha da emissora.

Até gosto do Roberto, mas os especiais dele se tornaram tão repetitivos que já não são mais toleráveis…

Arquivado como:Cultura, Mídia , , , ,

A edição no nosso cotidiano jornalístico

Não aprecio fazer edição de entrevistas. Não tem nada a ver com o fato de ser cansativo. Minha relação com a fala do outro é de angústia. É o pensamento do outro expresso através de palavras. Cortar uma frase daqui, tirar outra dali parece uma agressão ao entrevistado. Pode interferir na produção de sentidos.

Por isso, o sofrimento é grande quando o convidado fala mais que o tempo que disponho para cada bloco da entrevista. Meu lema é gravar dentro de um limite que encaixe na programação. Às vezes, escapa. Aí entra o segundo desafio: convencer o pessoal da produção e da técnica a usar o programa sem cortes. Dá trabalho, mas aqui na CBN o pessoal é de uma gentileza sem igual. Quase sempre chegamos a um acordo.

Em último caso, tiro os exageros das minhas perguntas, um argumento aqui e ali e, se necessário, uma pergunta e a resposta inteiras. É melhor que cortar uma fala do entrevistado que possa prejudicar o sentido desejado quando expunha suas ideias.

Arquivado como:Mídia , , ,

Novos capítulos da batalha Record x Globo

Depois de algumas semanas de trégua, a briga entre Record e Globo voltou a ganhar novos capítulos. A coisa está desagradável. A única vantagem é a descoberta(?) de defuntos que essa disputa tem proporcionado ao público.

No último capítulo, a Record agora acusa a Folha de São Paulo de se unir a Globo nessa campanha “difamatória”. A emissora do bispo Edir Macedo alega manipulação das denúncias contra a Record. Conclui dizendo que a campanha é reflexo do crescimento de audiência e consequente queda dos índices da Globo.

Arquivado como:Mídia , ,

Rádio tem contribuição maciça de ouvintes e twitteiros durante o apagão

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O rádio contou com um novo aliado na cobertura do blecaute que atingiu o Brasil na noite de terça-feira (10/11): o Twitter, além dos já tradicionais celulares e telefones fixos. Em poucos minutos, os usuários do microblog confirmaram que o apagão era bem maior do que se imaginava.

“O Twitter foi um diferencial porque tivemos uma dimensão do apagão muito mais rápido. Cada vez mais temos colaboração dos ouvintes pela internet”, afirmou Zallo Comucci, gerente executivo da CBN.

O mesmo aconteceu na rádio Bandeirantes. “Os repórteres entraram e os ouvintes perceberam que tinham o apoio da rádio. Foi uma grande cadeia de solidariedade. A medida em que o tempo passa e a tecnologia avança, essa colaboração fica maior”, destacou José Carlos Carboni, diretor de jornalismo da rádio Bandeirantes.

O microblog virou ferramenta até mesmo da área de comunicação da usina Itaipu, maior geradora de energia do mundo, que poucas horas depois do incidente criou uma conta para esclarecer o que havia acontecido.

As rádios também contaram que mesmo os jornalistas que estavam fora do horário de expediente se envolveram totalmente na cobertura, de qualquer lugar onde estivessem. “Naquele horário nós tínhamos três repórteres de plantão, mas 15 repórteres entraram no ar, os que estavam em casa ou na rua. Eles se autoconvocaram”, contou Carboni.

Na CBN os profissionais de várias partes do Brasil também procuraram a rádio para informar. “Tinha pouca gente na redação naquele horário, mas os próprios profissionais que estavam fora da redação ligavam para nós. Os âncoras também se envolveram, em vários estados do Brasil”, explicou Comucci. (Fonte: Comunique-se)

Arquivado como:Mídia , , , , ,

Blogueira é vítima da ditadura cubana

A blogueira cubana Yoani Sanchez foi sequestrada e espancada por agentes da ditadura cubana. O fato aconteceu no último dia 6, mas só agora começa a repercutir na imprensa mundial. Ela talvez seja a única voz que protesta contra a violência do governo repressor de Cuba.

O blog de Yoani é censurado no país. Mas ainda assim a blogueira uso a internet para mostrar para o mundo a farsa do governo autoritário e retrógrado de Cuba.

Lamentavelmente, ninguém que socorreu Yoani Sanchez teve coragem de falar sobre o ato de violência contra a blogueira. Nem mesmo os médicos.

Arquivado como:Mídia, Sociedade , , , , ,

Repórteres brigam, ao vivo, por entrevista sobre apagão

Está no Comunique-se. As repórteres da Globo e Record se “estranharam” ao vivo. Ambas queriam falar com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman.

O telespectador da Globo não percebeu a disputa. Na Record ficou evidente. O âncora cobrou quatro vezes a entrada da repórter e em todas elas, a jornalista se justificou que a colega não a deixava se aproximar de Zimmerman. O âncora da Record chegou a reclamar da assessoria, pois disse que o secretário-executivo não estava no ar na concorrente. Logo, poderia falar com sua equipe.

Cá com meus botões só queria entender por que uma emissora não podia aguardar a outra. A disputa precisa chegar a este ponto?

Arquivado como:Mídia , , , , , ,

Apagão é o assunto do momento

O assunto de hoje na imprensa nacional é o apagão de ontem. Dez estados brasileiros e o distrito federal ficaram sem energia elétrica. Cá com meus botões, estou pensando: vamos esquecer da Geisy? Afinal, a “velha” teoria da agenda setting explica a lógica das notícias…

Por sinal, dos grandes jornais do país, apenas a Folha e O Globo conseguiram dar o assunto como manchete. É provável que os demais já tivessem fechado a edição para impressão.

Arquivado como:Economia, Mídia , , ,

Playboy e Sexy têm “planos” para Geisy

O que disse ontem por aqui? Ainda vamos assistir novos capítulos do caso Geisy. Um deles já começa a ser escrito. O diretor de redação da Playboy, Edson Aran, diz que tem interesse em ter a polêmica estudante na capa da publicação. A Sexy também está de olho em Geisy Arruda.

Arquivado como:Mídia , , , ,

Caso Geisy: também faz parte do showrnalismo

Está no R7:

- Caso Geisy está entre mais lidos da imprensa mundial

Não é novidade. O caso reúne algumas características de “assunto bomba”. Trata-se de uma injustiça social, envolve uma universidade, uma jovem “bonitona” e provoca o machismo e o moralismo escondido atrás da fachada de uma sociedade que se diz liberal. Além disso, mexe com o imaginário popular, já que muita gente quer ver mais do que revelam os vestidos curtos da Geisy.

Por parte da imprensa brasileira, é só “dar corda”. O assunto rende. Primeiro, foi a repercussão natural da agressão dos colegas; depois, as entrevistas da Geisy; na sequência, a bobagem da Uniban de expulsar, com nota na imprensa, a jovem em meio à polêmica; por fim, a revisão da expulsão e a oferta de bolsa de estudos por parte de outras faculdades.

