Blog do Ronaldo

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Um espaço de reflexão pessoal sobre a vida e a sociedade

Os servidores não gostam do secretário?

Imagine que você teve de levar uma calça ao alfaiate (Nada demais… Todo mundo tem calça. Mas, é verdade, nem sempre se leva ao alfaiate).

Continuando… Você levou-a para passar por alguns reparos. A costura abriu (sabe-se lá por quê).

O alfaiate fez o serviço. Mas, quando você abre o pacote, lá estão trechos esquecidos, ignorados pelo profissional. Ele passou a máquina em vários lugares, mas não viu o fundo da calça aberto.

O que você gostaria de fazer com o alfaiate?

Não necessariamente desta forma, mas já aconteceu comigo. Lembrei da história por causa do serviço de tapa-buracos feito pelo pessoal da Secretaria de Serviços Públicos de Maringá.

Lá na região sul, na rotatória das avenidas Gastão Vidigal e Nildo Ribeiro estão meia dúzia de buracos. Tem outros três ou quatro bem próximos – ainda na avenida.

Terça-feira, o pessoal da Secretaria passou pela região. Fizeram muitos reparos. Havia muitos buracos. A chuva estragou bastante a malha asfáltica. Estava quase intransitável. Entretanto, alguns deles ficaram descobertos.

O curioso é que estão a menos de três metros de distância de vários outros que foram devidamente corrigidos. Mas os trabalhadores da prefeitura não viram. Não viram é modo de dizer. Afinal, é bem no trecho de entrada da rotatória. Impossível não vê-los todos ali à espera de uma roda, de um pneu.

Ficou um servicinho, por assim dizer, mal feito (tem outros adjetivos…).

Recordei de um papo que ouvi tempos atrás e cheguei a uma conclusão… Os servidores não gostam do secretário. Que mais poderia explicar tal fato?

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Transporte coletivo acumula prejuízos

A Gazeta do Povo destaca hoje os prejuízos no caixa da Urbanização de Curitiba, a Urbs – responsável pelo sistema de transporte coletivo de Curitiba. O prejuízo não é pequeno. São R$ 9,2 milhões acumulados desde o início do ano.

O déficit está diretamente relacionado à redução no número de usuários. Em média, houve uma queda de 1,3 milhão de passageiros por mês no sistema de transporte coletivo.

Desde que o preço da passagem aumentou na capital (de R$ 1,90 para R$ 2,20), diminuíram os passageiros. O sistema de transporte também foi afetado duramente em agosto, auge da pandemia de gripe A.

A reportagem da Gazeta do Povo traz algumas consequências desses prejuízos financeiros da Urbs. Relaciona também causas para redução dos usuários.

Entretanto, a gente observa que não é apenas o transporte coletivo de Curitiba que vem perdendo passageiros. Em Maringá, a situação é semelhante. Talvez com menor intensidade, mas o fenômeno é real.

E há motivos para isto. Podem ser resumidos de uma forma simples. Não compensa fazer uso do transporte coletivo. É demorado, desconfortável e caro. Não é difícil concluir que vale a pena tirar o carro da garagem. O que dizer então de quem faz uso de motocicletas, bicicletas etc? O ônibus é quase sempre a última opção para todos os cidadãos.

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Sem isenção do Estar

O Zebrão recuou. Queria garantir isenção de Estar, o estacionamento regulamentado, para moradores de prédio que não possuem vagas de estacionamento. Mas, ao notar a provável reação dos colegas, optou por arquivar o projeto. Seria votado ontem. Não foi.

Embora tenha lamentado o fato de a proposta não ter sido entendida pelos colegas da Câmara de Maringá, o parlamentar teve bom senso ao recuar. O projeto tinha uma boa intenção. Afinal, quem mora em prédios e não tem vaga de estacionamento, tem o transtorno de deixar o carro na rua – e ainda pagar por isso.

Entretanto, a questão é complexa. Garantir isenção de Estar a essas pessoas significa privilegiar alguns poucos em prejuízo da coletividade. Tem outro problema: como controlar os desvios dessa isenção? Por exemplo, quem mora num prédio na avenida Getúlio Vargas poderia deixar o carro o dia todo na avenida Brasil e não pagaria o estacionamento regulamentado.

Ou seja, seria um privilegiado em meio aos demais proprietários de veículos.

Quanto ao argumento da necessidade de vagas para idosos e deficientes, a legislação atual já garante tal benefício. Por sinal, os estacionamentos para idosos estão sendo sinalizados pelos funcionários da Secretaria de Transportes. Portanto, não precisa de projeto da Câmara.

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O agente, o secretário e a chuva

Repórter da CBN foi fazer matéria com quem trabalha debaixo de chuva. Entre outras pessoas, encontrou dois agentes de trânsito. Abordagem simples:

- Pode dar entrevista?
- Não, foi a resposta.
- Por quê?
- Tem que falar com o secretário.

Desculpa aí… Não tem graça. Secretário não trabalha debaixo de chuva.

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Chuva e buraqueira em Maringá

Enquanto chove lá fora, o asfalto vai se desmanchando.

É só uma impressão… Não é científico. Mas tenho comigo que a malha asfáltica de Maringá nunca esteve tão ruim. São tantos buracos que está difícil escolher em qual deixar o carro “cair”.

Vejo a buraqueira e lembro de Umuarama. A coisa por lá tomou proporções em que operação tapa-buracos não mais resolve a situação. Em algumas ruas e avenidas, seria até melhor se a malha asfáltica fosse removida.

Penso que, em Maringá, estamos nessa encruzilhada. Os próximos dias de sol serão determinantes. Se a prefeitura agir rápido, e com qualidade nos serviços, a situação permanecerá sob controle. Do contrário, ficará insustentável e com poucas chances de se tornar reversível.

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As promessas de um novo contorno

Abrimos espaço na CBN Maringá para tratar do prometido projeto do Anel Sul. Fernando Camargo esteve com a gente e disse que a Prefeitura espera autorização para licitar a contratação de projeto. O diretor presidente da Urbamar contou que empresa terá oito meses para concluí-lo. Apenas depois desse prazo o município poderá buscar recursos para realização da obra. Como 2010 é ano eleitoral…

O projeto tem cara de ser daqueles que vão rodar uns 20 anos pra ser realizado. Semelhante ao do Contorno Norte. Aí, quando conseguir verbas, já estará defasado.

Ah… e, mesmo que haja viabilidade técnica e ambiental para execução do Anel Sul, não há garantias de que a nova rodovia represente o fim dos problemas do atual Contorno Sul. Este, poderá continuar existindo. Há grandes possibilidade de o Anel ter um traçado que descarte o uso – ainda que parcial – daquele problemático trecho de rodovia que divide parte da cidade.