Teremos novos capítulos? Claro que sim. Certamente tem a definição da Geisy: voltar ou não para a Uniban? Depois, como será a recepção dos (novos) colegas? A estudante voltará a desfilar em vestidos curtos? E, quem sabe, uma proposta da Playboy para Geisy posar nua?

Claro, há exageros neste post. Mas o caso deve render até que surjam novas “bombas” a serem exploradas. Faz parte do showrnalismo.

Arquivado como:Mídia , ,

Perdemos o controle sobre nossa privacidade

Já escrevi aqui no blog algumas vezes sobre os riscos da exposição da intimidade na rede. Pontuei, por exemplo, que com as novas ferramentas tecnológicas perdemos o direito de privacidade. Qualquer pessoa pode ter suas imagens divulgadas na internet. E tudo sem autorização.

A jornalista Rosana Hermann conta uma situação envolvendo os filhos do casal de celebridades Luciano Huck e Angélica. A autora das fotos e da divulgação na rede provavelmente não fez por má intenção, mas constrangeu os pais das crianças.

Por situações como essa, volto a dizer: acabou a privacidade. É preciso ter todo cuidado do mundo. Aquilo que se fala ou faz pode virar “notícia” – seja em imagens, vídeos, sons ou apenas textos.

Claro, ninguém consegue se policiar o tempo todo. E descontextualizado, um único momento pode criar um tremendo transtorno.

Em festas privadas, por exemplo, o que fazer? Já pensou proibir todo mundo de fotografar, filmar? Tornou-se a coisa mais comum do mundo ter uma câmera nas mãos. Ontem, por exemplo, assistia na igreja a apresentação do coral infantil. Vários pais fotografavam, filmavam tudo. Meus filhos estavam lá. Que controle tenho sobre as imagens deles?

Em festinhas de criança, 15 anos, casamentos etc não é apenas o pessoal contratado que registra as imagens. Amigos, parentes, conhecidos clicam cada cena. E depois “sobem” os vídeos e fotografias para o orkut, youtube, facebook, twitpic etc. Ah… e ninguém pergunta: posso colocar suas fotos no meu orkut?

Quando você descobre, todo mundo já viu e comentou. Você foi o último a saber…

Arquivado como:Mídia, Tecnologia , , , , , ,

Jornalismo de prestação de serviço

O jornalismo de prestação de serviço está cada vez mais presente no noticiário nacional. Certos assuntos já não são exclusividade de programas matinais – tipo Ana Maria Braga, Hoje em Dia etc. Também ocupam espaço em jornais tradicionais das grandes emissoras.

Na edição desta quarta-feira de um deles está em destaque:

- Saiba como escolher o sutiã ideal

É informação? Sim. É útil? Sim. É jornalismo? Sim. Mas jornalismo com todas as características trazidas pela pós-modernidade. Ou seja, o foco está nas necessidades do indivíduo; não na transformação social. Resumindo, é espetáculo.

Arquivado como:Mídia , , , , ,

Zina, um ídolo dependente químico e com problemas mentais

Talvez a pessoa da mídia que eu mais cite por aqui seja a Rosana Hermann. Primeiro, porque de certa forma ela é inspiração para centenas de blogueiros deste país. Segundo, porque tem uma inteligência rara; por fim, visão ampla – e sem preconceitos – do que é a mídia.

Hoje, aniversário do Zina – que, por suas piadas com o cara do Corinthians, tem me criado situações não muito confortáveis no dia a dia -, a jornalista fez um texto lúcido a respeito do drama desse “humorista” do Pânico que conquistou o Brasil. Rosana pontuou questões importantes. Entre elas, as debilidades do Zina e nossa, digamos, vocação para achar graça de pessoas que precisam de ajuda.

[...] o presente de aniversário que eu acho que o Zina precisa ganhar é um tratamento. Tratamento para sua dependência química, tratamento para seus transtornos mentais para tudo o que ele precisar.

Porque não é justo que um ser humano sofra ou que riam de suas debilidades. [...] Mas também não é justo construir um país que só consegue ofecer como exemplo de ídolo, um dependente químico com problemas mentais, que se torna engraçado por falta de tratamento.

Arquivado como:Mídia, Sociedade , , ,

Novas mídias, uma outra exclusão

Estamos sofrendo interferência direta das novas tecnologias. As mídias tradicionais estão sob intensa pressão para se adequarem a uma nova realidade. Adaptar-se é palavra de ordem.

Entretanto, toda vez que acompanho essas discussões tenho impressão que, no Brasil, estamos aumentando o abismo entre as classes. Afinal, os especialistas apontam que o futuro da comunicação passa pelo celular e pela internet. Entretanto, esses serviços ainda são caríssimos por aqui. Quem terá acesso? Basta fazer as contas. A gente conclui rapidinho que um universo imenso de pessoas vai continuar de fora.

Arquivado como:Mídia, Tecnologia , , , ,

Glória Maria é a salvação do Fantástico?

Vi no blog da Fabíola Reipert que Glória Maria estaria sendo convencida a voltar ao Fantástico. A justificativa seria o apelo popular da jornalista. Como a audiência do programa anda em baixa, a Globo promoveria o retorno de Glória ao dominical.

Cá com meus botões, acho bobagem. Não sou entendido no assunto, mas não vejo Glória Maria como salvadora do Ibope. Não creio que o retorno da apresentadora mudaria a audiência.

O Fantástico está em baixa, porque a fórmula anda desgastada, a concorrência melhorou, oferece alternativas interessantes para o horário e parte do público já descobriu que não tem só tevê como forma de entretenimento aos domingos.

Arquivado como:Mídia , , ,

Fernanda Young fez charme, mas está na Playboy

Já escrevi aqui sobre Fernanda Young na Playboy. Ela fechou com a revista, já fotografou, fez exigências e até assinou os textos que vão acompanhar as fotos. Mas, diferente do que disse alguns leitores deste blog, a revista parece ter acertado na contratação. Mesmo antes de chegar às bancas, tudo que se publica sobre a sessão de fotos é consumido. Na Veja, por exemplo, uma breve matéria é a mais lida da semana. Portanto, a expectativa é de grande vendagem.

Ah… e, como questionei no post anterior sobre a Fernanda, o que mudou? Ela fez charme, mas foi mesmo seduzida pelo dinheiro. Será que todo mundo muda de opinião diante de uma boa oferta?

Arquivado como:Mídia, Sites de Notícias , , ,

O agente, o secretário e a chuva

Repórter da CBN foi fazer matéria com quem trabalha debaixo de chuva. Entre outras pessoas, encontrou dois agentes de trânsito. Abordagem simples:

- Pode dar entrevista?
- Não, foi a resposta.
- Por quê?
- Tem que falar com o secretário.

Desculpa aí… Não tem graça. Secretário não trabalha debaixo de chuva.

Arquivado como:Mídia, Trânsito , ,

A liberdade de expressão em xeque

Honduras vive uma crise política. E o Brasil está no meio. Tudo por causa do abrigo dado ao presidente deposto Manuel Zelaya. O camarada está lá na embaixada brasileira. O clima é pesado e nossa diplomacia está com pepino, dos grandes, nas mãos.

Mas o que me chama a atenção são outros fatos. O governo provisório pôs fim à liberdade de imprensa. Neste início de semana, mandou fechar rádio e TV que fazem oposição.

Alguém poderia dizer: “num momento de crise política, a medida é válida”. Discordo. É preciso dialogar, negociar e evitar que os meios de comunicação estimulem à guerra civil. Entretanto, a liberdade deve ser preservada.

No entanto, Honduras não é o único país da América que viola os direitos de se expressar livremente. A Venezuela de Hugo Chávez, o Equador de Rafael Correa, a Bolívia de Evo Moralez e até mesmo a Argentina de Cristina Kirchner têm demonstrado disposição de censurar, controlar os veículos de comunicação.

Não são bons sinais. Estamos no Século XXI. A ampliação da mídia, proporcionada pelas novas tecnologias, parecia sugerir novos tempos. Possibilidades concretas de democratizar o acesso e a produção de notícias. Mas, lamentavelmente, os ventos são outros. E determinados grupos políticos e setores da sociedade organizada ainda não demonstram maturidade para lidar com a pluralidade de opiniões.

Arquivado como:Mídia, Política , , , , , ,

Jornal argentino sofre blitz surpresa

Já que estamos falando de mídia, o que se pode tentar chamar de censura – ou pelo menos intimidação – é o que ocorreu ontem em Buenos Aires. Cerca de 200 fiscais da Receita Federal participaram de uma blitz(?) no principal jornal do país, o Clarín.

Eles fizeram uma operação surpresa. Foram até o jornal e também às casas de diretores para inspeção.

Curioso é que isto aconteceu uma semana depois de Nestor Kirchner, ex-presidente e marido da presidente do país, ter declarado que o jornal o persegue – e apenas um dia depois de o Clarín ter publicado denúncia de uma operação milionária de um órgão federal favorecendo um empresário próximo do governo.

Já se pensou se a moda de Hugo Chávez pega também na Argentina? Logo, logo vai ter autoridade daqui tentando fazer o mesmo. Que o diga o Estadão, recentemente censurado por publicar denúncias contra o filho de José Sarney.

Arquivado como:Mídia , , , ,

Globo e Folha criam regras para uso das redes sociais pelos funcionários

Li ontem no blog do Lauro Jardim a respeito das regras que a Globo divulgou para uso do twitter, blog, facebook, orkut etc. Hoje vi notícia semelhante no Comunique-se. Mas essa trata das normas estabelecidas pela Folha.

No caso da Globo, os contratados estão proibidos de divulgar fatos “ou [fazer] comentários sobre temas direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Globo; ao mercado de mídia ou qualquer outra informação e conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Globo”.

Eles também não podem ter nenhum blog ligado a outro veículo de comunicação. Isto pode acontecer, desde que haja autorização prévia.

Na Folha, a situação é semelhante. Por lá também não se pode opinar sobre matérias que o jornalista fizer a cobertura, publicar nas páginas pessoais conteúdos exclusivos do veículo, não se pode assumir posições partidárias etc.

Tem gente que entende essas medidas como uma espécie de censura. Depende do ponto de vista. Cá com meus botões, entendo como “regras do jogo”. Quando se trabalha para uma empresa, o funcionário deve estar em sintonia com a política editorial do veículo. Ainda que discorde, suas posições devem ser tratadas internamente.

Como dizia o mestre Claudio Abramo:

- O jornal não é do jornalista, é do dono. Quando um jornalista entra para um jornal sabe que aquele jornal tem uma determinada linha.

Jornalista é operário. Trabalhador como outro qualquer. Está submisso a mesma lógica de mercado. Não há diferença entre ser jornalista e padeiro. Inclusive em relação à ética. Em ambos os casos, espera-se que tenha sempre as mãos limpas.

As medidas tomadas pela Globo e Folha de São Paulo visam preservar o negócio. Seriam desnecessárias se o público, fontes, autoridades etc não confundissem o comentário do profissional com a posição da própria empresa. Entretanto, é quase impossível. Com isso, resta usar as redes sociais para as questões mais pessoais e para repercutir assuntos que estão em sintonia com a lógica da empresa para a qual se trabalha.

Arquivado como:Mídia , , , ,

Twitter abre espaço para publicidade

Para se manter gratuito, e aproveitando o sucesso na rede, o Twitter ganhou novas regras. Mais flexíveis. O serviço terá espaço para publicidade. Anunciantes poderão ter acesso aos mais de 45 milhões de usuários do Twitter. A autorização para publicidade visa torná-lo viável economicamente. Além de permitir a ampliação do serviço.

Arquivado como:Mídia, Tecnologia , ,

As novidades do Sarandi em Pauta

Amanhã é dia de Sarandi em Pauta. Os responsáveis pelo programa enviam informações a respeito dos assuntos desse sábado. O entrevistado será o comandante da PM de Sarandi, Tenente Radamés. Também será apresentada a primeira reportagem da série sobre a história de Sarandi. E ainda, o gerente da Agência dos Trabalhadores de Sarandi, Alcides Ferreira, diz que as pessoas que foram demitidas entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 têm direito a receber mais uma parcela do seguro desemprego e não sabem.

Mais detalhes amanhã às 8h. O programa vai ao ar pela Rádio Sarandi FM. Também é possível ouvir pelo site.

Arquivado como:Mídia , , ,

Sarandi em Foco

O Programa Wilians Zanchim, que vinha sendo apresentado pela Sarandi FM, ganha um novo nome nesse sábado e o reforço de mais dois estudantes de Comunicação Social. Douglas Cardoso e Elisabeth Natale se juntam ao Wilians para a produção e apresentação do Sarandi em Foco, das 8h às 9h.

No programa de estreia, eles conversam com a advogada e diretora do Procon de Sarandi, Thaisa Dezan. Eles vão mostrar a primeira reportagem de uma série sobre a história de Sarandi. Ainda tem futebol e os destaques dos blogs também estão na pauta do dia.

Arquivado como:Mídia , ,

As mudanças no cenário do JN

Só agora vi as mudanças no cenário do Jornal Nacional. Gostei. Mas preciso dizer que esperava mais, principalmente por causa da expectativa gerada pelas propagandas, chamadas. Entretanto, não dava para se iludir com alterações radicais. Afinal, sempre há o temor de que podem causar espanto, afastar o público.

PS- Foi agradável ver os apresentadores mostrarem de maneira informal as mudanças no cenário. Aos poucos, o JN vai deixando aquele ar sisudo.