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Maringá terá binários a partir de fevereiro

As avenidas ganham sentido único do início do ano. É o que assegura o secretário de Transportes, Walter Guerlles. Não é a primeira vez que faz tal afirmação. Entretanto, por se tratar de poder público, é importante acompanhar o cronograma das obras. Ele lembra que avenidas da Zona Dois já estão sofrendo adequações nos canteiros para comportar as mudanças no trânsito e melhorar a fluidez de veículos.

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Alguém fez bobagem

Tenho a impressão que a Setran mexeu nos tempos dos semáforos da área central de Maringá. Tenho notado que pontos onde se registravam congestionamentos, agora estão fluindo melhor. Por outro lado, locais antes tranquilos ficaram horríveis.

É o caso do cruzamento das avenidas Tiradentes e Duque de Caxias. Para quem sai da avenida Cidade de Leiria e vai em direção à Catedral, o trajeto ficou muito complicado. Por volta das 7h30, é possível ficar quatro ou cinco minutos aguardando a vez naquele semáforo. Os carros chegam a ocupar mais de duas quadras.

Isto começou na semana passada. Geralmente eu gastava três minutos da escola dos meus filhos até a Catedral. Agora são sete, oito.

Por isso, não creio que sejam mais veículos nas ruas. Tudo indica que alguém fez bobagem na programação do semáforo.

Atualizado: Quando saí para o almoço fiz o sentido inverso na Tiradentes. O problema é semelhante. A fila de carros estava imensa. No retorno, a mesma situação. Como estava caminhando, pude observar que o congestionamento começava no semáforo da avenida Herval.

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Prefeitos e secretários discutem trem de passageiros

A Universidade Estadual de Maringá recebe amanhã prefeitos e secretários dos municípios das regiões Norte e Noroeste. Em pauta, a retomada do trem de passageiros entre Maringá e Londrina.

Conversei sobre o assunto com a pós-doutora em Urbanismo Ana Lúcia Rodrigues, coordenadora do Observatório das Metrópoles. Ela está otimista. Acredita que o encontro de amanhã será uma espécie de termômetro. Se prestigiado, o projeto poderá deslanchar.

Ana Lúcia ainda entende que o trem de passageiros serviria para integrar de fato esses dois pólos – Maringá e Londrina.

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Guerlles fala em binários até fevereiro

Guerlles diz que até fevereiro devem ser implementados os binários em Maringá. Esta pelo menos é a expectativa do secretário de Transportes, Walter Guerlles. Os binários vão dar sentido único às avenidas Paraná, Duque de Caxias, Herval e São Paulo.

Em entrevista à CBN Maringá, ele disse que a cada mês será lançada uma novidade no trânsito da cidade. Na segunda-feira mudam os sentidos de ruas com o objetivo de desafogar o trânsito da avenida Mandacaru.

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Hora de tirar os carros das ruas

Regularmente discuto aqui os problemas do trânsito de nossas cidades. Ontem encontrei um texto do Paulo Moreira Leite, salvei nos rascunhos do blog e, hoje, resolvi tirá-lo de lá.

O experiente jornalista trata da necessidade de tirar os carros da rua. Moreira Leite sustenta que não há outra saída para pôr fim ao caos do trânsito. Pra quem mora no interior, o problema ainda não é tão grave. Mas mesmo em Maringá já sofremos com os congestionamentos. É verdade que em nossa cidade a situação também reflete a pouca habilidade (ou lentidão) do pessoal da engenharia de trânsito em apresentar soluções para melhorar o fluxo.

Pois bem… O jornalista apresenta argumentos que valem a pena ser refletidos. Veja:

Retirar esses carros das ruas será o primeiro passo para um trânsito civilizado. Isso pode ser feito na marra, por leis e multas. Ou pelo mercado. Ou pelos dois fatores combinados.

Os carros estão fora de circulação das ruas centrais das grandes cidades americanas porque o estacionamento é inviável. A primeira hora começa em U$ 20 dólares e se você ficar o dia inteiro pode passar de U$ 80. Ninguém usa o carro para trabalhar.

Como não usa para trabalhar, também não leva o filho na escola. Pais e filhos tomam ônibus.

A tarefa não é simples. Gostamos de nossos carros. E, diferente dos países de primeiro mundo, o nosso transporte coletivo é pouco eficiente – demorado, desconfortável, caro. Mas Moreira Leite acredita que, sem os veículos particulares nas ruas, os ônibus melhoram.

Só com ruas mais livres, o transporte coletivo pode andar melhor. É assim em toda parte. Em Nova York ninguém anda todo dia com o próprio carro. Em Washington também não. A população toma ônibus e metrô que, longe do que gostamos de acreditar, nem sempre garante aquele passeio perfeito e confortável para toda parte.

Ele conclui:

Eu acho que a cidade pede passagem e o primeiro inimigo, sinto muito dizer, é o automóvel.

A evolução da humanidade ensina que ninguém abre mão do próprio conforto por um ato de generosidade. É difícil e desagradável.
Os mais belos momentos de progresso não foram atos de consciência — mas fruto da necessidade.

Eu acho que esse momento chegou para o automóvel.

Concordo com Moreira Leite. Por mais radical que seja, há necessidade de intervir nesse problema. O único “senão” é que medidas duras, precisam ser tomadas por gente séria. Políticos sérios, que sejam os primeiros a dar o exemplo. E estes andam em falta.

PS- Falando em exemplo, quantos políticos você já viu deixando o carro em casa e usando o transporte coletivo? Já vi em campanha eleitoral. Só. Fora disso, nunca. Talvez seja por que usam carros oficiais, têm motoristas, combustível pago e vagas reservadas de estacionamento.

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Infrações cometidas, mas não punidas

O amigo e especialista em trânsito Luís Riogi Miura compartilhou comigo alguns dados interessantes. Ele enviou a cópia de uma reportagem revelando que 248 mil multas foram aplicadas em Goiânia (GO) só no primeiro semestre do ano. Ou seja, são 1.365 multas/dia. Muita coisa, não é?

Pois bem… O que parece um exagero, na verdade não retrata a realidade. Uma pesquisa realizada pela Universidade Católica de Goiás aponta que para cada multa aplicada outras 8 mil infrações são cometidas e permanecem impunes. É assustador. Mas perfeitamente explicável.

Pense um pouco na sua cidade. Em Maringá, por exemplo, notamos uma mecanização da fiscalização do trânsito. Por toda cidade tem sido instalados radares e câmeras que flagram alta velocidade, avanços sobre a faixa e de sinal. Isto é fundamental dentro de uma política preventiva de trânsito. Mas não elimina outras dezenas de infrações não registradas por esses equipamentos.

Os aparelhos não conseguem ver motorista e passageiros sem cinto, falando ao celular, alta velocidade (fora dos sensores), veículos estacionados irregularmente, em fila dupla, ultrapassagens pela direita, gente que buzina perto de hospitais e escolas etc etc. Para coibir infrações dessa natureza são necessários agentes de trânsito. Eles existem, mas são poucos. Muito poucos.