Arquivado como:Mídia , , ,

Nova gripe: pânico coletivo injustificado

Estão exagerando sob o argumento de prevenção contra a nova gripe. É necessário tomar medidas de segurança. Mas há um nítido pânico coletivo que beira à irracionalidade. Até reuniões com meia dúzia de pessoas têm sido canceladas. Dia desses fui informado da ligação de um aluno que queria saber se aulas de ensino à distância seriam suspensas. Tá todo mundo louco!

Em Maringá, até as bibliotecas já estão fechadas. Deve ser por causa da aglomeração de alunos em busca de livros. Desculpe-me a ironia. Estou muitíssimo mal humorado com tantos desencontros. Falta um protocolo. As pessoas vão agindo com base no “achismo”. O conhecimento científico parece ignorado. Os comitês que têm sido formados reúnem gente que sabe tanto de vírus quanto eu sei sobre pilotar aviões.

Lembro aqui que, ao se anunciar a primeira suspensão das aulas nas universidades e faculdades estaduais, também na rede de ensino do Paraná, falei que as autoridades tinham consultado os deuses e definido a data para o fim da gripe. Era segunda-feira, dia 10. Mas veio uma nova suspensão das aulas e agora tudo indica que teremos mais outra. Afinal, algumas universidades já estabeleceram novas datas para o retorno às salas de aula – 24 e 31 próximos.

Tem gente, como o pessoal do Sismmar, que defende o fechamento das creches. Querem que as mães sejam liberadas do trabalho para cuidar dos filhos. Posso estar exagerando, mas começo achar que a nova gripe vai causar, no Brasil, mais prejuízos econômicos que a crise financeira global. Tudo pelo despreparado de alguns setores e pelas ações movidas com base no pânico coletivo.

A imprensa também tem ajudado pouco. Vejo diariamente algumas manchetes que só contribuem para alimentar a insegurança, o medo. No rádio, na tevê e na internet também não noto a preocupação em acalmar a população. E os emails que chegam a todo momento só ajudam a disseminar o pânico. São tantas mentiras que às vezes me questiono a respeito dessa impressionante inocência(?) dos leitores.

O quadro me faz lembrar uma ouvinte que ligou ontem para a CBN Maringá. Ela contou que alguns conhecidos já falam em estocar alimentos em casa. São pessoas que dizem que a situação só tende a se agravar, chegando ao ponto de ser arriscado ultrapassar o portão da moradia. Um exagero, típido de uma sociedade culturalmente pobre.

Arquivado como:Mídia, Saúde, Sociedade , , , , , , ,

Nudez em revistas, Priscila, Fernanda Young

O ser humano é mesmo fascinante. Suas contradições, idas e vindas, mudanças de postura, necessidade de ser amado, aparecer, sentir-se importante… Enfim, tudo isso torna o ser humano único. Às vezes, incompreensível.

Não entendo, por exemplo, o que motiva certas mulheres a expor o corpo em revistas masculinas. Algumas delas não têm necessidade do cachê que recebem e muito menos da projeção que essas publicações garantem. Diferente, é claro, da morenaça Priscila Pires. Ela faz o tipo “Princesa Devassa”. Precisa desse tipo de mídia para se manter em evidência. É o caminho dela para o sucesso.

Mas veja o caso de Fernanda Young… A apresentadora e escritora é respeitada no meio artístico e construiu uma carreira sob referenciais que a colocam como intelectual, a mulher moderna e inteligente. Entretanto, depois de rejeitar durante dois anos convites da Playboy, Fernanda estaria disposta a ouvir uma proposta da revista e mostrar-se nas páginas da públicação. O que mudou? Os valores – financeiros, pessoais? Difícil dizer. Mas é do ser humano.

Arquivado como:Mídia, Sociedade , , , , , , , , ,

Eles estão lá, mas nasceram no meio de nós

Quando saia para almoçar, uma mulher me abordou. Ela queria dizer que leu um texto meu no jornal. Tratava-se de um desses artigos que escrevo com regularidade. Geralmente publico no blog, no Hoje Notícias e falo no programa que mantenho em rede nacional na Novo Tempo.

Felizmente, essa senhora não foi a única pessoa que já me procurou para falar sobre essas reflexões. Do contrário, estaria um tanto frustrado. Afinal, são nesses textos que revelo um pouco do que sou, do que penso e do que entendo ser essencial para termos uma vida melhor.

É prazeroso saber que alguém gasta alguns minutos refletindo sobre a existência, sua relação com o mundo, com a sociedade, o cuidado com os filhos etc etc. Isto, a partir de um texto que você escreveu. Mas isso não é o mais importante. Entendo esse tipo de atividade como uma contribuição efetiva para a construção de um ser humano com ideais mais nobres. É uma maneira de falar ao coração.

O exercício do jornalismo é apaixonante. Entretanto, penso que não é apenas a abordagem de questões políticas e econômicas que torna a profissão relevante. Pelo contrário. A história revela que o tal do quarto poder influencia a vida humana, mas faz pouco pelos homens.

Veja o caso da política. Muitos de nós perdemos a fé nos políticos. E com razão. No Brasil, por exemplo, a pressão exercida pela mídia tem efeito próximo de zero sobre muitos deles. O senador e ex-presidente José Sarney é um deles. Poucas vezes na história do país alguém foi alvo de uma campanha tão forte da mídia. Mesmo assim, segue no poder. Seus aliados garantem sustentação.

Mais curioso é ouvir de Sarney que não há motivos para se preocupar. As classes C, D e E não sabem o que é a crise. A afirmação parece uma forma de mostrar forças, nos afrontar e dizer “estou pouco me ‘lixando’ com vocês, jornalistas”.

Situações como essa nos levam a pensar que somos muito mais úteis à sociedade quando nos colocamos a serviço do ser humano. Quando refletimos sobre solidão, relacionamentos, consumismo, novas tecnologias, educação, pais e filhos etc mexemos com a vida das pessoas. Conseguimos resultados.

Quer dizer que devemos abandonar de vez a crítica ao poder político? Não. Mas é preciso reconhecer que muitas vezes a insistência em determinados temas apenas causam desgastes desnecessários, inclusive emocionais. Afinal, como disse o Sarney, as classes C, D e E não conhecem a crise. Ou seja, estamos numa campanha perdida, já que eles continuarão no poder.

Como mudar isto? Investindo no ser humano. Gente que consegue dar conta de seus conflitos, começa se encontrar como ser humano e passa a ver o mundo com outros olhos. Talvez aí esteja pronto para abandonar a crítica vazia e assumir, com sensibilidade social, uma posição equilibrada, ética, moral que o faça não aceitar mais conviver com gente do “tipo político”, mas que só está lá, porque nasceu aqui, no meio de nós.

Arquivado como:Diário, Mídia , , , , ,

População acompanha julgamento de caso Fabíula Coalio

Luciana Peña em seu retorno das férias fez uma ótima reportagem sobre o julgamento dos acusados da morte da menina Fabíula Coalio. Um aspecto interessante trazido pela jornalista aos ouvintes da CBN Maringá foi a mobilização de pessoas sem vínculo familiar ou de amizade que tiraram o dia para acompanhar tudo no Fórum da cidade. Ouça aqui.

PS- Tempos atrás, a Luciana deu um depoimento comovente a este blog sobre o caso. Vale a leitura.

Arquivado como:Mídia, Polícia e Segurança , , , ,

Twitter está atualizado e interativo

Tenho dito aqui que este blog tem sido utilizado para os textos mais elaborados. É o “efeito twitter”. Impossível não achar mais ágil e rápido postar usando a nova febre da rede. Tudo feito através de notas curtas, objetivas. Tem espaço para notícias da cidade, coisas pessoais, “diálogos” com amigos, alunos e seguidores. Por isso, sugiro aos leitores que acompanhem também o meu Twitter. Está atualizado e bastante interativo. Hoje, por exemplo, escrevi por lá quase 30 notas – muito disso já não está mais visível no blog.

Arquivado como:Diário, Mídia, Tecnologia , , , ,

Um novo blog

O Wilians Zanchim entrou para a blogosfera. Ele é de Sarandi e está disposto a discutir assuntos daquela cidade e da região. Acesse aqui e também pelo link que está no Favoritos.

Arquivado como:Diário, Mídia, Sites de Notícias , ,

Mais um prêmio nacional para a CBN Maringá

Os jornalistas Everton Barbosa e Luciana Peña venceram na categoria Radiojornalismo. O VI Prêmio Nacional de Reportagem reafirma a competência do jornalismo regional feito pela CBN Maringá. Everton e Luciana fazem parte do primeiro time de repórteres. Embora trabalhem numa cidade do interior, possuem competência para estar em qualquer veículo de comunicação de projeção nacional. O ouvinte da emissora maringaense é privilegiado por contar com talentos reconhecidos nacionalmente.

Arquivado como:Diversos, Mídia , , , ,

Arnaldo Jabor está de volta

Na próxima segunda-feira, 27, o comentarista Arnaldo Jabor volta aos microfones da CBN. No horário de sempre: 8h05. Durante os quase três meses em que ficou ausente por conta dos trabalhos de seu novo filme, Jabor foi substituído por uma charge eletrônica – algo diferente e muito bem-humorado. A coisa deu tão certo que a direção da rede optou por mantê-la no ar. Será apresentada por volta das 8h40, pouco antes do Liberdade de Expressão (Cony e Xexéo).

Arquivado como:Mídia , , , , ,

Em destaque, a música de orquestra

O Questão de Classe dessa quinta-feira fala sobre música de orquestra. No estúdio da CBN, o maestro Rael Gimenes. Ele é o responsável pela formação da Orquestra da Universidade Estadual de Maringá. A orquestra tem estreia oficial marcada para esse sábado. O maestro conta que a ideia surgiu pela necessidade de formar melhor o acadêmico de música…

Mas o Questão de Classe não fala apenas da Orquestra da UEM. Tem espaço para discutir a música de orquestra no Brasil e no mundo e ainda a formação do gosto musical do público brasileiro. O Questão de Classe começa às 19h. Eu espero você.

Arquivado como:Cultura, Educação, Mídia , , ,

Gente sem roupa está na moda

A publicidade insiste em usar pessoas sem roupa para tratar dos mais diferentes assuntos. A última que leio é da campanha publicitária de uma companhia aérea da Nova Zelândia. A tripulação aparece sem roupa. Os corpos dos “personagens” foram pintados.

Arquivado como:Diversos, Mídia , , ,

A publicidade e o apelo sexual

Duas semanas atrás publiquei por aqui um post com reflexão baseada numa reportagem da Época. O título era “ser bi está na moda“. Nele, falei sobre a bissexualidade e, principalmente, o anúncio público desta “liberdade” sexual por mulheres famosas como estratégia de marketing e promoção pessoal.

Mas não são apenas as “famosas” que se dizem bissexuais para atrair os holofotes. A publicidade também tem feito isto. Na verdade, a publicidade, hoje, parece apenas saber trabalhar com apelos sexuais – sejam eles de quaisquer natureza.

Minha amiga carioca Beth Q fez uma breve reflexão sobre esse apelo agressivo da publicidade tendo como base a nova campanha da Arezzo (entra no ar ainda este mês). Leia um trecho:

- Fiquei decepcionada com o que vi e digo mesmo que até me antipatizei agora em comprar sapatos ou bolsas na Arezzo. Não vi nexo nenhum em mostrar duas mulheres simulando atitudes lésbicas numa piscina – cadê os sapatos e bolsas?

A Beth é clara: não se trata de preconceito:

- não tô nem aí para a opção sexual de cada um, mas assim como religião, sexo não pode ser imposto.

E ela continua:

- num país como o Brasil que tem a valorização do sexo já tão exacerbada e que faz com que, nós, mulheres brasileiras, paguemos caro com o preconceito em relação a nossa imagem no exterior, é necessário mais essa e a Arezzo também precisa de tanto erotismo para vender seu produto?

Arquivado como:Mídia, Sociedade , , , , , ,

A notícia, a verdade e as redes sociais

Já falei neste espaço, noutras ocasiões, sobre a internet e, principalmente, a respeito dos crimes cometidos na web. As chamadas redes sociais têm transformado o mundo das comunicações e a vida das pessoas. Ainda esta semana vi a informação: – Os brasileiros com web passam 32,5 horas semanais conectados, contra 9,8 horas em frente à TV. Isto é muito significativo. Mostra que a internet não apenas faz parte da vida das pessoas, mas tem se tornado a principal ferramenta de trabalho e lazer.

As chamadas redes sociais aproximam as pessoas, vencem barreiras geográficas e promovem revoluções. Basta notar o que ocorreu no Irã nessas últimas semanas. Por meio do Twitter, o mundo pôde saber das suspeitas de fraude nas eleições presidenciais e da violência contra manifestantes – inclusive com a morte de uma jovem. O Twitter foi tão essencial ao processo que até mesmo uma atualização técnica programada foi cancelada a pedido do governo americano com a finalidade de permitir que as pessoas pudessem continuar expondo ao mundo o que estava ocorrendo no Irã.

Hoje, dar notícia não é uma atribuição exclusiva da imprensa. Podemos até dizer que tudo agora é imprensa. A circulação de informações se dá em todos os lugares. Além dos veículos tradicionais – rádios, jornais, revistas, televisão -, os fatos se tornam públicos por meio dos blogs, do Twitter, Facebook, Orkut e mensagens pelo celular. Todos podem produzir conteúdo. Ninguém mais é dono da notícia. Isto democratiza e rompe com o monopólio das comunicações. Contudo, identificar a origem das informações é tarefa quase impossível.