Por conta disso, impera a impunidade. Basta saber onde estão os “fiscais eletrônicos”. Quem conhece a cidade e é um pouco atento, dificilmente será multado – ainda que venha cometer dezenas de infrações diariamente.

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Em defesa das bicicletas

Numa semana de descobertas, estou conhecendo o movimento identificado como Bicicletada. Por aqui, a coisa ganhou uma certa organização. Embora não tenha “dono”, diretor de evento ou qualquer função parecida, gente que gosta de pedalar se une para mostrar que é legal deixar o carro em casa e andar de bicicleta. Cerca de 300 cidades já recebem o movimento.

A “brincadeira” começou há 17 anos em São Francisco, nos Estados Unidos. Por lá o nome é Critical Mass – ou, Massa Crítica. Toda última sexta-feira do mês, por volta das seis horas da tarde, ciclistas se encontram numa pracinha da cidade. Ciclistas da cidade inteira. Gente que não se conhece, mas que curte a ideia de pedalar. Quando o grupo se torna grande, consistente, sai pelas ruas de São Francisco sem destino certo, invadindo espaços, ocupando o lugar dos carros e motos e promovendo um ato público de resistência aos veículos.

Nem todo mundo gosta da Massa Crítica. Por serem centenas de ciclistas juntos e interromperem o trânsito, invadirem ruas e avenidas importantes de São Francisco num horário complicado – seis da tarde -, existem pessoas que acusam os ciclistas de prejudicaram o trânsito. Mas as reclamações não são maiores que as conquistas do movimento. Sem bandeiras ou protestos formais, o Critical Mass, com irreverência e diversão, tem estimulado parte da população daquela cidade americana a usar a bicicleta como meio de transporte.

As magrelas talvez sejam a melhor alternativa para os atuais problemas de trânsito. Embora muitos gestores públicos defendam o transporte coletivo, o ônibus está longe de reunir as vantagens do uso das bicicletas. Para começar, elas garantem liberdade. Semelhante aos veículos motorizados, o proprietário pode chegar e sair no momento desejado e percorrer o destino que bem entender.

No entanto, no Brasil estamos longe de reconhecer esse tipo de transporte. Primeiro, por causa do nosso olhar preconceituoso. O carro está associado a status. Logo, andar de bicicleta é coisa de pobre. Imagina só um vendedor chegar numa empresa de bicicleta?! É bem provável que o cliente o considere um vendedor “pé-de-chinelo” – ou mesmo não o receba. Então, uma das coisas a fazer é mudar a visão cultural de nossa gente.

Mas há outros desafios. Faltam pistas exclusivas, lugares para guardá-las (os chamados bicicletários). Poucas empresas oferecem espaços adequados para banho e troca de roupas. Locais como teatros, parques e até academias também não têm espaços apropriados para os ciclistas. Nossas ruas são esburacadas, não há sinalização específica e os motoristas desrespeitam quem pedala.

Em São Francisco, a Massa Crítica tem provocado mudanças. Na Europa, há avanços significativos. Quem sabe por aqui a Bicicletada possa ajudar a mudar essa realidade. E mais bicicletas estejam nas ruas.

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Congresso estuda aumentar valor das multas de trânsito

Embora não seja beneficiado pela arrecadação de multas de trânsito, o governo federal está interessadíssimo em elevar o valor das notificações. A ideia é corrigir os valores. Estão defasadas. O percentual varia de 65% a 69%. Isto faria com que a menor multa custasse R$ 90,00. A mais alta, R$ 1.575,00. É justo. E, em alguns casos – dirigir embriagado, por exemplo -, poderia ser ainda mais alta.

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Estados ignoram “doação” de bafômetros

A polêmica lei seca tem apresentado resultados. A lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por quem dirige, tem colaborado para a redução do número de acidentes. Mas os resultados são tímidos. E são tímidos por ausência de fiscalização. Tem um monte de gente que segue dirigindo bêbado e nunca foi parado numa blitz.

Falta interesse da própria polícia e do poder público em ser mais rigoroso. De quantas blitze organizadas próximas de casas noturnas, com direito a teste do bafômetro, você tem notícia? Aqui em Maringá, praticamente nunca ouvi falar.

A coisa é muito mais ampla… Vejo no UOL uma reportagem sobre bafômetros estocados num prédio do Ministério da Justiça. São 205 aparelhos. Cerca de R$ 1,5 milhão jogados fora. Esses equipamentos foram comprados pelo governo federal para serem repassados aos Estados. Sete não retiraram. Eles só precisavam pagar o frete. Sequer solicitaram o envio. Ou seja, o interesse é zero desses Estados em cobrar o cumprimento da lei seca.

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Legalização de mototaxi depende de Lula

Não me oponho a legalização da atividade de mototaxi. Mas esse sistema de transporte não me agrada. A segurança é questionável e a higiene, zero. Penso que junto com a legalização, o Congresso deveria impor algumas regras. Uma delas, troca regular do capacete utilizado pelo passageiro. É o mínimo. Capacete de mototaxi geralmente é sujo, fedido e cheio de cabelos…

Outra exigência deveria ser a obrigatoriedade de seguro para mototaxista e passageiro. Como fazer? Não sei… Mas os parlamentares tiveram e têm muito tempo para elaborar alguma coisa nesse sentido.

As motocicletas também precisam ser identificadas, ter uma cor padrão e os responsáveis, empresa legal, funcionários registrados etc – até para garantir uma carreira, benefícios trabalhistas etc aos mototaxistas.

PS- Após sanção presidencial, cada município terá a responsabilidade de definir as regras para o exercício da atividade. Vamos ver como as coisas ficam em Maringá. Enquanto a profissão era ilegal, o município foi omisso e nunca havia discutido o tema.

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Trânsito de Maringá assusta até quem é do Rio

Minha amiga carioca Beth Q passou por aqui esse fim de semana. Apesar do feriado, sentiu o drama do trânsito local. Embora estejamos numa cidade do interior, temos problemas que não são vividos nem por quem dirige em grandes centros. Veja um trecho do comentário dela:

- Quanto ao trânsito que vi e estive nele, posso dizer-lhe que achei bem complicado e moroso, precisando de atualizações e educação por parte dos motoristas.

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Rotatórias serão controladas por semáforo

Nos próximos meses Maringá deverá implantar um novo sistema de controle semafórico. A ideia é colocar sensores no asfalto a fim de tornar mais eficaz o funcionamento dos semáforos e reduzir os congestionamentos. O tempo de verde ou vermelho será de acordo com a quantidade de carros à espera da abertura do sinal.

A novidade deve, inclusive, chegar às rotatórias. Pelo menos sete rotatórias devem ganhar semáforos no mesmo sistema. Ou seja, o acesso a elas será semelhante a um cruzamento controlado por semáforo, pois nelas também estarão presentes os equipamentos.