Um texto que publico agora pode ser replicado pelo mundo afora. Pode parar noutros blogs, noutros jornais e até ganhar títulos e autores diferentes. Nossos princípios éticos e a legislação vigente apontariam que tal prática é criminosa, é plágio. Entretanto, como controlar aquilo que noticiamos? Já vi textos meus em páginas desconhecidas – em outras, respeitadas -, mas que nunca obtiveram autorização minha para serem reproduzidos. É verdade que isso não me incomoda. Mas, e se meu texto ganhasse um novo autor? Ou se fosse publicado fora de contexto?

As redes sociais permitem que isso aconteça. Favorecem ainda a divulgação mentirosa, a falsa notícia, a calúnia, a difamação pública de pessoas etc. Por essas páginas na web, como citou nesta quinta-feira o jornalista Paulo Nogueira, ficamos sabendo da “morte” de celebridades como Britney Spears e George Clooney. Eles continuam vivos – e esse tipo de prática também. Pior, os responsáveis por esses crimes dificilmente sofrem punição.

O que nos resta? Reconhecer esse novo fenômeno tecnológico de enorme impacto social. Identificar seus limites e, fundamentalmente, filtrar aquilo que chega até nós. Afinal, continuaremos convivendo com verdades e mentiras.

Arquivado como:Diário, Mídia, Sociedade, Tecnologia , , , ,

Dá pra variar só um pouquinho?

É compreensível oferecer ao público o que ele pede. Mas variar o cardápio faz um bem enorme. Está intolerável navegar na internet. Boa parte dos sites que tenho o hábito de visitar só destaca a morte de Michael Jackson. Felizmente, no Twitter, há variedade de assuntos. Entre outros temas, por lá, temos a campanha “Fora Sarney”. Que também não deixa de ser um modismo momentâneo. Ou resgate da contra campanha dele lá no Amapá, em 2006.

Arquivado como:Mídia , , ,

Michael Jackson: ele está morto?

michael-jacksonDa mesma forma que sua vida foi cercada por polêmicas e mistérios, a morte de Michael Jackson pegou a todos de surpresa. O maior astro da música pop se foi, mas sua morte talvez permanecerá inexplicável. Talvez ninguém nunca saberá o que ele sentiu antes de morrer, como estava sua saúde, que medicamentos tomava e, semelhante ao que ocorreu com Elvis, deixará a pergunta: Michael morreu?

PS- A nova turnê de Michael Jackson prometida para começar no próximo dia 12 já tinha vendido 800 mil ingressos.

Arquivado como:Cultura, Mídia , , , , , ,

A internet não matou a imprensa

Diogo Mainardi se despede hoje de seu espaço no site da Veja. Ele gravava semanalmente um podcast. Discutia-se os mais diferentes temas com agressividade semelhante a demonstrada na coluna que mantém na revista.

Além de se despedir com seu “estilo” típico, Mainardi diz que escolheu renunciar à internet, permanecendo exclusivamente na imprensa. Ele aponta que a imprensa está carcomida e que a internet matou-a, mas ainda preferiu ficar como um verme nesse corpo que está morrendo.

Não tenho a influência e fama dele, mas me dou ao direito de discordar. Não creio que a internet matou a imprensa. Apenas tem auxiliado em democratizar a informação. A imprensa não morreu. Mas as novas tecnologias estão mudando o jeito de se produzir notícia.

Muita coisa ainda está por vir. Entretanto, independente das ferramentas e suportes que serão utilizados para tornar pública a informação, sempre haverá espaço para profissionais que se dediquem exclusivamente a tal tarefa.

Arquivado como:Mídia , , , , , ,

As bobagens do diploma de Jornalismo

Essa discussão sobre o diploma de Jornalismo tem me cansado. Tenho ouvido tanta bobagem que começo a desistir de comentar o assunto. O curioso é que aqueles que mais esperneam, reclamam etc são os que dificilmente sobreviveriam – ou sobreviverão – sem a obrigatoriedade do canudo. No caso dos alunos, idem. E com um agravante: são também aqueles que – com ou sem diploma obrigatório – terão enorme dificuldade para ter uma chance no mercado profissional.

PS1- Continuo acreditando na importância do curso. Não para aqueles que entram na faculdade em busca de um canudo – este por si só nunca serviu para muita coisa mesmo. Mas aposto no curso como uma oportunidade para a formação humanística – um “empurrão” para uma aprendizagem que não para nunca.

PS2- A decisão do Supremo não pôs fim aos sindicatos e nem acabou com o piso da categoria. Todo categoria profissional tem sindicato. No caso dos jornalistas, os sindicatos prendiam-se ao diploma, mas pouca eficácia tiveram nas ações para tornar a obrigatoriedade uma prática e o piso, ser respeitado. Na verdade, a decisão do STF é uma oportunidade para os sindicatos buscarem alternativas e se fortalecerem.

Arquivado como:Mídia , , ,

Os jornais são descartáveis?

Vi uma tirinha no Malvados que me fez pensar de novo no assunto. Penso que os jornais não são descartáveis. Eles têm importante função social. Dos veículos tradicionais, ainda são os que permitem uma abordagem e análise mais ampla e complexa dos fatos. Entretanto, continuo defendendo que notícia que já saiu na net, no rádio e na tevê não deveria, em hipótese alguma, ser manchete nos impressos. Isso os torna defasados.

Entretanto, esse tipo de coisa continua a se repetir. É o hábito… O assunto mais quente de hoje tem que estar na capa do jornal de amanhã. Bobagem. Com as novas tecnologias, o assunto mais quente de hoje deverá estar sepultado amanhã.

As manchetes dos jornais deveriam nascer na redação, com pautas próprias – aquelas resultantes de investigação ou que fogem do factual. Do contrário, a crise dos impressos vai levá-los à morte.

Arquivado como:Mídia , ,

Max: diploma de jornalista ainda tem valor

Na semana passada, publiquei aqui um breve texto sobre o que significa o fim da obrigatoriedade do diploma. Alguns colegas diplomados, alunos e até amigos entenderam que minha visão era um pouco otimista demais. Hoje, um deles ouviu o comentário de Max Gehringer sobre o mesmo assunto e me deu razão.

Entre outras coisas, Max lembrou que não existe obrigatoriedade de diploma para ser administrador. Ainda assim, o curso é um dos mais procurados e requisito essencial para concorrer no mercado de trabalho (Eu acrescentaria Publicidade e Propaganda, Estética, Tecnologia da Informação e outros tantos ligados à informática e novas tecnologias).

O comentarista também apontou que o diploma continuará a ser exigido em boa parte das empresas de comunicação – a exceção serão os grandes talentos, gente com aptidão para a profissão, mas com boa formação e texto de qualidade.