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Diminuem usuários do transporte coletivo

Gazeta do Povo desta sexta-feira revela que o transporte coletivo em Curitiba está em crise. De janeiro até agora, a média de passageiros caiu em mais de 600 mil pessoas por mês. Lá o preço da passagem é R$ 2,20 – aqui é dez centavos mais caro, R$ 2,30 (mas quem compra o cartão Passe Fácil paga R$ 2,00).

A queda no número de passageiros em Curitiba está fazendo o sistema de transporte operar no vermelho. Segundo a Gazeta, já foram injetados R$ 4 milhões no sistema de transporte para cobrir o déficit. Empréstimos estariam sendo feito para manter o funcionamento das empresas. Entretanto, pelo menos por enquanto, os funcionários estão com os salários em dia.

Um breve olhar para a manchete da Gazeta me fez pensar sobre a realidade em Maringá. Os últimos dados que temos revelam que o número de usuários do transporte coletivo também está em queda por aqui. As pessoas preferem outros meios de transporte. Já tenho dito aqui que é justo. Além do preço da passagem ser pouco convidativo, rodar pela cidade com os ônibus da TCCC é só para quem não tem outra alternativa.

Nos horários de pico, o transporte coletivo circula extremamente cheio, as viagens são demoradas, há geralmente atrasos, faltam ônibus para atender algumas regiões – ou a quantidade de horários ofertada não atende satisfatoriamente a população – e ainda existe o desconforto provocado pela garotada atendida pelo Passe Livre do Estudante.

Tudo isso revela uma enorme contradição entre o discurso dominante que fala da necessidade de investir no transporte público como resposta ao caos do trânsito. Afinal, o coletivo em Maringá não estimula ninguém a usá-lo. Chega, inclusive, a ser mais barato usar um automóvel que andar de ônibus.

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Carteiras suspensas: muito espetáculo

O secretário Luiz Fernando Delazari fez todo um espetáculo anunciando que motorista com carteira suspensa seria preso. Nos dois primeiros dias, muitos condutores em tal situação entregaram o documento. Treze dias depois, o balanço não é tão otimista. Apenas 7,4% dos motoristas com carteira suspensa se apresentaram ao órgão de trânsito. São 5,2 mil pessoas. O número de CNHs suspensas passa de 69 mil no Paraná.

Quanto aos que receberam a “visita” de policiais, estes foram muito poucos. Só 26 habilitações suspensas foram recolhidas na casa de motoristas paranaenses.

Resumo da ópera: muito espetáculo, pouca ação/resultado prático. Como é típico no poder público.

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Miura condena atividade de mototaxista

Conversei hoje com o especialista em trânsito Luís Riogi Miura. A entrevista foi ao ar no CBN Maringá Primeira Edição. Falamos sobre a atividade ilegal dos mototaxistas.

Miura entende que, historicamente, o poder público tem sido omisso e permitido o transporte de passageiros em motocicletas. Para ele, o Ministério Público também é conivente com a ilegalidade.

Na entrevista, Miura aponta que existem prejuízos econômicos na manutenção da atividade, mas o maior problema ainda é a ausência de segurança. O passageiro não tem garantias. Corre o risco de sofrer um acidente, mas não tem garantias asseguradas (um seguro, por exemplo). Ainda há aspectos de higiene. Não é a coisa mais agradável do mundo compartilhar um capacete. Afinal, quantas pessoas o usaram? Que cabeças passaram por lá?

Ainda assim, Miura acredita que o Congresso vai aprovar o transporte de passageiros por motocicletas. No último dia 3, a CCJ do Senado aprovou a proposta. A tramitação segue, mas certamente deputados e senadores vão reconhecer a atividade.

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Fiscalização na Avenida Colombo

O Diário desta terça-feira revelou que aumentaram em seis vezes a quantidade de multas aplicadas na Colombo desde que a Polícia Rodoviária Federal assumiu o controle da via. Pela via passam cerca de 60 mil veículos/dia.

Quando vi a manchete, lembrei que o Conselho Comunitário de Segurança estava preocupado com o fato de o controle da Colombo ter passado para a Polícia Rodoviária Federal. Argumentava-se que sem o controle da Setran, a Colombo poderia se notar a “casa da mãe joana”.

Contudo, nota-se pelo número de notificações que não há razão para preocupação. Já nos primeiros dias de trabalho, a PRF mostrou ser mais eficiente na fiscalização que a própria Setran.

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Carteiras devolvidas

Após o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, anunciar que motorista com carteira suspensa poderá ser preso, muita gente procurou ontem as Ciretrans do Paraná para devolver o documento. Segundo informações do Detran, o número de Carteiras Nacionais de Habilitação entregue em Curitiba cresceu 741% nas últimas 24 horas. De acordo com dados dessa quinta-feira, foram entregues 328 carteiras na capital, contra uma média diária de 39.

Em todo o Paraná, foram entregues 695 documentos para uma média diária de 104 carteiras, alta de 568%. Em Maringá, conforme reportagem publicada no jornal O Diário, o aumento de carteiras suspensas devolvidas foi de 500%. Cerca de 100 documentos teriam sido apresentados ao Ciretran.

O aumento se deve à resolução anunciada quarta-feira pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. A resolução determina que a polícia prenda motoristas que insistirem em dirigir com carteira de habilitação suspensa pelo Detran-PR.

PS- Resta saber quantos deputados, vereadores, políticos com carteira suspeita devolveram o documento.

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E a CNH dos deputados, como fica?

Motoristas que tiverem a carteira suspensa poderão ser presos. O anúncio foi feito nessa quarta-feira pelo secretário de Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari. Para evitar a prisão, o motorista paranaense que tiver a carteira suspensa terá dois dias para entregá-la ao Detran. Quem insistir em dirigir com o documento suspenso será “caçado” pela polícia.

Durante a entrevista em que anunciou a nova política do Estado, o secretário Delazari evitou falar sobre o caso dos deputados paranaenses que dirigem com carteira suspensa. Ele não quis responder se o tratamento dado aos parlamentares com carteira suspensa será o mesmo dado ao cidadão comum.

PS- Esta, por sinal, é uma boa pergunta. Afinal, o cidadão comum com carteira suspensa poderá ser preso. Mas, e deputado, será preso se insistir em dirigir com a CNH suspensa?

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Mudanças no Código de Trânsito

Conversei há pouco com o deputado Marcelo Almeida. Ele revelou que, na Câmara Federal, existem 1.071 preposições para mudar o Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o deputado e ex-diretor do Detran Paraná, cerca de 70% das propostas são descartáveis e devem ir para o “lixo”.

Em entrevista à CBN Maringá, Almeida mencionou as principais mudanças que devem ocorrer na legislação de trânsito. Entre elas, a necessidade de criminalizar certos acidentes e acabar com a Ufir como mecanismo de definição dos valores das multas.

Ele também criticou a ausência de um plano nacional para tratar de temas relacionados ao trânsito. Na opinião do deputado, semelhante ao que acontece no futebol, todo mundo acha que entende de trânsito.

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Deputados de Maringá podem dirigir

Hoje, um ouvinte questionou se havia algum deputado de Maringá com pontos acumulados na carteira de habilitação. Consultei a lista feita pela Folha de Londrina. Nenhum deles aparece. Estão todos em dia com as leis de trânsito.

PS- Pelo menos nisto não nos decepcionaram.

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Contorno Sul no Diário…

O jornal O Diário traz hoje uma reportagem sobre os buracos e a falta de acostamento no Contorno Sul, em Maringá. A falta de acostamento é um problema. Mas existe desde que foi construída. Entretanto, a ausência de manutenção das vias é uma falha e tanto do poder público municipal. Diria até que a foto que ilustra a reportagem foi generosa. Os buracos estão muito mais presentes do que sugere a imagem.

As irregularidades na pista são inúmeras. Conheço bem aquela rodovia. Faço uso dela com frequência. E posso assegurar que, quando possível, vale a pena evitá-la.

A prefeitura informa que uma licitação já foi aberta para corrigir os problemas da pista. Mas ainda está em andamento. Dentro do período para recursos.

Espera-se que, desta vez, as obras de recuperação da via possam se concretizar. Afinal, não é de hoje que os usuários esperam por melhorias no contorno sul. Em 2005 foi a última vez que foram executados serviços consistentes naquela pista.

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Cadê a fiscalização?

Alguém sabe me dizer por que todos os dias têm veículo parado em fila dupla em frente ao Colégio Marista? Onde está a fiscalização? Por que nunca tem um agente de trânsito por lá, no começo da manhã, para disciplinar e coibir as infrações?

De segunda à sexta-feira, todos os dias, existem motoristas que atropelam o bom-senso e desrespeitam a legislação de trânsito. É fácil identificar as infrações. Também não é difícil disciplinar o movimento no local. Mas o problema persiste. E não é por falta de reclamações

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Tudo perto…

A revista Isto É desta semana trouxe uma reportagem sobre a preocupação que hoje existe de morar perto do trabalho. Mais que isto: trabalhar, estudar, comprar, divertir-se tudo perto de casa.

É meu sonho de consumo. Acho que é o sonho de muita gente. O trânsito é o motor desse desejo. Para quem circula por quilômetros para chegar ao trabalho, à escola dos filhos, à igreja etc, o desgaste físico e mental é muito grande.

Em Maringá, por exemplo, tem se tornado comuns os congestionamentos. Estamos longe do caos de cidades como São Paulo. Mas o fluxo nas vias públicas tem sido comprometido pelo aumento da frota de veículos. É carro demais para engenharia de tráfego de menos.

Além disso, o motorista de Maringá deixa o trânsito ainda pior. Falta educação, respeito, gentileza e fiscalização (humana, com agentes de trânsito e não equipamentos). Motoristas que param em fila dupla, que trocam de faixa de forma abrupta, que não sabem estacionar, que entram na via desrespeitando a preferência são algumas das infrações mais comuns.

Essa combinação – engenharia ruim, falta de fiscalização e motorista ruim ou mal educado – é trágica. Muitos acidentes, gente ferida, mortes e trânsito comprometido. É impossível não se estressar. Eu sinto dor no estômago toda vez que penso em sair de casa. Mas não tem jeito. São pelo menos seis “viagens”/dia. Quase 50 quilômetros rodados.

Por isso, é impossível não idealizar uma vida onde tudo esteja perto, ao alcance. Na Isto É, há exemplos de pessoas que têm tudo nos limites de uma quadra – ou no máximo em duas ou três. A pessoa caminha até o trabalho, faz curso, leva o filho para escola, realiza compras etc sem necessidade de carro, moto ou transporte coletivo.

Mas morar perto de tudo custa caro. É privilégio de poucos. No meu caso, só sonho. Sonho meu e da família, acalentado na periferia – longe de tudo e meio que esquecida pelo poder público.

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Trânsito, gentileza e impunidade…

Duas da tarde. Avenida Getúlio Vargas, uma das mais movimentadas de Maringá – principalmente neste horário. É a avenida onde estão grandes bancos. HSBC, Unibanco, Caixa e Bradesco, todos muito próximos. A poucos metros, a prefeitura, o fórum, a biblioteca central, Correios, Receita Federal e Previdência Social.

É nessa avenida que, nesse horário, um motorista, proprietário de uma bela camionete S-10 cabine dupla, parou em fila, abriu a porta e, tranquilamente, deixou o volante para que outra pessoa o assumisse.

O condutor parou do lado direito da via. Isto significa que a porta do veículo, ao ser aberta, interrompeu o trânsito também no rolamento da esquerda.

A via tem estacionamento em ambos os lados. Como a camionete parou em fila dupla no lado direito, a porta foi aberta na esquerda, todos os demais veículos que vinham logo atrás tiveram que parar para aguardar a troca de motorista.

Vi as cenas e, como tive que parar bruscamente – semelhante a outros condutores -, imediatamente lembrei da campanha da Secretaria de Transportes que pede aos maringaenses que levem gentileza às ruas.

Não vi ninguém buzinar, xingar o motorista da S-10. Mas o fato reforçou a minha tese de que tem coisas que só a “gentileza” não resolve. É preciso ter a mão do ente público para orientar e, principalmente, coibir os abusos.

Ser gentil num caso como esse ajuda a não criar tensão, estresse, briga no trânsito. Entretanto, não elimina a prática desrespeitosa do motorista infrator.

O cidadão que age de tal forma agride os demais motoristas, prejudica o trânsito e, indiretamente, afronta o Estado. Tal condutor age dessa maneira pois sabe que permanecerá impune.

Quando o município argumenta que um trânsito melhor só depende da gente, transfere para o cidadão o dever de torná-lo mais funcional, menos violento. Isso é necessário. Afinal, somos nós mesmos que causamos os problemas. No entanto, ao mesmo tempo, ficam livres de pena os motoristas que ignoram o apelo de gentileza, de respeito à legislação de trânsito.

Esse condutor deveria ser multado. Mas não foi. Não foi por que o Estado, representado pelos agentes de trânsito, não estava presente.

No trânsito, abusos dessa natureza acontecem todos os dias. Mas permanecem impunes.

Defendo as campanhas educativas, a necessidade de um motorista gentil nas vias públicas. Mas também entendo que o poder público deve agir de forma ostensiva. E o agente de trânsito, presente nas ruas, poderia ajudar na tarefa de “estimular” os “não gentis” a agirem de forma coerente e respeitosa – em relação à lei e aos demais motoristas.

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Nota: contorno de Mandaguari

Prefeito de Mandaguari acredita que há vontade política do Estado para resolver impasse sobre contorno viário da cidade. Segundo Cilênio Pessoa, após a decisão da Justiça Federal que determinou que o DER assuma os custos da indenização para construção do desvio, o governo do Paraná parece disposto a um acordo com a concessionária de rodovias Viapar. A empresa já informou ao prefeito que tem condições de iniciar a obra em até 30 dias – desde que o DER agiilize as indenizações e a definição do trajeto do contorno.