Por falar em texto, lembrou que atualmente poucos cursos universitários se preocupam com o domínio da língua. E esse é um requisito básico para todo jornalista. Portanto, embora tenha caído a obrigatoriedade, o profissional com diploma continuará tendo um diferencial a apresentar na hora da seleção.

Arquivado como:Mídia , , , ,

E a conclusão… “enjoei de espernear”

Em seu último podcast Diogo Mainardi iniciou uma nova campanha. A segunda-feira sem Lula. O polêmico colunista da Veja diz que está cansado de acompanhar o pensamento emburrecedor do presidente. Por isso, às segundas, abrirá mão de ouvir, ler e analisar os atos e discursos de Lula.

Mainardi diz que Lula tem causado um efeito emburrecedor. Na opinião dele, as falas de Lula provocam um “efeito estufa mental”.

Mas o mais curioso é a sua conclusão: “enjoei de espernear”. A partir de julho, Mainardi deixará de gravar seus podcasts. Mas continuará com o espaço dele nas páginas da revista.

Arquivado como:Mídia , , ,

Internet ganha preferência de americanos

Uma pesquisa realizada Zogby Interactive revela que, nos Estados Unidos, a internet já é a mais popular fonte de informações. Ou seja, os americanos preferem consumir notícias pela rede mundial de computadores. O índice é significativo; mais da metade da população. A televisão ficou com a segunda posição, 21%.

O resultado é sugestivo. Deveria nos fazer refletir. Afinal, a internet é terra de ninguém. Jornalistas e não jornalistas produzem conteúdo. Não há monopólio na produção e nem transmissão da notícia. Ainda assim, 40% dos entrevistados preferem acreditar na informação publicada na internet a confiar naquilo que viram fora da web.

Arquivado como:Mídia , , ,

Jornalismo: o que significa o fim da obrigatoriedade do diploma

Nesta quinta-feira gente ligada à comunicação e fora dela discute a decisão do Supremo que pôs fim à obrigatoriedade do diploma de jornalismo. O assunto é mesmo complexo, polêmico. Particularmente, não acredito que a formação seja fundamental para o exercício da profissão. Tem gente sem diploma melhor do que muitos diplomados. Entretanto, o jornalista necessita de formação. Concordo com o Xexéo. Não precisa ser necessariamente em jornalismo. Mas, humanística.

Também não sou pessimista em relação ao mercado profissional. Creio que as faculdades continuarão tendo papel importante para a formação de profissionais para esse setor. Aposto que o mercado investirá em quem tem aptidão para o exercício do jornalismo. Pode ser um advogado, mas terá que saber ser repórter, editor etc. Pode ser um engenheiro, mas terá que conhecer a realidade social, política e cultural. Pode ter concluído apenas o ensino médio, mas precisará de um bom texto. Ou seja, mesmo quem não fizer uma faculdade na área, terá de se qualificar e demonstrar ter as habilidades que se pede de um jornalista.

PS1- Creio que dos “sem diploma” só serão aproveitados nas redações os que tiverem aptidão para o exercício do jornalismo.

PS2- Penso que o maior impacto que a decisão do Supremo poderá causar é de ordem econômica. Ainda é cedo dizer, mas pode haver uma pressão das empresas de comunicação para reduzirem o piso salarial do jornalista.

Arquivado como:Mídia , , , ,

Será o fim do anonimato em lan houses?

Os deputados do Paraná aprovaram ontem um projeto que obriga lan houses e cibercafés a cadastrarem clientes que frequentam esses locais. Mais que fazer o cadastro, essas empresas deverão instalar câmeras em cada computador para registrar a imagem dos usuários. A ideia é pôr fim ao anonimato dos usuários de lan houses e cibercafés.

A intenção do projeto parece boa: facilitar o trabalho de investigação em casos de crimes pela internet. Sabe-se que centenas de crimes são cometidos na rede mundial de computadores – desde a difamação de pessoas, passando pela divulgação de imagens íntimas, até casos de pedofilia.

Hoje, chegar ao computador onde o crime foi cometido não é tarefa das mais difíceis. Entretanto, identificar quem usou a máquina não é algo simples. Por isso, a Assembléia aprovou o projeto. O problema, segundo os donos de lan houses e cibercafés, é viabilizar a sua aplicação.

Caso seja sancionado pelo governador Roberto Requião, o projeto entrará em vigor e as empresas que não providenciarem o cadastramento e a instalação das câmeras serão multadas entre R$ 10 mil e R$ 100 mil – em caso de reincidência, o alvará será cassado.

Cá com meus botões, acho o projeto interessante. É preciso ter um controle sobre o uso de computadores nesses espaços. O “senão” da proposta está na invasão da privacidade do usuário. Nem todo mundo que frequenta esses locais é criminoso. Mas, é a velha história, quem faz a coisa certa sempre sofre o ônus de quem prefere a vida marginal.

Arquivado como:Mídia, Tecnologia , , , , ,

O polêmico Blog da Petrobras

A principal polêmica da semana é o Blog da Petrobras. A mídia discute a novidade e, boa parte dela, condena a iniciativa. Muitos dizem ser uma falta de ética, desrespeito da empresa ao trabalho da imprensa. A proposta do blog é divulgar os dados e respostas dadas pela Petrobras aos jornalistas.

Cá com meus botões, achei extremamente válida a iniciativa. O blog inverte a lógica do domínio sobre a informação. Na verdade, é uma forma de acabar com a controle da notícia. Concordo que antecipar a proposta de uma reportagem prejudica o veículo que se propôs a realizá-la. Mas o discurso de um entrevistado sempre ganha novos sentidos na “boca” de quem o reproduziu. Por isso, não se pode condenar a tentativa de eliminar a mediação do veículo de comunicação.

A mídia não tem o direito de querer manter o monopólio da informação – por mais que isso possa parecer prejudicial a nós, jornalistas. As novas tecnologias estão disponíveis justamente para democratizar a produção de conteúdo e o acesso à informação.

É direito da Petrobras fazer uso dessa ferramento. É direito da própria imprensa e dos jornalistas romper com a formalidade do processo de construção da notícia e também mostrar os bastidores de reportagens através de blogs e das demais redes sociais.

Arquivado como:Mídia , ,

Manchete para se usar em campanha

Uma olhadela na manchete da Folha de São Paulo de hoje me faz concluir: é o título típico para ser usado em campanha eleitoral. “Brasil está em recessão” é argumento perfeito para a oposição. O que é lamentável é que, enquanto todos os outros jornais mostram que a queda no PIB foi menor que a esperada (veja abaixo), a Folha optou por um discurso fúnebre.

Arquivado como:Mídia , , , ,

Jovens são principais usuários do Twitter

Completei hoje mil atualizações no Twitter. Descobri essa rede no ano passado, mas só abri uma conta meses atrás. Desde então, só vejo crescer o número de pessoas que participam da rede. É impressionante.