PS- Após a decisão judicial na semana passada, o prefeito manteve contato com a Viapar e Secretaria de Transportes do Paraná.

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Estacionamento em Maringá…

O assunto do momento parece ser o estacionamento em Maringá. Iniciamos essa discussão dia desses nesse espaço. A última novidade é o anúncio por parte da Setran de que o preço do Estar poderá subir para R$ 1,00.

Não dá para reclamar do aumento. Ninguém gosta de pagar mais por serviço de qualquer natureza. No entanto, pelo tempo que está em funcionamento, é aceitável. Durante os 4 anos da gestão passada, subiu uma única vez.

Minha torcida é para que a proposta de aumento seja também uma maneira de o município melhorar a logística do sistema atual, o Estar. E, principalmente, que tenha o objetivo de enterrar de vez a proposta do parquímetro.

O parquímetro nunca representará a solução para a falta de vagas. Isto é consequência do aumento constante da frota de veículos. O parquímetro não criará novas vagas. Estas existirão se tivermos mais estacionamentos privados.

A diferença básica entre parquímetro e Estar está na logística e administração das vagas. O primeiro é mais eficaz, pois tem uma empresa por trás interessada nos lucros. O Estar funciona menos, porque falta melhor gerenciamento.

Nem o provável aumento do Estar e nem a volta do parquímetro vai resolver outro problema com o qual o motorista convive, os flanelinhas. Estes provavelmente continuarão, impunes, extorquindo os cidadãos sem que ninguém os perturbe.

PS- Meio por acaso encontrei um post de 2005 sobre uma viagem do prefeito de Maringá à Argentina. Na ocasião, lembrava da desastrosa experiência do parquímetro durante a gestão Jairo Gianoto.

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Contorno sul…

Os poucos mais de doze quilômetros da rodovia representam, hoje, um problema para os motoristas. Poucas vezes a estrada esteve em situação tão ruim. É péssimo o estado de conservação. Existe um trecho apenas – de aproximadamente 1,2 mil metros de extensão – em que o condutor não sofre com buracos e irregularidades na pista. Esse trecho foi recuperado no ano passado.

Há necessidade de intervenção do poder público. Sabe-se que o contorno sul representa um ônus para o município. A conservação daquela rodovia não deveria estar sob responsabilidade da prefeitura de Maringá. Entretanto, o que foi feito no passado está feito. Politicamente, o gestor tem direito de reclamar, negociar e tentar devolver ao Estado uma obrigação que não deveria ser sua. Contudo, isto não dá ao município o direito de manter aquela estrada em estado tão precário.

Uma obra de recuperação já foi anunciada. Mas até o momento ninguém “botou a mão na massa”. As obras são urgentes; precisam deixar o estado de previstas para se tornarem realizadas.

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Estacionamento em Maringá…

Não é de hoje que é difícil achar estacionamento para carros no centro de Maringá. Mas agora os motociclistas sofrem situação semelhante. Em determinados horários e locais, é preciso ter paciência para encontrar uma vaga.

Mas não adianta reclamar do poder público. Carros e motos são particulares. Não é dever do município providenciar vagas em ruas e avenidas. Nós somos responsáveis pelo problema. Temos verdadeira paixão por veículos.

Também preferimos nossos carros a usar o transporte coletivo. Então, cabe a nós pagarmos o preço. O que a prefeitura tem de fazer é incentivar estacionamentos particulares. Estes é que devem receber nossos carros e motos.

Mas esse nosso caso de amor por carros e motos não elimina apenas as vagas de estacionamento. Temos um problema ainda mais grave: o trânsito lento, difícil e perigoso. É o retrato do monstro que criamos e alimentamos.

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Imprudência e mortes…

Informação dada pela CBN Maringá. Texto da repórter Luciana Peña.

A imprudência de um motociclista provocou uma tragédia na noite deste domingo na rodovia próximo a Cianorte. Para desviar da motocicleta que avançou a preferencial o motorista de um gol saiu da pista atingindo um ônibus de romeiros que vinham de Aparecida do Norte. Todos os ocupantes do gol morreram no local. 3 jovens com idades entre 19 e 28 anos. Um adolescente de 16 anos e uma criança de 8 anos. O motociclista está hospitalizado em estado grave. Nenhum passageiro do ônibus ficou ferido. O sargento José Carlos Ribeiro, comandante do posto rodoviário de Cianorte, diz que o trevo onde aconteceu o acidente é bem sinalizado.

A polícia rodoviária ainda não sabe informar se as vítimas são da mesma família.

O domingo foi violento também em outras rodovias da região. De ontem para hoje a polícia rodoviária registrou 10 acidentes na região, com 7 mortes e 11 feridos. Os outros acidentes graves aconteceram próximo a Paranavaí e Campo Mourão. Em Paranavaí, o passageiro de um trator caiu na rodovia e morreu atropelado pelo veículo. Em Campo Mourão, um carro bateu num poste e o motorista morreu horas depois no hospital.

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Acidente com ônibus da TCCC… III

Li há pouco no Rigon… Morreu o passageiro do Gol que envolveu-se num acidente de trânsito com um ônibus da TCCC, na terça-feira. É mais uma vítima do trânsito em nossa cidade. Mais uma vítima da imprudência.

Como disse aqui, o motorista do carro invadiu a preferencial. Entretanto, o ônibus da concessionária de transporte coletivo estava muito acima da velocidade limite para aquela via, no conjunto Cidade Alta.

Não é a primeira vez que alguém morre naquele local, vítima de acidente de trânsito com ônibus da TCCC. Infelizmente, é provável que não seja a última.

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Ciclistas multados…

Não sei se é a propaganda da prefeitura, mas gosto de Apucarana. Tenho a impressão que a cidade tem exportado boas iniciativas. Ontem falei aqui sobre o projeto que remunera que cuida dos mananciais existentes na propriedade. Anos atrás, a Câmara de Apucarana começou um processo de corte de gastos, com demissão de CC’s, que resultou na devolução de cerca de R$ 1 milhão/ano aos cofres da prefeitura.

Agora a cidade pretende multar ciclistas que cometem irregularidades no trânsito. As multas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Podem variar de R$ 85 a R$ 180. E, por pressão da sociedade, prefeitura e Polícia Militar acertaram que ciclistas infratores serão multados.

A intenção é não tolerar avanço de sinal (quando no vermelho), ciclistas que trafegam nas calçadas, tráfego na contramão etc. A PM promete, além das multas, apreender as magrelas dos infratores.

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Acidente envolvendo ônibus da TCCC – II

Minha amiga carioca Beth comentou sobre os motoristas de ônibus do transporte coletivo:

Hoje em dia percebo que as pessoas contratadas pra dirigir um coletivo, tanto aí, quanto aqui no Rio, são ‘qualquer um’!
É de um descuido com a humanidade o modo como eles dirigem e se portam ao volante desses enormes ônibus.
E o que me deixa mais estupefata é que o nosso povo, humilde por natureza, ainda agradece a eles quando param no ponto.
Fico prá morrer vendo isto.
São empregados, pagos para isso, não importa se ganham pouco ou muito, mas teem que exercer seu papel condignamente. Se estão insatisfeitos com o salário que procurem outra alternativa, mas este é um dos empregos que tem que ter o maior cuidado para exercê-lo. Levam e trazem pessoas, seres humanos e suas máquinas são verdadeiros prédios ambulantes.

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Acidente envolvendo a TCCC…

Minha mulher ligou há pouco para avisar de um grave acidente ocorrido perto de onde moramos. Um ônibus da empresa Transporte Coletivo Cidade Canção colidiu com um automóvel. Duas pessoas ficaram gravemente feridas.

Conheço a região. Qualquer descuido pode ser fatal. Os ônibus da TCCC geralmente passam por lá em velocidade incompatível. Embora seja via preferencial, não respeitam os limites de velocidade e, um motorista desatento, pode se tornar vítima. Já vi gente morrer no conjunto Cidade Alta, vítima de acidente com ônibus da concessionária de transporte coletivo.

Não dá para responsabilizar totalmente os motoristas da empresa. Entretanto, por se tratar de um bairro, o mínimo que deveriam fazer é tirar o pé do acelerador. Mas, lamentavelmente, essa é comportamento corriqueiro. Falta fiscalização. O poder público é tolerante com as práticas abusivas da empresa.

PS- Os problemas não são apenas velocidade incompatível com determinadas vias. Vai além disto. Neste blog, há vários textos sobre o assunto. Aqui, um deles.

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Contorno de Mandaguari…

Abrimos o jornal da CBN Maringá discutindo a mobilização dos moradores de Mandaguari para a construção de um contorno rodoviário naquela cidade. Um protesto está sendo organizado para sensibilizar governo e Viapar.

Como se sabe, a obra está prevista no contrato firmado entre Viapar e Governo do Paraná. Acontece que, segundo a concessionária, a desapropriação de terras deveria ser feita pelo Estado. Já o Estado alega que é a empresa quem deve arcar por esses custos.

Esse é um embate complexo. O governo tem razão ao dizer que o pedágio é caro. Tem razão ao dizer que as concessionárias têm dinheiro e podem, como no caso da Viapar, pagar pela desapropriação dos terrenos necessários para a realização da obra.

Entretanto, existe um contrato. O governo não quer dar o braço a torcer. Não quer admitir que tem perdido todas as disputas judiciais com as concessionárias. Roberto Requião não quer voltar atrás. Não quer admitir que, em 2002, quando disputou as eleições que o tornaram governador pela segunda vez, usou mais do marketing que da verdade para tratar da questão do pedágio no Paraná.

Requião não é responsável por esses contratos com as concessionárias. Não foi ele quem entregou as estradas do Paraná para a gestão de empresas privadas. Contudo, os contratos existem. E, por isso, precisam ser respeitados.

Um gestor responsável tem o dever de garantir o melhor à população. Por isso, tem o dever de lutar por preços mais baixos para o pedágio. Tem a obrigação de reclamar que a concessionária pague pela desapropriação dos terrenos de Mandaguari. Mas não pode ignorar a urgência da obra. Portanto, se é incapaz de resolver a questão, dialogando com a Viapar, precisa ao menos reconhecer que seu orgulho não pode ser maior que a demanda da sociedade.

O contorno é fundamental para Mandaguari. Moradores e comerciantes seriam diretamente beneficiados. O fluxo da estrada seria outro. Usuários da rodovia também teriam ganhos imediatos.

Como Requião não demonstra disposição para negociar, resta torcer para que a Justiça decida o imbróglio.

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TCCC com os dias contados…

Gostei desse título aí… Mas é provável que o “sonho” de muita gente não se concretize.

Ainda assim, o vereador Mário Hossokawa acredita que Maringá vai ter de fazer uma nova licitação para a concessão do transporte coletivo.

Como muita gente já sabe, existe uma disputa jurídica que tem mantido o monopólio da Transporte Coletivo Cidade Canção. Mas, na opinião do presidente da câmara, os recursos do Legislativo só devem servir para ganhar prazo. Breve o município terá de fazer uma licitação. Hossokawa não tem dúvidas de que isso vai acontecer.

PS – Ele também contou à CBN Maringá que a Câmara pode ter perdido o prazo de recurso da decisão judicial que obriga a abertura imediata de uma licitação. Estamos checando se isso, de fato, aconteceu.

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Só pedras e piche…

Passei há pouco pela avenida Cerro Azul. Lá estava o pessoal da Secretaria de Serviços Públicos. O trabalho básico da tarde era reparar os buracos da via. Material usado? Pedras e piche. Tudo bem, ajuda. Mas a malha asfáltica da Cerro Azul, Nildo Ribeiro e de outras avenidas da cidade já deveria ter sido, no mínimo, reperfilada.

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Um racha com o ônibus da TCCC…

No início da manhã, quando vinha para o trabalho, não resisti à tentação… Tive que “medir forças” com um ônibus do transporte coletivo. Numa das descidas da avenida Nildo Ribeiro da Rocha, pisei no acelerador e fiquei lado a lado com ele. No velocímetro, 90km/h. Depois de registrar a velocidade exercida pelo motorista numa via perigosa, tirei o pé e voltei ao limite permitido, 60km/h.

Menos de cinco minutos depois, no semáforo do cruzamento da avenida Nóbrega com Perimetral, a minha frente, um outro veículo freiou para evitar ser pego por outro ônibus da empresa. Embora o sinal estivesse verde para o carro, o motorista da TCCC avançou o sinal vermelho, e em velocidade incompatível com a via.

Essas são infrações e abusos cometidos todos os dias nas ruas e avenidas de Maringá. Os mesmos veículos que garantem o transporte de milhares de pessoas podem representar um risco para pedestres, ciclistas, motociclistas e outros motoristas. Basta imaginar o que pode acontecer quando um ônibus circula a 90km/h numa avenida, principalmente numa descida.

Nesses horários, geralmente há crianças, idosos… E, como é sabido, todos estão soltos, sem cinto de segurança. Uma parada brusca pode ferir muita gente.

Os avanços de sinal também não deveriam ser tolerados. Primeiro, pelo risco que tal comportamento representa. Segundo, pelo péssimo exemplo aos demais motoristas. Por fim, por insinuar que a empresa está acima da lei.

E esta talvez seja a questão mais importante a se discutir aqui. É verdade que o município não reúne condições de fiscalizar o trânsito em todas as vias da cidade. Mas a impressão que se tem é as autoridades de trânsito são coniventes. Quando o assunto é a empresa de Transporte Coletivo Cidade Canção, o silêncio impera.