Uma pesquisa publicada sobre o uso do Twitter no Brasil revela que os paranaenses ocupam a quarta posição no ranking da rede. São Paulo responde por 43,53%. O Paraná, 7,72%. O Rio é o segundo (13,5%), Minas o terceiro (10,08%).

Os homens são a maioria dos usuários. Cerca de 55,71%. As mulheres, 42,44%. Por enquanto, as empresas ainda não descobriram a importância da ferramenta. Elas representam apenas 1,85% dos usuários.

Outro aspecto curioso, mas que só confirma aquilo que muita gente já sabe, os jovens são os principais frequentadores da rede social. Se somarmos as faixas etárias abaixo de 30 anos, dá mais de 80%. Ou seja, a idade é determinante no uso das ferramentas tecnológicas de comunicação. Claro, existe o fator “ocupação”. Pessoas mais maduras tendem a ter mais compromissos – logo, menos tempo para navegarem na internet. Contudo, observa-se que o público mais jovem descobre e rapidamente, sem preconceitos, se adapta às novas tecnologias.

Arquivado como:Diário, Mídia, Tecnologia , , , ,

Lembraram do caseiro Francenildo

A Folha de São Paulo lembrou do caseiro Francenildo Costa, 27. Ele foi o responsável pela queda do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. A entrevista com o caseiro está na Folha desta segunda-feira.

Pergunta básica: por que Francenildo foi lembrado? Simples. Palocci é cotado para retornar ao governo federal. O ex-ministro atualmente ocupa uma vaga na Câmara Federal.

Arquivado como:Mídia, Política , , , ,

Para que serve o conhecimento?

Todos os dias milhares de pessoas estão debruçadas sobre um tema qualquer tentando desenvolvê-lo. É desse ato de dedicação, empenho, perseverança que nascem respostas para a maioria dos problemas da humanidade. A solução para os problemas de moradia, trânsito, saúde etc etc surgem como resultado de pesquisas.

Parte desse trabalho é desenvolvido dentro das universidades. Ali estão mentes brilhantes que procuram entender o que acontece com a humanidade. Partindo de um problema, com base numa hipótese, são procuradas as respostas que todos nós almejamos. E elas aparecem como fruto de muito trabalho.

Mas esse cenário aparentemente perfeito nem sempre tem resultados práticos. Por uma razão muito simples: os pesquisadores mantêm suas descobertas guardadas em armários, bibliotecas e, quando um pouco mais modernos, na internet. Tudo em artigos, dissertações e teses extensos, com linguagem difícil, rebuscada, incompreensível aos leigos.

Na prática, chega à população apenas uma pequena parte do que se produz de conhecimento. Então, para que serve o conhecimento? Por que se estuda tanto? Qual a finalidade de tantas pesquisas? Qual a função social de nossos cientistas? Parece-me que conhecimento que fica entre quatro paredes não traz benefícios para a sociedade. Ele precisa romper os muros da academia, chegar ao povo.

Entretanto, como fazê-lo? Qual canal utilizar? Creio que nada alcança de maneira mais rápida e eficaz a população que a imprensa. Por mais que sejam criticados, os meios de comunicação ainda são a melhor estratégia para se falar com as pessoas. Acontece que muitos pesquisadores preferem participar de seminários, convenções, debates a falar com jornalistas. Entendem ser mais útil discutir com seus pares que promover o conhecimento entre a população. Por conta disso, acabam por contribuir com a manutenção da ignorância. Alguns deles, inclusive, têm mania de fazer “charminho” quando recebem um convite para falar. Demonstram ignorar por completo a lógica de uma redação – onde não se pode deixar nada para amanhã.

Defendo a tese de que a ciência se popularize. Contudo, pesquisadores precisam romper com seus preconceitos e se colocarem a disposição para falar com a imprensa em qualquer ocasião. Toda entrevista, cada reportagem, uma pequena nota num jornal ou na rádio é uma chance de publicizar o conhecimento, de promover a reflexão.

Arquivado como:Educação, Mídia , , ,

SIGA-ME NO TWITTER

  • De saída... Fecho por aqui a conta da semana. Um bocado cansado. Mas a semana foi produtiva. A todos, um bom fim de semana! 1 day ago
  • Os riscos das redes sociais. O caso Facebook: http://wp.me/p2zHT-29R 1 day ago
  • Conseg aprova proposta de monitoramento com câmeras na área externa dos bancos. Tem crescido os assaltos nas proximidades das agências. 1 day ago
  • Hemocentro realiza solenidade para homenagear doadores voluntários de sangue. A solenidade será nesse sábado, às 9h. 1 day ago
  • Microchips para controlar cães e gatos: http://wp.me/p2zHT-29P 1 day ago
  • Copel vai trocar geladeira de 12 mil famílias. Ideia é promover economia de energia elétrica. Programa será em Umuarama e Paranavaí. 1 day ago
  • Teto de shopping desaba na zona sul de São Paulo; PM diz que há feridos. 1 day ago
  • Requião quer ser candidato a presidente: http://wp.me/p2zHT-29N 1 day ago
  • Governador Roberto Requião quer ser candidato à presidência da República. Anúncio seria feito amanhã. Informação do senador Pedro Simon. 1 day ago
  • Prorrogação do prazo para uso do aterro controlado de Maringá foi negado pela Justiça. Por outro lado, prefeitura não quer falar s/assunto. 1 day ago
  • Consumo acima da média provoca falta de água em Cianorte. A informação é da Sanepar. O consumo aumentou em 15%. 1 day ago
  • Estou no ar com o CBN Mgá 2a Edição. O assunto do dia são os binários - avenidas em sentido único no centro. Vai dar certo? Opine. 1 day ago
  • Fechando a conta da manhã... Volto após o almoço. Apresento o CBN Maringá 2a Edição. Boa tarde a todos! 1 day ago
  • Yoani Sanchez entrevista Barack Obama: http://wp.me/p2zHT-29L 1 day ago
  • @kikovieira @adrianopdu @issamu @giselemanjurma Obrigado pela opinião de vocês a respeito dos binários. Já coloquei no ar na CBN Mgá. 1 day ago

Blog Stats

  • 384,578 hits

Sobre o blog de Ronaldo Nezo

Este é só mais um blog. Nem melhor, nem pior que outros tantos que existem por aí. Este jornalista, professor e blogueiro não intenciona se apresentar como dono da verdade e da razão. Apenas pensar alto sobre diferentes temas. O respeito ao outro, a ética e o bom-senso são nossos principais valores. Ninguém precisa concordar com nada aqui publicado, mas caso queira conhecer nosso pensamento a respeito dos mais diferentes temas, basta navegar pelos textos disponíveis. E, no arquivo, tem muita coisa que considero relevante. O sistema de buscas está aí logo acima.

Veja mais

Calendário

Novembro 2009
D S T Q Q S S
« Out    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930