As infrações e abusos cometidos pelos ônibus da TCCC são conhecidos. Mas não há informações sobre punições, multas e muito menos ameaça de rompimento do contrato.

É verdade que a concessionária investe, tem bons veículos. Mas também é verdade que a lista de problemas é extensa. Desde aos abusos no trânsito até a ausência de transparência e clareza na formatação do preço da tarifa. Entretanto, o que lamentamos é que não indicações de que isso um dia vá mudar.

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Na contramão…

Tenho a felicidade de há muitos anos não me envolver em acidente de trânsito. Entretanto, hoje pela manhã, ao estacionar o carro em frente à escola de meus filhos, fui surpreendido por um aluno de bicicleta. Quando fui abrir a porta, o garoto esbarrou no carro. Não aconteceu nada com ele. Mas a porta não saiu ilesa. Deixei o estudante seguir adiante, mas, cá com meus botões, ainda estou lamentando o prejuízo e o fato de o garoto transitar por entre os carros na contramão.

PS- Campanhas educativas voltadas aos pedestres e ciclistas seriam bem-vindas em Maringá. O hábito de ciclistas transitarem por sobre as calçadas, na contramão e até furar os sinais deveria ganhar atenção das autoridades de trânsito.

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Corajoso…

Faltando pouco mais de um ano para as eleições, José Serra mostra que assume riscos. Ele acaba de propor medidas muito pouco populares para amenizar o problema do trânsito em São Paulo e ainda reduzir a emissão de poluentes no Estado.

Trata-se de um projeto que prevê a criação de pedágios em vias entre cidades, rodízio de veículos em rodovias e permite um recurso ainda mais impopular, o pedágio em vias urbanas.

Loucura? Talvez. Mas talvez sejam as propostas mais sensatas que um governo pode ter num tempo em que os veículos particulares se tornaram um problema para o meio ambiente, cidades e estradas.

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Sem entrevistas…

Queria falar hoje sobre a retirada dos tachões na cidade. Saber como está o serviço da Secretaria de Transportes. Pelo menos era essa uma das minhas ideias para o jornal desta tarde. Foi para o lixo. Os celulares do secretário Walter Guerlles estão mudos. Ouvi dizer que ele não quer falar com a imprensa sobre o assunto. Pode?

PS- Algumas manchetes sobre a polêmica retirada dos tachões.

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Tropa de choque…

No Rio, mais de mil veículos foram rebocados nos últimos 20 dias. Motivo? Estavam estacionados em locais proibidos. A média é de 46 carros rebocados/dia.

Cá com meus botões fiquei pensando numa operação semelhante aqui em Maringá. Certamente teríamos mais de uma dezena de veículos rebocados. E se os agentes de trânsito multassem motoristas que param em fila dupla e que fazem manobras irregulares, o número de notificações passaria fácil de uma centena.

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Continua espera por obras…

Entrevistei hoje o secretário de Planejamento de Maringá. Jurandir Guatassara Boeira disse que obras de revitalização da área central de Maringá devem ser iniciadas em 2010.

Segundo ele, a administração municipal pretende iniciar, no segundo semestre, as obras do contorno oeste da UEM. Talvez seja possível preparar as avenidas centrais para os binários – vias em sentido único.

Em entrevista à CBN, o secretário ainda falou sobre outros projetos para a área central, a extinção de vagas de estacionamento em ruas e avenidas, o projeto de uma rede de ciclovias e a desapropriação do antigo terminal rodoviário de Maringá. Por sinal, esta semana deve ser decidido o que será feito para pôr o prédio no chão. Ouça aqui.

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Estradas…

Enquanto estava na estrada, pensava nos diferentes problemas da rodovia que liga Maringá ao litoral paranaense. É impossível não fazer essa reflexão. Afinal, paga-se mais de cem reais de pedágio. Ao todo, são sete praças – a menor tarifa, R$ 5,20; a maior, R$ 12,50.

Sinalização
Quem está acostumado com as estradas não sente falta de mais placas. Já o usuário esporádico, sofre. Em diversos pontos de acessos para diferentes locais, faltam informações. Aparece uma ou duas placas com poucos detalhes e nada mais. E depois de acessar a pista, viaja-se durante quilômetros sem saber pra onde se está indo. O maior problema está na região de Curitiba, pois são várias rodovias se cruzando, contornos etc etc. O mínimo que o motorista espera é saber se fez a escolha certa. Mas não dá. A gente entra na pista e nada de placa indicando pra onde se está indo…

Duplicação
Tudo bem que cobrar duplicação em toda extensão da rodovia pode ser meio exagerado. Entretanto, deveriam existir mais faixas adicionais – a chamada terceira faixa. Há trechos, principalmente antes de começar a descer a serra, em que o motorista é obrigado a rodar quilômetros atrás de um caminhão simplesmente por que não consegue ultrapassá-lo.

Buracos
Também não faltam irregularidades nas pistas. Nas vias cuidadas pela Rodonorte, por exemplo, paga-se sempre mais de R$ 7,00 de pedágio. Contudo, há buracos. E em alguns pontos os tapa-buracos são tão mal feitos quanto aqueles que vemos em alguns bairros de nossas cidades – um monte de pedras com piche. O carro passa e as pedras voam batendo na lataria do carro e no veículo que vem logo atrás.

Acostamento
Dá para imaginar gastar mais de cem reais com tarifas de pedágio e ainda conviver com a falta de acostamentos ou acostamentos em péssimo estado? Infelizmente essa é a realidade do usuário dessa rodovia. São cerca de 550 quilômetros de Maringá a Matinhos, onde estávamos. Toda extensão é administrada por concessionárias de rodovias – ou seja, empresas privadas. Paga-se para trafegar por elas. Mas há vários trechos onde os acostamentos estão muito ruins.

Contorno sul
Sabe quando a gente se conforma com o custo do pedágio? Quando retorna a Maringá e passa pelo contorno sul. O estado do asfalto é tão ruim que o gastos nas estradas ficam bem mais leves. Como diz a minha mulher, quem só conhece Maringá pelo contorno sul não deve ter uma boa impressão. É provável que questione: “Maringá é isso?”.

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Contorno sul…

São péssimas as condições de tráfego no contorno sul, em Maringá. A gente chega à cidade e dá vontade de dar meia-volta e retornar.

Para chegar a minha casa, quando venho de Umuarama, preciso passar pelo contorno. Mas dá desespero encarar aquela estrada. O asfalto está todo irregular. A prefeitura fez o recapeamento num trecho de 1,2 mil metros. Só que esqueceu dos outros 10,8 mil. A restauração parcial, ao que parece, só serviu para tirar foto. É aquela história… Quando alguém da prefeitura precisa falar da rodovia, tira foto do trecho arrumado; esquece dos buracos. Fica lindo na foto.

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